Violência sociorracial contra as mulheres negras - a luta pelo direito à moradia em Olinda - PE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: UCHÔA, Renata Pereira da Silva
Orientador(a): BARROS, Ana Maria de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direitos Humanos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63965
Resumo: Esta pesquisa de campo é de cunho qualitativo busca investigar as violências sociorraciais e o racismo ambiental que culminam na violação do direito humano à moradia, que atinge principalmente as mulheres negras periféricas da Horta Popular Agroecológica Dandara, localizada na comunidade de Peixinhos em Olinda- PE. Partindo do princípio que os brasileiros possuem o direito à moradia instituído na CF/88 e que existe Política Habitacional no Brasil e sobretudo, em Olinda existe a Lei no 6.170/2021, que consolida o Estatuto de Igualdade Étnico-Racial, voltado a superação do racismo, da discriminação e das desigualdades étnicas e raciais na cidade, inclusive no tocante a igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural. Diante disso, este trabalho se debruça a responder o seguinte questionamento: Numa conjuntura conservadora e neoliberal, de aprofundamento da violência sociorracial, quais as formas de organização política das mulheres negras periféricas da Horta Agroecológica em Olinda- PE na luta pelo direito à moradia? Além disso, tem como objetivo analisar a violência sociorracial sofrida por mulheres negras da Horta Popular Agroecológica Dandara, as políticas sociais desenvolvidas para a população negra e as formas de organização política em prol da luta pelo direito à moradia, sob abordagem teórica do Feminismo Negro decolonial e sob uma perspectiva interseccional, tendo a análise de conteúdo como ferramenta de análise de dados. Esta pesquisa dedicou-se a traçar o perfil populacional, as condições de moradia e o acesso à infraestrutura urbana da população negra, em particular das mulheres negras, sendo esta continuada com a investigação das políticas/ações desenvolvidas pela cidade de Olinda para atribuir respostas à violação do direito à moradia. Além de se consolidar como ferramenta de investigação, amplificadora da voz, do movimento de luta e da organização política das mulheres negras em defesa da luta pelo direito à moradia, este estudo evidencia a partir de seus resultados, Olinda, como uma cidade que negligencia as condições de vida e de habitação das mulheres negras, naturalizando e perpetuando ideais coloniais e racistas, reproduz violência sociorracial e nega o direito humano à moradia. Por consequência, impossibilita o desenvolvimento integral, impacta na segurança, na saúde física e emocional, nega o acesso integral à cidade assim como o direito à moradia digna, à cidade e ao território.
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Partindo do princípio que os brasileiros possuem o direito à moradia instituído na CF/88 e que existe Política Habitacional no Brasil e sobretudo, em Olinda existe a Lei no 6.170/2021, que consolida o Estatuto de Igualdade Étnico-Racial, voltado a superação do racismo, da discriminação e das desigualdades étnicas e raciais na cidade, inclusive no tocante a igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural. Diante disso, este trabalho se debruça a responder o seguinte questionamento: Numa conjuntura conservadora e neoliberal, de aprofundamento da violência sociorracial, quais as formas de organização política das mulheres negras periféricas da Horta Agroecológica em Olinda- PE na luta pelo direito à moradia? Além disso, tem como objetivo analisar a violência sociorracial sofrida por mulheres negras da Horta Popular Agroecológica Dandara, as políticas sociais desenvolvidas para a população negra e as formas de organização política em prol da luta pelo direito à moradia, sob abordagem teórica do Feminismo Negro decolonial e sob uma perspectiva interseccional, tendo a análise de conteúdo como ferramenta de análise de dados. Esta pesquisa dedicou-se a traçar o perfil populacional, as condições de moradia e o acesso à infraestrutura urbana da população negra, em particular das mulheres negras, sendo esta continuada com a investigação das políticas/ações desenvolvidas pela cidade de Olinda para atribuir respostas à violação do direito à moradia. Além de se consolidar como ferramenta de investigação, amplificadora da voz, do movimento de luta e da organização política das mulheres negras em defesa da luta pelo direito à moradia, este estudo evidencia a partir de seus resultados, Olinda, como uma cidade que negligencia as condições de vida e de habitação das mulheres negras, naturalizando e perpetuando ideais coloniais e racistas, reproduz violência sociorracial e nega o direito humano à moradia. Por consequência, impossibilita o desenvolvimento integral, impacta na segurança, na saúde física e emocional, nega o acesso integral à cidade assim como o direito à moradia digna, à cidade e ao território.This qualitative field research seeks to investigate socio-racial violence and environmental racism that culminate in the violation of the human right to housing, which mainly affects black women from the periphery of the Horta Popular Agroecológica Dandara, located in the community of Peixinhos in Olinda- PE. Assuming that Brazilians have the right to housing established in the CF/88 and that there is a Housing Policy in Brazil and, above all, in Olinda, there is Law No. 6,170/2021, which consolidates the Statute of Ethnic-Racial Equality, aimed at overcoming racism, discrimination and ethnic and racial inequalities in the city, including with regard to equal opportunities, in economic, social, political and cultural life. In view of this, this work aims to answer the following question: In a conservative and neoliberal context, of deepening socio-racial violence, what are the forms of political organization of black women from the periphery of the Agroecological Garden in Olinda-PE in the fight for the right to housing? In addition, it aims to analyze the socio-racial violence suffered by black women from the Dandara Popular Agroecological Garden, the social policies developed for the black population and the forms of political organization in favor of the fight for the right to housing, under the theoretical approach of decolonial Black Feminism and from an intersectional perspective, using content analysis as a data analysis tool. This research was dedicated to outlining the population profile, housing conditions and access to urban infrastructure of the black population, particularly black women, and this was continued with the investigation of the policies/actions developed by the city of Olinda to attribute responses to the violation of the right to housing. In addition to consolidating itself as a research tool, amplifying the voice, the movement and the political organization of black women in defense of the fight for the right to housing, this study highlights, based on its results, Olinda, as a city that neglects the living and housing conditions of black women, naturalizing and perpetuating colonial and racist ideals, reproduces socio-racial violence and denies the human right to housing. As a consequence, it makes integral development impossible, impacts security, physical and emotional health, denies full access to the city as well as the right to decent housing, the city and the territory.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Direitos HumanosUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessMulheres negrasViolência sociorracialDireito à moradia4. Direitos humanosViolência sociorracial contra as mulheres negras - a luta pelo direito à moradia em Olinda - PEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63965/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdfDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdfapplication/pdf5502990https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63965/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Renata%20Pereira%20da%20Silva%20Uchoa.pdf6d8f963dc00bb29e8a4418f61d8c7259MD51TEXTDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdf.txtDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdf.txtExtracted texttext/plain375332https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63965/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Renata%20Pereira%20da%20Silva%20Uchoa.pdf.txtc0dc6c6e2066937bba0da0a6617fba0dMD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Renata Pereira da Silva Uchoa.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1327https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63965/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Renata%20Pereira%20da%20Silva%20Uchoa.pdf.jpge16ec7cfcd4c4ffad35af85e1f27e203MD54123456789/639652025-06-29 14:34:20.304oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63965VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-06-29T17:34:20Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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