Quando o meme vira mainstream: a apropriação da linguagem memética em programas da TV aberta brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Stefano, Luiza de Mello
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001c3n0
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
CQC
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40000
Resumo: Esta tese apresenta um panorama histórico sobre a apropriação da linguagem dos memes da internet pela TV aberta brasileira. O objetivo é entender como as principais emissoras – desde as mais tradicionais e hegemônicas até as de menor audiência – exploram e se conectam com um conteúdo que se popularizou nas plataformas digitais no início dos anos 2000. Embora os meios de comunicação de massa sempre tenham adotado artefatos meméticos, como bordões, jingles, paródias e gírias, uma nova fase de aproximação tem gerado efeitos e questões ainda pouco exploradas. A pesquisa mapeia e discute o uso dos memes na programação da TV aberta brasileira, por meio de uma análise de três estudos de caso: Pânico na TV (RedeTV!, 2003-2012), CQC (Rede Bandeirantes, 2008-2015) e Big Brother Brasil (TV Globo, 2002–). O objetivo é analisar os principais fatores que igualam e/ou diferenciam o conteúdo veiculado pela televisão e aquele proveniente da internet, com foco em quatro dimensões de análise: o caráter amador e profissional das produções; o espontâneo e o intencional; a circulação pela mídia mainstream e por comunidades de nicho; e as questões legais envolvendo o uso de referências intertextuais. As hipóteses indicam que os memes são peças-chave na cadeia produtiva televisiva em momentos pontuais, embora sua utilização ainda seja incipiente. Além disso, supõe-se que os elementos amadores e intertextuais representem os principais desafios enfrentados pelas emissoras ao se apropriar de memes, embora esses recursos não sejam limitantes. Construo o conceito de “linguagem dos memes” e, a partir dele, sustento que a televisão aberta gera insumos para a criação de memes; se apropria dos materiais que viralizam nas plataformas digitais e, em última instância, também produz seus próprios memes, estabelecendo uma relação de continuidade com o fenômeno.
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A pesquisa mapeia e discute o uso dos memes na programação da TV aberta brasileira, por meio de uma análise de três estudos de caso: Pânico na TV (RedeTV!, 2003-2012), CQC (Rede Bandeirantes, 2008-2015) e Big Brother Brasil (TV Globo, 2002–). O objetivo é analisar os principais fatores que igualam e/ou diferenciam o conteúdo veiculado pela televisão e aquele proveniente da internet, com foco em quatro dimensões de análise: o caráter amador e profissional das produções; o espontâneo e o intencional; a circulação pela mídia mainstream e por comunidades de nicho; e as questões legais envolvendo o uso de referências intertextuais. As hipóteses indicam que os memes são peças-chave na cadeia produtiva televisiva em momentos pontuais, embora sua utilização ainda seja incipiente. Além disso, supõe-se que os elementos amadores e intertextuais representem os principais desafios enfrentados pelas emissoras ao se apropriar de memes, embora esses recursos não sejam limitantes. Construo o conceito de “linguagem dos memes” e, a partir dele, sustento que a televisão aberta gera insumos para a criação de memes; se apropria dos materiais que viralizam nas plataformas digitais e, em última instância, também produz seus próprios memes, estabelecendo uma relação de continuidade com o fenômeno.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThis thesis presents a historical overview of the appropriation of internet meme language by Brazilian broadcast television. The aim is to understand how the major broadcasters – from the most traditional and hegemonic to those with smaller audiences – explore and connect with content that gained popularity on digital platforms in the early 2000s. While mass media have always adopted memetic artifacts such as catchphrases, jingles, parodies, and slang, a new phase of appropriation has generated effects and issues that are still little explored. This research maps and discusses the use of memes in Brazilian broadcast television programming through an analysis of three case studies: Pânico na TV (RedeTV!, 2003-2012), CQC (Rede Bandeirantes, 2008-2015), and Big Brother Brasil (TV Globo, 2002–). The goal is to analyze the main factors that align and/or differentiate the content broadcast by television from that originating on the internet, focusing on four dimensions of analysis: the amateur and professional nature of the productions; the spontaneous and intentional aspects; circulation through mainstream media and niche communities; and legal issues related to the use of intertextual references. The hypotheses suggest that memes play a key role in the television production chain at specific moments, though their use is still incipient. Furthermore, it is assumed that the amateur and intertextual elements represent the main challenges faced by broadcasters when appropriating memes, although these resources are not limiting. I develop the concept of "meme language" and, based on this, argue that broadcast television generates raw material for meme creation, appropriates content that goes viral on digital platforms, and ultimately also produces its own memes, establishing a continuity with the phenomenon.184 f.Castellano, Maykahttp://lattes.cnpq.br/7731342639757477Chagas, Viktorhttp://lattes.cnpq.br/5832049847796420http://lattes.cnpq.br/6516902893493632Stefano, Luiza de Mello2025-09-01T15:05:39Z2025-09-01T15:05:39Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSTEFANO, Luiza. Quando o meme vira mainstream: a apropriação da linguagem memética em programas da TV aberta brasileira. 2025. 184 p. Tese (Doutorado em Comunicação) - Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Instituto de Arte e Comunicação Social, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40000ark:/87559/001300001c3n0CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-09-01T15:05:39Zoai:app.uff.br:1/40000Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-09-01T15:05:39Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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