Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ferreira, Camyla Aparecida Mello lattes
Orientador(a): Torquato, Cloris Porto lattes
Banca de defesa: Camargos, Moacir Lopes de lattes, Ferreira, Aparecida de Jesus lattes, Cardoso, Maísa lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Ponta Grossa
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós - Graduação em Estudos de Linguagem
Departamento: Departamento de Estudos da Linguagem
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3477
Resumo: As literaturas indígenas são muito ricas, e acredito que todos temos o direito de conhecê-las. Esse direito nos foi assegurado pela promulgação da Lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas no ensino fundamental e no ensino médio. Embora seja um direito e um dever, nem sempre esse ensino se efetiva no cotidiano escolar. Devido à necessidade que senti de conhecer melhor as literaturas indígenas e às dificuldades que enfrentei para propor um trabalho com elas na sala de aula, decidi tornar as orientações oficiais que tratam do ensino das literaturas indígenas meu foco de estudo. Para analisar os discursos que estão presentes nos textos oficiais e contextos de ensino, uso como base os estudos do Círculo de Bakhtin para compreender como se construíram as orientações para o ensino das culturas e histórias indígenas, tendo como objetivo refletir sobre como as literaturas indígenas aparecem nos documentos oficiais e analisar como são abordadas nos documentos que norteiam a educação. A partir dos autores indígenas, vejo as literaturas indígenas como uma forma de resistência dos povos indígenas, como uma forma de valorização das culturas indígenas e também como uma forma de negociação das identidades. Para essa compreensão, me apoio nas definições trazidas por autores indígenas como Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku e Edson Kayapó. Nessas orientações oficiais, há “ecos e ressonâncias” de outros enunciados (BAKHTIN, 2011), porque eles têm uma natureza dialógica e responsiva; ou seja, essas orientações dialogam com outros enunciados e respondem a outros discursos que lhe são anteriores. Faço uma retomada histórica, pois os discursos que encontramos nos documentos não são dissociados de seu contexto de produção. Retomo Hall (2014) para abordar a questão da construção de identidade, pois, segundo o autor, as identidades são construídas nas relações sociais. Com essa percepção, busco responder duas questões que norteiam meu trabalho: como as literaturas indígenas são abordadas nas leis e documentos que norteiam a educação? E como são abordadas nos documentos de estudo das Equipes Multidisciplinares? A partir de todas as leituras, reflexões e análise realizadas no decorrer da pesquisa pude concluir que as literaturas indígenas, primeiramente, não são abordadas no plural e sim no singular, proporcionando a impressão de que toda a literatura indígena e igual. Essa visão de que nós temos uma literatura indígena é refutada a partir dos posicionamentos dos próprios autores indígenas, cada autor indígena expressa através de sua literatura toda sua ancestralidade, a cultura de seu povo. Essa perspectiva nos leva a pensar que temos literaturaS indígenaS no plural. Outro ponto importante a ser destacado é que os documentos utilizam o termo “literatura indígena” em poucos pontos de seus textos, normalmente há a utilização da palavra cultura e nela se pode interpretar que as literaturas indígenas estão inseridas. Já nos documentos relativos à Equipe Multidisciplinar, temos a utilização do termo “literatura indígena” e podemos perceber que são materiais que subsidiam essas equipes no aprendizado em relação às histórias e culturas indígenas. A partir do referencial do Círculo de Bakhtin, é possível afirmar que em todos os documentos analisados podemos encontrar ecos de outros textos, estabelecendo um diálogo entre eles. Esses textos oficiais surgem sempre em respostas a textos, reivindicações realizadas anteriormente, e dialogam com outros textos que lhe são anteriores.
