Modelos in vitro de síndrome cardiorrenal : impacto da resposta inflamatória em modelo infeccioso e não infeccioso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Armentano, Giovana Marchini
Orientador(a): Ramos, Marcela Sorelli Carneiro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do ABC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biotecnociência
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=125900&midiaext=81093
Resumo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisModelos in vitro de síndrome cardiorrenal : impacto da resposta inflamatória em modelo infeccioso e não infeccioso2023-07-18Ramos, Marcela Sorelli CarneiroArmentano, Giovana MarchiniUniversidade Federal do ABCPrograma de Pós-Graduação em BiotecnociênciaUFABCporSLESÃO RENAL AGUDA IN VITROALTERASISTEMA IMUNOLÓGICOCARDIORENAL SYNDROMEACUTE KIDNEY INJURY IN VITROCARDIAC CHANGESIMMUNE SYSTEMPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOCIÊNCIA - UFABCCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel SuperiorFundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São PauloA Síndrome Cardiorrenal do tipo 3 (SCR 3) é caracterizada pela lesão renal aguda que desencadeia dano subsequente no tecido cardíaco. Já está bem estabelecido na literatura que o sistema imunológico e o estresse oxidativo desempenham um papel importante ativamente nos processos moleculares presentes na SCR. Além disso, as alterações cardiovasculares associadas ao SARS-CoV-2 têm sido alvo de inúmeros estudos uma vez que pacientes acometidos por este coronavírus apresentam um importante quadro inflamatório sistêmico, responsável pelos danos em diversos tecidos, especialmente coração, rins e vasos, convergindo para o estudo da SCR. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo mimetizar a SCR 3 in vitro e investigar a contribuição de moléculas inflamatórias em 2 modelos de lesão renal: i) induzida por hipóxia e ii) induzida por proteínas acessórias do genoma do SARS-CoV-2. Assim, células renais (HEK293) foram submetidas a protocolos de normóxia (NX) ou hipóxia (HX) por 16h seguidas de 3h de reoxigenação, tratadas ou não com um inibidor da síntese de NO (L-NAME). O sobrenadante dessas células foi transferido para células cardíacas (H9c2) por 24h. Células renais e cardíacas também foram transfectadas por 48h com as proteínas acessórias do SARS-CoV-2 ORF3a e ORF8 (HEK293-T e H9c2-T) e, para avaliar se ocorria sinalização de SCR3, o meio condicionado (MC) pelas células HEK293-T foi transferido para células cardíacas não transfectadas (H9c2-MC) por 12h. A análise da expressão dos genes de interesse foi avaliada por RT-qPCR. O conteúdo de NO foi avaliado no meio intra e extracelular por amperimetria. A viabilidade celular foi avaliada por MTT. A hipóxia em células renais aumentou a expressão gênica do marcador de hipóxia CA9, mas não de Hif1a. Além disso, houve uma diminuição significativa na viabilidade celular em células renais submetidas à hipóxia e o L-NAME foi capaz de prevenir essa redução. O tratamento com L-NAME e a hipóxia reduziu a expressão gênica dos marcadores inflamatórios IL6 e IL1ß. A hipóxia aumentou a expressão gênica de TNFa e a razão Bax/Bcl2, indicando sinalização próapoptótica. Em relação ao conteúdo de NO, observou-se uma grande quantidade de NO extracelular e baixo conteúdo intracelular. Nas células cardíacas, observou-se uma diminuição significativa na viabilidade celular em células cardíacas tratadas por 30 min com meio condicionado pelas células renais em hipóxia. As células cardíacas expostas ao meio condicionado do grupo HX/LNAME tiveram redução da expressão gênica de IL1ß e aumento da expressão de aActina. Além disso, o tratamento com L-NAME foi capaz de diminuir o conteúdo total de NO em células cardíacas que receberam o meio condicionado de células renais em normóxia mas aumentou as somatórias das frações de NO em hipóxia, apesar da isoforma nNOS apresentar expressão diminuída em situação de hipóxia. Em relação ao segundo protocolo experimental, a transfecção por 48h com as proteínas acessórias do SARS-CoV-2 foi capaz de reduzir a viabilidade de células cardíacas e renais. Contudo, não houve redução na viabilidade de células cardíacas tratadas com sobrenadante de células renais transfectadas. Além disso, a transfecção com as ORF3a e ORF8 aumentou a expressão gênica de ACE2 e IL1ß, nos grupos HEK293-T e H9C2-T, mas não em H9c2-MC. Em conclusão, i) o bloqueio do NO exerce papel importante na viabilidade celular bem como no ajuste dos níveis de NO em situações de estresse, como o modelo de hipóxia, ii) o efeito da redução na viabilidade celular e o aumento de citocinas pró inflamatórias parece ser direto pela transfecção direta das proteínas acessórias e não relacionado ao meio condicionado.http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=125900&midiaext=81093application/pdfreponame:Repositório Institucional da UFABCinstname:Universidade Federal do ABC (UFABC)instacron:UFABCinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-01-15T22:05:14Zoai:BDTD:125900Repositório InstitucionalPUBhttp://www.biblioteca.ufabc.edu.br/oai/oai.phpopendoar:2024-01-18T10:13:46Repositório Institucional da UFABC - Universidade Federal do ABC (UFABC)false
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