Ciberativismo nas redes sociais : um estudo do Movimento Brasil Livre no pós-impeachment de Dilma Rousseff
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Comunicação, Arte e Design Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7951 |
Resumo: | Através de um estudo do Movimento Brasil Livre (MBL) no pós-impeachment de Dilma Rousseff, a dissertação analisa o ativismo político nas redes sociais virtuais – o ciberativismo. O MBL notabilizou-se, em 2015 e 2016, por comandar protestos que levaram milhões de pessoas às ruas e influenciaram na queda do Partido dos Trabalhadores (PT) da Presidência da República. Os objetivos principais do trabalho são compreender como o ciberativismo se institucionalizou na política, de que forma o MBL atua depois do impeachment e como as práticas ciberativistas passaram da guerrilha à industrialização no Brasil. São analisadas 102 publicações da fanpage do movimento no Facebook em três períodos do ano de 2017: nas duas denúncias da Justiça contra o Presidente da República, Michel Temer, por corrupção e outros crimes; e na absolvição do senador Aécio Neves, do PSDB, pelos colegas parlamentares, que rejeitaram decisão do Supremo Tribunal Federal que o afastara do Congresso Nacional por tentar obstruir a Justiça na Operação Lava Jato. O método aplicado foi a Análise Textual Discursiva (ATD), que resultou em metatextos, que sintetizam o âmago do ciberativismo praticado pelo MBL. Debatemos as transformações do ciberespaço, as características da nova sociedade em rede, as redes sociais virtuais e a ascensão do ciberativismo, além de temas como bolhas de filtros, algoritmos obscuros, fake news e monopólio da internet. O ciberativismo, que emerge sintonizado com os ideais de resgate da independência e da liberdade, almejados pelos criadores da internet, revela-se também um instrumento para a propagação de ódio, manipulação e mentiras, e para o acirramento de radicalismos, ocupando, portanto, um papel central em estudos de cibercultura e de movimentos sociais |
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Ciberativismo nas redes sociais : um estudo do Movimento Brasil Livre no pós-impeachment de Dilma RousseffCiberativismoConversação em RedeRedes Sociais VirtuaisMovimento Brasil LivreFacebookCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAOAtravés de um estudo do Movimento Brasil Livre (MBL) no pós-impeachment de Dilma Rousseff, a dissertação analisa o ativismo político nas redes sociais virtuais – o ciberativismo. O MBL notabilizou-se, em 2015 e 2016, por comandar protestos que levaram milhões de pessoas às ruas e influenciaram na queda do Partido dos Trabalhadores (PT) da Presidência da República. Os objetivos principais do trabalho são compreender como o ciberativismo se institucionalizou na política, de que forma o MBL atua depois do impeachment e como as práticas ciberativistas passaram da guerrilha à industrialização no Brasil. São analisadas 102 publicações da fanpage do movimento no Facebook em três períodos do ano de 2017: nas duas denúncias da Justiça contra o Presidente da República, Michel Temer, por corrupção e outros crimes; e na absolvição do senador Aécio Neves, do PSDB, pelos colegas parlamentares, que rejeitaram decisão do Supremo Tribunal Federal que o afastara do Congresso Nacional por tentar obstruir a Justiça na Operação Lava Jato. O método aplicado foi a Análise Textual Discursiva (ATD), que resultou em metatextos, que sintetizam o âmago do ciberativismo praticado pelo MBL. Debatemos as transformações do ciberespaço, as características da nova sociedade em rede, as redes sociais virtuais e a ascensão do ciberativismo, além de temas como bolhas de filtros, algoritmos obscuros, fake news e monopólio da internet. O ciberativismo, que emerge sintonizado com os ideais de resgate da independência e da liberdade, almejados pelos criadores da internet, revela-se também um instrumento para a propagação de ódio, manipulação e mentiras, e para o acirramento de radicalismos, ocupando, portanto, um papel central em estudos de cibercultura e de movimentos sociaisThrough a study of the Brazilian Free Movement (MBL) in the post-impeachment of Dilma Rousseff, this dissertation analyzes political activism in virtual social networks – cyberactivism. The MBL was notable in 2015 and 2016 for commanding protests that took millions of people to the streets and influenced the fall of the Workers’ Party (PT) of the Presidency of the Republic. The main objectives of this work are to understand how cyberactivism becomes institutionalized in politics, how the group acts after impeachment and how Brazilian cyberactivism has moved from guerrilla to industrialization with MBL. A total of 102 publications of the fanpage of the movement on Facebook are analyzed in three periods of 2017: in the two accusations of Justice against the President of the Republic, Michel Temer, for corruption and other crimes; and the acquittal of Senator Aécio Neves of the PSDB by his parliamentary colleagues who rejected a decision of the Federal Supreme Court (STF) that had removed him from the National Congress for attempting to obstruct Justice in Operation Lava Jato. The method applied was Discursive Textual Analysis, which resulted in metatexts that synthesize the core of the cyberactivism practiced by MBL. We discussed the transformations of cyberspace, the characteristics of the new networked society, virtual social networks and the rise of cyberactivism, as well as topics such as filter bubbles, obscure algorithms, fake news and internet monopoly. Ciberativism, which emerges in tune with the ideal of independence and freedom sought by the creators of the internet, is also an instrument for the propagation of hatred, manipulation and lies, and for the intensification of radicalisms, thus occupying a central role in cyberculture studies and social movements.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de Comunicação, Arte e DesignBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Comunicação SocialHohlfeldt, Antonio Carloshttp://lattes.cnpq.br/3101630544687086Escosteguy, Ana Carolina Damboriarenahttp://lattes.cnpq.br/9828116606137239Tonetto, Mauricio Bozzi2018-04-19T17:09:23Z2018-03-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7951porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2018-04-19T23:00:53Zoai:tede2.pucrs.br:tede/7951Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2018-04-19T23:00:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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