id UEPG_7ec7c0c3489a4fb22cb52aec5e1b3f99
oai_identifier_str oai:tede2.uepg.br:prefix/3477
network_acronym_str UEPG
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
repository_id_str
spelling Torquato, Cloris Portohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792845A2&tokenCaptchar=03AGdBq24gD6023Sr5sApFUJcBUq_iOyA81rDWxJqRklxPx0L4Z10vhHLsrbdRptPonlb-A4hi9-LHWFrAox_O6zjWWri5Y_rEc_oUAQPXNBNeoP-KLS1hhGuWqDf2_2ebgxuhxWzeqC-els49WtytjL-eEbV0kqDu2x_dcBB2x1wkm3WL3YevEw12L5kyZfzbVoGF30jFOVDUVSvnmFt1Uqr9XMz5RQTpAYhJgTFihYQNHBtzWhHcdMiRNMm23yOMso0zIrUqmblzRxXsfs5uytztvvZhfUyGE-0NSy_gmwMy3e5wTF69cyWo-_KJBOpcXRpFd1uOPut-EYcOtmikbeGgX52yT7y8siueQc2IP3yugIylovuasJKilGa4-HB-3R9TsgnOq1zt3r-B5dKhf4nh6wrb5jqCtU6d396Nmecq63-xJKd2QUkZiwFZa9-49BLml-sCkpJo9lhTJkz1AVhjzLaStDD-n_j3U3X0IIhf5xeyuTRLxN0Camargos, Moacir Lopes de638.148.896.49http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4704168U6&tokenCaptchar=03AGdBq27C8t_6zNUXMtvXeKxbOh_xHNj4Fn0FKZFTlcSFfMl-4aEE-7eTT-c6GJ9c96yOEx-XHnGLXgzIOPxlSoWEmmgE6m9U3bxZewql4WuacaOvbIqkv2xBBB2g48jQoZxNXk4ho5sZQ1M-goJC5pZ4CwCjd5m9Vq-qtw8BWPkKQjWNcFjqgMp8DHCuLPrNFiH5LjtY3_yU8BPe3JeJhDKroR9ryzzCSghsa3PEZA1PiBD3c5QIt496y0CRIYGqKUU_k4iKfPIC_HYZZFTh3bGM9uj9uzs4S-FAN9_t6gNclSOQJY9Tb7NvRplrVW0lT9fa_GM4ly9QQTn9Hd3oxOpymMD1zS4LVSjSlY0c-U8GJvRzHi662YjsWSZovHqR7k_mkens32XHHR7LMPsVQofc5O7LmxdPN2FS3JFvm7bGqOeLLmcKrxWb-Cp4ernG4SPzfvM2HpVwEn6X6Wihgr7xIwv3bemMYZk66beWknkpSdyXpuXulTwFerreira, Aparecida de Jesus603.387.099-91http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4702315U9&tokenCaptchar=03AGdBq26qkvhHEa-e7vESBaPY0cSJsc0XJfQnv3ngftoXwCt8L1kBMkP1xgELp5wc4SadhzlBqdKOQAKWZQsOcHbMYtU-K0_zA7pQhWapd0YJkMpfJBvSX0qg5cnGb6fh8d2F9ZD84QK6wWvK6keJbZWZOwiMS6IzsA_9Ylm2tzfxsOGESp_aRhDAD3U7mXPX1IeKXx0A47G7aB2PvU9xRxq_zzrB2W_PqID7_yqfWSpCD5uo_k-qgZ1FvfY_5jNQjkX3xW-DvdXpvFIj3C4gP03w9ZqtIBPf4Ei9bOPyP2NYle-jGx2swxNVTwdQwa2miGGzCq55Llvf0jEvywIyZ-XMPi-1qr1SDCHXREZI7a8yS9pkarievECvJ3q2b5t53zFiRCvZLQ94F7Kjub2cTYqxQsdOMKET-4ku_zvlqzYTtWujJym4Aut7ggBwUInDwjVmCZRUinhG4UYF0vbF4U9aYjki0KBMeIlEKwxnkOvqxkAhuPxnUSmmk0WGHFcYEH81HHEblRbLCardoso, Maísa02499873922http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4255060D8&tokenCaptchar=03AGdBq25nJZtqw0GooJdb2zsGG6r3DabVKpCaT02EM0mRQNiLLpMsjd5-Nqxg-LaJRrDfZKLpRTRF6KYkvD8CQoS5jYbbUFy-S3UAvdRgBLM6z1lMdUsXTB9S0Ixyko1l_qAfcVWE-Pyi6zzfPOjSlJ_iBlKLMFIwwm66XUICBYdSGnmbtDa4QE7cqyL_-QfFe7fdhVG3lumgEP0r8C187EHSfelMTsX-VhE6KSm1tEWGKjIDqxiMykKCWIaC8YOsMY3LZnVn-llMJE0ETJ--h0YY6XhHFrypaXN1g0pa5gxZnquIaDWUTsVe-ZDCH0x4jQK4oZrO_YYLIeqz2kXWstv267mke4oL3b0j1w2Wpj2yTjtz5OKMjDzjfBz_7M6yPvTPP0IjiS47erOvOhDZxUT431jdMO4Jz9DkKWFNaFNxx3617KKUrmIkVRNtiMd1mFrQoZShf34Jxizn4_78Dcf8CMG3Ky1MrUVrPBpwfocB03xzYWAbZsMUniversidade Federal do PampaUniversidade Estadual de Ponta GrossaSecretaria do Estado de Educação do Paraná - SEED086.937.009-01http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4334826Y8&tokenCaptchar=03AGdBq24bXZlgR93kdgQz9ZfUKu6MJpDSHB_KiYHRrAUlvwiL5GWB0-21sYrpPHn0Tj7JukvZWZAYJHPWNA2gEBODisdV4oHWnpkwCNEkAfIP5dm1U93xgnyAR3FpvDBsYCudt19JCHIS02qn6JRLLSKN_PQIRDzLT371qBa7oQf4MH6cM1_48p9qtc_XzA0hkunJGXyn4ayj7rc9vihSVGHZTjjvS2KhMnY-TtMz3IWQrPzA0VFlW1dCXYe9JTF5laRv6wNcxgYFZIZY6UdGtJdwgZv4VbKVa3EaINW-CukAahJ_kzV9ztfsR1e5fweaWCszidK45_hiTXpMs6LhEjMzdNnfgtDV-2ZApLVZcUhOxLD0WFerreira, Camyla Aparecida Mello2021-10-28T11:19:17Z2021-10-262021-10-28T11:19:17Z2021-06-30FERREIRA, Camyla Aparecida Mello. Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.2021. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2021.http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3477As literaturas indígenas são muito ricas, e acredito que todos temos o direito de conhecê-las. Esse direito nos foi assegurado pela promulgação da Lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas no ensino fundamental e no ensino médio. Embora seja um direito e um dever, nem sempre esse ensino se efetiva no cotidiano escolar. Devido à necessidade que senti de conhecer melhor as literaturas indígenas e às dificuldades que enfrentei para propor um trabalho com elas na sala de aula, decidi tornar as orientações oficiais que tratam do ensino das literaturas indígenas meu foco de estudo. Para analisar os discursos que estão presentes nos textos oficiais e contextos de ensino, uso como base os estudos do Círculo de Bakhtin para