A coconstrução de sentidos em contexto telecolaborativo: mediações (intra e/ou inter) linguísticas no Teletandem.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: AGUIAR PEREIRA, Laís de Sousa Nóbrega. lattes
Orientador(a): SOUZA, Fábio Marques de. lattes
Banca de defesa: PINHEIRO-MARIZ, Josilene., MORETTO, Milena., KUINGHTTONS, Monica Ferreira Mayrink., HAWI, Mona Mohamad., CARVALHO, Kelly Cristiane Henschel Pobbe de.
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO
Departamento: Centro de Humanidades - CH
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45311
Resumo: Esta pesquisa, vinculada à Linguística Aplicada em sua vertente crítica (Moita Lopes, 2006, 2013; Kleiman, 2013), e ancorada na Perspectiva Sociocultural de Vygotsky (2000, 2001) e na Teoria Dialógica da Linguagem do Círculo de Bakhtin (2011, 2017), tem como objetivo geral investigar o uso das mediações (intra e/ou inter) linguísticas durante as sessões de interação no Teletandem. Como objetivos específicos, buscamos: a) identificar se, e de que forma, o uso dessas mediações facilita e/ou dificulta o processo de aprendizagem colaborativa e intercultural; b) compreender quando e como a futura professora de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) utiliza as mediações linguísticas durante as sessões de interação; e c) verificar os principais indícios de aprimoramento na aprendizagem e no desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI). Metodologicamente, para seu desenvolvimento, adotamos o paradigma interpretativista (Klein; Myers, 1999; Moreira; Caleffe, 2008; Saccol, 2009), com abordagem qualitativa (Creswell, 2007, 2014; Mayring, 2002; Minayo, 2009, 2014; Rodrigues; Oliveira; Santos, 2021) e base netnográfica (André, 1995; Hall, 1978; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014; Montardo; Passerino, 2006; Nogueira; Gomes; Soares, 2011; Rocha; Montardo, 2005). Os dados foram gerados e coletados durante as práticas de Teletandem Institucional Integrado, realizadas no componente curricular eletivo “Práticas de intercâmbio linguístico-cultural via Teletandem”, ofertado no período letivo 2023.1 na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com a Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Participaram da pesquisa estudantes brasileiras e mexicanos — aprendizes de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) e de Português Brasileiro como Língua Estrangeira (PBLE), respectivamente. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram gravações das sessões de interação (Zoom), diários de bordo, fichas de autoavaliação, relatório final e questionários de sondagem inicial e final. Mediante a abordagem da análise episódica (Pedrosa; Carvalho, 2005; Kilomba, 2019; Moreira Júnior, 2022; Silva, 2024), que nos permitiu compreender de forma integrada os fenômenos e as dinâmicas interacionais, optamos pela análise aprofundada de um par de interagentes, com foco principal na futura professora de ELE. As análises de três episódios interacionais nos permitiram observar a progressão da participante brasileira, abrangendo momentos de aproximação inicial, consolidação e fechamento reflexivo. Predominou a mediação intralinguística, marcada pelo uso de estratégias discursivas na língua em uso, enquanto a interlinguística ocorreu pontualmente, em lacunas lexicais, esclarecimentos semânticos ou interferências de interlíngua. Identificamos também mediações multimodais, expressas em gestos, entonações e expressões faciais, que atuaram como andaimes interacionais. Reconhecemos as microhabilidades orais propostas por Catenaro Serena e Arriba García (2004): resumir/sintetizar, parafrasear, comentar, intermediar e interpretar, e outras seis emergentes — explicar, exemplificar, validar, autorregular, autocorrigir e refletir —, propostas nesta pesquisa por também se mostrarem recorrentes no corpus analisado. Essas microhabilidades evidenciam dimensões cognitivas, metalinguísticas e afetivas da mediação linguística, compreendida aqui como prática formativa e colaborativa. Concluímos que: (i) o uso das mediações linguísticas, quando mobilizado de forma colaborativa, facilita a aprendizagem, promove a negociação de sentidos, favorece a escuta ativa e supera mal-entendidos, configurando-se como instrumento de desenvolvimento linguístico, relacional e intercultural; (ii) essas mediações se realizam de modo responsivo e situado, adequando-se às demandas comunicativas e assumindo funções explicativas, corretivas, reflexivas e de apoio, o que revela a capacidade da futura professora de ELE de ajustar e autorregular sua fala conscientemente; e (iii) as interações telecolaborativas potencializam o desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI) e a formação docente crítica, ao ampliarem a consciência metalinguística, fortalecerem a autonomia e articularem cognição, ética e afetividade diante da diversidade cultural. Os resultados confirmam que as mediações linguísticas, no contexto do Teletandem, ultrapassam a função instrumental da linguagem e se configuram como prática formativa, ética e humanizadora, em que ensinar e aprender se entrelaçam em um processo de coconstrução de sentidos e transformação mútua.
