“Quem falou que eu ando só?”: práticas educativas e saberes constituídos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SANTOS, Andréia Teixeira dos.
Orientador(a): LUCINI, Marizete. lattes
Banca de defesa: SANTOS, Marilene. lattes, LOPES, Edinéia Tavares. lattes, ASSIS, Yérsia Souza de. lattes, PINHO, Carolina Santos Barroso de.
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Sergipe.
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (PPGED)
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42666
Resumo: Esta tese investiga práticas educativas e saberes emancipatórios que emergem das atividades da Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. Para tanto, empreendemos uma discussão sobre o Movimento de Mulheres Negras e sua relação com debates epistemológicos em torno das experiências dos povos racializados, destacando o Feminismo Negro e o Feminismo Decolonial como aportes teórico-práticos para a compreensão das articulações que ancoram o Movimento de Mulheres Negras na contemporaneidade; analisamos o associativismo negro no Brasil nas últimas décadas, sinalizando configurações e pautas reivindicatórias desta coletividade, relacionando a interlocução estabelecida pelo Movimento Negro sergipano com os debates nacionais; historicizamos o Movimento de Mulheres Negras, colocando em perspectiva o Movimento de Mulheres Negras sergipano em diálogo com os movimentos nacionais, considerando as maneiras como as desigualdades de gênero, classe e raça foram operacionalizadas por estas mulheres negras na construção de seu ativismo político contra o racismo, sexismo, LGBTfobia e opressão de classe e, por fim, analisamos, a partir das narrativas das ativistas e de nossa participação nas atividades da Auto-Organização, as práticas educativas e saberes emancipatórios (Gomes, 2017) produzidos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria, relacionados à articulação interseccional entre raça, gênero e classe, considerando que estas pedagogias e saberes emergem das ações cotidianas desta coletividade. Para nos aproximarmos da leitura que as ativistas empreendem acerca da sua participação na Auto-Organização, seguimos a perspectiva da Pesquisa Ativista Feminista Negra (Lemos, 2016) e nos inserimos ativamente nas atividades do grupo. A História Oral, a observação-participante, a pesquisa documental, iconográfica e o uso do diário de campo fizeram parte dos procedimentos investigativos. Como práticas educativas, identificamos as rodas de conversa, palestras, oficinas, cineclube e cine-debates, além dos espaços de formação política, manifestações de rua e eventos culturais, da elaboração de notas de repúdio ou cartas de denúncia e a elaboração de materiais informativos. Nestas práticas, através da problematização da realidade, são discutidos temas importantes para a resistência e sobrevivência negra e, nestas discussões, são mobilizados saberes emancipatórios políticos, identitários, estético-corpóreos e interseccionais, que visam o empoderamento do povo preto para analisar criticamente a sociedade sergipana e pensar estratégias de resistência que possam combater as opressões interseccionais que atravessam os corpos pretos e os levam à condição de marginalização, frente aos poderes instituídos. Categorizamos as atividades realizadas em: ações de combate ao racismo e a violência contra a mulher negra; ações de Autocuidado, ações lúdicas, ações de valorização da cultura negra, ações de incidência política e ações voltadas para a maternidade Preta, além de ações voltadas para o empoderamento, por meio da valorização da mulher negra, da educação, do trabalho e da conscientização sobre os direitos sociais. Nesse sentido, compreendemos o espaço da Auto- Organização de Mulheres Negras Rejane Maria como um coletivo de referência para o Movimento de Mulheres Negras de Sergipe, na atualidade, sendo produtor de uma pedagogia de (re)existência que emerge das escrevivências das mulheres negras ativistas, representando um espaço marcado por práticas pedagógicas emancipatórias inseridas na perspectiva da Pedagogia Feminista Negra, empreendendo resistência à colonialidade do ser e do saber, e, sobretudo, de combate às opressões interseccionais de raça, gênero, classe e sexualidade.