compreender como se construíram as orientações para o ensino das culturas e histórias indígenas, tendo como objetivo refletir sobre como as literaturas indígenas aparecem nos documentos oficiais e analisar como são abordadas nos documentos que norteiam a educação. A partir dos autores indígenas, vejo as literaturas indígenas como uma forma de resistência dos povos indígenas, como uma forma de valorização das culturas indígenas e também como uma forma de negociação das identidades. Para essa compreensão, me apoio nas definições trazidas por autores indígenas como Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku e Edson Kayapó. Nessas orientações oficiais, há “ecos e ressonâncias” de outros enunciados (BAKHTIN, 2011), porque eles têm uma natureza dialógica e responsiva; ou seja, essas orientações dialogam com outros enunciados e respondem a outros discursos que lhe são anteriores. Faço uma retomada histórica, pois os discursos que encontramos nos documentos não são dissociados de seu contexto de produção. Retomo Hall (2014) para abordar a questão da construção de identidade, pois, segundo o autor, as identidades são construídas nas relações sociais. Com essa percepção, busco responder duas questões que norteiam meu trabalho: como as literaturas indígenas são abordadas nas leis e documentos que norteiam a educação? E como são abordadas nos documentos de estudo das Equipes Multidisciplinares? A partir de todas as leituras, reflexões e análise realizadas no decorrer da pesquisa pude concluir que as literaturas indígenas, primeiramente, não são abordadas no plural e sim no singular, proporcionando a impressão de que toda a literatura indígena e igual. Essa visão de que nós temos uma literatura indígena é refutada a partir dos posicionamentos dos próprios autores indígenas, cada autor indígena expressa através de sua literatura toda sua ancestralidade, a cultura de seu povo. Essa perspectiva nos leva a pensar que temos literaturaS indígenaS no plural. Outro ponto importante a ser destacado é que os documentos utilizam o termo “literatura indígena” em poucos pontos de seus textos, normalmente há a utilização da palavra cultura e nela se pode interpretar que as literaturas indígenas estão inseridas. Já nos documentos relativos à Equipe Multidisciplinar, temos a utilização do termo “literatura indígena” e podemos perceber que são materiais que subsidiam essas equipes no aprendizado em relação às histórias e culturas indígenas. A partir do referencial do Círculo de Bakhtin, é possível afirmar que em todos os documentos analisados podemos encontrar ecos de outros textos, estabelecendo um diálogo entre eles. Esses textos oficiais surgem sempre em respostas a textos, reivindicações realizadas anteriormente, e dialogam com outros textos que lhe são anteriores.Las literaturas indígenas son muy ricas y creo que todos tenemos derecho a conocerlas, la sanción de la Ley 11.645 / 08 hizo obligatoria la enseñanza de la historia y cultura indígena en la escuela primaria y secundaria, lo que me doy cuenta es que esta obligación no es eficaz en la rutina escolar. Debido a la necesidad que sentía de conocer mejor las literaturas indígenas y las dificultades que enfrentaba para proponer un trabajo con ellas en las clases, decidí hacer de las literaturas indígenas mi objeto de estudio, al darme cuenta de que la falta de valoración de la misma se debe a la ignorancia. Para analizar los discursos que están presentes en los textos y contextos, utilizo los estudios del Círculo de Bakhtin como base para comprender cómo se construyó la trayectoria de la Ley 11.645 / 08, con el objetivo de reflexionar sobre cómo aparecen las literaturas indígenas en las publicaciones oficiales, verificando cómo son abordas en los documentos que orientan la educación. Veo las literaturas indígenas como una forma de resistencia de los pueblos indígenas, como una forma de valorar las culturas y también como una forma de construir las identidades. Para la comprensión do qué és literatura indígena, me baso en las definiciones aportadas por los autores indígenas Ailton Krenak, Eliane Potiguara y Daniel Munduruku. Comprender qué son los “ecos e resonancias” que, según Bakhtin (2011), existen en todos los discursos, porque tienen un carácter receptivo. Partiendo de este supuesto, traté de