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Como objetivos específicos, buscamos: a) identificar se, e de que forma, o uso dessas mediações facilita e/ou dificulta o processo de aprendizagem colaborativa e intercultural; b) compreender quando e como a futura professora de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) utiliza as mediações linguísticas durante as sessões de interação; e c) verificar os principais indícios de aprimoramento na aprendizagem e no desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI). Metodologicamente, para seu desenvolvimento, adotamos o paradigma interpretativista (Klein; Myers, 1999; Moreira; Caleffe, 2008; Saccol, 2009), com abordagem qualitativa (Creswell, 2007, 2014; Mayring, 2002; Minayo, 2009, 2014; Rodrigues; Oliveira; Santos, 2021) e base netnográfica (André, 1995; Hall, 1978; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014; Montardo; Passerino, 2006; Nogueira; Gomes; Soares, 2011; Rocha; Montardo, 2005). Os dados foram gerados e coletados durante as práticas de Teletandem Institucional Integrado, realizadas no componente curricular eletivo “Práticas de intercâmbio linguístico-cultural via Teletandem”, ofertado no período letivo 2023.1 na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com a Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Participaram da pesquisa estudantes brasileiras e mexicanos — aprendizes de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) e de Português Brasileiro como Língua Estrangeira (PBLE), respectivamente. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram gravações das sessões de interação (Zoom), diários de bordo, fichas de autoavaliação, relatório final e questionários de sondagem inicial e final. Mediante a abordagem da análise episódica (Pedrosa; Carvalho, 2005; Kilomba, 2019; Moreira Júnior, 2022; Silva, 2024), que nos permitiu compreender de forma integrada os fenômenos e as dinâmicas interacionais, optamos pela análise aprofundada de um par de interagentes, com foco principal na futura professora de ELE. As análises de três episódios interacionais nos permitiram observar a progressão da participante brasileira, abrangendo momentos de aproximação inicial, consolidação e fechamento reflexivo. Predominou a mediação intralinguística, marcada pelo uso de estratégias discursivas na língua em uso, enquanto a interlinguística ocorreu pontualmente, em lacunas lexicais, esclarecimentos semânticos ou interferências de interlíngua. Identificamos também mediações multimodais, expressas em gestos, entonações e expressões faciais, que atuaram como andaimes interacionais. Reconhecemos as microhabilidades orais propostas por Catenaro Serena e Arriba García (2004): resumir/sintetizar, parafrasear, comentar, intermediar e interpretar, e outras seis emergentes — explicar, exemplificar, validar, autorregular, autocorrigir e refletir —, propostas nesta pesquisa por também se mostrarem recorrentes no corpus analisado. Essas microhabilidades evidenciam dimensões cognitivas, metalinguísticas e afetivas da mediação linguística, compreendida aqui como prática formativa e colaborativa. Concluímos que: (i) o uso das mediações linguísticas, quando mobilizado de forma colaborativa, facilita a aprendizagem, promove a negociação de sentidos, favorece a escuta ativa e supera mal-entendidos, configurando-se como instrumento de desenvolvimento linguístico, relacional e intercultural; (ii) essas mediações se realizam de modo responsivo e situado, adequando-se às demandas comunicativas e assumindo funções explicativas, corretivas, reflexivas e de apoio, o que revela a capacidade da futura professora de ELE de ajustar e autorregular sua fala conscientemente; e (iii) as interações telecolaborativas potencializam o desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI) e a formação docente crítica, ao ampliarem a consciência metalinguística, fortalecerem a autonomia e articularem cognição, ética e afetividade diante da diversidade cultural. Os resultados confirmam que as mediações linguísticas, no contexto do Teletandem, ultrapassam a função instrumental da linguagem e se configuram como prática formativa, ética e humanizadora, em que ensinar e aprender se entrelaçam em um processo de coconstrução de sentidos e transformação mútua.This study, situated within the field of Applied Linguistics from a critical perspective (Moita Lopes, 2006, 2013; Kleiman, 2013) and grounded in Vygotsky’s Sociocultural Theory (2000, 2001) and the Dialogic Theory of Language of the Bakhtin Circle (2011, 2017), investigates the use of intra- and/or interlinguistic mediations during Teletandem interaction sessions. The general objective is to investigate the use of intra- and/or interlinguistic mediations during Teletandem interaction sessions. The specific objectives are: (a) to identify whether and in what ways such mediations facilitate and/or hinder collaborative and intercultural learning; (b) to understand when and how the prospective teacher of Spanish as a Foreign Language (SFL) employs linguistic mediations during the sessions; and (c) to examine the main signs of learning progress and the development of Intercultural Communicative Competence (ICC). Methodologically, the study adopts an interpretivist paradigm (Klein & Myers, 1999; Moreira & Caleffe, 2008; Saccol, 2009) with a qualitative approach (Creswell, 2007, 2014; Mayring, 2002; Minayo, 2009, 2014; Rodrigues, Oliveira & Santos, 2021) and a netnographic framework (André, 1995; Hall, 1978; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014; Montardo & Passerino, 2006; Nogueira, Gomes & Soares, 2011; Rocha & Montardo, 2005). Data were generated through Integrated Institutional Teletandem practices, conducted within the elective course Linguistic and Cultural Exchange Practices via Teletandem, offered in the 2023.1 academic term at the State University of Paraíba (UEPB), in partnership with the National Autonomous University of Mexico (UNAM). Participants included Brazilian and Mexican students—learners of Spanish as a Foreign Language (SFL) and Brazilian Portuguese as a Foreign Language (BPFL), respectively. The research instruments included Zoom recordings of interaction sessions, learning journals, self-assessment forms, final reports, and initial and final questionnaires. Drawing on episodic analysis (Pedrosa & Carvalho, 2005; Kilomba, 2019; Moreira Júnior, 2022; Silva, 2024), which allowed for an integrated understanding of the phenomena and interactional dynamics, we conducted an in-depth analysis of a single pair of interactants, focusing primarily on the prospective SFL teacher. The analysis of three interactional episodes revealed the Brazilian participant’s developmental trajectory through stages of initial contact, consolidation, and reflective closure. Intralinguistic mediation predominated—characterized by discursive strategies within the language in use—whereas interlinguistic mediation occurred occasionally, addressing lexical gaps, semantic clarifications, or interlanguage interference. Multimodal mediations were also identified, expressed through gestures, intonation, and facial expressions, serving as interactional scaffolds. The oral micro-skills proposed by Catenaro Serena and Arriba García (2004) —summarizing/synthesizing, paraphrasing, commenting, intermediating, and interpreting—were recognized, along with six emergent ones identified in this study: explaining, exemplifying, validating, self-regulating, self-correcting, and reflecting. These micro-skills highlight the cognitive, metalinguistic, and affective dimensions of linguistic mediation, understood here as a formative and collaborative practice. The findings indicate that: (i) the collaborative use of linguistic mediations facilitates learning, promotes meaning negotiation, encourages active listening, and resolves misunderstandings, serving as a tool for linguistic, relational, and intercultural development; (ii) such mediations occur responsively and contextually, adapting to communicative demands and assuming explanatory, corrective, reflective, and supportive functions—revealing the prospective SFL teacher’s ability to consciously adjust and self-regulate her speech; and (iii) telecollaborative interactions enhance the development of Intercultural Communicative Competence (ICC) and critical teacher education by expanding metalinguistic awareness, strengthening autonomy, and integrating cognition, ethics, and affectivity in the face of cultural diversity. Overall, the results confirm that within the Teletandem context, linguistic mediations transcend the instrumental function of language and constitute a formative, ethical, and humanizing practice in which teaching and learning