“Todos trabalham, produzem, e ninguém se queixa”: Saberes criminológicos nas páginas do jornal O Estado em Florianópolis - Santa Catarina (1930-1951)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23709 |
Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo principal investigar de que forma a existência e o funcionamento da Penitenciária de Florianópolis foram legitimados pela imprensa local — por meio do jornal O Estado — e por órgãos oficiais do governo — a partir dos relatórios penitenciários e a revista produzida pelo governo de Nereu Ramos —, articulando-se ao dispositivo de racialidade e à produção de uma criminologia positivista catarinens. A análise fundamenta-se no aporte teórico de Michel Foucault, com foco na análise de discurso, e da perspectiva de Sueli Carneiro sobre o dispositivo de racialidade, compreendido como um operador que articula saberes, poderes e subjetividades racializadas. A pesquisa propõe a identificação de uma criminologia positivista catarinense, forjada no contexto regional de Florianópolis, marcada pela união entre interpretações biológicas e sociais sobre o crime; pela crença na regeneração por meio do trabalho e da moral cristã; por uma falta de produção e produção intelectual sistematizada; e pela atuação de figuras ligadas às oligarquias locais, como Rubens de Arruda Ramos. Como resultado, demonstra-se que a partir desta criminologia positivista catarinense a Penitenciária de Florianópolis integra um projeto político e intelectual, de escala internacional, voltada ao controle social e racial. A dissertação contribui para estudos sobre a imprensa catarinense enquanto fonte histórica e para os debates acerca da circulação de sujeitos e saberes ligados a políticas penais e gestão populacional no contexto de Santa Catarina. |
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“Todos trabalham, produzem, e ninguém se queixa”: Saberes criminológicos nas páginas do jornal O Estado em Florianópolis - Santa Catarina (1930-1951)Penitenciária de FlorianópolisImprensa catarinenseCriminologia PositivistaCirculação de ideiasA presente dissertação tem como objetivo principal investigar de que forma a existência e o funcionamento da Penitenciária de Florianópolis foram legitimados pela imprensa local — por meio do jornal O Estado — e por órgãos oficiais do governo — a partir dos relatórios penitenciários e a revista produzida pelo governo de Nereu Ramos —, articulando-se ao dispositivo de racialidade e à produção de uma criminologia positivista catarinens. A análise fundamenta-se no aporte teórico de Michel Foucault, com foco na análise de discurso, e da perspectiva de Sueli Carneiro sobre o dispositivo de racialidade, compreendido como um operador que articula saberes, poderes e subjetividades racializadas. A pesquisa propõe a identificação de uma criminologia positivista catarinense, forjada no contexto regional de Florianópolis, marcada pela união entre interpretações biológicas e sociais sobre o crime; pela crença na regeneração por meio do trabalho e da moral cristã; por uma falta de produção e produção intelectual sistematizada; e pela atuação de figuras ligadas às oligarquias locais, como Rubens de Arruda Ramos. Como resultado, demonstra-se que a partir desta criminologia positivista catarinense a Penitenciária de Florianópolis integra um projeto político e intelectual, de escala internacional, voltada ao controle social e racial. A dissertação contribui para estudos sobre a imprensa catarinense enquanto fonte histórica e para os debates acerca da circulação de sujeitos e saberes ligados a políticas penais e gestão populacional no contexto de Santa Catarina.CapesBorges, Viviane TrindadeSchwenke, Dhuna2025-10-23T14:44:46Z2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis155application/pdfSCHWENKE, Dhuna. <b>“Todos trabalham, produzem, e ninguém se queixa”</b>: Saberes criminológicos nas páginas do jornal O Estado em Florianópolis - Santa Catarina (1930-1951). 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em História) - Udesc, Florianópolis, 2025. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23709. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23709ark:/33523/001300000wf78Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-10-29T06:01:14Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23709Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-10-29T06:01:14Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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A presente dissertação tem como objetivo principal investigar de que forma a existência e o funcionamento da Penitenciária de Florianópolis foram legitimados pela imprensa local — por meio do jornal O Estado — e por órgãos oficiais do governo — a partir dos relatórios penitenciários e a revista produzida pelo governo de Nereu Ramos —, articulando-se ao dispositivo de racialidade e à produção de uma criminologia positivista catarinens. A análise fundamenta-se no aporte teórico de Michel Foucault, com foco na análise de discurso, e da perspectiva de Sueli Carneiro sobre o dispositivo de racialidade, compreendido como um operador que articula saberes, poderes e subjetividades racializadas. A pesquisa propõe a identificação de uma criminologia positivista catarinense, forjada no contexto regional de Florianópolis, marcada pela união entre interpretações biológicas e sociais sobre o crime; pela crença na regeneração por meio do trabalho e da moral cristã; por uma falta de produção e produção intelectual sistematizada; e pela atuação de figuras ligadas às oligarquias locais, como Rubens de Arruda Ramos. Como resultado, demonstra-se que a partir desta criminologia positivista catarinense a Penitenciária de Florianópolis integra um projeto político e intelectual, de escala internacional, voltada ao controle social e racial. A dissertação contribui para estudos sobre a imprensa catarinense enquanto fonte histórica e para os debates acerca da circulação de sujeitos e saberes ligados a políticas penais e gestão populacional no contexto de Santa Catarina. |
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