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spelling LUCINI, Marizete.https://orcid.org/0000-0003-1532-8968http://lattes.cnpq.br/7998559848634694SANTOS, Marilene.SANTOS, M.LOPES, Edinéia Tavares.LOPES, E. T.http://lattes.cnpq.br/0920968615996079ASSIS, Yérsia Souza de.ASSIS, Y. S.http://lattes.cnpq.br/5153666973086302PINHO, Carolina Santos Barroso de.PINHO, C. S. B.http://lattes.cnpq.br/6655932437940535SANTOS, A. T.SANTOS, Andréia Teixeira dos.Esta tese investiga práticas educativas e saberes emancipatórios que emergem das atividades da Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. Para tanto, empreendemos uma discussão sobre o Movimento de Mulheres Negras e sua relação com debates epistemológicos em torno das experiências dos povos racializados, destacando o Feminismo Negro e o Feminismo Decolonial como aportes teórico-práticos para a compreensão das articulações que ancoram o Movimento de Mulheres Negras na contemporaneidade; analisamos o associativismo negro no Brasil nas últimas décadas, sinalizando configurações e pautas reivindicatórias desta coletividade, relacionando a interlocução estabelecida pelo Movimento Negro sergipano com os debates nacionais; historicizamos o Movimento de Mulheres Negras, colocando em perspectiva o Movimento de Mulheres Negras sergipano em diálogo com os movimentos nacionais, considerando as maneiras como as desigualdades de gênero, classe e raça foram operacionalizadas por estas mulheres negras na construção de seu ativismo político contra o racismo, sexismo, LGBTfobia e opressão de classe e, por fim, analisamos, a partir das narrativas das ativistas e de nossa participação nas atividades da Auto-Organização, as práticas educativas e saberes emancipatórios (Gomes, 2017) produzidos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria, relacionados à articulação interseccional entre raça, gênero e classe, considerando que estas pedagogias e saberes emergem das ações cotidianas desta coletividade. Para nos aproximarmos da leitura que as ativistas empreendem acerca da sua participação na Auto-Organização, seguimos a perspectiva da Pesquisa Ativista Feminista Negra (Lemos, 2016) e nos inserimos ativamente nas atividades do grupo. A História Oral, a observação-participante, a pesquisa documental, iconográfica e o uso do diário de campo fizeram parte dos procedimentos investigativos. Como práticas educativas, identificamos as rodas de conversa, palestras, oficinas, cineclube e cine-debates, além dos espaços de formação política, manifestações de rua e eventos culturais, da elaboração de notas de repúdio ou cartas de denúncia e a elaboração de materiais informativos. Nestas práticas, através da problematização da realidade, são discutidos temas importantes para a resistência e sobrevivência negra e, nestas discussões, são mobilizados saberes emancipatórios políticos, identitários, estético-corpóreos e interseccionais, que visam o empoderamento do povo preto para analisar criticamente a sociedade sergipana e pensar estratégias de resistência que possam combater as opressões interseccionais que atravessam os corpos pretos e os levam à condição de marginalização, frente aos poderes instituídos. Categorizamos as atividades realizadas em: ações de combate ao racismo e a violência contra a mulher negra; ações de Autocuidado, ações lúdicas, ações de valorização da cultura negra, ações de incidência política e ações voltadas para a maternidade Preta, além de ações voltadas para o empoderamento, por meio da valorização da mulher negra, da educação, do trabalho e da conscientização sobre os direitos sociais. Nesse sentido, compreendemos o espaço da Auto- Organização de Mulheres Negras Rejane Maria como um coletivo de referência para o Movimento de Mulheres Negras de Sergipe, na atualidade, sendo produtor de uma pedagogia de (re)existência que emerge das escrevivências das mulheres negras ativistas, representando um espaço marcado por práticas pedagógicas emancipatórias inseridas na perspectiva da Pedagogia Feminista Negra, empreendendo resistência à colonialidade do ser e do saber, e, sobretudo, de combate às opressões interseccionais de raça, gênero, classe e sexualidade.This thesis investigates educational practices and emancipatory knowledge that emerge from the activities of the Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. To do so, we undertake a discussion about the Black