Gerência do cuidado à pessoa com AIDS: enfoque na dor associada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Oliveira, Roberta Meneses
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=67280
Resumo: Objetivou-se analisar a gerência do cuidado à pessoa com aids hospitalizada, tendo como foco a dor associada. Estudo de abordagem quanti-qualitativa, do tipo exploratório-descritivo, realizado em hospital de referência em Fortaleza-CE para tratamento de doenças infecciosas, entre maio e setembro de 2010. A amostra foi composta por 83 pessoas, sendo 20 profissionais de saúde e 63 pacientes com aids hospitalizados. Utilizou-se da Triangulação de Métodos com aplicação de três técnicas de coleta de dados: entrevista semi-estruturada, formulário e checklist para análise dos registros nos prontuários. Dados quantitativos foram apresentados em tabelas (frequências relativa/absoluta) e buscou-se relação entre variáveis com os testes de razão de verossimilhança, t de student e quiquadrado. Utilizou-se Análise de Conteúdo de Bardin para analisar entrevistas com os profissionais. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (protocolo 063/2009). Da análise de Bardin, emergiram duas classes temáticas, cinco categorias e 14 subcategorias sobre dor associada à aids (caracterização, avaliação clínica e cuidado clínico) e Estrutura gerencial para o cuidado à pessoa com aids (condições favoráveis e desfavoráveis). Encontraram-se, principalmente, relatos sobre um cuidado clínico priorizando o tratamento farmacológico, além da inexistência de atendimento específico para dor na instituição, falta de profissionais experientes no manejo da dor, demanda elevada e falhas na referência/contra-referência. Na análise quantitativa, observou-se elevada prevalência de dor nos pacientes internados (95,3%), coincidindo com a opinião da maioria dos profissionais (17) e dos registros nos prontuários (90,5%). A dor foi considerada de caráter intermitente na maior parte da amostra (41,7%), localizada principalmente na cabeça (56,7%), abdome (53,3%), membros inferiores (45%), entre outros locais como tórax e coluna lombar. Os principais motivos da internação foram infecções oportunistas (74,6%) e síndrome diarreica (22,2%); 58,7% estavam em tratamento antirretroviral; quanto à analgesia, 73,3% relataram uso de analgésicos no domicílio: analgésicos simples (55,6%), anti-inflamatórios não-esteroidais (AINES) (25%), e outros (15,9%). A maioria (70%) relatou não utilizar outros métodos para alívio da dor, enquanto 30% relataram chás, pomadas analgésicas, compressas geladas/mornas e massagens. Com relação à analgesia recebida, a maioria estava satisfeita (55,5%) e apenas 3,2% estavam insatisfeitos. A análise do check-list permitiu confirmar dados sobre as características da dor/analgesia registradas nos prontuários, sendo encontradas anotações de médicos e enfermeiros na maioria dos prontuários (90,5%), especificando, principalmente, localização (100%), fatores de melhora/piora (61,4%) e intensidade (43,8%). A maioria (95,2%) não continha dados sobre resultado da analgesia nem prescrição de métodos não-farmacológicos para alívio da dor. Conclui-se que o estudo traz dados relevantes sobre a dor em pacientes com aids hospitalizados, tendo sido constatadas características que coincidem com outros estudos sobre a temática, como sua alta prevalência. O serviço mostrou condições estruturais desfavoráveis ao adequado manejo da dor nessa clientela, demonstrando a necessidade de repensar o modelo gerencial de cuidado para promover intervenções de maior eficácia analgésica. Faz-se necessário, para tanto, aprimorar o atendimento interdisciplinar à dor, conscientizar os profissionais e melhorar os registros no que diz respeito à utilização de métodos mais acurados para sua avaliação e tratamento. Palavras-chave: Enfermagem. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. HIV. Dor. Administração dos Cuidados ao Paciente.
