Viés atencional em faces emocionais no transtorno de personalidade borderline

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Vivian, Fabielle Antunes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências da Saúde
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9166
Resumo: O transtorno de personalidade borderline é definido por uma alta instabilidade emocional, que leva a um padrão de comportamento impulsivo, autoimagem distorcida e principalmente, relações interpessoais instáveis. O viés atencional é forma particular de cada pessoa processar seus estímulos em detrimento de outros, de acordo com o valor que é dado a eles. O VA tem sido bastante estudado em quadros de ansiedade e depressão, mas pouco se sabe do VA em TPB. Buscando contribuir com a elucidação do viés atencional frente as faces emocionais em pessoas com TPB, foram realizados dois estudos nesta dissertação, sendo um estudo teórico e um estudo empírico. O estudo teórico teve como objetivo compreender melhor o viés atencional no TPB frente a estímulos faciais através de uma revisão integrativa da literatura. A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, em que foi realizada uma busca por artigos aceitos ou publicados nas bases de dados Scopus, PubMed e PsycNet, que fossem empíricos e que estivessem em português, inglês ou espanhol. Resultados: Foram encontrados 17 artigos, mas depois das etapas de seleção, sete artigos foram incluídos na revisão. Os resultados desta revisão de literatura integrativa mostram que há poucos estudos na área, mas que indicam algum tipo de VA frente a faces emocionais, mas resultados são inconclusivos, havendo controvérsias sob qual seria a direção do VA e em quais tipos de expressões faciais. A partir destes poucos achados a respeito do assunto, o estudo empírico teve como objetivo investigar o VA em faces emocionais em pessoas com TPB na tarefa dot probe, com o uso do aparelho eye tracking. Método: A amostra foi composta por n=25 participantes, que foram divididos em dois grupos: grupo clínico (n=12) , que eram pessoas com traços de personalidade borderine e grupo controle (n=13) que foram participantes com sintomas de depressão, sem traços de TPB que responderam a uma tarefa de dot-probe com faces emocionais (neutro, alegria, raiva e tristeza) nos tempos de 250ms e 1000ms. Resultados: Houve diferenças de grupos no tempo de reação para a face emocional de raiva no tempo de 250ms, sendo que o grupo clínico foi mais rápido para responder os ensaios do que o grupo controle. Em relação ao tempo de fixação do olhar analisado através do eye tracking, houve diferenças de grupos também, indicando que deprimidos olharam mais para os olhos das faces neutras do que o grupo de pessoas com TPB. Conclusões: Estudo sugere que há um VA para faces emocionais de raiva em pessoas com TPB em um estágio de processamento mais automático. Baseado neste achado faz-se necessário intervenções terapêuticas focadas para TPB. Pesquisas futuras devem continuar estudando VA em TPB a fim de clarear melhor este processo.
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O estudo teórico teve como objetivo compreender melhor o viés atencional no TPB frente a estímulos faciais através de uma revisão integrativa da literatura. A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, em que foi realizada uma busca por artigos aceitos ou publicados nas bases de dados Scopus, PubMed e PsycNet, que fossem empíricos e que estivessem em português, inglês ou espanhol. Resultados: Foram encontrados 17 artigos, mas depois das etapas de seleção, sete artigos foram incluídos na revisão. Os resultados desta revisão de literatura integrativa mostram que há poucos estudos na área, mas que indicam algum tipo de VA frente a faces emocionais, mas resultados são inconclusivos, havendo controvérsias sob qual seria a direção do VA e em quais tipos de expressões faciais. A partir destes poucos achados a respeito do assunto, o estudo empírico teve como objetivo investigar o VA em faces emocionais em pessoas com TPB na tarefa dot probe, com o uso do aparelho eye tracking. Método: A amostra foi composta por n=25 participantes, que foram divididos em dois grupos: grupo clínico (n=12) , que eram pessoas com traços de personalidade borderine e grupo controle (n=13) que foram participantes com sintomas de depressão, sem traços de TPB que responderam a uma tarefa de dot-probe com faces emocionais (neutro, alegria, raiva e tristeza) nos tempos de 250ms e 1000ms. Resultados: Houve diferenças de grupos no tempo de reação para a face emocional de raiva no tempo de 250ms, sendo que o grupo clínico foi mais rápido para responder os ensaios do que o grupo controle. Em relação ao tempo de fixação do olhar analisado através do eye tracking, houve diferenças de grupos também, indicando que deprimidos olharam mais para os olhos das faces neutras do que o grupo de pessoas com TPB. Conclusões: Estudo sugere que há um VA para faces emocionais de raiva em pessoas com TPB em um estágio de processamento mais automático. Baseado neste achado faz-se necessário intervenções terapêuticas focadas para TPB. Pesquisas futuras devem continuar estudando VA em TPB a fim de clarear melhor este processo.Borderline personality disorder is defined by a high emotional instability, which leads to a pattern of impulsive behavior, distorted self-image and, mainly, unstable interpersonal relationships. Attentional bias is a particular way for each person to process certain stimuli at the expense of others, according to the value that is given to them. VA has been extensively studied in cases of anxiety and depression, but little is known about VA in BPD. Seeking to contribute to the elucidation of the attentional bias towards emotional faces in people with BPD, two studies were carried out in this dissertation: a theoretical and an empirical study. The theoretical study aimed to better understand the attentional bias in the TPB from facial stimuli through an integrative literature review. The methodology used was an integrative literature review, in which a search was made for articles accepted or accepted or published in the Scopus, PubMed and PsycNet databases, which were empirical and were in Portuguese, English or Spanish. Results: 17 articles were found, but after the selection steps, seven articles were included in the review. The results of this integrative literature review show that there are few studies in the area that indicate some type of VA in the face of emotional faces, but results are inconclusive, with controversies under what would it be the direction of the VA and in which types of facial expressions. From these few findings on the subject, the empirical study aimed to investigate the VA in emotional faces in people with BPD in the dot-probe task, using the eye tracking device. Method: The sample consisted of n = 25 participants, who were divided into two groups: clinical group (n = 12), who were people with borderine personality traits and control group (n = 13) who were participants with symptoms of depression , without traces of TPB that responded to a dot-probe task with emotional faces (neutral, happy, angry and sad) in the times of 250ms and 1000ms. Results: There were group differences in reaction time for the emotional face of anger in 250ms, and the clinical group was faster to respond to the trials than the control group. Regarding the time taken to fix the gaze analyzed through eye tracking, there were differences in groups as well, indicating that depressed people looked more into the eyes of neutral faces than the group of people with BPD. Conclusions: Study suggests that there is a VA for emotional faces of anger in people with BPD at a more automatic processing stage. Based on this finding, therapeutic interventions focused on BPD are necessary. Future research should continue to study VA in TPB in order to better clarify this process.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de Ciências da SaúdeBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaArteche, Adriane XavierVivian, Fabielle Antunes2020-07-16T20:39:27Z2020-03-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9166porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2025-07-22T15:00:11Zoai:tede2.pucrs.br:tede/9166Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2025-07-22T15:00:11Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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