Uma interação negligenciada Rhynchophorus palmarum - ácaros foréticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: SOUZA, Maria Beatriz Nunes de
Orientador(a): MELO, Jose Wagner da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65114
Resumo: A dispersão e colonização de novos habitats por ácaros tem sido amplamente atribuída à forésia, uma estratégia ecológica em que os indivíduos utilizam hospedeiros móveis para alcançar novos ambientes. Espécies foréticas de ácaros apresentam adaptações morfológicas especializadas que facilitam essa dispersão, incluindo estruturas de fixação e resistência, permitindo-lhes se fixar a diferentes hospedeiros, como o besouro Rhynchophorus palmarum, praga relevante em plantações de coco (Cocos nucifera) no Brasil. Esta espécie de besouro é responsável por ser vetor de patógenos letais para determinadas culturas, mas também atua como vetor de diferentes grupos de ácaros foréticos. No entanto, ainda são escassas as informações sobre a composição de acarofauna, seus padrões espaciais de distribuição sobre o besouro R. palmarum e a dinâmica populacional entre estes organismos. Com a necessidade de preencher essa lacuna, inúmeros indivíduos do besouro R. palmarum foram coletados em plantações de coco no Nordeste do Brasil, com a finalidade de investigar a diversidade, distribuição espacial e interações ecológicas dos ácaros foréticos associados a esta espécie de besouro. Nossos esforços revelaram a presença de 19 táxons distintos de ácaros associados ao besouro R. palmarum, destacando-se ácaros Uropodina e Astigmata, um número relativamente alto se comparado a estudos com ácaros em outras espécies de Rhynchophorus. A presença destes ácaros mostrou-se variável ou inédita dependendo do estado do Nordeste em que foi localizado. Novas espécies também foram descobertas. Os indivíduos acarinos foram registrados em diferentes regiões do corpo do besouro. O padrão de distribuição espacial dos ácaros sobre o corpo do besouro mostrou-se não aleatório, com grupos demonstrando maior preferência pela região do subélitro (região inferior do élitro), sugerindo possíveis mecanismos de coexistência ou exclusão para alguns táxons. Além disso, apesar do sexo e o porte corporal do hospedeiro não influenciarem a carga total de ácaros foréticos, o tamanho mostrou-se um fator determinante na variação da abundância de alguns grupos específicos de ácaros, como Lasioseius sp., Macrocheles mammifer, Gamasina sp1 e Crenamargo binuseta. De forma relevante, as populações do ácaro Centrouropoda sp. nov. (nova espécie ainda não descrita) apresentaram redução em resposta à presença dos ácaros C. binuseta e Rhynchopolipus rhynchophori, indicando possíveis interações de exclusão competitiva ou segregação de microhabitat entre as espécies. Estas descobertas são fundamentais para o reconhecimento da biodiversidade de ácaros associado ao besouro R. palmarum, mas também para a compreensão das interações ecológicas que moldam essa associação.
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Esta espécie de besouro é responsável por ser vetor de patógenos letais para determinadas culturas, mas também atua como vetor de diferentes grupos de ácaros foréticos. No entanto, ainda são escassas as informações sobre a composição de acarofauna, seus padrões espaciais de distribuição sobre o besouro R. palmarum e a dinâmica populacional entre estes organismos. Com a necessidade de preencher essa lacuna, inúmeros indivíduos do besouro R. palmarum foram coletados em plantações de coco no Nordeste do Brasil, com a finalidade de investigar a diversidade, distribuição espacial e interações ecológicas dos ácaros foréticos associados a esta espécie de besouro. Nossos esforços revelaram a presença de 19 táxons distintos de ácaros associados ao besouro R. palmarum, destacando-se ácaros Uropodina e Astigmata, um número relativamente alto se comparado a estudos com ácaros em outras espécies de Rhynchophorus. A presença destes ácaros mostrou-se variável ou inédita dependendo do estado do Nordeste em que foi localizado. Novas espécies também foram descobertas. Os indivíduos acarinos foram registrados em diferentes regiões do corpo do besouro. O padrão de distribuição espacial dos ácaros sobre o corpo do besouro mostrou-se não aleatório, com grupos demonstrando maior preferência pela região do subélitro (região inferior do élitro), sugerindo possíveis mecanismos de coexistência ou exclusão para alguns táxons. Além disso, apesar do sexo e o porte corporal do hospedeiro não influenciarem a carga total de ácaros foréticos, o tamanho mostrou-se um fator determinante na variação da abundância de alguns grupos específicos de ácaros, como Lasioseius sp., Macrocheles mammifer, Gamasina sp1 e Crenamargo binuseta. De forma relevante, as populações do ácaro Centrouropoda sp. nov. 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This beetle species is known not only as a vector of lethal pathogens affecting certain crops but also as a carrier of different groups of phoretic mites. However, information on the composition of mite fauna, their spatial distribution patterns on R. palmarum, and the population dynamics among these organisms remains limited. To address this knowledge gap, numerous R. palmarum individuals were collected from coconut plantations in northeastern Brazil with the aim of investigating the diversity, spatial distribution, and ecological interactions of phoretic mites associated with this beetle species. Our survey revealed 19 distinct mite taxa associated with R. palmarum, with Uropodina and Astigmata mites being particularly prominent—a relatively high number compared to studies involving mites on other Rhynchophorus species. The presence of these mites varied, or was previously unrecorded, depending on the state within the Northeast region where they were found. New species were also discovered. Mite individuals were found on different regions of the beetle’s body. Their spatial distribution was non-random, with certain groups showing a marked preference for the subelytral region (the underside of the elytra), suggesting possible mechanisms of coexistence or exclusion among some taxa. Moreover, while the host's sex and overall body size did not affect total phoretic mite load, body size was a determining factor in the variation in abundance of specific mite groups, such as Lasioseius sp., Macrocheles mammifer, Gamasina sp. 1, and Crenamargo binuseta. Notably, populations of Centrouropoda sp. nov. (a new, yet undescribed species) declined in response to the presence of C. binuseta and Rhynchopolipus rhynchophori, indicating potential interactions involving competitive exclusion or microhabitat segregation among these species. These findings are essential not only for recognizing the mite biodiversity associated with R. palmarum, but also for understanding the ecological interactions that shape this symbiotic association.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessSouth American palm weevilCurculionidaeForésiaUropodinaAstigmataUma interação negligenciada Rhynchophorus palmarum - ácaros foréticosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Maria Beatriz Nunes de Souza.pdfDISSERTAÇÃO Maria Beatriz Nunes de Souza.pdfapplication/pdf3392245https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65114/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Beatriz%20Nunes%20de%20Souza.pdf994f4f171c1eb6eb286dc30b533d250dMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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