Women’s Movement and its relationship with epistemological debates around the experiences of racialized peoples, highlighting Black Feminism and Decolonial Feminism as theoretical and practical contributions to understanding the articulations that anchor the Women’s Movement Black women in contemporary times; we analyze the black associations in Brazil in the last decades, signaling configurations and claims guidelines of this collectivity, relating the interlocution established by the Sergipe Black Movement with the national debates; we historicize the Black Women’s Movement, putting in perspective the Sergipe Black Women’s Movement in dialogue with national movements, considering the ways in which gender, class and race inequalities were operationalized by these black women in the construction of their political activism against racism , sexism, LGBTphobia and class oppression and, finally, we analyze, based on the narratives of the activists and our participation in the activities of the Self-Organization, the educational practices and emancipatory knowledge (Gomes, 2017) produced in the Self- Organization of Women Black women from Sergipe Rejane Maria related to the intersectional articulation between race, gender and class, considering that these pedagogies and knowledge emerge from the daily actions of this collectivity. To approach the reading that the activists undertake about their participation in Self-Organization, we follow the perspective of the Black Feminist Activist Research (Lemos, 2016), we actively participate in the group’s activities. Oral History, participant-observation, documentary and iconographic research and the use of a field diary were part of the investigative procedures. As educational practices, we identified conversation circles, lectures, workshops, film clubs and film debates, in addition to spaces for political training, street demonstrations and cultural events, the preparation of rejection notes or denunciation letters and the preparation of informative materials.In these practices, through the problematization of reality, important themes for black resistance and survival are discussed and, in these discussions, emancipatory political, identity, aestheticcorporeal and intersectional knowledge are mobilized that aim at the empowerment of the black people to critically analyze Sergipe society and think of resistance strategies that can combat the intersectional oppressions that cross black bodies and lead them to a condition of marginalization in the face of the instituted powers. We categorize the activities carried out into: actions to combat racism and violence against black women; Self-Care Actions, Playful Actions, Actions to Appreciate Black Culture, Actions of Political Impact and Actions aimed at Black Maternity, in addition to Actions aimed at empowerment through the appreciation of black women, education, work and awareness about social rights. In this sense, we understand the space of the Self-Organization of Black Women Rejane Maria as a reference collective for the Movement of Black Women of Sergipe today, being a producer of a pedagogy of (re)existence that emerges from the writings of black women activists, representing a space marked by emancipatory pedagogical practices inserted in the perspective of Black Feminist Pedagogy, undertaking resistance to the coloniality of being and knowledge, and, above all, combating intersectional oppressions of race, gender, class and sexuality.Submitted by Marcio Silva (mahbibliotecacdsa@gmail.com) on 2025-08-07T00:23:27Z No. of bitstreams: 1 ANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdf: 6757459 bytes, checksum: c5fbca2bdd21ebdef58610d07d735518 (MD5)Made available in DSpace on 2025-08-07T00:23:28Z (GMT). No. of bitstreams: 1 ANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdf: 6757459 bytes, checksum: c5fbca2bdd21ebdef58610d07d735518 (MD5) Previous issue date: 2023Esta tesis investiga prácticas educativas y saberes emancipatorios que emergen de las actividades de la Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. Para ello, emprendemos una discusión sobre el Movimiento de Mujeres Negras y su relación com los debates epistemológicos em torno a las experiencias de los pueblos racializados, destacando el Feminismo Negro y el Feminismo Decolonial como aportes teóricos y prácticos para comprender las articulaciones