Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Menezes, Enaiane Cristina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vpsr
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955
Resumo: Introdução: O exercício físico (EF) afeta de forma bidirecional a função muscular do assoalho pélvico e o envelhecimento é caracterizado por perda de massa muscular. Objetivo: Analisar o efeito do EF na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 1, é uma revisão sistemática com o objetivo de examinar as evidências científicas sobre a relação do exercício físico com os parâmetros morfológicos e de função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 2, trata-se de um ensaio clínico com o objetivo de verificar o efeito agudo e crônico do exercício resistido, realizado com e sem estímulo de contração, na morfologia e função muscular dos músculos do assoalho pélvico (MAP) de idosas. Método: Para o artigo 1, a busca foi realizada nas bases MEDLINE, PubMed, CINAHL, Web of Science, SCOPUS e SportDiscuss. A qualidade metodológica foi avaliada pelo checklist de Downs e Black. Na meta-análise calculou-se a diferença entre médias e o intervalo de confiança de 95%. No artigo 2, 17 idosas foram divididas: 6 no grupo de exercício sem estímulo de contração (GSE) dos MAP; 6 no grupo de exercício com estímulo de contração (GCE) dos MAP; e 5 no grupo controle (GC). As intervenções ocorreram durante 12 semanas, 2 vezes por semana, com duração de 50 minutos cada sessão. No início da intervenção, as idosas do GSE e do GCE foram submetidas a uma avaliação de efeito agudo da função dos MAP. A contração voluntária máxima (CVM) e a resistência de contração foram avaliadas por meio do esquema PERFECT e do perineômetro. O ângulo do colo vesical e a área hiatal foram avaliados com ultrassom translabial. As avaliações ocorreram antes e após 12 semanas. Resultados: No artigo 1, quando comparado com o grupo controle, as mulheres que realizam EF vigoroso e de alto impacto apresentam menor contração voluntária máxima (CVM) dos MAP e as que realizam exercício moderado, apresentam melhor CVM. As mulheres praticantes de EF apresentaram maior área hiatal em repouso, contração e Valsalva e deslocamento descendente do colo vesical durante Valsalva e exercício de abdominal, quando comparadas com o grupo controle. Na meta-análise, não houve diferença para a área hiatal em repouso entre o grupo de atletas e não atletas (MD= 1,73 [IC95% 1,66; 5,13]). No artigo 2, de forma aguda, a CVM aumentou no GSE (Δ12,37; r=0,51). Após 12 semanas, houve piora na duração da contração no GSE (Δ-2,99; r=0,55) e no GCE (Δ-2,07; r=0,52). O deslocamento do colo vesical em contração melhorou no GCE (Δ11,92º; r=0,51). Conclusão: Com base na revisão, o EF altera a morfologia do assoalho pélvico feminino e a CVM apresenta relação com a intensidade de EF. Mais estudos com melhor qualidade metodológica são necessários, pois ainda não é possível extrair a síntese de melhor evidência. Com base no experimento, o exercício sem estímulo melhora a CVM de forma aguda e o exercício com contração pode ser indicado e utilizado durante sessões de treinamento para melhora do deslocamento do colo vesical em idosas.
