Mulheres no cárcere: um estudo de caso de mulheres apenadas em Mossoró - RN.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
|
| Programa de Pós-Graduação: |
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
|
| Departamento: |
Centro de Humanidades - CH
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45505 |
Resumo: | Esta dissertação tem como objeto de estudo as mulheres em situação de cárcere no Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio, localizado em Mossoró/RN. A pesquisa partiu da indagação sobre como essas mulheres projetam suas vidas após a prisão, mas, no decorrer do campo, o foco se deslocou para a compreensão do presente, investigando como enfrentam o cotidiano prisional, as relações que estabelecem e as formas de resistência frente às condições de privação de liberdade. O objetivo geral foi analisar o campo de possibilidades objetivas e subjetivas dessas mulheres para a construção de suas trajetórias dentro e fora do cárcere. Especificamente, buscou-se: traçar o perfil socioeconômico e familiar das presas; compreender os fatores que as levaram ao envolvimento com o crime; investigar suas redes de apoio, especialmente familiares; e analisar as projeções que fazem sobre o futuro. A pesquisa utilizou metodologia qualitativa, fundamentada em entrevistas narrativas com 13 mulheres sentenciadas, complementadas por análise documental. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo, possibilitando a construção de categorias temáticas a partir das falas das interlocutoras. Os resultados revelam que, apesar da rigidez do ambiente prisional, as mulheres constroem resistências e produzem saberes cotidianos que desafiam a ideia de “mortificação do eu” proposta por Goffman. A família aparece como elemento central, tanto no sofrimento da separação quanto como âncora simbólica de esperança e motivação para resistir. O trabalho e o estudo dentro da prisão também assumem papel de ressignificação, conferindo sentido e dignidade ao tempo de reclusão. Em relação ao futuro, embora marcado por incertezas e pelo peso do estigma social, prevalece uma visão positiva, associada ao desejo de recomeço, reaproximação familiar e inserção no mercado de trabalho. Conclui-se que o cotidiano prisional, longe de ser apenas um espaço de punição, é também um campo de produção de identidades, afetos e estratégias de resistência. O estudo contribui para a reflexão sobre o encarceramento feminino e reforça a necessidade de políticas públicas que considerem as especificidades de gênero, ampliando as possibilidades de reintegração social dessas mulheres. |
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SILVA, Vanderlan Francisco da.AGUIAR, Maurício Maia.BRASILEIRO, Cyntia Carolina Beserra.SOUZA, Amanda Lima.Esta dissertação tem como objeto de estudo as mulheres em situação de cárcere no Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio, localizado em Mossoró/RN. A pesquisa partiu da indagação sobre como essas mulheres projetam suas vidas após a prisão, mas, no decorrer do campo, o foco se deslocou para a compreensão do presente, investigando como enfrentam o cotidiano prisional, as relações que estabelecem e as formas de resistência frente às condições de privação de liberdade. O objetivo geral foi analisar o campo de possibilidades objetivas e subjetivas dessas mulheres para a construção de suas trajetórias dentro e fora do cárcere. Especificamente, buscou-se: traçar o perfil socioeconômico e familiar das presas; compreender os fatores que as levaram ao envolvimento com o crime; investigar suas redes de apoio, especialmente familiares; e analisar as projeções que fazem sobre o futuro. A pesquisa utilizou metodologia qualitativa, fundamentada em entrevistas narrativas com 13 mulheres sentenciadas, complementadas por análise documental. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo, possibilitando a construção de categorias temáticas a partir das falas das interlocutoras. Os resultados revelam que, apesar da rigidez do ambiente prisional, as mulheres constroem resistências e produzem saberes cotidianos que desafiam a ideia de “mortificação do eu” proposta por Goffman. A família aparece como elemento central, tanto no sofrimento da separação quanto como âncora simbólica de esperança e motivação para resistir. O trabalho e o estudo dentro da prisão também assumem papel de ressignificação, conferindo sentido e dignidade ao tempo de reclusão. Em relação ao futuro, embora marcado por incertezas e pelo peso do estigma social, prevalece uma visão positiva, associada ao desejo de recomeço, reaproximação familiar e inserção no mercado de trabalho. Conclui-se que o cotidiano prisional, longe de ser apenas um espaço de punição, é também um campo de produção de identidades, afetos e estratégias de resistência. O estudo contribui para a reflexão sobre o encarceramento feminino e reforça a necessidade