que anclan el Movimiento de Mujeres Negras em la contemporaneidad. Veces; analisamos las asociaciones negras em Brasil em las últimas décadas, señalando configuraciones y pautas de reivindicación de esta colectividad, relacionando la interlocución estabelecida por el Movimiento Negro Sergipe com los debates nacionales; historizamos el Movimiento de Mujeres Negras, poniendo em perspectiva el Movimiento de Mujeres Negras de Sergipe em diálogo com los movimientos nacionales, considerando las formas em que las desigualdades de género, clase y raza fueron operacionalizadas por estas mujeres negras em la construcción de su activismo político contra el racismo, el sexismo, LGBTfobia y opresión de clase y, finalmente, analisamos, a partir de las narrativas de las activistas y de nuestra participación em las actividades de la Autoorganización, las prácticas educativas y saberes emancipatorios (Gomes, 2017) producidos em la Autoorganización de Mujeres Negras. Mujeres de Sergipe Rejane Maria se relacionaron com la articulación interseccional entre raza, género y clase, considerando que estas pedagogías y saberes emergen del accionar cotidiano de esta colectividad. Para acercarnos a la lectura que las activistas emprenden sobre su participación em la Autoorganización, seguimos la perspectiva de la Investigación Activista Feminista Negra (Lemos, 2016), participamos activamente em las actividades del grupo.La Historia Oral, la observación-participante, la investigación documental e iconográfica y el uso de un diario de campo fueron parte de los procedimientos investigativos. Como prácticas educativas identificamos círculos de conversación, conferencias, talleres, cineclubes y cinedebate, además de espacios de formación política, manifestaciones callejeras y eventos culturales, elaboración de notas de rechazo o cartas de denuncia y elaboración de materiales informativos. En estas prácticas, a través de la problematización de la realidad, se discuten temas importantes para la resistencia y sobrevivencia negra y, em estas discusiones, se movilizan saberes políticos emancipatorios, identitarios, estético-corporales e interseccionales que apuntan al empoderamiento de las personas negras para analisar críticamente Sergipe la sociedad y pensar estrategias de resistencia que puedan combatir las opresiones interseccionales que atraviesan los cuerpos negros y los conducen a una condición de marginación frente a los poderes instituídos. Clasificamos las actividades realizadas em: acciones para combatir el racismo y la violencia contra las mujeres negras; Acciones de Autocuidado, Acciones Lúdicas, Acciones de Valorización de la Cultura Negra, Acciones de Impacto Político y Acciones encaminadas a la Maternidad Negra, además de Acciones encaminadas al empoderamiento a través de la valorización de la mujer negra, la educación, el trabajo y la sensibilización sobre los derechos sociales. En esse sentido, entendemos el espacio de la Autoorganización de Mujeres Negras Rejane Maria como colectivo de referencia para el Movimiento de Mujeres Negras de Sergipe hoy, siendo productor de una pedagogía de (re)existencia que emerge de las escrituras de mujeres negras. Mujeres activistas, representando un espacio marcado por prácticas pedagógicas emancipatoriasUniversidade Federal de Sergipe.PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (PPGED)UFSEBrasilEducação.Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane MariaPráticas educativasMulheres negras - SergipeSaberes emancipatóriosFeminismo negroFeminismo decolonialMovimento de Mulheres Negras de SergipeAssociativismo negroMovimento Negro SergipanoHistória oralObservação participantePesquisa iconográficaResistência negra - SergipeRacismoSergipe - mulheres negrasPedagogia feminista negraTese - Universidade Federal de SergipeUniversidade Federal de Sergipe - TeseMulheres quilombolas - SergipeQuilombolasSelf-Organization of Black Women of Sergipe Rejane MariaEducational PracticesBlack Women - SergipeEmancipatory KnowledgeBlack FeminismDecolonial FeminismBlack Women's Movement of SergipeBlack AssociationsBlack Movement of SergipeOral HistoryParticipant ObservationIconographic ResearchBlack Resistance - SergipeRacismSergipe - Black WomenBlack Feminist PedagogyThesis - Federal University of SergipeFederal University of Sergipe - ThesisQuilombola Women - SergipeAutoorganización de las Mujeres Negras de Sergipe, Rejane MariaPrácticas EducativasMujeres Negras - SergipeSaberes EmancipatoriosMovimiento de Mujeres Negras de SergipeAsociaciones NegrasObservación ParticipanteInvestigación IconográficaSergipe - Mujeres NegrasTesis - Universidad Federal de SergipeUniversidad Federal de Sergipe - TesisMujeres Quilombolas - Sergipe“Quem falou que eu ando só?”: práticas educativas e saberes constituídos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria.