Entre rezas e encantos : a orixalidade e a territorialidade em Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Andressa Thais Lima dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11553
Resumo: Esta dissertação busca analisar a obra Torto arado (2019), de Itamar Vieira Junior, articulando conceitos da literatura negro-brasileira (Cuti, 2010) com as vivências da negritude construídas na obra, a partir do pensamento nagô (Sodré, 2021), ressaltando a orixalidade (Silveira, 2014) e a territorialidade (Nascimento, 2018). A partir da análise de cinco personagens — Zeca Chapéu Grande, Bibiana, Belonísia, Severo e Santa Rita Pescadeira —, compreendemos a manifestação da orixalidade, relacionando-a com as mitologias das religiões de matriz africana (Prandi, 2017) e estudos sobre os próprios orixás (Kileuy e Oxaguiã, 2009). Simultaneamente, consideramos a importância do cenário em que se desenrola a história, na fictícia Fazenda Água Negra, uma vez que as noções de território são concebidas como lugar de história e memória da população negra e brasileira, transitando entre a senzala, o terreiro e o quilombo. Por meio de uma investigação de caráter analítico e pesquisa bibliográfica, busca-se também identificar como o contexto sócio-histórico e a trajetória social do autor (Velho, 2013) influenciaram o desenvolvimento e a recepção do livro. Torto arado (2019) narra as dores e os amores de uma família quilombola no Recôncavo Baiano, no século XX, destacando a trajetória de pessoas remanescentes de escravizados no período pós-abolição. A obra transcende a narrativa de pessoas remanescentes de escravizados, equiparando as cosmologias às epistemologias e entrelaçando, de forma profunda, memórias e futuro, evidenciando a persistência e a fé da negritude brasileira ao sobreviver e viver na sociedade brasileira.
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