id UDESC-2_3be2e9b6f73fcce494f99cfe9ea31ae8
oai_identifier_str oai:repositorio.udesc.br:UDESC/22955
network_acronym_str UDESC-2
network_name_str Repositório Institucional da UDESC
repository_id_str
spelling Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentaisAssoalho pélvicoContação muscularExercício físicoIdososIntrodução: O exercício físico (EF) afeta de forma bidirecional a função muscular do assoalho pélvico e o envelhecimento é caracterizado por perda de massa muscular. Objetivo: Analisar o efeito do EF na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 1, é uma revisão sistemática com o objetivo de examinar as evidências científicas sobre a relação do exercício físico com os parâmetros morfológicos e de função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 2, trata-se de um ensaio clínico com o objetivo de verificar o efeito agudo e crônico do exercício resistido, realizado com e sem estímulo de contração, na morfologia e função muscular dos músculos do assoalho pélvico (MAP) de idosas. Método: Para o artigo 1, a busca foi realizada nas bases MEDLINE, PubMed, CINAHL, Web of Science, SCOPUS e SportDiscuss. A qualidade metodológica foi avaliada pelo checklist de Downs e Black. Na meta-análise calculou-se a diferença entre médias e o intervalo de confiança de 95%. No artigo 2, 17 idosas foram divididas: 6 no grupo de exercício sem estímulo de contração (GSE) dos MAP; 6 no grupo de exercício com estímulo de contração (GCE) dos MAP; e 5 no grupo controle (GC). As intervenções ocorreram durante 12 semanas, 2 vezes por semana, com duração de 50 minutos cada sessão. No início da intervenção, as idosas do GSE e do GCE foram submetidas a uma avaliação de efeito agudo da função dos MAP. A contração voluntária máxima (CVM) e a resistência de contração foram avaliadas por meio do esquema PERFECT e do perineômetro. O ângulo do colo vesical e a área hiatal foram avaliados com ultrassom translabial. As avaliações ocorreram antes e após 12 semanas. Resultados: No artigo 1, quando comparado com o grupo controle, as mulheres que realizam EF vigoroso e de alto impacto apresentam menor contração voluntária máxima (CVM) dos MAP e as que realizam exercício moderado, apresentam melhor CVM. As mulheres praticantes de EF apresentaram maior área hiatal em repouso, contração e Valsalva e deslocamento descendente do colo vesical durante Valsalva e exercício de abdominal, quando comparadas com o grupo controle. Na meta-análise, não houve diferença para a área hiatal em repouso entre o grupo de atletas e não atletas (MD= 1,73 [IC95% 1,66; 5,13]). No artigo 2, de forma aguda, a CVM aumentou no GSE (Δ12,37; r=0,51). Após 12 semanas, houve piora na duração da contração no GSE (Δ-2,99; r=0,55) e no GCE (Δ-2,07; r=0,52). O deslocamento do colo vesical em contração melhorou no GCE (Δ11,92º; r=0,51). Conclusão: Com base na revisão, o EF altera a morfologia do assoalho pélvico feminino e a CVM apresenta relação com a intensidade de EF. Mais estudos com melhor qualidade metodológica são necessários, pois ainda não é possível extrair a síntese de melhor evidência. Com base no experimento, o exercício sem estímulo melhora a CVM de forma aguda e o exercício com contração pode ser indicado e utilizado durante sessões de treinamento para melhora do deslocamento do colo vesical em idosas.Mazo, Giovana ZarpellonMenezes, Enaiane Cristina2025-09-09T22:01:34Z2019info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis163 f.application/pdfMENEZES, Enaiane Cristina. <b>Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino</b>: evidências científicas e experimentais. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2019. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955ark:/33523/001300000vpsrAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-09-10T06:00:43Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/22955Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-09-10T06:00:43Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
dc.title.none.fl_str_mv Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
title Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
spellingShingle Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
Menezes, Enaiane Cristina
Assoalho pélvico
Contação muscular
Exercício físico
Idosos
title_short Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
title_full Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
title_fullStr Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
title_full_unstemmed Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
title_sort Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino: evidências científicas e experimentais
author Menezes, Enaiane Cristina
