Acidente no trânsito : avaliação de impacto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Botelho, Lúcio José
Orientador(a): Freitas, Sergio Fernando Torres de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/174425
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2016.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaBotelho, Lúcio JoséFreitas, Sergio Fernando Torres de2017-04-04T04:09:36Z2017-04-04T04:09:36Z2016344566https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/174425Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2016.Os Acidentes de Trânsito são um grande problema de Saúde Pública em todo o mundo, sendo hoje a principal causa de mortes em jovens e adultos jovens. Nosso estudo abordou o tema de três formas, cada uma delas expressa em forma de um artigo. A primeira, foi uma revisão integrada de literatura, nas bases de dados eletrônicas Pubmed / Medline, CINAHL, Science Direct, ACM (Association for Computing Machinery) Biblioteca Digital e SciELO Brasil. Partimos de 4.150 artigos dos quais 3.710 foram selecionados e 241 tiveram os resumos lidos, chegando a seleção de 40 para leitura completa, e sendo lidos 16. Constatamos diferenças entre a ocorrência em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Nos primeiros as mortes são em menor quantidade, em condutores de automóveis do sexo masculino, adultos jovens, até 40 anos. Nos outros, em homens mais jovens, que são atropelados em sua maioria, com colisões frontais, com alta incidência em motocicletas. Os acidentes rodoviários continuam a ser um problema mundial de saúde pública. A razão mais comum para desencadear acidentes rodoviários são as condições das estradas ruins e motoristas ineptos e deficientes. A segunda analisou o conjunto dos 4245 óbitos ocorridos em 7 rodovias federais do estado de Santa Catarina entre 2007 e 2014, usando os dados do banco de dados do Sistema Coputacional de Gerenciamento da Polícia Rodoviária Federal. Foi utilizada a técnica dos Anos Potenciais de Vida Perdidos, com base na expectativa de vida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia da morte, comparando as rodovias com o uso do teste t de student, considerando-se o nível de significância de 5% e um intervalo de confiança de 95%. A soma dos anos potenciais de vida perdidos, considerando-se todas as rodovias, durante os oito anos seguidos, foi de 156.384 anos, sendo a rodovia federal BR-101, a que apresentou maior contribuição para este resultado. As diferenças entre as médias foram estatisticamente significantes, com p=0,011. Concluimos que sociedade teve perdas de grande impacto resultantes dos anos de vida precocemente perdidos, devido aos acidentes de trânsito nas rodovias federais de malha viária catarinense. A terceira enfocou o impacto de três ações governamentais, a Lei Seca, a duplicação da via e a colocação de telas de ofuscamento e passarelas na diminuição das mortes por acidentes de tânsito. Com dados do Sistema Coputacional de Gerenciamento da Polícia Rodoviária Federal, medimos as mortes e sua relação com o número de acidentados antes e depois da implementação de cada uma das ações. Utilizamos a Razão de proporções para comparação, aplicando modelo de medida de efeito de impacto, utilizando para aferição a razão de proporção, com Intervalos de Confiança de 95% e utilização do teste do qui-quadrado, e os resultados demonstraram primeiramente uma modificação significativa entre os tipos de acidentes, considerando os anos de 2007 e de 2014 e uma redução significativa de mortes nos três períodos relativos ao estudo. A queda após a Lei Seca, não foi imediata, considerando 6 meses antes e 6 meses depois, não houve diminuição, porém ocorreu em tempo posterior alongado (OR 0,46 IC 0,34 a 0,50). Tanto a duplicação como a colocação de passarelas e telas de ofuscamento reduziram significativamente as mortes OR 0,70 e 0,58 respectivamente. Concluimos que as mortes tem uma lógica de acontecimento, e medidas de impacto, sejam elas leis ou alterações estruturais realmente alteram seu comportamento. A diminuição de mais de 50% dos óbitos, com a manutenção dos padrões numéricos de acidentes, demonstraram que as ações de políticas e obras de abrangência coletivas são as de maior impacto na queda da mortalidade.121 p.| il., grafs., tabs.porSaúde coletivaAcidentes de trânsitoAcidente no trânsito : avaliação de impactoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL344566.pdfapplication/pdf1856423https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/174425/1/344566.pdfe42ab27f055cdd574786f2a7f81a55eeMD51123456789/1744252017-04-04 01:09:36.412oai:repositorio.ufsc.br:123456789/174425Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732017-04-04T04:09:36Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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