Efeitos das técnicas miofasciais passivas e ativas na dor, amplitude de movimento e percepção de fadiga no recovery de atletas: uma revisão sistemática com metanálise.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mizuta, Vinícius Perezin
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20307
Resumo: INTRODUÇÃO: A ciência do esporte busca identificar as melhores estratégias de treinamento. No entanto, maximizar a capacidade de desempenho de um atleta, depende do equilíbrio ideal entre treinamento e recuperação. Algumas técnicas miofasciais parecem contribuir para a recuperação após exercícios físicos (recovery). Contudo, ainda não estão definidos os melhores parâmetros de aplicação e o momento ideal de aplicação para otimizar alguns desfechos. OBJETIVO: Verificar os efeitos das técnicas miofasciais na dor, amplitude de movimento articular e percepção de fadiga no recovery de atletas. MÉTODOS: foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as recomendações PRISMA, com buscas nas bases de dados PubMed (MEDLINE), Scopus, SportDISCUS, Embase e PEDro. Foram pesquisados ensaios clínicos randomizados em inglês, de 2000 até 2024, que mediram os efeitos das técnicas miofasciais passivas (TMP) ou ativas (TMA) na dor, amplitude de movimento articular e/ou percepção de fadiga. Foi realizada a avaliação da qualidade metodológica dos estudos através da escala PEDro e a avaliação do risco de viés dos estudos pela ROB-2. A metanálise foi feita utilizando o software R v4.4.2. RESULTADOS: Os ensaios clínicos revisados envolveram 412 atletas, variando entre 20 e 78 participantes de cada estudo. A duração média das sessões foi de 17 minutos e variou entre 10 a 30 minutos. As TMP contribuem positivamente na a redução da dor (d= −0.85, IC 95%= [−1.53 a 0.16]). Os resultados da amplitude de movimento articular no recovery de atletas mostram-se conflitantes, assim como as TMP e TMA na percepção de fadiga. Por outro lado, uma sessão de TMA parece não gerar alívio da dor nesse contexto (p=0.0763). CONCLUSÃO: As TMP demonstram efeitos positivos na redução da dor no recovery de atletas. No entanto, permanece a dúvida sobre a relevância clínica do tamanho do efeito dessas intervenções, uma vez que não alcançam a mínima diferença clinicamente importante.
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