Sementes de esperança: militâncias-educadoras de mulheres do campo e a produção de territorialidades de vida e resistências na Zona da Mata Mineira.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | , |
| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Ouro Preto
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| Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
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| Departamento: |
Instituto de Pós-Graduação Humanas e Sociais
|
| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44441 |
Resumo: | Este texto apresenta os percursos e resultados de uma tese de doutorado, que tem como objeto de análise as relações entre mulheres do campo, Educação Popular e anticolonialidade. Operando com uma concepção de educação que não se restringe à educação escolar, mas que se estende à produção de formas de estar sendo no mundo e de produção de cosmopercepções, nos perguntamos sobre o papel, a natureza e os sentidos educativos da presença e atuação de mulheres nas lutas populares. Direcionando nossas sensibilidades interpretativas para a presença e a práxis educadora de mulheres de três frentes de luta: o projeto Gengibre, a Rede SAPOQUI – Rede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata e a Comissão Regional de Enfretamento à Mineração da Serra do Brigadeiro/Puri. O objetivo do estudo é compreender de que maneira as mulheres denunciam e tencionam as colonialidades no campo da Zona da Mata mineira, inclusive presentes nas lutas populares na região, anunciando percepções, posicionamentos e alternativas anticoloniais. Em termos teórico-político-metodológico, nos amparamos em referenciais delimitados como anticoloniais, como obras, reflexões e ações balizados pelos processos desencadeados pela colonização, perpetuados pela colonialidade nos territórios conquistados. Aqui estão presentes autoras e autores do pensamento decolonial, bem como referências das abordagens descoloniais e contra colonial. Também dialogamos com o campo das epistemologias feministas, em sua multiplicidade, como os feminismos subalternos e decoloniais/ descoloniais, os feminismos negros e os feminismos críticos. Soma-se à essas referências, leituras que debatem Educação Popular. Com estas autoras e autores, refletimos sobre educação e colonialidade, desigualdades e violências de gênero, racismo, eurocentrismo e epistemicídio, bem como sobre resistências e produção de alternativas protagonizadas pelas mulheres. Com referência na Pesquisa Participante, acompanhamos a ação militante de cinco mulheres, lançando percepções sobre tais ações, estas registradas em cadernos de campo, partilhados com elas, os quais nomeamos Relatos Compartilhados. Além disso, realizamos entrevistas narrativas no formato de Rio da Vida. Como resultados de pesquisa, em diálogo com os debates no campo dos Movimentos Sociais e Educação, formulamos a categoria militante- educadora, compreendendo a militância como produtora de processos educativos. Também foi possível afirmar a presença protagonista e particular das mulheres nas lutas sociais do campo da região na qual atuam, identificando percepções, produzidas socialmente, que marcam sua presença no mundo e sua ação militante. O corpo, o cuidado, a afetividade, a solidariedade aparecem como constitutivas do fazer militante-educador dessas mulheres, expressos tanto nas relações interpessoais, quanto nos instrumentos que produzem no contexto das lutas populares. A partir dessa pesquisa foi possível identificar elementos que ajudam a perceber a forma dinâmica e sensível, mas também contraditória, com que se (re)cria a Educação Popular em contextos colonizados. Em especial, afirma o papel protagonista e central das mulheres na defesa e na produção dos territórios autodeterminados pelos coletivos populares do campo, numa perspectiva popular, anticapitalista, feminista e antirracista. |
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TORRES, Marco Antônio.https://orcid.org/0000-0002-7120-3820http://lattes.cnpq.br/1187338993234801RAMALHO, Bárbara Bruna Moreira.RAMALHO, B. B. M.http://lattes.cnpq.br/2042447612552297SANTOS, Marcelo Loures dos.http://lattes.cnpq.br/9545204500515342SILVA, Fernanda Aparecida Oliveira Rodrigues.https://orcid.org/0000-0002-8790-0882http://lattes.cnpq.br/5864434458843035https://orcid.org/0000-0002-7063-539Xhttp://lattes.cnpq.br/5395045491604108CAMPOS, Alessandra Bernardes Faria.Este texto apresenta os percursos e resultados de uma tese de doutorado, que tem como objeto de análise as relações entre mulheres do campo, Educação Popular e anticolonialidade. Operando com uma concepção de educação que não se restringe à educação escolar, mas que se estende à produção de formas de estar sendo no mundo e de produção de cosmopercepções, nos perguntamos sobre o papel, a natureza e os sentidos educativos da presença