"Você nunca vai saber o que é ter o cabelo para o alto": o que dizem as professoras sobre os racismos vividos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Dias, Gabriella de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação de Ensino em Educação Básica - CAp UERJ
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18918
Resumo: A presente pesquisa analisa as narrativas de quatro professoras negras, aqui chamadas de caminhantes, acerca dos racismos que perpassaram seus corpos em diferentes momentos nas fases de desenvolvimento humano: infância, adolescência e adulta. Assim, através da pesquisa qualitativa e exploratória, o objetivo era analisar as subjetividades discursivas das caminhantes. Através da pesquisa autobiográfica, a trajetória acadêmica da pesquisadora, bem como suas memórias na instituição escolar, a fim de compreender os silenciamentos e invisibilidades de minhas amigas e mais tarde, das alunas negras. Através do diálogo com autoras negras decoloniais com as narrativas tensionadoras das caminhantes, examinamos: como tem sido a percepção de quatro mulheres negras sobre esse padrão de beleza imposto pela hegemonia branca a seus corpos em diferentes fases de suas vidas? E, como essa construção se consolidou como padrão hegemônico, no que se refere a beleza e estética. Para responder esta pergunta, cheia de premissas, foi necessário um estudo sociológico do conceito de raça, perpassando por teorias da eugenia, do racismo biológico e dos estudos críticos da branquitude. Através delas, das narrativas no encontro com o racismo nas intuições: família, escola, igreja e trabalho e nas relações que se desenvolvem na sociedade. É no encontro com o outro, a hegemonia branca, que em suas narrativas de vida, as caminhantes experimentaram no corpo, na cor de sua pele preta, nos lábios grossos e dos cabelos crespos, olhares encruzilhados de silenciamento e invisibilidade. Assim, concluímos que existe um padrão de beleza imposto pela hegemonia branca, bem como o racismo posto na vida das caminhantes nas fases de desenvolvimento humano, deixando marcas, feridas e consequências que afetam como elas se expressam e experimentam os seus corpos e sua estética. Apesar de uma recente virada “espistética”, esse padrão ainda é perpetrado na sociedade. Assim a escola é um espaço importante no combate ao racismo, devendo exaltar, valorizar e viabilizar a estética negra. O produto desta dissertação é um livro em formato de biografia autorizada, trazendo um compilado com as suas narrativas de vida em histórias, possibilitando a construção de práticas educativas que debatam o pertencimento da estética negra.
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Através do diálogo com autoras negras decoloniais com as narrativas tensionadoras das caminhantes, examinamos: como tem sido a percepção de quatro mulheres negras sobre esse padrão de beleza imposto pela hegemonia branca a seus corpos em diferentes fases de suas vidas? E, como essa construção se consolidou como padrão hegemônico, no que se refere a beleza e estética. Para responder esta pergunta, cheia de premissas, foi necessário um estudo sociológico do conceito de raça, perpassando por teorias da eugenia, do racismo biológico e dos estudos críticos da branquitude. Através delas, das narrativas no encontro com o racismo nas intuições: família, escola, igreja e trabalho e nas relações que se desenvolvem na sociedade. É no encontro com o outro, a hegemonia branca, que em suas narrativas de vida, as caminhantes experimentaram no corpo, na cor de sua pele preta, nos lábios grossos e dos cabelos crespos, olhares encruzilhados de silenciamento e invisibilidade. Assim, concluímos que existe um padrão de beleza imposto pela hegemonia branca, bem como o racismo posto na vida das caminhantes nas fases de desenvolvimento humano, deixando marcas, feridas e consequências que afetam como elas se expressam e experimentam os seus corpos e sua estética. Apesar de uma recente virada “espistética”, esse padrão ainda é perpetrado na sociedade. Assim a escola é um espaço importante no combate ao racismo, devendo exaltar, valorizar e viabilizar a estética negra. O produto desta dissertação é um livro em formato de biografia autorizada, trazendo um compilado com as suas narrativas de vida em histórias, possibilitando a construção de práticas educativas que debatam o pertencimento da estética negra.This research analyzes the narratives of four black teachers, here called walkers, about the racisms that have permeated their development: childhood, adolescence and adulthood. Thus, through qualitative and exploratory research, the objective was to analyze the discursive subjectivities of the walkers. Through autobiographical research, the academic trajectoy of the researcher, as well as her memories at the school institution, in order to understand the silences and invisibilities of my friends and later, of the black students. Through the dialogue with decolonial black authors and also with the tensioning narratives of the walkers, we examined: what has been the perception of four black women about this beauty pattern imposed by white hegemony on their bodies at different stages of their lives? And, as this construction was consolidated as a hegemonic pattern, with regard to beauty and aesthetics. To answer this question, full of premises, a sociological study of the concept of race was necessary, going through theories of eugenics, biological racism and critical studies of whiteness. The methodology used is the narrative, through them, in the encounter with racism in the institutions: family, school, church and work and in relationships that develop in society. It is in the encounter with the other, the white hegemony, that in their life narratives the walkers experienced in their bodies, in the color of their black skin, on thick lips and curly hair, crossroads looks of silencing and invisibility. Thus, we conclude that there is a standard of beauty imposed by white hegemony, as well as the racism placed in the walkers’ lives in the stages of human development, leaving marks, wounds and consequences that affect how they express themselves and experience their bodies and their aesthetics. Despite a recente “spistetic” turn, this pattern is still perpeatrated in society. We also point out that school is an important space in the fight against racism and it must exalt, value and make black aesthetics viable. The product of this dissertation is a book in authorized biography format, bringing a compilation with their life narratives in stories, enabling the construction of educational practices that debate the belonging of black aesthetics.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro de Educação e Humanidades::Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da SilveiraBrasilUERJPrograma de Pós-Graduação de Ensino em Educação Básica - CAp UERJBaião, Jonê Carlahttp://lattes.cnpq.br/1731117448608917Lins, Mônica Regina Ferreirahttp://lattes.cnpq.br/6823740197871001Silva Junior, Jonas Alves dahttp://lattes.cnpq.br/8739436055461717Dias, Gabriella de Oliveira2023-01-19T12:51:42Z2022-09-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfDIAS, Gabriella de Oliveira. "Você nunca vai saber o que é ter o cabelo para o alto": o que dizem as professoras sobre os racismos vividos. 2022. 137 f. 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