Análise estrutural metabólica de neurônicos da amígdala basolateral de ratos wistar submetidos ao protocolo de estresse pós-traumático
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8601 |
Resumo: | A amígdala é uma das principais regiões encefálicas envolvidas no transtorno de estresse póstraumático (TEPT) e desempenha um papel importante nos circuitos neuronais de medo, ansiedade e respostas emocionais. Estudos de imagem demonstraram que a amígdala apresenta função anormal em pacientes com TEPT. Além disso, alterações na plasticidade sináptica têm sido associadas a distúrbios psiquiátricos e estudos anteriores demonstram que alterações na morfologia da amígdala, especialmente em neurônios da amígdala basolateral (BLA), estão relacionadas ao medo e à ansiedade em modelos animais de distúrbios relacionados ao estresse. Como uma parte dos indivíduos expostos a um evento traumático desenvolvem TEPT, os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos iniciais do TEPT no metabolismo da glicose na amígdala e analisar as possíveis alterações na plasticidade dos espinhos dendríticos da BLA em animais com diferentes níveis de resposta comportamental. O choque inescapável único foi utilizado como modelo experimental de TEPT e os animais foram classificados de acordo com a duração do seu comportamento de medo em grupos distintos: “extreme behavior response” (EBR) e “minimal behavior response” (MBR). Avaliamos o metabolismo basal da glicose (antes do protocolo estressor) e imediatamente após o lembrete situacional através da técnica de microPET-CT e 18F-FDG. Os espinhos dendríticos da BLA foram analisados quanto ao número, densidade, forma, morfologia e parâmetros quantitativos relacionados ao comprimento do espinho (CE), comprimento do pescoço (CP), diametro da cabeça (DC) e diametro do pescoço (DP) na mesma população. Nossos resultados mostram que os animais classificados como EBR exibiram maior comportamento de medo e um aumento na densidade dos espinhos dendríticos proximais nos neurônios da BLA. O metabolismo da glicose na amígdala, a morfologia e os parametros morfométricos analisados não apresentaram diferenças significativas. Nossos resultados demonstram que a resposta comportamental extrema provocada por este protocolo de TEPT pode induzir um aumento imediato na densidade de espinhos dendríticos na BLA, que não está associado com alterações na morfologia dos espinhos dendríticos, tampouco com alteraçoes metabólicas na BLA de ratos Wistar. |
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Análise estrutural metabólica de neurônicos da amígdala basolateral de ratos wistar submetidos ao protocolo de estresse pós-traumáticoTEPTAmígdalaEspinhos Dendríticos18F-FDGMicroPETCIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERALA amígdala é uma das principais regiões encefálicas envolvidas no transtorno de estresse póstraumático (TEPT) e desempenha um papel importante nos circuitos neuronais de medo, ansiedade e respostas emocionais. Estudos de imagem demonstraram que a amígdala apresenta função anormal em pacientes com TEPT. Além disso, alterações na plasticidade sináptica têm sido associadas a distúrbios psiquiátricos e estudos anteriores demonstram que alterações na morfologia da amígdala, especialmente em neurônios da amígdala basolateral (BLA), estão relacionadas ao medo e à ansiedade em modelos animais de distúrbios relacionados ao estresse. Como uma parte dos indivíduos expostos a um evento traumático desenvolvem TEPT, os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos iniciais do TEPT no metabolismo da glicose na amígdala e analisar as possíveis alterações na plasticidade dos espinhos dendríticos da BLA em animais com diferentes níveis de resposta comportamental. O choque inescapável único foi utilizado como modelo experimental de TEPT e os animais foram classificados de acordo com a duração do seu comportamento de medo em grupos distintos: “extreme behavior response” (EBR) e “minimal behavior response” (MBR). Avaliamos o metabolismo basal da glicose (antes do protocolo estressor) e imediatamente após o lembrete situacional através da técnica de microPET-CT e 18F-FDG. Os espinhos dendríticos da BLA foram analisados quanto ao número, densidade, forma, morfologia e parâmetros quantitativos relacionados ao comprimento do espinho (CE), comprimento do pescoço (CP), diametro da cabeça (DC) e diametro do pescoço (DP) na mesma população. Nossos resultados mostram que os animais classificados como EBR exibiram maior comportamento de medo e um aumento na densidade dos espinhos dendríticos proximais nos neurônios da BLA. O metabolismo da glicose na amígdala, a morfologia e os parametros morfométricos analisados não apresentaram diferenças significativas. Nossos resultados demonstram que a resposta comportamental extrema provocada por este protocolo de TEPT pode induzir um aumento imediato na densidade de espinhos dendríticos na BLA, que não está associado com alterações na morfologia dos espinhos dendríticos, tampouco