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Utilizou-se Análise de Conteúdo de Bardin para analisar entrevistas com os profissionais. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (protocolo 063/2009). Da análise de Bardin, emergiram duas classes temáticas, cinco categorias e 14 subcategorias sobre dor associada à aids (caracterização, avaliação clínica e cuidado clínico) e Estrutura gerencial para o cuidado à pessoa com aids (condições favoráveis e desfavoráveis). Encontraram-se, principalmente, relatos sobre um cuidado clínico priorizando o tratamento farmacológico, além da inexistência de atendimento específico para dor na instituição, falta de profissionais experientes no manejo da dor, demanda elevada e falhas na referência/contra-referência. Na análise quantitativa, observou-se elevada prevalência de dor nos pacientes internados (95,3%), coincidindo com a opinião da maioria dos profissionais (17) e dos registros nos prontuários (90,5%). A dor foi considerada de caráter intermitente na maior parte da amostra (41,7%), localizada principalmente na cabeça (56,7%), abdome (53,3%), membros inferiores (45%), entre outros locais como tórax e coluna lombar. Os principais motivos da internação foram infecções oportunistas (74,6%) e síndrome diarreica (22,2%); 58,7% estavam em tratamento antirretroviral; quanto à analgesia, 73,3% relataram uso de analgésicos no domicílio: analgésicos simples (55,6%), anti-inflamatórios não-esteroidais (AINES) (25%), e outros (15,9%). A maioria (70%) relatou não utilizar outros métodos para alívio da dor, enquanto 30% relataram chás, pomadas analgésicas, compressas geladas/mornas e massagens. Com relação à analgesia recebida, a maioria estava satisfeita (55,5%) e apenas 3,2% estavam insatisfeitos. A análise do check-list permitiu confirmar dados sobre as características da dor/analgesia registradas nos prontuários, sendo encontradas anotações de médicos e enfermeiros na maioria dos prontuários (90,5%), especificando, principalmente, localização (100%), fatores de melhora/piora (61,4%) e intensidade (43,8%). A maioria (95,2%) não continha dados sobre resultado da analgesia nem prescrição de métodos não-farmacológicos para alívio da dor. Conclui-se que o estudo traz dados relevantes sobre a dor em pacientes com aids hospitalizados, tendo sido constatadas características que coincidem com outros estudos sobre a temática, como sua alta prevalência. O serviço mostrou condições estruturais desfavoráveis ao adequado manejo da dor nessa clientela, demonstrando a necessidade de repensar o modelo gerencial de cuidado para promover intervenções de maior eficácia analgésica. Faz-se necessário, para tanto, aprimorar o atendimento interdisciplinar à dor, conscientizar os profissionais e melhorar os registros no que diz respeito à utilização de métodos mais acurados para sua avaliação e tratamento. Palavras-chave: Enfermagem. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. HIV. Dor. Administração dos Cuidados ao Paciente.The objective was to examine the management of care for people with AIDS in hospital, focusing on pain associated. Exploratory and descriptive study based on quantitative and qualitative approaches, developed in a referral hospital in Fortaleza for the treatment of infectious diseases, between May and September of 2010. The sample comprised 83 individuals: 20 health professionals and 63 hospitalized AIDS patients. We used the triangulation of methods with application of three techniques of data collection: interview, semi-structured form and checklist for analysis of patient records. Quantitative data were presented in tables (frequencies relative/absolute) and sought a relationship between variables with the likelihood ratio tests, Student t and chi-square. We used content analysis of Bardin to analyze the interviews with professionals. The project was approved by the Ethics in Research Committee (protocol 063/2009). By Analysis of Bardin, were created two thematic categories, five categories and 14 subcategories about pain associated with AIDS (characterization, clinical evaluation and clinical care) and management structure for the care of person with AIDS (favorable and unfavorable). We found mainly reports on clinical care prioriting pharmacological treatment, besides the absence of specific treatment for pain in the institucion, lack of experienced professionals in pain management, many pacients to care and failures in reference and counter- reference. In quantitative analysis, we found a high prevalence of pain in hospitalized patients (95.3%), coinciding with the opinion of most professionals (17) and of patients records (90.5%). The pain was intermittent in nature considered in most of the sample (41.7%), located mainly in the head (56.7%), abdomen (53.3%), legs (45%), among other places such as chest and lumbar spine. The main reasons for hospitalization were opportunistic infections (74.6%) and chronic diarrhea (22.2%); 58.7% were on antiretroviral treatment; regarding analgesia, 73.3% reported use of analgesics at home, including simple analgesics (55.6%), anti-inflammatory non-steroidal drugs (NSAIDs) (25%) and others (15.9%). The majority (70%) reported not using other methods to relieve pain, while 30% reported teas, analgesics ointments, application of cold and warm at local pain, and massages. About analgesia received, most were satisfied (55.5%) and only 3.2% were dissatisfied. Analysis of the checklist allowed to confirm data on the characteristics of pain / analgesia recorded in their files, being found notes from doctors and nurses in most medical records (90.5%), specifying, primarily, location (100%), improvement and worsening factors (61.4%) and intensity (43.8%). The majority (95.2%) did not contain data about results of analgesia or prescription of non-pharmacological methods for pain relief. We conclude that the study provides relevant data on pain in aids patients; was found a high prevalence and characteristics that coincide with other studies on this subject. The service showed unfavorable structural conditions to the appropriate management of pain at these patients, demonstrating the need to rethink the model of care management interventions to promote greater efficacy of analgesia. It is necessary to improve interdisciplinary approach to pain, awareness professionals and improve records regarding the use of more accurate methods for pain evaluation and treatment. Keywords: Nursing. Acquired Immunodeficiency Syndrome. HIV. Pain, Patient Care Management.Universidade Estadual do CearáLucilane Maria Sales da SilvaOliveira, Roberta Meneses2011-04-05T00:00:00Z2010info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=67280info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECE2011-04-05T00:00:00Zoai:uece.br:67280Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2011-04-05T00:00Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse
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