entender cómo fue la trayectoria hasta la publicación de la Ley 11.645 / 08. Hago un retorno histórico, ya que los discursos que encontramos en los documentos no están disociados de su contexto de producción. Retomo Hall (2014) para abordar el tema de la construcción de la identidad, porque según el autor, la identidad se construye en las relaciones sociales. Con esta percepción, busco dar respuesta a dos preguntas que orientan mi trabajo, ¿cómo se aborda la literatura indígena en las leyes y documentos que orientan la educación y en los documentos de estudio de los Equipos Multidisciplinarios? Con base en las lecturas, reflexiones y análisis realizados durante la investigación, podría concluir que las literaturas indígenas, en primer lugar, no se abordan en plural sino en singular, dando la impresión de que toda la literatura indígena es igual. Esta visión de que tenemos una literatura indígena es refutada desde las posiciones de los propios autores indígenas, cada autor indígena expressa por medio de su literatura toda su ascendencia, la cultura de su pueblo. Esta perspectiva nos lleva a pensar que tenemos literaturas indígenas en plural. Otro punto importante a destacar es que los documentos utilizan el término “literatura indígena” en pocos puntos de sus textos, frecuentemente se hace uso de la palabra cultura y en ella se puede interpretar que se incluyen las literaturas indígenas. En los documentos relacionados con el Equipo Multidisciplinario, tenemos la utilización del término “literatura indígena” y podemos ver que estos son materiales que apoyan a estos equipos en el aprendizaje de las historias y culturas indígenas. A partir de la propuesta del Círculo de Bakhtin, es posible afirmar que en todos los documentos analizados podemos encontrar ecos de otros textos, estableciendo un diálogo entre ellos. Estos textos siempre aparecen en respuestas a textos, afirmaciones hechas anteriormente.Submitted by Angela Maria de Oliveira (amolivei@uepg.br) on 2021-10-28T11:19:17Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) Camyla Aparecida Mello Ferreira.pdf: 729889 bytes, checksum: ef67401f1da497f80e9927599cfdc842 (MD5)Made available in DSpace on 2021-10-28T11:19:17Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) Camyla Aparecida Mello Ferreira.pdf: 729889 bytes, checksum: ef67401f1da497f80e9927599cfdc842 (MD5) Previous issue date: 2021-06-30Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Estadual de Ponta GrossaPrograma de Pós - Graduação em Estudos de LinguagemUEPGBrasilDepartamento de Estudos da LinguagemAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESLiteraturas indígenasidentidadesDocumentos oficiais norteadores de ensinoLiteraturas indígenasIdentidadesDocumentos oficiales de orientación del ensinoLiteraturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPGinstname:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)instacron:UEPGLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/3/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD53CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALCamyla Aparecida Mello Ferreira.pdfCamyla Aparecida Mello Ferreira.pdfapplication/pdf729889http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/1/Camyla%20Aparecida%20Mello%20Ferreira.pdfef67401f1da497f80e9927599cfdc842MD51prefix/34772021-10-28 08:49:10.364oai:tede2.uepg.br:prefix/3477TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://tede2.uepg.br/jspui/PUBhttp://tede2.uepg.br/oai/requestbicen@uepg.br||mv_fidelis@yahoo.com.bropendoar:2021-10-28T11:49:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
title Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
spellingShingle Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
Ferreira, Camyla Aparecida Mello
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Literaturas indígenas
identidades
Documentos oficiais norteadores de ensino
Literaturas indígenas
Identidades
Documentos oficiales de orientación del ensino
title_short Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
title_full Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
title_fullStr Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
title_full_unstemmed Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
title_sort Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.
