Fatores de risco associados à perda urinária e motivos pessoais para a continuidade da prática dos exercícios para os músculos do assoalho pélvico e atividade física regular de idosas com e sem incontinência urinária: um estudo de follow-up de 24 meses

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Capeletto, Eduardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24504
Resumo: A prática do Treinamento para os Músculos do Assoalho Pélvico (TMAP) e da atividade física regular são amplamente recomendados na literatura mediante seus resultados satisfatórios na diminuição dos sintomas de Incontinência Urinária (IU), porém a falta de adesão/manutenção destas práticas a longo prazo podem influenciar negativamente nesta disfunção. Objetivo: Analisar os fatores associados à perda urinária (obesidade, prática do TMAP e nível de atividade física) e verificar os motivos para a prática do TMAP e da atividade física regular de idosas, 24 meses após o tratamento para a IU, por meio do TMAP com e sem a prática da musculação. Método: participaram do follow-up de 24 meses 23 idosas, 10 do Grupo Intervenção (GI), que receberam o TMAP associado a prática da musculação e 13 do Grupo Controle (GC) as quais receberam apenas o TMAP. Para obter a frequência, quantidade e gravidade dos sintomas de IU foram aplicados o International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICIQ-SF); para investigar a realização do TMAP, atividade física regular e os motivos para praticá-los, foi aplicado o Questionário Motivos para a Prática do TMAP e da Atividade Física Regular; o nível de atividade física foi obtida por meio do Acelerômetro ActGraph GT3-x; e para verificar a composição corporal, foi utilizado balança digital Plenna, estadiômetro Cardiomed e fita métrica WCS Cardiomed. Resultados: Não houve piora dos sintomas de IU 24 meses após o término do tratamento, (considerando zero a ausência de sintomas de IU e 21 máxima gravidade dos sintomas) verificou-se que ao final do tratamento a média da gravidade dos sintomas foi de 2,78 (DP 3,73) e 24 meses após o término 5,69 (DP 5,26), (p>0,05). Em relação aos fatores associados (obesidade, prática do TMAP e nível de atividade física) não houve associação com a recidiva de IU (p>0,05). A prática de atividade física regular foi predominante entre as idosas independentemente de estarem ou não com IU. Os motivos para a prática de atividade física regular foram a necessidade e melhores cuidados com a saúde (f= 12) e obtenção do bem-estar (f= 5). Para as idosas que não praticaram atividade física regular, o acometimento de doenças inviabilizou a prática da mesma (f= 3). Os motivos para a prática do TMAP consistem na manutenção dos resultados e fortalecimento dos músculos do assolho pélvico. A não prática do TMAP ocorreu por se sentirem curadas, indisciplina e esquecimento em realizar os exercícios. Conclusão: Idosas que receberam tratamento para IU por meio do TMAP com e sem a prática de musculação não apresentaram piora dos sintomas 24 meses após o término do tratamento, independentemente da composição corporal, prática do TMAP e o nível de atividade física, os quais não se associaram com a recidiva de IU. A melhora da saúde e do bem-estar motivaram as idosas a praticar atividade física regular, bem como, a manutenção dos resultados adquiridos no tratamento motivam a prática do TMAP.
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