Práticas de prevenção e controle da lombalgia gestacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Coelho, Daniella Mara Lopes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/71859
Resumo: A lombalgia gestacional é uma queixa comum das gestantes que pode interferir em suas atividades diária, bem-estar e qualidade de vida. Este estudo foi do tipo descritivo, realizado com 140 gestantes atendidas pelos profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) na Secretaria Regional VI (SER VI) em Fortaleza-CE. Teve como objetivo identificar o perfil sociodemográfico das gestantes; caracterizar a lombalgia quanto à freqüência, tipo e intensidade, associando-a às atividades da vida diária; verificar as práticas de prevenção e controle da lombalgia realizadas pelos profissionais do PSF e averiguar as práticas de autocuidado realizadas pelas gestantes para o controle e alívio da dor. A coleta de dados foi realizada utilizando-se uma entrevista estruturada e a intensidade da dor foi mensurada por meio da Escala Analógica Visual (EAV) que mostra variação de intensidade de 0 a 10. Os dados foram organizados no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 11.5 e analisados de acordo com a literatura sobre lombalgia gestacional e autocuidado. A faixa etária de 18 a 22 anos (42,1%) foi predominante e essas gestantes apresentaram escolaridade e renda mensal baixas. A freqüência da lombalgia foi de 74,3% e esta foi caracterizada como ?cansada?, com intensidade média na EAV de 6,4, que predominou à noite e prejudicou o sono. As atividades diárias que agravaram a lombalgia foram lavar roupa, varrer, apanhar objeto no chão, ficar muito tempo sentada, ficar muito tempo em pé, cozinhar e subir ou descer escada. As gestantes realizaram práticas de autocuidado para alívio da dor, dentre elas, massagem, repouso, compressa de gelo e alongamento. As práticas de prevenção e controle da lombalgia realizadas pelos profissionais do PSF, segundo as gestantes, envolveram as orientações posturais, como realizar as atividades diárias e de trabalho e indicações para realização de exercícios de alongamento e relaxamento muscular, mas somente 15% das gestantes, no entanto, receberam essas orientações. Apenas 2,9% das gestantes tiveram acesso a campanhas informativas e/ou palestras sobre lombalgia gestacional e seus cuidados. Esses resultados mostram a necessidade de mais estudos sobre o assunto, assim como capacitação dos profissionais de saúde, para que se tenha uma assistência à saúde mais integral, pois a lombalgia gestacional é muito freqüente, interfere nas atividades diárias e não é considerada importante por alguns profissionais de saúde.
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Os dados foram organizados no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 11.5 e analisados de acordo com a literatura sobre lombalgia gestacional e autocuidado. A faixa etária de 18 a 22 anos (42,1%) foi predominante e essas gestantes apresentaram escolaridade e renda mensal baixas. A freqüência da lombalgia foi de 74,3% e esta foi caracterizada como ?cansada?, com intensidade média na EAV de 6,4, que predominou à noite e prejudicou o sono. As atividades diárias que agravaram a lombalgia foram lavar roupa, varrer, apanhar objeto no chão, ficar muito tempo sentada, ficar muito tempo em pé, cozinhar e subir ou descer escada. As gestantes realizaram práticas de autocuidado para alívio da dor, dentre elas, massagem, repouso, compressa de gelo e alongamento. As práticas de prevenção e controle da lombalgia realizadas pelos profissionais do PSF, segundo as gestantes, envolveram as orientações posturais, como realizar as atividades diárias e de trabalho e indicações para realização de exercícios de alongamento e relaxamento muscular, mas somente 15% das gestantes, no entanto, receberam essas orientações. Apenas 2,9% das gestantes tiveram acesso a campanhas informativas e/ou palestras sobre lombalgia gestacional e seus cuidados. Esses resultados mostram a necessidade de mais estudos sobre o assunto, assim como capacitação dos profissionais de saúde, para que se tenha uma assistência à saúde mais integral, pois a lombalgia gestacional é muito freqüente, interfere nas atividades diárias e não é considerada importante por alguns profissionais de saúde.The present study was carried out in Fortaleza city with 140 pregnant women received by Family Health Program (PSF) of Regional Executive Department (SER) VI. It aimed at the identification of pregnant woman?s profile; the characterization of low back pain frequency, type and intensity, by connecting it to daily activities; the verification of prevention and controlling practices of low back pain conduced by PSF professionals, as well as the certification of pregnant women?s self-care practices to control and relief pain. The study was descriptive and data were organized with Statistical Package for Social Sciences (SPSS) program, version 11.5. The predominant age group was from 18 to 22 years-old (42.1%) and such pregnant women presented low educational and socioeconomic levels. Low back pain frequency was high (74.3%) and the pain was determined as ?tired?, with average intensity in DAS mean of 6.4, predominating at night and disturbing sleep. Daily activities that deepened low back pain were: cloth washing, sweeping, take objects from the ground, stay sit for long, stay stand for long, cook, and use stairs. Pregnant women?s self-care practices to pain relief were: massage, rest, ice compress and stretching. PSF professionals practices to prevent and control low back pains were: posture instructions, instructions on how to do housework and work activities, and some indications on how to do stretching and relaxation exercises. Nevertheless, only 15% of women received such instructions. Only 2.9% of them had access to informative campaigns and/or conferences on gestation low back pain and its care, which comes to show that more research shall be carried out on the subject, as well as health professionals? enabling in order to reach a more integral health assistance.Silva, Raimunda Magalhães daSilva, Raimunda Magalhães daFernandes, Ana Fátima CarvalhoMont'Alverne, Daniela Gardano BurchalesMoura, Escolástica Rejane FerreiraUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Eduação em SaúdeCoelho, Daniella Mara Lopes2006info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/71859https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/677Disponibilidade forma física: Existe obra impressa de código: 71932porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess1899-12-30T00:00:00Zoai::71859Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:1899-12-30T00:00Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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