A proteção constitucional à saúde dos policiais militares do estado do Amazonas no meio ambiente do trabalho: a questão do suicídio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Passo, Sílvio Barbosa do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/593338
Resumo: O presente trabalho investiga a proteção constitucional à saúde dos policiais militares do Estado do Amazonas no ambiente de trabalho, abordando como problema central a aparente insuficiência na efetivação do dever estatal de garantir essa proteção, especialmente no que tange à prevenção dos elevados índices de suicídio relacionados às condições laborais precárias, à carência de políticas públicas eficazes e à falta de suporte psicológico institucional adequado. A relevância da pesquisa reside: (1) na necessidade social de garantir o bem-estar de agentes da segurança pública; (2) na contribuição científica para a compreensão das causas e prevenção do suicídio em grupos de risco; e (3) na urgência prática de implementar políticas públicas que contemplem tanto a prevenção quanto a responsabilização estatal por omissões. O objetivo geral foi analisar a efetividade da proteção constitucional à saúde mental desses policiais no período de 2019 a 2023, frente ao fenômeno do suicídio laboral, investigando a relação entre condições de trabalho adversas, adoecimento psíquico e índices de suicídio, bem como avaliando o cumprimento do dever estatal na prevenção, assistência e suas possíveis consequências jurídicas no contexto da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Para tanto, buscou-se: (a) examinar as ferramentas legais e procedimentos adotados pelo poder público, com foco na efetividade das políticas institucionais; (b) verificar a garantia estatal de direitos fundamentais como a dignidade e a saúde, analisando o impacto das condições laborais na saúde mental e a adequação dos mecanismos de suporte psicológico; e (c) discutir a responsabilidade civil e constitucional do Estado nos casos de suicídio associados ao serviço, propondo diretrizes para políticas públicas mais eficazes. A metodologia empregou uma abordagem exploratório-descritivo, combinando levantamento bibliográfico, análise documental de dados internos da Instituição ação-participante, caracterizando-se como uma pesquisa quali-quantitativa. O referencial teórico ancorou-se no Direito Constitucional, notadamente nos direitos fundamentais à saúde e à dignidade da pessoa humana, no Direito do Trabalho aplicado ao setor público e na responsabilidade do Estado por omissão. Os resultados confirmaram alto índice de suicídio, evidenciando a relação direta entre as atividades policiais, o estresse ocupacional e o adoecimento psíquico. Constatou-se que o dever estatal de proteção à saúde é cumprido parcialmente, com lacunas críticas na implementação de políticas públicas, na estrutura de apoio psicológico e na promoção de um ambiente laboral seguro. A pesquisa também identificou a relutância dos profissionais em buscar ajuda, agravada pela desconfiança nos mecanismos institucionais existentes. Conclui-se que a proteção constitucional à saúde dos policiais militares amazonenses é deficiente, especialmente na prevenção do suicídio e na responsabilização do Estado por falhas assistenciais. O estudo destaca a urgência em: (1) adotar políticas públicas integradas que assegurem acesso a cuidados de saúde mental; (2) promover ambientes de trabalho menos adversos; e (3) reforçar a accountability estatal, inclusive com medidas jurídicas para casos de omissão. Recomenda-se, especificamente: a criação de programas de prevenção com base em evidências; a ampliação do efetivo de profissionais de saúde mental na corporação; a desmistificação do tema para reduzir estigmas; e a inclusão de mecanismos de monitoramento e avaliação contínua das ações implementadas. Palavras-chave: Suicídio Policial; Saúde Mental; Policiais Militares; Políticas Públicas; Amazonas.
