Água que limpa e protege: uma história cultural da água nos saberes indígenas Pankararu.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: SILVA, Josélia Ramos da. lattes
Orientador(a): ANDRADE, Vivian Galdino. lattes
Banca de defesa: ARAÚJO, Patrícia Cristina de Aragão., SOARES JÚNIOR, Azemar dos Santos., CHAGAS, Waldeci Ferreira., OLIVEIRA, Iranilson Buriti de.
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Programa de Pós-Graduação: PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
Departamento: Centro de Humanidades - CH
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/12887
Resumo: Apropriada pelos diversos discursos ao longo da história e representada por múltiplas configurações sociais, a água constitui também as formas como os sujeitos se veem e se compreendem no mundo. Nesta direção, esta dissertação analisa as práticas educativas advindas a partir da concepção da água nos saberes culturais indígenas, mais especificamente em duas escolas estaduais Pankararu, Dr. Carlos Estêvão e Pankararu Ezequiel, localizadas no Brejo dos Padres em Pernambuco, durante os anos de 2002 a 2019. Por meio de uma educação dos sentidos, dialogamos com diversos autores, entre eles Sandra Pesavento (2003) e Gaston Bachelard (1989). Utilizamos ainda o conceito de experiência de Jorge Larrosa Bondía (2016) e as noções de apropriação e representação de Roger Chartier (1990), além de Clifford Geertz (2008) para discutir o entendimento de interpretação e cultura. O debate teórico aguçou nosso olhar para sentirmos a água como um elemento cultural que educa o povo Pankararu. O tema dessa pesquisa e o aporte teórico escolhido apontam para nosso lugar de fala: a História Cultural, que nos permite pensar/problematizar como um mineral – a água – historicamente provoca ou povoa o imaginário escolar indígena, seu cotidiano de sobrevivência (beber e comer), seus rituais de cura (remédios e banhos) e suas práticas espirituais. Metodologicamente, trabalhamos com a análise documental, nos orientando pela discussão de monumentalização do documento a partir de Le Goff (1990). Realizamos ainda entrevistas com professores das duas escolas pesquisadas, que ministram as disciplinas de História, Geografia, Ciências e Educação Indígena. Entre as fontes utilizadas estão as políticas educacionais indígenas vigentes, o projeto político pedagógico das Escolas Pankararu e os livros didáticos e paradidáticos, bem como fontes imagéticas, por meio de desenhos criados pelos discentes (do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) sobre a água. Concluímos que as águas são apropriadas pelos Pankararu como fonte de vida e representadas como um elemento sagrado, suscitam sensibilidades e percepções, guardam memórias e histórias, escutas e falas que educam os sentidos e povoam o imaginário social dos Pankararu, numa relação de convivência e cuidado com a natureza, noção que perpassa o diálogo com o paradigma ecológico.
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Utilizamos ainda o conceito de experiência de Jorge Larrosa Bondía (2016) e as noções de apropriação e representação de Roger Chartier (1990), além de Clifford Geertz (2008) para discutir o entendimento de interpretação e cultura. O debate teórico aguçou nosso olhar para sentirmos a água como um elemento cultural que educa o povo Pankararu. O tema dessa pesquisa e o aporte teórico escolhido apontam para nosso lugar de fala: a História Cultural, que nos permite pensar/problematizar como um mineral – a água – historicamente provoca ou povoa o imaginário escolar indígena, seu cotidiano de sobrevivência (beber e comer), seus rituais de cura (remédios e banhos) e suas práticas espirituais. Metodologicamente, trabalhamos com a análise documental, nos orientando pela discussão de monumentalização do documento a partir de Le Goff (1990). Realizamos ainda entrevistas com professores das duas escolas pesquisadas, que ministram as disciplinas de História, Geografia, Ciências e Educação Indígena. Entre as fontes utilizadas estão as políticas educacionais indígenas vigentes, o projeto político pedagógico das Escolas Pankararu e os livros didáticos e paradidáticos, bem como fontes imagéticas, por meio de desenhos criados pelos discentes (do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) sobre a água. Concluímos que as águas são apropriadas pelos Pankararu como fonte de vida e representadas como um elemento sagrado, suscitam sensibilidades e percepções, guardam memórias e histórias, escutas e falas que educam os sentidos e povoam o imaginário social dos Pankararu, numa relação de convivência e cuidado com a natureza, noção que perpassa o diálogo com o paradigma ecológico.Appropriated by several speeches throughout history and represented by multiple social configurations, water constitutes also the way how the subjects see and understand themselves in the world. In this sense, this work analyses educational practices arising from the conception of water in indigenous cultural knowledge, specifically in two public Pankararu schools, Dr. Carlos Estêvão e Pankararu Ezequiel, located at Brejo dos Padres on Pernambuco state, between 2002 and 2019. Through a sensory education, we dialog with several authors, between then Sandra Pesavento (2003) and Gaston Bachelard (1989). We also used the experience concept of Jorge Larrosa Bondía (2016) and Roger Chartier’s (1990) notions of appropriation and representation, in addition Clifford Geertz (2008) to discuss the understanding of interpretation and culture. The theoretical dialog sharpened our view to feel the water as a cultural element that educates the Pankararu people. The theme of this research and the theoretical support chosen point to our place of speech: the Cultural History, that allow us to think/problematize how a mineral – the water – historically provoke or fills the indigenous school imaginary, their daily survival (drink and eat), their healing rituals (medicines and baths) and their spiritual practices. Methodologically we utilized the document analysis guiding us by discussing the document’s monumentalization from Le Goff (1990). We also conducted interviews with teachers from the two schools surveyed, who teach the subjects of History, Geography, Science and Indigenous Education. Among the sources used are the current indigenous educational policies, the political pedagogical project of the Pankararu Schools and the didactic and paradidactic books, as well as imagery sources, through drawings created by the students (from the 6th to the 9th grade of Elementary School) about water. We conclude that the waters are appropriated by the Pankararu people as a source of life and represent a sacred element that raise sensitivities and perceptions, keep memories and stories, listening and speeches that educate the senses and populate the social imaginary in a relationship of coexistence and care for nature, a notion that runs through the dialogue with the ecological paradigm.Submitted by Lucienne Costa (lucienneferreira@ufcg.edu.br) on 2020-05-26T14:59:42Z No. of bitstreams: 1 JOSÉLIA RAMOS DA SILVA - DISSERTAÇÃO (PPGH) 2020.pdf: 12884776 bytes, checksum: e9c15d0717364761e9457ad5b6f274f9 (MD5)Made available in DSpace on 2020-05-26T14:59:42Z (GMT). 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Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2020. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/12918info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTJOSÉLIA RAMOS DA SILVA - DISSERTAÇÃO PPGH CH 2020.pdf.txtJOSÉLIA RAMOS DA SILVA - DISSERTAÇÃO PPGH CH 2020.pdf.txttext/plain438604https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/12887/4/JOS%C3%89LIA+RAMOS+DA+SILVA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PPGH+CH+2020.pdf.txte72d13417b7b104d8a9ae2120d29226fMD54ORIGINALJOSÉLIA RAMOS DA SILVA - DISSERTAÇÃO PPGH CH 2020.pdfJOSÉLIA RAMOS DA SILVA - DISSERTAÇÃO PPGH CH 2020.pdfapplication/pdf10624102https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/12887/3/JOS%C3%89LIA+RAMOS+DA+SILVA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+PPGH+CH+2020.pdf888f4612b160c072dee587668de41a9eMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/12887/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52riufcg/128872025-07-24 06:16:23.085oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/12887Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-07-24T09:16:23Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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