e atuação de mulheres nas lutas populares. Direcionando nossas sensibilidades interpretativas para a presença e a práxis educadora de mulheres de três frentes de luta: o projeto Gengibre, a Rede SAPOQUI – Rede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata e a Comissão Regional de Enfretamento à Mineração da Serra do Brigadeiro/Puri. O objetivo do estudo é compreender de que maneira as mulheres denunciam e tencionam as colonialidades no campo da Zona da Mata mineira, inclusive presentes nas lutas populares na região, anunciando percepções, posicionamentos e alternativas anticoloniais. Em termos teórico-político-metodológico, nos amparamos em referenciais delimitados como anticoloniais, como obras, reflexões e ações balizados pelos processos desencadeados pela colonização, perpetuados pela colonialidade nos territórios conquistados. Aqui estão presentes autoras e autores do pensamento decolonial, bem como referências das abordagens descoloniais e contra colonial. Também dialogamos com o campo das epistemologias feministas, em sua multiplicidade, como os feminismos subalternos e decoloniais/ descoloniais, os feminismos negros e os feminismos críticos. Soma-se à essas referências, leituras que debatem Educação Popular. Com estas autoras e autores, refletimos sobre educação e colonialidade, desigualdades e violências de gênero, racismo, eurocentrismo e epistemicídio, bem como sobre resistências e produção de alternativas protagonizadas pelas mulheres. Com referência na Pesquisa Participante, acompanhamos a ação militante de cinco mulheres, lançando percepções sobre tais ações, estas registradas em cadernos de campo, partilhados com elas, os quais nomeamos Relatos Compartilhados. Além disso, realizamos entrevistas narrativas no formato de Rio da Vida. Como resultados de pesquisa, em diálogo com os debates no campo dos Movimentos Sociais e Educação, formulamos a categoria militante- educadora, compreendendo a militância como produtora de processos educativos. Também foi possível afirmar a presença protagonista e particular das mulheres nas lutas sociais do campo da região na qual atuam, identificando percepções, produzidas socialmente, que marcam sua presença no mundo e sua ação militante. O corpo, o cuidado, a afetividade, a solidariedade aparecem como constitutivas do fazer militante-educador dessas mulheres, expressos tanto nas relações interpessoais, quanto nos instrumentos que produzem no contexto das lutas populares. A partir dessa pesquisa foi possível identificar elementos que ajudam a perceber a forma dinâmica e sensível, mas também contraditória, com que se (re)cria a Educação Popular em contextos colonizados. Em especial, afirma o papel protagonista e central das mulheres na defesa e na produção dos territórios autodeterminados pelos coletivos populares do campo, numa perspectiva popular, anticapitalista, feminista e antirracista.This text presents the paths and results of a doctoral thesis, which has as its object of analysis the relations between rural women, Popular Education and anti-coloniality. Operating with a conception of education that is not restricted to school education, but that extends to the production of ways of being in the world and the production of cosmoperceptions, we ask ourselves about the role, nature and educational meanings of the presence and action of women in popular struggles. Directing our interpretative sensibilities towards the presence and educational praxis of women on three fronts of struggle: the GENgiBRE project, the SAPOQUI Network – Rede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata and the Regional Commission for Combating Mining in Serra do Brigadeiro/ Puri. The objective of the study is to understand how women denounce and challenge colonialities in the countryside of Minas Gerais' Zona da Mata, including those present in popular struggles in the region, announcing anti-colonial perceptions, positions and alternatives. In theoretical-political-methodological terms, we rely on references defined as anti-colonial, such as works, reflections and actions guided by the processes triggered by colonization, perpetuated by coloniality in the conquered territories. Present here are authors of decolonial thought, as well as references from decolonial and countercolonial approaches. We also dialogue with the field of feminist epistemologies, in their multiplicity, such as subaltern and decolonial/decolonial feminisms, black feminisms and critical feminisms. In addition to these references, readings that debate Popular Education are added. With these authors, we reflect on education and coloniality, gender inequalities and violence, racism, Eurocentrism and epistemicide, as well as on resistance and the production of alternatives led by women. With reference to the Participant Research, we followed the militant action of