intertwine through the co-construction of meanings and mutual transformation.Submitted by Helder Soares Dantas (helder-dantas@hotmail.com) on 2026-02-04T23:17:23Z No. of bitstreams: 1 LAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdf: 22768989 bytes, checksum: 907ef94e911d91c0798de867f1a9ed6f (MD5)Made available in DSpace on 2026-02-04T23:17:23Z (GMT). No. of bitstreams: 1 LAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdf: 22768989 bytes, checksum: 907ef94e911d91c0798de867f1a9ed6f (MD5) Previous issue date: 2025-12-17CapesCette recherche liée à la linguistique apliquée dans son aspect critique (Moita Lopes, 2016, 2013 ; Kleiman, 2013), et ancrée sur la Perspective Socioculturelle de Vygotsky (2000, 2001) et sur la Théorie Dialogique du Langage du Cercle de Bakhtine (2011, 2017), a pour objectif général d’étudier l’utilisation des médiations linguistiques (intra et/ou inter) pendant les sessions d’interation dans le cadre du Teletandem. Nos objectifs spécifiques sont les suivantes : a) identifier si, et de quelle manière, l’utilisation de ces médiations facilite et/ou entrave le processus d’apprentissage collaboratif et interculturel ; b) comprendre quand et comment la future enseignante d’espagnol langue étrangère (ELE) utilise les médiations linguistiques pendant les sessions d’interaction ; et c) vérifier les principaux indices d’amélioration dans l’apprentissage et le développement de la Compétence Communicative Interculturelle (CCI). Sur le plan méthodologique, nous avons adopté le paradigme interprétativiste (Klein ; Myers, 1999 ; Moreira ; Caleffe, 2008 ; Saccol, 2009) avec une approche qualitative (Creswell, 2007, 2014 ; Mayring, 2002 ; Minayo, 2009, 2014 ; Rodrigues ; Oliveira ; Santos, 2021) et une base netnographique (André, 1995 ; Hall, 1978 ; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014 ; Montardo ; Passerino, 2006 ; Nogueira ; Gomes ; Soares, 2011 ; Rocha ; Montardo, 2005). Les donnés ont été générées et collectées lors des pratiques de Telentandem Institutionnel Intégré, réalisées dans le cadre du cours optionnel “Pratiques d’échange linguistique et culturel via Teletandem”, proposé au cours du semestre 2023.1 à l’ Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), en partenariat avec l’Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Des étudiantes brésiliennes et des étudiants mexicains ont participé à la recherche- apprenants d’espagnol comme langue étrangère (ELE) et du portugais brésilien comme langue étrangere (PBLE), respectivement. Les outils de recherche utilisés étaient des enregistrements des sessions d’interaction (Zoom), des journaux de bord, des fiches d’autoévaluation, un rapport final et des questionnaires d’enquête initiaux et finaux. Grâce à l’approche de l’analyse épisodique (Pedrosa ; Carvalho, 2005 ; Kilomba, 2019 ; Moreira Júnior, 2022 ; Silva, 2024) qui nous a permis de comprendre de manière intégrée les phénomènes et les dynamiques interactionnelles, nous avons opté pour une analyse approfondie d’un couple d’interactans, en nous concentrant principalement sur la future enseignante d’ELE. L’analyse de trois épisodes interactionnels nous a permis d’observer la progression de la participante brésilienne, couvrant les moments d’approche initiale, de consolidation et de conclusion réflexive. La médiation intralinguistique a predominé, marquée par l’utilisation de stratégies discursives dans la langue utilisée, tandis que l’interlinguistique s’est produite ponctuellement dans des lacunes lexicales, des clarifications sémantiques ou des interférences interlinguistiques. Nous avons également identifié des médiations multimodales, exprimées par des gestes, des intonations et des expressions faciales, qui ont servi de supports interactionnels. Nous avons reconnu les micro-compétences orales proposées par Catenaro Serena et Arriba Garcia (2004) : résumer/synthétiser, paraphraser, commenter, intercéder et interpréter, ainsi que six autres compétences émergentes - expliquer, exemplifier, valider, autoréguler, autocorriger et réflechir-, proposées dans cette recherche car elles se sont également révélées récurrentes dans le corpus analysé. Ces micro-compétences mettent en évidence les dimensions cognitives, métalinguistiques et affectives de la médiation linguistique, comprise ici comme une pratique formative et collaborative. Nous concluons