Práticas educomunicativas na vigilância epidemiológica: desenvolvimento de tecnologia social com adolescentes no município de Concórdia/SC

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Eliani Mortari
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vx2t
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23164
Resumo: Introdução: A vigilância epidemiológica é um conjunto sistemático de ações voltadas à identificação, monitoramento e prevenção de alterações nos determinantes e condicionantes de saúde, subsidiando medidas eficazes de controle e prevenção de doenças e agravos. A educomunicação, consolidada na América Latina como práxis que articula comunicação e educação, opera em ecossistemas (edu)comunicativos para a transformação social, privilegiando o “fazer com” e o protagonismo dos sujeitos. Ao integrar educação, comunicação e desenvolvimento de tecnologia social, busca-se fortalecer sistemas locais de vigilância epidemiológica, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 (Saúde e Bem-Estar) e 4 (Educação de Qualidade). Este estudo integra vigilância epidemiológica e educomunicação para o desenvolvimento de uma tecnologia social baseada em conteúdos educativos sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST). Essa tecnologia e seus conteúdos foram elaborados conjuntamente por profissionais da vigilância epidemiológica, gestora e adolescentes do Programa Jovem Aprendiz de Concórdia/SC. A coleta de dados e o desenvolvimento da tecnologia ocorreram em dez encontros dialógicos no formato de rodas de conversa e grupos focais (setembro/2024 a abril/2025), totalizando 20 horas. Objetivo: desenvolver, implementar e avaliar uma tecnologia social em saúde, fundamentada na educomunicação, por meio da articulação entre profissionais da vigilância epidemiológica e jovens estudantes, promovendo formação em serviço, protagonismo juvenil e democratização da informação em saúde. Método: estudo qualitativo, do tipo pesquisa ação, em quatro fases: exploratória, planejamento, implementação e avaliação/divulgação. A fase exploratória incluiu revisão narrativa, análise de periódicos, manuais e legislações do Ministério da Saúde (MS), levantamento de dados secundários (DATASUS) e encontros iniciais com rodas de conversa, grupos focais e questionário diagnóstico. Aplicou-se a matriz SWOT para analisar o processo de trabalho da vigilância. O planejamento abrangeu a construção do ecossistema local de saúde, mapeamento de atores, painel de consenso e co-criação de estratégias educomunicativas; definiu-se IST como agravo prioritário e adolescentes como público. A implementação, com equipe de vigilância e adolescentes, consistiu na elaboração de conteúdos educacionais e na construção da tecnologia social com metodologias participativas e recursos digitais. A avaliação envolveu apresentação da tecnologia social e dos materiais a outra turma do Jovem Aprendiz, com apreciação por formulário específico. Resultados: produção de quatro produtos bibliográficos e de uma tecnologia social materializada em processo coletivo de produção de conteúdos educacionais sobre prevenção de IST, destinados à implementação de ações de educação em saúde. Conclusão: a experiência validou a integração entre educomunicação (e suas práticas pedagógicas educomunicativas), pesquisa-ação e tecnologia social, promovendo participação ativa de profissionais e adolescentes e permitindo identificar demandas reais. As práticas educomunicativas e as metodologias participativas facilitaram a troca de saberes, a identificação de lacunas e potencialidades e o aprendizado mútuo, favorecendo autonomia e empoderamento dos participantes. A tecnologia social mostrou-se estratégica e replicável, ao sistematizar práticas acessíveis e sustentáveis que ampliam a democratização da informação e o engajamento comunitário para prevenção de agravos. A avaliação indicou boa aceitação dos materiais (por exemplo, podcasts, folders e lustrações) e reconhecimento de que ampliam o entendimento sobre IST e a importância da prevenção.
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Este estudo integra vigilância epidemiológica e educomunicação para o desenvolvimento de uma tecnologia social baseada em conteúdos educativos sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST). Essa tecnologia e seus conteúdos foram elaborados conjuntamente por profissionais da vigilância epidemiológica, gestora e adolescentes do Programa Jovem Aprendiz de Concórdia/SC. A coleta de dados e o desenvolvimento da tecnologia ocorreram em dez encontros dialógicos no formato de rodas de conversa e grupos focais (setembro/2024 a abril/2025), totalizando 20 horas. Objetivo: desenvolver, implementar e avaliar uma tecnologia social em saúde, fundamentada na educomunicação, por meio da articulação entre profissionais da vigilância epidemiológica e jovens estudantes, promovendo formação em serviço, protagonismo juvenil e democratização da informação em saúde. Método: estudo qualitativo, do tipo pesquisa ação, em quatro fases: exploratória, planejamento, implementação e avaliação/divulgação. A fase exploratória incluiu revisão narrativa, análise de periódicos, manuais e legislações do Ministério da Saúde (MS), levantamento de dados secundários (DATASUS) e encontros iniciais com rodas de conversa, grupos focais e questionário diagnóstico. Aplicou-se a matriz SWOT para analisar o processo de trabalho da vigilância. O planejamento abrangeu a construção do ecossistema local de saúde, mapeamento de atores, painel de consenso e co-criação de estratégias educomunicativas; definiu-se IST como agravo prioritário e adolescentes como público. A implementação, com equipe de vigilância e adolescentes, consistiu na elaboração de conteúdos educacionais e na construção da tecnologia social com metodologias participativas e recursos digitais. A avaliação envolveu apresentação da tecnologia social e dos materiais a outra turma do Jovem Aprendiz, com apreciação por formulário específico. Resultados: produção de quatro produtos bibliográficos e de uma tecnologia social materializada em processo coletivo de produção de conteúdos educacionais sobre prevenção de IST, destinados à implementação de ações de educação em saúde. Conclusão: a experiência validou a integração entre educomunicação (e suas práticas pedagógicas educomunicativas), pesquisa-ação e tecnologia social, promovendo participação ativa de profissionais e adolescentes e permitindo identificar demandas reais. As práticas educomunicativas e as metodologias participativas facilitaram a troca de saberes, a identificação de lacunas e potencialidades e o aprendizado mútuo, favorecendo autonomia e empoderamento dos participantes. A tecnologia social mostrou-se estratégica e replicável, ao sistematizar práticas acessíveis e sustentáveis que ampliam a democratização da informação e o engajamento comunitário para prevenção de agravos. A avaliação indicou boa aceitação dos materiais (por exemplo, podcasts, folders e lustrações) e reconhecimento de que ampliam o entendimento sobre IST e a importância da prevenção.Rafael Gué MartiniEliani Mortari2025-09-16T18:01:09Z2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis227application/pdfEliani Mortari. <b>PRÁTICAS EDUCOMUNICATIVAS NA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA</b>: DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA SOCIAL COM ADOLESCENTES NO MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA/SC. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Enfermagem) - Udesc, Chapecó, 2025. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23164. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23164ark:/33523/001300000vx2tAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-09-25T19:50:48Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23164Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-09-25T19:50:48Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
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