author Ferreira, Camyla Aparecida Mello
author_facet Ferreira, Camyla Aparecida Mello
author_role author
dc.contributor.instituicao-banca1.pt_BR.fl_str_mv Universidade Federal do Pampa
dc.contributor.instituicao-banca2.pt_BR.fl_str_mv Universidade Estadual de Ponta Grossa
dc.contributor.instituicao-banca3.pt_BR.fl_str_mv Secretaria do Estado de Educação do Paraná - SEED
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Torquato, Cloris Porto
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792845A2&tokenCaptchar=03AGdBq24gD6023Sr5sApFUJcBUq_iOyA81rDWxJqRklxPx0L4Z10vhHLsrbdRptPonlb-A4hi9-LHWFrAox_O6zjWWri5Y_rEc_oUAQPXNBNeoP-KLS1hhGuWqDf2_2ebgxuhxWzeqC-els49WtytjL-eEbV0kqDu2x_dcBB2x1wkm3WL3YevEw12L5kyZfzbVoGF30jFOVDUVSvnmFt1Uqr9XMz5RQTpAYhJgTFihYQNHBtzWhHcdMiRNMm23yOMso0zIrUqmblzRxXsfs5uytztvvZhfUyGE-0NSy_gmwMy3e5wTF69cyWo-_KJBOpcXRpFd1uOPut-EYcOtmikbeGgX52yT7y8siueQc2IP3yugIylovuasJKilGa4-HB-3R9TsgnOq1zt3r-B5dKhf4nh6wrb5jqCtU6d396Nmecq63-xJKd2QUkZiwFZa9-49BLml-sCkpJo9lhTJkz1AVhjzLaStDD-n_j3U3X0IIhf5xeyuTRLxN0
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Camargos, Moacir Lopes de
dc.contributor.referee1ID.fl_str_mv 638.148.896.49
dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4704168U6&tokenCaptchar=03AGdBq27C8t_6zNUXMtvXeKxbOh_xHNj4Fn0FKZFTlcSFfMl-4aEE-7eTT-c6GJ9c96yOEx-XHnGLXgzIOPxlSoWEmmgE6m9U3bxZewql4WuacaOvbIqkv2xBBB2g48jQoZxNXk4ho5sZQ1M-goJC5pZ4CwCjd5m9Vq-qtw8BWPkKQjWNcFjqgMp8DHCuLPrNFiH5LjtY3_yU8BPe3JeJhDKroR9ryzzCSghsa3PEZA1PiBD3c5QIt496y0CRIYGqKUU_k4iKfPIC_HYZZFTh3bGM9uj9uzs4S-FAN9_t6gNclSOQJY9Tb7NvRplrVW0lT9fa_GM4ly9QQTn9Hd3oxOpymMD1zS4LVSjSlY0c-U8GJvRzHi662YjsWSZovHqR7k_mkens32XHHR7LMPsVQofc5O7LmxdPN2FS3JFvm7bGqOeLLmcKrxWb-Cp4ernG4SPzfvM2HpVwEn6X6Wihgr7xIwv3bemMYZk66beWknkpSdyXpuXulTw
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Ferreira, Aparecida de Jesus
dc.contributor.referee2ID.fl_str_mv 603.387.099-91
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4702315U9&tokenCaptchar=03AGdBq26qkvhHEa-e7vESBaPY0cSJsc0XJfQnv3ngftoXwCt8L1kBMkP1xgELp5wc4SadhzlBqdKOQAKWZQsOcHbMYtU-K0_zA7pQhWapd0YJkMpfJBvSX0qg5cnGb6fh8d2F9ZD84QK6wWvK6keJbZWZOwiMS6IzsA_9Ylm2tzfxsOGESp_aRhDAD3U7mXPX1IeKXx0A47G7aB2PvU9xRxq_zzrB2W_PqID7_yqfWSpCD5uo_k-qgZ1FvfY_5jNQjkX3xW-DvdXpvFIj3C4gP03w9ZqtIBPf4Ei9bOPyP2NYle-jGx2swxNVTwdQwa2miGGzCq55Llvf0jEvywIyZ-XMPi-1qr1SDCHXREZI7a8yS9pkarievECvJ3q2b5t53zFiRCvZLQ94F7Kjub2cTYqxQsdOMKET-4ku_zvlqzYTtWujJym4Aut7ggBwUInDwjVmCZRUinhG4UYF0vbF4U9aYjki0KBMeIlEKwxnkOvqxkAhuPxnUSmmk0WGHFcYEH81HHEblRbL
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Cardoso, Maísa
dc.contributor.referee3ID.fl_str_mv 02499873922
dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4255060D8&tokenCaptchar=03AGdBq25nJZtqw0GooJdb2zsGG6r3DabVKpCaT02EM0mRQNiLLpMsjd5-Nqxg-LaJRrDfZKLpRTRF6KYkvD8CQoS5jYbbUFy-S3UAvdRgBLM6z1lMdUsXTB9S0Ixyko1l_qAfcVWE-Pyi6zzfPOjSlJ_iBlKLMFIwwm66XUICBYdSGnmbtDa4QE7cqyL_-QfFe7fdhVG3lumgEP0r8C187EHSfelMTsX-VhE6KSm1tEWGKjIDqxiMykKCWIaC8YOsMY3LZnVn-llMJE0ETJ--h0YY6XhHFrypaXN1g0pa5gxZnquIaDWUTsVe-ZDCH0x4jQK4oZrO_YYLIeqz2kXWstv267mke4oL3b0j1w2Wpj2yTjtz5OKMjDzjfBz_7M6yPvTPP0IjiS47erOvOhDZxUT431jdMO4Jz9DkKWFNaFNxx3617KKUrmIkVRNtiMd1mFrQoZShf34Jxizn4_78Dcf8CMG3Ky1MrUVrPBpwfocB03xzYWAbZsM
dc.contributor.authorID.fl_str_mv 086.937.009-01