five women, providing insights into such actions, which were recorded in field notebooks, shared with them, which we named Shared Reports. In addition, we conducted narrative interviews in the River of Life format. As research results, in dialogue with debates in the field of Social Movements and Education, we formulated the militant-educator category, understanding militancy as a producer of educational processes. It was also possible to affirm the protagonist and particular presence of women in social struggles in the countryside of the region in which they operate, identifying socially produced perceptions that mark their presence in the world and their militant action. The body, the care, the affection, and the solidarity appear as constitutive of these women's militant-educational activities, expressed both in interpersonal relationships and in the instruments they produce in the context of popular struggles. This research made it possible to identify elements that help to understand the dynamic and sensitive, but also contradictory, way in which Popular Education is (re)created in colonized contexts. In particular, it affirms the protagonist and central role of women in the defense and production of territories self-determined by popular collectives in the countryside, from a popular, anti- capitalist, feminist and anti-racist perspective.Submitted by ANDRESA COSTA (andresapires04@gmail.com) on 2025-12-01T21:31:52Z No. of bitstreams: 1 ALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdf: 7936066 bytes, checksum: 8a884fb1497b6c2f7ceff680c087260b (MD5)Made available in DSpace on 2025-12-01T21:31:52Z (GMT). No. of bitstreams: 1 ALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdf: 7936066 bytes, checksum: 8a884fb1497b6c2f7ceff680c087260b (MD5) Previous issue date: 2024-01-30CapesUniversidade Federal de Ouro PretoPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃOUFOPBrasilInstituto de Pós-Graduação Humanas e SociaisEducação.Mulheres do campoMulheres educadorasCamponesasTerritorialidadesZona da Mata MineiraPedagogia feministaEstudo decolonialDecolonialismoEducação popularTese - Universidade Federal de Ouro PretoUniversidade Federal de Ouro Preto - PPGE - tesePrograma de Pós-Graduação em Educação - UFOP - teseRede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata - MGMulheres quilombolas - tese sobrePensamento decolonialPesquisa participanteEpistemologias feministasAbordagens anticoloniaisRural WomenWomen EducatorsPeasant WomenTerritorialitiesZona da Mata Mineira (Minas Gerais Forest Zone)Feminist PedagogyDecolonial StudiesDecolonialismPopular EducationThesis - Federal University of Ouro PretoFederal University of Ouro Preto - PPGE - thesisPostgraduate Program in Education - UFOP - thesisNetwork of Knowledge of Quilombola Peoples of the Zona da Mata - MGQuilombola Women - thesis onDecolonial ThoughtParticipatory ResearchFeminist EpistemologiesAnticolonial ApproachesSementes de esperança: militâncias-educadoras de mulheres do campo e a produção de territorialidades de vida e resistências na Zona da Mata Mineira.Seeds of hope: militant-educative actions of rural women and the production of territorialities of life and resistance in the Zona da Mata region of Minas Gerais.2024-01-302025-12-01T21:31:52Z2025-12-012025-12-01T21:31:52Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44441CAMPOS, Alessandra Bernardes Faria. Sementes de esperança: militâncias-educadoras de mulheres do campo e a produção de territorialidades de vida e resistências na Zona da Mata mineira. 2024. 273f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana - MG - Brasil, 2024.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporhttp://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/18103info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdf.txtALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdf.txttext/plain55037https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44441/3/ALESSANDRA+BERNARDES+FARIA+CAMPOS+-+TESE+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFOP+2024.pdf.txt9cf21ea81b8ec496e74eaf1a949ee3b2MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44441/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdfALESSANDRA BERNARDES FARIA CAMPOS - TESE EDUCAÇÃO SUDESTE 7 UFOP 2024.pdfapplication/pdf7936066https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/44441/1/ALESSANDRA+BERNARDES+FARIA+CAMPOS+-+TESE+EDUCA%C3%87%C3%83O+SUDESTE+7+UFOP+2024.pdf8a884fb1497b6c2f7ceff680c087260bMD51riufcg/444412025-12-02 03:00:32.94oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44441Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-12-02T06:00:32Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false |