“Who said I walk alone?”: educational practices and knowledge constituted in the Self-Organization of Black Women of Sergipe Rejane Maria.“¿Quién dijo que camino sola?”: prácticas educativas y conocimientos constituidos en la Autoorganización de las Mujeres Negras de Sergipe Rejane Maria.20232025-08-07T00:23:28Z2025-08-062025-08-07T00:23:28Zhttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42666SANTOS, Andréia Teixeira dos. “Quem falou que eu ando só?”: práticas educativas e saberes constituídos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. 2023. 340f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão - SE - Brasil, 2023. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42666info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporhttps://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/18198info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCGinstname:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)instacron:UFCGTEXTANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdf.txtANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdf.txttext/plain835152https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42666/3/ANDR%C3%89IA+TEIXEIRA+DOS+SANTOS+-+TESE+NORDESTE+UFSE+3+PPG+EDUCA%C3%87%C3%83O+2023.pdf.txtde0f758099656a7f5b23d4ee350aad53MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42666/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdfANDRÉIA TEIXEIRA DOS SANTOS - TESE NORDESTE UFSE 3 PPG EDUCAÇÃO 2023.pdfapplication/pdf6757459https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/42666/1/ANDR%C3%89IA+TEIXEIRA+DOS+SANTOS+-+TESE+NORDESTE+UFSE+3+PPG+EDUCA%C3%87%C3%83O+2023.pdfc5fbca2bdd21ebdef58610d07d735518MD51riufcg/426662025-11-18 04:20:25.583oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/42666Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.ufcg.edu.br/PUBhttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/oai/requestbdtd@setor.ufcg.edu.br || bdtd@setor.ufcg.edu.bropendoar:48512025-11-18T07:20:25Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)false
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Tese - Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal de Sergipe - Tese
Mulheres quilombolas - Sergipe
Quilombolas
Self-Organization of Black Women of Sergipe Rejane Maria
Educational Practices
Black Women - Sergipe
Emancipatory Knowledge
Black Feminism
Decolonial Feminism
Black Women's Movement of Sergipe
Black Associations
Black Movement of Sergipe
Oral History
Participant Observation
Iconographic Research
Black Resistance - Sergipe
Racism
Sergipe - Black Women
Black Feminist Pedagogy
Thesis - Federal University of Sergipe
Federal University of Sergipe - Thesis
Quilombola Women - Sergipe
Autoorganización de las Mujeres Negras de Sergipe, Rejane Maria
Prácticas Educativas
Mujeres Negras - Sergipe
Saberes Emancipatorios
Movimiento de Mujeres Negras de Sergipe
Asociaciones Negras
Observación Participante
Investigación Iconográfica
Sergipe - Mujeres Negras
Tesis - Universidad Federal de Sergipe
Universidad Federal de Sergipe - Tesis
Mujeres Quilombolas - Sergipe
dc.subject.por.fl_str_mv Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria
Práticas educativas
Mulheres negras - Sergipe
Saberes emancipatórios
Feminismo negro
Feminismo decolonial
Movimento de Mulheres Negras de Sergipe
Associativismo negro
Movimento Negro Sergipano
História oral
Observação participante
Pesquisa iconográfica
Resistência negra - Sergipe
Racismo
Sergipe - mulheres negras
Pedagogia feminista negra
Tese - Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal de Sergipe - Tese
Mulheres quilombolas - Sergipe
Quilombolas
Self-Organization of Black Women of Sergipe Rejane Maria
Educational Practices
Black Women - Sergipe
Emancipatory Knowledge
Black Feminism
Decolonial Feminism
Black Women's Movement of Sergipe
Black Associations
Black Movement of Sergipe
Oral History
Participant Observation
Iconographic Research