que : (i) l’utilisation des médiations linguistiques, lorsqu’elle est mise en oeuvre de manière collaborative, facilite l’apprentissage, favorise la négociation des sens, encourage l’écoute active et permet de surmonter les malentendus, constituant ainsi un outil de développement linguistique, relationnel et interculturel ; (ii) ces médiations se réalisent de manière reactive et située, s’adaptant aux exigences communicatives et assumant des fonctions explicatives, correctives, réflexives et de soutien, ce qui révèle la capacité de la future enseignante d’ELE à ajuster et à autoréguler consciemment son discours ; et (iii) les interactions téle-collaboratives favorisent le développement de la compétence communicative interculturelle (CCI) et la formation critique des enseignants, en élargissant la conscience métalinguistique, en renforçant l’autonomie et en articulant la cognition, l’éthique et l’affectivité face à la diversité culturelle. Les résultats confirment que les médiations linguistiques, dans le contexte du Teletandem, dépassent la fonction instrumentale du langage et se configurent comme une pratique formative, éthique et humanisante, dans laquelle l’enseignement et l’apprentissage s’entremêlent dans un processus de co-construction de sens et de transformation mutuelle.Esta investigación, vinculada a la Lingüística Aplicada en su vertiente crítica (Moita Lopes, 2006, 2013; Kleiman, 2013) y sustentada en la Perspectiva Sociocultural de Vygotsky (2000, 2001) y en la Teoría Dialógica del Lenguaje del Círculo de Bajtín (2011, 2017), tiene como objetivo general investigar el uso de las mediaciones lingüísticas (intra y/o inter) durante las sesiones de interacción en el Teletandem. Como objetivos específicos, buscamos: a) identificar si, y de qué manera, el uso de dichas mediaciones facilita y/o dificulta el proceso de aprendizaje colaborativo e intercultural; b) comprender cuándo y cómo la futura profesora de Español como Lengua Extranjera (ELE) utiliza las mediaciones lingüísticas durante las sesiones de interacción; y c) verificar los principales indicios de avance en el aprendizaje y en el desarrollo de la Competencia Comunicativa Intercultural (CCI). Metodológicamente, para su desarrollo, adoptamos el paradigma interpretativista (Klein & Myers, 1999; Moreira & Caleffe, 2008; Saccol, 2009), con un enfoque cualitativo (Creswell, 2007, 2014; Mayring, 2002; Minayo, 2009, 2014; Rodrigues, Oliveira & Santos, 2021) y una base netnográfica (André, 1995; Hall, 1978; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014; Montardo & Passerino, 2006; Nogueira, Gomes & Soares, 2011; Rocha & Montardo, 2005). Los datos fueron generados y recolectados durante las prácticas de Teletandem Institucional Integrado, desarrolladas en el componente curricular optativo “Prácticas de intercambio lingüístico-cultural vía Teletandem”, ofrecido en el período académico 2023.1 en la Universidad Estadual de Paraíba (UEPB), en colaboración con la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Participaron en la investigación estudiantes brasileñas y mexicanos – aprendices de Español como Lengua Extranjera (ELE) y de Portugués Brasileño como Lengua Extranjera (PBLE), respectivamente. Los instrumentos de investigación utilizados fueron las grabaciones de las sesiones de interacción (Zoom), los diarios de aprendizaje, las fichas de autoevaluación, el informe final y los cuestionarios de sondeo inicial y final. A través del enfoque de análisis episódico (Pedrosa & Carvalho, 2005; Kilomba, 2019; Moreira Júnior, 2022; Silva, 2024), que nos permitió comprender de forma integrada los fenómenos y las dinámicas interaccionales, optamos por el análisis en profundidad de una pareja de interactuantes, centrándonos principalmente en la futura profesora de ELE. El análisis de tres episodios interaccionales nos permitió observar la progresión de la participante brasileña, abarcando momentos de acercamiento inicial, consolidación y cierre reflexivo. Predominó la mediación intralingüística, caracterizada por el uso de estrategias discursivas en la lengua en uso, mientras que la mediación interlingüística ocurrió puntualmente – en vacíos léxicos, aclaraciones semánticas o interferencias de interlengua. También identificamos mediaciones multimodales, expresadas mediante gestos, entonaciones y expresiones faciales, que actuaron como