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A relevância da pesquisa reside: (1) na necessidade social de garantir o bem-estar de agentes da segurança pública; (2) na contribuição científica para a compreensão das causas e prevenção do suicídio em grupos de risco; e (3) na urgência prática de implementar políticas públicas que contemplem tanto a prevenção quanto a responsabilização estatal por omissões. O objetivo geral foi analisar a efetividade da proteção constitucional à saúde mental desses policiais no período de 2019 a 2023, frente ao fenômeno do suicídio laboral, investigando a relação entre condições de trabalho adversas, adoecimento psíquico e índices de suicídio, bem como avaliando o cumprimento do dever estatal na prevenção, assistência e suas possíveis consequências jurídicas no contexto da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Para tanto, buscou-se: (a) examinar as ferramentas legais e procedimentos adotados pelo poder público, com foco na efetividade das políticas institucionais; (b) verificar a garantia estatal de direitos fundamentais como a dignidade e a saúde, analisando o impacto das condições laborais na saúde mental e a adequação dos mecanismos de suporte psicológico; e (c) discutir a responsabilidade civil e constitucional do Estado nos casos de suicídio associados ao serviço, propondo diretrizes para políticas públicas mais eficazes. A metodologia empregou uma abordagem exploratório-descritivo, combinando levantamento bibliográfico, análise documental de dados internos da Instituição ação-participante, caracterizando-se como uma pesquisa quali-quantitativa. O referencial teórico ancorou-se no Direito Constitucional, notadamente nos direitos fundamentais à saúde e à dignidade da pessoa humana, no Direito do Trabalho aplicado ao setor público e na responsabilidade do Estado por omissão. Os resultados confirmaram alto índice de suicídio, evidenciando a relação direta entre as atividades policiais, o estresse ocupacional e o adoecimento psíquico. Constatou-se que o dever estatal de proteção à saúde é cumprido parcialmente, com lacunas críticas na implementação de políticas públicas, na estrutura de apoio psicológico e na promoção de um ambiente laboral seguro. A pesquisa também identificou a relutância dos profissionais em buscar ajuda, agravada pela desconfiança nos mecanismos institucionais existentes. Conclui-se que a proteção constitucional à saúde dos policiais militares amazonenses é deficiente, especialmente na prevenção do suicídio e na responsabilização do Estado por falhas assistenciais. O estudo destaca a urgência em: (1) adotar políticas públicas integradas que assegurem acesso a cuidados de saúde mental; (2) promover ambientes de trabalho menos adversos; e (3) reforçar a accountability estatal, inclusive com medidas jurídicas para casos de omissão. Recomenda-se, especificamente: a criação de programas de prevenção com base em evidências; a ampliação do efetivo de profissionais de saúde mental na corporação; a desmistificação do tema para reduzir estigmas; e a inclusão de mecanismos de monitoramento e avaliação contínua das ações implementadas. Palavras-chave: Suicídio Policial; Saúde Mental; Policiais Militares; Políticas Públicas; Amazonas.This study investigates the constitutional protection of the health of military police officers in the state of Amazonas in the workplace, addressing as a central problem the apparent insufficiency in the fulfillment of the state's duty to guarantee this protection, especially with regard to the prevention of high suicide rates related to precarious working conditions, the lack of effective public policies, and the lack of adequate institutional psychological support. The relevance of the research lies in: (1) the social need to guarantee the well-being of public security agentes; (2) the scientific contribution to understanding the causes and prevention of suicide in atrisk groups; and (3) the practical urgency of implementing public policies that address both prevention and state accountability for omissions. The overall objective was to analyze the effectiveness of constitutional protection for the mental health of these police officers in the period from 2019 to 2023, in light of the phenomenon of workplace suicide, investigating the relationship between adverse working conditions, mental illness, and suicide rates suicide rates, as well as assessing the fulfillment of the state's duty in prevention, assistance, and its possible legal consequences in the context of the Amazonas Military Police (PMAM). To this end, we sought to: (a) examine the legal tools and procedures adopted by the government, focusing on the effectiveness of institutional policies; (b) verify the state's guarantee of fundamental rights such as dignity and health, analyzing the impact of working conditions on mental health and the adequacy of psychological support mechanisms; and (c) discuss the civil and constitutional responsibility of the State in cases of suicide associated with service, proposing guidelines for more effective public policies. The methodology employed an exploratory-descriptive approach, combining a bibliographic survey and documentary analysis of internal data from the participating institution, characterizing it as a qualitative-quantitative study. The theoretical framework was based on constitutional law, notably the fundamental rights to health and human dignity, labor law as applied to the public sector, and the state's responsibility for omission. The results confirmed a high suicide rate, highlighting the direct relationship between police activities, occupational stress, and mental illness. It was found that the state's duty to protect health is only partially fulfilled, with critical gaps in the implementation of public policies, the psychological support structure, and the promotion of a safe working environment. The research also identified the reluctance of professionals to seek help, aggravated by mistrust in existing institutional mechanisms. It was concluded that constitutional protection of the health of Amazonian military police officers is deficient, especially in suicide prevention and state accountability for failures in providing assistance. The study highlights the urgency of: (1) adopting integrated public policies that ensure access to mental health care; (2) promoting less adverse work environments; and (3) strengthening state accountability, including legal measures for cases of omission. Specifically, it recommends: the creation of evidence-based prevention programs; the expanding the number of mental health professionals in the corporation; demystifying the topic to reduce stigma; and including mechanisms for continuous monitoring and evaluation of the actions implemented. Keywords: Police Suicide; Mental Health; Military Police; Public Policies; Amazonas.A Dissertação foi enviada com autorização e certificação via CI 37484/25 em 24/06/2025.Siqueira, Natercia SampaioSilva, Clarissa SampaioSiqueira, Marcelo SampaioUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Direito ConstitucionalPasso, Sílvio Barbosa do2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf113f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/593338https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/43348porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-06-27T10:00:43Zoai::593338Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:2025-06-27T10:00:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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