Black Resistance - Sergipe
Racism
Sergipe - Black Women
Black Feminist Pedagogy
Thesis - Federal University of Sergipe
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Quilombola Women - Sergipe
Autoorganización de las Mujeres Negras de Sergipe, Rejane Maria
Prácticas Educativas
Mujeres Negras - Sergipe
Saberes Emancipatorios
Movimiento de Mujeres Negras de Sergipe
Asociaciones Negras
Observación Participante
Investigación Iconográfica
Sergipe - Mujeres Negras
Tesis - Universidad Federal de Sergipe
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Mujeres Quilombolas - Sergipe
description Esta tese investiga práticas educativas e saberes emancipatórios que emergem das atividades da Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria. Para tanto, empreendemos uma discussão sobre o Movimento de Mulheres Negras e sua relação com debates epistemológicos em torno das experiências dos povos racializados, destacando o Feminismo Negro e o Feminismo Decolonial como aportes teórico-práticos para a compreensão das articulações que ancoram o Movimento de Mulheres Negras na contemporaneidade; analisamos o associativismo negro no Brasil nas últimas décadas, sinalizando configurações e pautas reivindicatórias desta coletividade, relacionando a interlocução estabelecida pelo Movimento Negro sergipano com os debates nacionais; historicizamos o Movimento de Mulheres Negras, colocando em perspectiva o Movimento de Mulheres Negras sergipano em diálogo com os movimentos nacionais, considerando as maneiras como as desigualdades de gênero, classe e raça foram operacionalizadas por estas mulheres negras na construção de seu ativismo político contra o racismo, sexismo, LGBTfobia e opressão de classe e, por fim, analisamos, a partir das narrativas das ativistas e de nossa participação nas atividades da Auto-Organização, as práticas educativas e saberes emancipatórios (Gomes, 2017) produzidos na Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria, relacionados à articulação interseccional entre raça, gênero e classe, considerando que estas pedagogias e saberes emergem das ações cotidianas desta coletividade. Para nos aproximarmos da leitura que as ativistas empreendem acerca da sua participação na Auto-Organização, seguimos a perspectiva da Pesquisa Ativista Feminista Negra (Lemos, 2016) e nos inserimos ativamente nas atividades do grupo. A História Oral, a observação-participante, a pesquisa documental, iconográfica e o uso do diário de campo fizeram parte dos procedimentos investigativos. Como práticas educativas, identificamos as rodas de conversa, palestras, oficinas, cineclube e cine-debates, além dos espaços de formação política, manifestações de rua e eventos culturais, da elaboração de notas de repúdio ou cartas de denúncia e a elaboração de materiais informativos. Nestas práticas, através da problematização da realidade, são discutidos temas importantes para a resistência e sobrevivência negra e, nestas discussões, são mobilizados saberes emancipatórios políticos, identitários, estético-corpóreos e interseccionais, que visam o empoderamento do povo preto para analisar criticamente a sociedade sergipana e pensar estratégias de resistência que possam combater as opressões interseccionais que atravessam os corpos pretos e os levam à condição de marginalização, frente aos poderes instituídos. Categorizamos as atividades realizadas em: ações de combate ao racismo e a violência contra a mulher negra; ações de Autocuidado, ações lúdicas, ações de valorização da cultura negra, ações de incidência política e ações voltadas para a maternidade Preta, além de ações voltadas para o empoderamento, por meio da valorização da mulher negra, da educação, do trabalho e da conscientização sobre os direitos sociais. Nesse sentido, compreendemos o espaço da Auto- Organização de Mulheres Negras Rejane Maria como um coletivo de referência para o Movimento de Mulheres Negras de Sergipe, na atualidade, sendo produtor de uma pedagogia de (re)existência que emerge das escrevivências das mulheres negras ativistas, representando um espaço marcado por práticas pedagógicas emancipatórias inseridas na perspectiva da Pedagogia Feminista Negra, empreendendo resistência à colonialidade do ser e do saber, e, sobretudo, de combate às opressões interseccionais de raça, gênero, classe e sexualidade.
publishDate 2023
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