andamios interaccionales. Reconocimos las microhabilidades orales propuestas por Catenaro Serena y Arriba García (2004): resumir/sintetizar, parafrasear, comentar, intermediar e interpretar, así como seis microhabilidades emergentes propuestas en esta investigación – explicar, ejemplificar, validar, autorregular, autocorregir y reflexionar –, por haberse mostrado también recurrentes en el corpus analizado. Estas microhabilidades evidencian dimensiones cognitivas, metalingüísticas y afectivas de la mediación lingüística, entendida aquí como una práctica formativa y colaborativa. Concluimos que: (i) el uso de mediaciones lingüísticas, cuando se moviliza de forma colaborativa, facilita el aprendizaje, promueve la negociación de sentidos, favorece la escucha activa y supera malentendidos, configurándose como una herramienta de desarrollo lingüístico, relacional e intercultural; (ii) dichas mediaciones se realizan de manera responsiva y situada, adaptándose a las demandas comunicativas y asumiendo funciones explicativas, correctivas, reflexivas y de apoyo, lo que revela la capacidad de la futura profesora de ELE para ajustar y autorregular conscientemente su discurso; y (iii) las interacciones telecolaborativas potencian el desarrollo de la Competencia Comunicativa Intercultural (CCI) y la formación docente crítica, al ampliar la conciencia metalingüística, fortalecer la autonomía y articular cognición, ética y afectividad frente a la diversidad cultural. Los resultados confirman que las mediaciones lingüísticas, en el contexto del Teletandem, trascienden la función instrumental del lenguaje y se configuran como una práctica formativa, ética y humanizadora, en la cual enseñar y aprender se entrelazan en un proceso de co-construcción de sentidos y de transformación mutua.Universidade Federal de Campina GrandePÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINOUFCGBrasilCentro de Humanidades - CHLinguagem e EnsinoLinguística aplicadaCompetência comunicativa interculturalFormação de professores de ELEMediações linguísticasTeletandemLingüística aplicadaCompetencia comunicativa interculturalFormación de profesores de ELEMediaciones lingüísticasTeletandemApplied linguisticsIntercultural communicative competenceSpanish as a foreign language teacher educationLinguistic mediationsTeletandemLinguistique appliquéeCompétence communicative interculturelleFormation d’enseignants d’ELEMédiations linguistiquesTeletandemA coconstrução de sentidos em contexto telecolaborativo: mediações (intra e/ou inter) linguísticas no Teletandem.The co-construction of meaning in a telecollaborative context: (intra and/or inter)linguistic mediations in Teletandem.2025-12-172026-02-04T23:17:23Z2026-02-042026-02-04T23:17:23Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45311AGUIAR PEREIRA, Laís de Sousa Nóbrega. A coconstrução de sentidos em contexto telecolaborativo: mediações (intra e/ou inter) linguísticas no Teletandem. 2025. 313 f. Tese (Doutorado em Linguagem e Ensino) – Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2025.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTLAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdf.txtLAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdf.txttext/plain646405https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45311/3/LAIS+DE+SOUSA+N%C3%93BREGA+-+TESE+-+%28PPGLE%29+2025.pdf.txt26e167fa4519e4d363c4ab6a23925e9dMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45311/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALLAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdfLAIS DE SOUSA NÓBREGA - TESE - (PPGLE) 2025.pdfapplication/pdf22768989https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45311/1/LAIS+DE+SOUSA+N%C3%93BREGA+-+TESE+-+%28PPGLE%29+2025.pdf907ef94e911d91c0798de867f1a9ed6fMD51riufcg/453112026-03-27 15:01:49.254oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/45311Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512026-03-27T18:01:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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description Esta pesquisa, vinculada à Linguística Aplicada em sua vertente crítica (Moita Lopes, 2006, 2013; Kleiman, 2013), e ancorada na Perspectiva Sociocultural de Vygotsky (2000, 2001) e na Teoria Dialógica da Linguagem do Círculo de Bakhtin (2011, 2017), tem como objetivo geral investigar