Repercussões sobre a produtividade das pessoas envolvidas em acidentes de trânsito.
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto de Saúde Coletiva
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduação em Saúde Coletiva
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/26321 |
Resumo: | Nas duas últimas décadas, os acidentes de trânsito - AT figuraram entre as principais causas de mortalidade e morbidade em esfera global. No Brasil, representam a principal causa de morbidade, considerando o grupo de causas externas. Como estes eventos tem o potencial de gerar efeitos deletérios aos indivíduos e à sociedade, a avaliação das repercussões sobre a produtividade torna-se um quesito que merece atenção, em vista do ônus produzido aos sistemas de seguridade social, a própria pessoa envolvida e as pessoas de convívio. Nesta situação, estão relacionados fatores que influenciam a perda e o prolongamento do tempo de retorno à capacidade de produzir e os custos decorrentes desses. A fim de estudar as repercussões que os AT produzem sobre a produtividade, foi proposto para esta tese, um estudo vinculado ao um estudo maior intitulado “Epidemiologia dos acidentes de trânsito: incidência e determinantes comportamentais em um estudo longitudinal”. A temática desta tese possibilitou desenvolver três artigos cujos objetivos foram: 1 - Caracterizar os custos de perda de produtividade e os custos de retorno à produtividade de pessoas envolvidas em AT; 2 - Avaliar fatores associados à perda de produtividade em pessoas envolvidas em acidentes de trânsito; 3 - Analisar os fatores associados ao tempo transcorrido até o retorno à produtividade em pessoas envolvidas em acidentes de trânsito. O estudo foi delineado para ser uma coorte prospectiva, de base comunitária, e conduzida no município de Jequié, Bahia, Brasil. A etapa de linha de base foi realizada entre julho e outubro de 2013 e a etapa de acompanhamento iniciada no mesmo mês e finalizada em outubro de 2015. A população do estudo envolveu 4.170 pessoas de 35 setores censitários urbanos amostrados em estágio único. Aplicaram-se instrumentos que permitiram a organização do processo de cadastramento dos domicílios e moradores, do acompanhamento das pessoas e da coleta de dados. Uma equipe para o projeto foi constituída, capacitada e avaliada durante o desenvolvimento do estudo. Todos os participantes desta pesquisa foram entrevistados após consentimento informado. A análise dos dados foi realizada com estatística descritiva e na análise epidemiológica foram utilizadas medidas de ocorrência, de associação e de significância estatística. Os custos de produtividade (custos de perda e custos de retorno) foram calculados a partir do somatório dos custos informados nas entrevistas e quando necessário foram estimados. Para estes, foram apresentados os valores bruto e per capita ajustados para o ano de 2016. Utilizou-se modelagem de Regressão de Poisson e Cox para identificação de fatores associados, respectivamente, a perda e tempo transcorrido até o retorno da produtividade. Dentre as 305 pessoas envolvidas em AT, 97(31,8%) foram consideradas perdas, cinco possuíam idade abaixo de 14 anos e 203 foram consideradas elegíveis. O tempo médio de acompanhamento foi de 14,69 meses e desvio-padrão de 6,4 meses. A incidência cumulativa de perda de produtividade foi de 61,1% (124), a densidade de incidência foi de 7,45 casos/100 pessoas-mês e o tempo médio de acompanhamento entre o AT e perda foi de 8,19 meses e desvio-padrão de 6,46 meses. Na análise bivariada, foram observadas associações entre a perda de produtividade nas seguintes categorias de variáveis: faixa etárias 14 a 17 anos e 18 a 45 anos; ser solteiro; não possuir filho; possuir renda de um a três salários mínimos; ser usuário de veículo de duas rodas; possuir vínculo de trabalho privado; utilizar veículo como instrumento de trabalho; utilizar veículo motorizado para deslocamento ao trabalho; não possuir plano de saúde e ter sofrido lesão corporal. Na análise multivariável mantiveram-se associados a perda de produtividade apenas os dois últimos fatores. Em relação ao tempo transcorrido da perda até o retorno à produtividade, a mediana foi de 10 dias (IC95%=5-10). Até o final do estudo 98,4% dos participantes retornaram à produtividade. Pela análise de Cox, estiveram associados ao prolongamento do tempo de retorno os seguintes fatores: usuário de veículo de duas rodas (Hazard Ratio=0,60; IC95%=0,39 - 0,92), as lesões do tipo fratura/TRM/TCE (HR=0,18; IC95%=0,09 - 0,36) e a oferta de apoio beneficiário (HR=0,23; IC95%=0,10 - 0,51). Foram observados maiores valores (custos) de perda de produtividade (R$ 172.086,80) em relação aos custos de retorno à produtividade (R$ 117.687,70). Para último, a maior parte dos custos per capita de retorno decorreram dos seguintes fatores: profissionais de saúde, medicamentos, transporte, dispositivos auxiliares e de reparo do veículo. Este custos foram maiores em homens, adultos jovens, condutores, usuários de veículos de duas rodas, pessoas com vínculo público e nas faixas de renda intermediárias. De maneira geral, os resultados estiveram de acordo com outros estudos sobre o tema e contribuíram para elucidar fatores relacionados às alterações na produtividade. Os achados podem contribuir para ajudar a formular e/ou implementar políticas públicas que minimizem os efeitos dos AT e reduzam os custos econômicos e sociais decorrentes da perda e de retorno às atividades produtivas. |
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A temática desta tese possibilitou desenvolver três artigos cujos objetivos foram: 1 - Caracterizar os custos de perda de produtividade e os custos de retorno à produtividade de pessoas envolvidas em AT; 2 - Avaliar fatores associados à perda de produtividade em pessoas envolvidas em acidentes de trânsito; 3 - Analisar os fatores associados ao tempo transcorrido até o retorno à produtividade em pessoas envolvidas em acidentes de trânsito. O estudo foi delineado para ser uma coorte prospectiva, de base comunitária, e conduzida no município de Jequié, Bahia, Brasil. A etapa de linha de base foi realizada entre julho e outubro de 2013 e a etapa de acompanhamento iniciada no mesmo mês e finalizada em outubro de 2015. A população do estudo envolveu 4.170 pessoas de 35 setores censitários urbanos amostrados em estágio único. Aplicaram-se instrumentos que permitiram a organização do processo de cadastramento dos domicílios e moradores, do acompanhamento das pessoas e da coleta de dados. 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O tempo médio de acompanhamento foi de 14,69 meses e desvio-padrão de 6,4 meses. A incidência cumulativa de perda de produtividade foi de 61,1% (124), a densidade de incidência foi de 7,45 casos/100 pessoas-mês e o tempo médio de acompanhamento entre o AT e perda foi de 8,19 meses e desvio-padrão de 6,46 meses. Na análise bivariada, foram observadas associações entre a perda de produtividade nas seguintes categorias de variáveis: faixa etárias 14 a 17 anos e 18 a 45 anos; ser solteiro; não possuir filho; possuir renda de um a três salários mínimos; ser usuário de veículo de duas rodas; possuir vínculo de trabalho privado; utilizar veículo como instrumento de trabalho; utilizar veículo motorizado para deslocamento ao trabalho; não possuir plano de saúde e ter sofrido lesão corporal. Na análise multivariável mantiveram-se associados a perda de produtividade apenas os dois últimos fatores. 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