com alteraçoes metabólicas na BLA de ratos Wistar.Amygdala is one of the main regions involved in posttraumatic stress disorder (PTSD) and plays an important role in the neuronal circuits for fear and anxiety and emotional reactivities. Previous imaging research reported abnormal amygdala function in patients with PTSD. In addition, alterations in synaptic plasticity have been associated with psychiatric disorders and previous reports have indicated alterations in the amygdala morphology, especially in basolateral (BLA) neurons, are related to fear and anxiety in animal models of stress-related disorders. Since, some individuals exposed to a traumatic event develop PTSD, the goals of this study were to evaluate the early effects of PTSD on amygdala glucose metabolism and analyze the possible BLA dendritic spine plasticity in animals with different levels of behavioral response. We employed the inescapable footshock protocol as an experimental model of PTSD and the animals were classified according to the duration of their freezing behavior into distinct groups: “extreme behavioral response” (EBR) and “minimal behavioral response” (MBR). We evaluated the amygdala glucose metabolism at baseline (before the stress protocol) and immediately after the situational reminder using the microPET-CT and 18F-FDG. The BLA dendritic spines were analyzed according to their number, density, shape, morphology and quantitative parameters related to the spine length (SL), neck length (NL), head diameter (HD) and neck diameter (ND) in the same population. Our results show that animals classified as EBR exhibited longer freezing behavior and an increase in the proximal spine density of BLA neurons. Amygdala glucose metabolism, dendritic morphology and morphometric parameters showed no significant differences. Our results show that the extreme behavior response induced by this PTSD protocol can induce an early increase in BLA spine density, which is unassociated with either morphological changes in spines or metabolic changes in amygdala in Wistar rats.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de CiênciasBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Biologia Celular e MolecularXavier, Leder Lealhttp://lattes.cnpq.br/0516950924338641Neves, Laura Tartari2019-05-28T13:07:54Z2019-02-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8601porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2023-06-06T23:00:19Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8601Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2023-06-06T23:00:19Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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A amígdala é uma das principais regiões encefálicas envolvidas no transtorno de estresse póstraumático (TEPT) e desempenha um papel importante nos circuitos neuronais de medo, ansiedade e respostas emocionais. Estudos de imagem demonstraram que a amígdala apresenta função anormal em pacientes com TEPT. Além disso, alterações na plasticidade sináptica têm sido associadas a distúrbios psiquiátricos e estudos anteriores demonstram que alterações na morfologia da amígdala, especialmente em neurônios da amígdala basolateral (BLA), estão relacionadas ao medo e à ansiedade em modelos animais de distúrbios relacionados ao estresse. Como uma parte dos indivíduos expostos a um evento traumático desenvolvem TEPT, os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos iniciais do TEPT no metabolismo da glicose na amígdala e analisar as possíveis alterações na plasticidade dos espinhos dendríticos da BLA em animais com diferentes níveis de resposta comportamental. O choque inescapável único foi utilizado como modelo experimental de TEPT e os animais foram classificados de acordo com a duração do seu comportamento de medo em grupos distintos: “extreme behavior response” (EBR) e “minimal behavior response” (MBR). Avaliamos o metabolismo basal da glicose (antes do protocolo estressor) e imediatamente após o lembrete situacional através da técnica de microPET-CT e 18F-FDG. Os espinhos dendríticos da BLA foram analisados quanto ao número, densidade, forma, morfologia e parâmetros quantitativos relacionados ao comprimento do espinho (CE), comprimento do pescoço (CP), diametro da cabeça (DC) e diametro do pescoço (DP) na mesma população. Nossos resultados mostram que os animais classificados como EBR exibiram maior comportamento de medo e um aumento na densidade dos espinhos dendríticos proximais nos neurônios da BLA. O metabolismo da glicose na amígdala, a morfologia e os parametros morfométricos analisados não apresentaram diferenças significativas. Nossos resultados demonstram que a resposta comportamental extrema provocada por este protocolo de TEPT pode induzir um aumento imediato na densidade de espinhos dendríticos na BLA, que não está associado com alterações na morfologia dos espinhos dendríticos, tampouco com alteraçoes metabólicas na BLA de ratos Wistar. |
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