author_facet Menezes, Enaiane Cristina
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Mazo, Giovana Zarpellon
dc.contributor.author.fl_str_mv Menezes, Enaiane Cristina
dc.subject.por.fl_str_mv Assoalho pélvico
Contação muscular
Exercício físico
Idosos
topic Assoalho pélvico
Contação muscular
Exercício físico
Idosos
description Introdução: O exercício físico (EF) afeta de forma bidirecional a função muscular do assoalho pélvico e o envelhecimento é caracterizado por perda de massa muscular. Objetivo: Analisar o efeito do EF na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 1, é uma revisão sistemática com o objetivo de examinar as evidências científicas sobre a relação do exercício físico com os parâmetros morfológicos e de função muscular do assoalho pélvico feminino. O artigo 2, trata-se de um ensaio clínico com o objetivo de verificar o efeito agudo e crônico do exercício resistido, realizado com e sem estímulo de contração, na morfologia e função muscular dos músculos do assoalho pélvico (MAP) de idosas. Método: Para o artigo 1, a busca foi realizada nas bases MEDLINE, PubMed, CINAHL, Web of Science, SCOPUS e SportDiscuss. A qualidade metodológica foi avaliada pelo checklist de Downs e Black. Na meta-análise calculou-se a diferença entre médias e o intervalo de confiança de 95%. No artigo 2, 17 idosas foram divididas: 6 no grupo de exercício sem estímulo de contração (GSE) dos MAP; 6 no grupo de exercício com estímulo de contração (GCE) dos MAP; e 5 no grupo controle (GC). As intervenções ocorreram durante 12 semanas, 2 vezes por semana, com duração de 50 minutos cada sessão. No início da intervenção, as idosas do GSE e do GCE foram submetidas a uma avaliação de efeito agudo da função dos MAP. A contração voluntária máxima (CVM) e a resistência de contração foram avaliadas por meio do esquema PERFECT e do perineômetro. O ângulo do colo vesical e a área hiatal foram avaliados com ultrassom translabial. As avaliações ocorreram antes e após 12 semanas. Resultados: No artigo 1, quando comparado com o grupo controle, as mulheres que realizam EF vigoroso e de alto impacto apresentam menor contração voluntária máxima (CVM) dos MAP e as que realizam exercício moderado, apresentam melhor CVM. As mulheres praticantes de EF apresentaram maior área hiatal em repouso, contração e Valsalva e deslocamento descendente do colo vesical durante Valsalva e exercício de abdominal, quando comparadas com o grupo controle. Na meta-análise, não houve diferença para a área hiatal em repouso entre o grupo de atletas e não atletas (MD= 1,73 [IC95% 1,66; 5,13]). No artigo 2, de forma aguda, a CVM aumentou no GSE (Δ12,37; r=0,51). Após 12 semanas, houve piora na duração da contração no GSE (Δ-2,99; r=0,55) e no GCE (Δ-2,07; r=0,52). O deslocamento do colo vesical em contração melhorou no GCE (Δ11,92º; r=0,51). Conclusão: Com base na revisão, o EF altera a morfologia do assoalho pélvico feminino e a CVM apresenta relação com a intensidade de EF. Mais estudos com melhor qualidade metodológica são necessários, pois ainda não é possível extrair a síntese de melhor evidência. Com base no experimento, o exercício sem estímulo melhora a CVM de forma aguda e o exercício com contração pode ser indicado e utilizado durante sessões de treinamento para melhora do deslocamento do colo vesical em idosas.
publishDate 2019
dc.date.none.fl_str_mv 2019
2025-09-09T22:01:34Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv MENEZES, Enaiane Cristina. <b>Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino</b>: evidências científicas e experimentais. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2019. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.
https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/33523/001300000vpsr
identifier_str_mv MENEZES, Enaiane Cristina. <b>Efeito do exercício físico na morfologia e função muscular do assoalho pélvico feminino</b>: evidências científicas e experimentais. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2019. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.
ark:/33523/001300000vpsr
url https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22955
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 163 f.
application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UDESC
instname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
instacron:UDESC
instname_str Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
instacron_str UDESC
institution UDESC
reponame_str Repositório Institucional da UDESC
collection Repositório Institucional da UDESC
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
repository.mail.fl_str_mv ri@udesc.br
_version_ 1860697659003633664