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4334826Y8&tokenCaptchar=03AGdBq24bXZlgR93kdgQz9ZfUKu6MJpDSHB_KiYHRrAUlvwiL5GWB0-21sYrpPHn0Tj7JukvZWZAYJHPWNA2gEBODisdV4oHWnpkwCNEkAfIP5dm1U93xgnyAR3FpvDBsYCudt19JCHIS02qn6JRLLSKN_PQIRDzLT371qBa7oQf4MH6cM1_48p9qtc_XzA0hkunJGXyn4ayj7rc9vihSVGHZTjjvS2KhMnY-TtMz3IWQrPzA0VFlW1dCXYe9JTF5laRv6wNcxgYFZIZY6UdGtJdwgZv4VbKVa3EaINW-CukAahJ_kzV9ztfsR1e5fweaWCszidK45_hiTXpMs6LhEjMzdNnfgtDV-2ZApLVZcUhOxLD0W
dc.contributor.author.fl_str_mv Ferreira, Camyla Aparecida Mello
contributor_str_mv Torquato, Cloris Porto
Camargos, Moacir Lopes de
Ferreira, Aparecida de Jesus
Cardoso, Maísa
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
topic CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Literaturas indígenas
identidades
Documentos oficiais norteadores de ensino
Literaturas indígenas
Identidades
Documentos oficiales de orientación del ensino
dc.subject.por.fl_str_mv Literaturas indígenas
identidades
Documentos oficiais norteadores de ensino
Literaturas indígenas
Identidades
Documentos oficiales de orientación del ensino
description As literaturas indígenas são muito ricas, e acredito que todos temos o direito de conhecê-las. Esse direito nos foi assegurado pela promulgação da Lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas no ensino fundamental e no ensino médio. Embora seja um direito e um dever, nem sempre esse ensino se efetiva no cotidiano escolar. Devido à necessidade que senti de conhecer melhor as literaturas indígenas e às dificuldades que enfrentei para propor um trabalho com elas na sala de aula, decidi tornar as orientações oficiais que tratam do ensino das literaturas indígenas meu foco de estudo. Para analisar os discursos que estão presentes nos textos oficiais e contextos de ensino, uso como base os estudos do Círculo de Bakhtin para compreender como se construíram as orientações para o ensino das culturas e histórias indígenas, tendo como objetivo refletir sobre como as literaturas indígenas aparecem nos documentos oficiais e analisar como são abordadas nos documentos que norteiam a educação. A partir dos autores indígenas, vejo as literaturas indígenas como uma forma de resistência dos povos indígenas, como uma forma de valorização das culturas indígenas e também como uma forma de negociação das identidades. Para essa compreensão, me apoio nas definições trazidas por autores indígenas como Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku e Edson Kayapó. Nessas orientações oficiais, há “ecos e ressonâncias” de outros enunciados (BAKHTIN, 2011), porque eles têm uma natureza dialógica e responsiva; ou seja, essas orientações dialogam com outros enunciados e respondem a outros discursos que lhe são anteriores. Faço uma retomada histórica, pois os discursos que encontramos nos documentos não são dissociados de seu contexto de produção. Retomo Hall (2014) para abordar a questão da construção de identidade, pois, segundo o autor, as identidades são construídas nas relações sociais. Com essa percepção, busco responder duas questões que norteiam meu trabalho: como as literaturas indígenas são abordadas nas leis e documentos que norteiam a educação? E como são abordadas nos documentos de estudo das Equipes Multidisciplinares? A partir de todas as leituras, reflexões e análise realizadas