o uso das mediações (intra e/ou inter) linguísticas durante as sessões de interação no Teletandem. Como objetivos específicos, buscamos: a) identificar se, e de que forma, o uso dessas mediações facilita e/ou dificulta o processo de aprendizagem colaborativa e intercultural; b) compreender quando e como a futura professora de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) utiliza as mediações linguísticas durante as sessões de interação; e c) verificar os principais indícios de aprimoramento na aprendizagem e no desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI). Metodologicamente, para seu desenvolvimento, adotamos o paradigma interpretativista (Klein; Myers, 1999; Moreira; Caleffe, 2008; Saccol, 2009), com abordagem qualitativa (Creswell, 2007, 2014; Mayring, 2002; Minayo, 2009, 2014; Rodrigues; Oliveira; Santos, 2021) e base netnográfica (André, 1995; Hall, 1978; Kozinets, 1998, 2002, 2007, 2014; Montardo; Passerino, 2006; Nogueira; Gomes; Soares, 2011; Rocha; Montardo, 2005). Os dados foram gerados e coletados durante as práticas de Teletandem Institucional Integrado, realizadas no componente curricular eletivo “Práticas de intercâmbio linguístico-cultural via Teletandem”, ofertado no período letivo 2023.1 na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com a Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Participaram da pesquisa estudantes brasileiras e mexicanos — aprendizes de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) e de Português Brasileiro como Língua Estrangeira (PBLE), respectivamente. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram gravações das sessões de interação (Zoom), diários de bordo, fichas de autoavaliação, relatório final e questionários de sondagem inicial e final. Mediante a abordagem da análise episódica (Pedrosa; Carvalho, 2005; Kilomba, 2019; Moreira Júnior, 2022; Silva, 2024), que nos permitiu compreender de forma integrada os fenômenos e as dinâmicas interacionais, optamos pela análise aprofundada de um par de interagentes, com foco principal na futura professora de ELE. As análises de três episódios interacionais nos permitiram observar a progressão da participante brasileira, abrangendo momentos de aproximação inicial, consolidação e fechamento reflexivo. Predominou a mediação intralinguística, marcada pelo uso de estratégias discursivas na língua em uso, enquanto a interlinguística ocorreu pontualmente, em lacunas lexicais, esclarecimentos semânticos ou interferências de interlíngua. Identificamos também mediações multimodais, expressas em gestos, entonações e expressões faciais, que atuaram como andaimes interacionais. Reconhecemos as microhabilidades orais propostas por Catenaro Serena e Arriba García (2004): resumir/sintetizar, parafrasear, comentar, intermediar e interpretar, e outras seis emergentes — explicar, exemplificar, validar, autorregular, autocorrigir e refletir —, propostas nesta pesquisa por também se mostrarem recorrentes no corpus analisado. Essas microhabilidades evidenciam dimensões cognitivas, metalinguísticas e afetivas da mediação linguística, compreendida aqui como prática formativa e colaborativa. Concluímos que: (i) o uso das mediações linguísticas, quando mobilizado de forma colaborativa, facilita a aprendizagem, promove a negociação de sentidos, favorece a escuta ativa e supera mal-entendidos, configurando-se como instrumento de desenvolvimento linguístico, relacional e intercultural; (ii) essas mediações se realizam de modo responsivo e situado, adequando-se às demandas comunicativas e assumindo funções explicativas, corretivas, reflexivas e de apoio, o que revela a capacidade da futura professora de ELE de ajustar e autorregular sua fala conscientemente; e (iii) as interações telecolaborativas potencializam o desenvolvimento da Competência Comunicativa Intercultural (CCI) e a formação docente crítica, ao ampliarem a consciência metalinguística, fortalecerem a autonomia e articularem cognição, ética e afetividade diante da diversidade cultural. Os resultados confirmam que as mediações linguísticas, no contexto do Teletandem, ultrapassam a função instrumental da linguagem e se configuram como prática formativa, ética e humanizadora, em que ensinar e aprender se entrelaçam em um processo de coconstrução de sentidos e transformação mútua.
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