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Sementes de esperança: militâncias-educadoras de mulheres do campo e a produção de territorialidades de vida e resistências na Zona da Mata Mineira. CAMPOS, Alessandra Bernardes Faria. Educação. Mulheres do campo Mulheres educadoras Camponesas Territorialidades Zona da Mata Mineira Pedagogia feminista Estudo decolonial Decolonialismo Educação popular Tese - Universidade Federal de Ouro Preto Universidade Federal de Ouro Preto - PPGE - tese Programa de Pós-Graduação em Educação - UFOP - tese Rede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata - MG Mulheres quilombolas - tese sobre Pensamento decolonial Pesquisa participante Epistemologias feministas Abordagens anticoloniais Rural Women Women Educators Peasant Women Territorialities Zona da Mata Mineira (Minas Gerais Forest Zone) Feminist Pedagogy Decolonial Studies Decolonialism Popular Education Thesis - Federal University of Ouro Preto Federal University of Ouro Preto - PPGE - thesis Postgraduate Program in Education - UFOP - thesis Network of Knowledge of Quilombola Peoples of the Zona da Mata - MG Quilombola Women - thesis on Decolonial Thought Participatory Research Feminist Epistemologies Anticolonial Approaches |
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Este texto apresenta os percursos e resultados de uma tese de doutorado, que tem como objeto de análise as relações entre mulheres do campo, Educação Popular e anticolonialidade. Operando com uma concepção de educação que não se restringe à educação escolar, mas que se estende à produção de formas de estar sendo no mundo e de produção de cosmopercepções, nos perguntamos sobre o papel, a natureza e os sentidos educativos da presença e atuação de mulheres nas lutas populares. Direcionando nossas sensibilidades interpretativas para a presença e a práxis educadora de mulheres de três frentes de luta: o projeto Gengibre, a Rede SAPOQUI – Rede de Saberes dos Povos Quilombolas da Zona da Mata e a Comissão Regional de Enfretamento à Mineração da Serra do Brigadeiro/Puri. O objetivo do estudo é compreender de que maneira as mulheres denunciam e tencionam as colonialidades no campo da Zona da Mata mineira, inclusive presentes nas lutas populares na região, anunciando percepções, posicionamentos e alternativas anticoloniais. Em termos teórico-político-metodológico, nos amparamos em referenciais delimitados como anticoloniais, como obras, reflexões e ações balizados pelos processos desencadeados pela colonização, perpetuados pela colonialidade nos territórios conquistados. Aqui estão presentes autoras e autores do pensamento decolonial, bem como referências das abordagens descoloniais e contra colonial. Também dialogamos com o campo das epistemologias feministas, em sua multiplicidade, como os feminismos subalternos e decoloniais/ descoloniais, os feminismos negros e os feminismos críticos. Soma-se à essas referências, leituras que debatem Educação Popular. Com estas autoras e autores, refletimos sobre educação e colonialidade, desigualdades e violências de gênero, racismo, eurocentrismo e epistemicídio, bem como sobre resistências e produção de alternativas protagonizadas pelas mulheres. Com referência na Pesquisa Participante, acompanhamos a ação militante de cinco mulheres, lançando percepções sobre tais ações, estas registradas em cadernos de campo, partilhados com elas, os quais nomeamos Relatos Compartilhados. Além disso, realizamos entrevistas narrativas no formato de Rio da Vida. Como resultados de pesquisa, em diálogo com os debates no campo dos Movimentos Sociais e Educação, formulamos a categoria militante- educadora, compreendendo a militância como produtora de processos educativos. Também foi possível afirmar a presença protagonista e particular das mulheres nas lutas sociais do campo da região na qual atuam, identificando percepções, produzidas socialmente, que marcam sua presença no mundo e sua ação militante. O corpo, o cuidado, a afetividade, a solidariedade aparecem como constitutivas do fazer militante-educador dessas mulheres, expressos tanto nas relações interpessoais, quanto nos instrumentos que produzem no contexto das lutas populares. A partir dessa pesquisa foi possível identificar elementos que ajudam a perceber a forma dinâmica e sensível, mas também contraditória, com que se (re)cria a Educação Popular em contextos colonizados. Em especial, afirma o papel protagonista e central das mulheres na defesa e na produção dos territórios autodeterminados pelos coletivos populares do campo, numa perspectiva popular, anticapitalista, feminista e antirracista. |
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CAMPOS, Alessandra Bernardes Faria. Sementes de esperança: militâncias-educadoras de mulheres do campo e a produção de territorialidades de vida e resistências na Zona da Mata mineira. 2024. 273f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana - MG - Brasil, 2024. |
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