no decorrer da pesquisa pude concluir que as literaturas indígenas, primeiramente, não são abordadas no plural e sim no singular, proporcionando a impressão de que toda a literatura indígena e igual. Essa visão de que nós temos uma literatura indígena é refutada a partir dos posicionamentos dos próprios autores indígenas, cada autor indígena expressa através de sua literatura toda sua ancestralidade, a cultura de seu povo. Essa perspectiva nos leva a pensar que temos literaturaS indígenaS no plural. Outro ponto importante a ser destacado é que os documentos utilizam o termo “literatura indígena” em poucos pontos de seus textos, normalmente há a utilização da palavra cultura e nela se pode interpretar que as literaturas indígenas estão inseridas. Já nos documentos relativos à Equipe Multidisciplinar, temos a utilização do termo “literatura indígena” e podemos perceber que são materiais que subsidiam essas equipes no aprendizado em relação às histórias e culturas indígenas. A partir do referencial do Círculo de Bakhtin, é possível afirmar que em todos os documentos analisados podemos encontrar ecos de outros textos, estabelecendo um diálogo entre eles. Esses textos oficiais surgem sempre em respostas a textos, reivindicações realizadas anteriormente, e dialogam com outros textos que lhe são anteriores.
publishDate 2021
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2021-10-28T11:19:17Z
dc.date.available.fl_str_mv 2021-10-26
2021-10-28T11:19:17Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2021-06-30
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv FERREIRA, Camyla Aparecida Mello. Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.2021. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2021.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3477
identifier_str_mv FERREIRA, Camyla Aparecida Mello. Literaturas indígenas e documentos oficiais: lutas, conquistas e desafios.2021. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2021.
url http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3477
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual de Ponta Grossa
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós - Graduação em Estudos de Linguagem
dc.publisher.initials.fl_str_mv UEPG
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Departamento de Estudos da Linguagem
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual de Ponta Grossa
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
instname:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
instacron:UEPG
instname_str Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
instacron_str UEPG
institution UEPG
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
bitstream.url.fl_str_mv http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/3/license.txt
http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/2/license_rdf
http://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/3477/1/Camyla%20Aparecida%20Mello%20Ferreira.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9b
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
ef67401f1da497f80e9927599cfdc842
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
repository.mail.fl_str_mv bicen@uepg.br||mv_fidelis@yahoo.com.br
_version_ 1853507149017120768