de políticas públicas que considerem as especificidades de gênero, ampliando as possibilidades de reintegração social dessas mulheres.This dissertation examines women in situations of incarceration at the Dr. Mário Negócio State Agricultural Penal Complex, located in Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil. The research initially sought to understand how these women envision their lives after imprisonment; however, during the fieldwork, the focus shifted toward the present, aiming to comprehend how they experience daily prison life, the relationships they establish, and the forms of resistance they develop under conditions of deprivation of liberty. The general objective was to analyze the objective and subjective fields of possibilities available to these women in constructing their life trajectories both inside and outside prison. Specifically, the study aimed to: outline the socioeconomic and family profiles of the incarcerated women; understand the factors that led them to involvement in crime; investigate their support networks, particularly family ties; and analyze their projections for the future. The research adopted a qualitative methodology, based on narrative interviews with 13 sentenced women, complemented by document analysis. The interviews were subjected to content analysis, allowing for the construction of thematic categories derived from the interlocutors’ narratives. The findings indicate that, despite the rigidity of the prison environment, these women build forms of resistance and produce everyday knowledge that challenge Erving Goffman’s notion of the “mortification of the self.” Family emerges as a central element, both as a source of suffering due to separation and as a symbolic anchor of hope and motivation for resistance. Work and educational activities within prison also play a significant role in resignifying incarceration time, providing meaning and dignity to confinement. Regarding the future, although marked by uncertainty and the burden of social stigma, a predominantly positive outlook prevails, associated with the desire for a fresh start, family reunification, and reintegration into the labor market. It is concluded that the prison daily life, rather than being solely a space of punishment, also constitutes a field for the production of identities, affections, and strategies of resistance. This study contributes to reflections on female incarceration and highlights the need for public policies that address gender-specific issues, expanding possibilities for the social reintegration of incarcerated women.Submitted by Helder Soares Dantas (helder-dantas@hotmail.com) on 2026-02-19T23:05:32Z No. of bitstreams: 1 AMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdf: 1707923 bytes, checksum: c95fc57e0dbc88597183533a6f4edc11 (MD5)Made available in DSpace on 2026-02-19T23:05:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 AMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdf: 1707923 bytes, checksum: c95fc57e0dbc88597183533a6f4edc11 (MD5) Previous issue date: 2025-08-28Universidade Federal de Campina GrandePÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAISUFCGBrasilCentro de Humanidades - CHCiências SociaisResistênciaCotidiano prisionalEncarceramento femininoResistancePrison daily lifeFemale incarcerationMulheres apenadas - RNMulheres detentasRio Grande do Norte - mulheres apenadasMulheres no cárcere: um estudo de caso de mulheres apenadas em Mossoró - RN.Women in prison: a case study of female inmates in Mossoró - RN.2025-08-282026-02-19T23:05:32Z2026-02-192026-02-19T23:05:32Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45505SOUZA, Amanda Lima. Mulheres no cárcere: um estudo de caso de mulheres apenadas em Mossoró - RN. 2025. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2025.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTAMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdf.txtAMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdf.txttext/plain208803https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45505/3/AMANDA+LIMA+SOUZA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+-+%28PPGCS%29+2025.pdf.txte4a44147a863ec9b09cbad2fb3bf0cd6MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45505/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALAMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdfAMANDA LIMA SOUZA - DISSERTAÇÃO - (PPGCS) 2025.pdfapplication/pdf1707923https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/45505/1/AMANDA+LIMA+SOUZA+-+DISSERTA%C3%87%C3%83O+-+%28PPGCS%29+2025.pdfc95fc57e0dbc88597183533a6f4edc11MD51riufcg/455052026-02-20 03:00:28.15oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/45505Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512026-02-20T06:00:28Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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