O paradoxo dos mecanismos internos postergatórios : o caso do povo indígena Xukuru vs. Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: NUNES, Paulo André Cavalcanti de Albuquerque
Orientador(a): MELO, Maria Aparecida Vieira de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direitos Humanos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57435
Resumo: Fomentar um maior debate no ambiente acadêmico sobre os direitos humanos dos Povos Originários é a justificativa desta pesquisa. Os Xukurus são um povo indígena, cujo território encontra-se no nordeste brasileiro, na Serra do Ororubá, em Pesqueira- PE, e que lutam para usufruir dessas terras em paz, apesar do reconhecimento, a disputa trouxe mortes, sofrimento e muita tensão. A pesquisa tem como objetivo geral: analisar a postergação do Brasil para cumprir a sentença proferida em 2018 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por violação desses direitos, a partir de documentos oficiais do caso. Os objetivos específicos são: a) identificar os mecanismos postergatórios utilizados pelo Brasil; b) descrever os riscos do uso desses mecanismos pelo estado brasileiro interna e externamente; c) contribuir com a reflexão em torno dos motivos que causam a postergação pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. A pergunta orientadora é: a utilização dos mecanismos internos postergatórios pelo estado brasileiro seria uma manifestação da necropolítica, além de uma ferramenta de violação dos Direitos Humanos dos povos indígenas? A problemática foi analisada a partir de Mbembe, em Necropolítica (2021), Ramos, em Responsabilidade Internacional do Estado por Violação dos Direitos (2005) e Trindade, em Dilemas e desafios da Proteção Internacional dos Direitos Humanos no limiar do século XXI (1997). Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou como metodologia a pesquisa documental associada à análise de conteúdo (Bardin, 2016) para interpretar os documentos selecionados. Na análise documental, identificamos a postergação em diversos momentos e também outros dificultadores para que as vítimas acompanhem o andamento do cumprimento da sentença. O pressuposto lançado é: a postergação do Brasil no cumprimento de condenações por violação de direitos humanos é uma forma de necropolítica fomentada por ao menos dois vetores: as atuais formas de cumprimento de sentença e o modo de fiscalização exercido pela Corte IDH, que para enfrentar e reduzir a presença dessa necropolítica é necessário reconfigurar tais vetores. Ao final, apontamos que os possíveis caminhos para solucionar a problemática passam por uma reformulação do modo atual de fiscalização da Corte IDH e uma reformulação interna da recente forma de cumprimento desse tipo de decisão pelo Brasil.
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A pesquisa tem como objetivo geral: analisar a postergação do Brasil para cumprir a sentença proferida em 2018 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por violação desses direitos, a partir de documentos oficiais do caso. Os objetivos específicos são: a) identificar os mecanismos postergatórios utilizados pelo Brasil; b) descrever os riscos do uso desses mecanismos pelo estado brasileiro interna e externamente; c) contribuir com a reflexão em torno dos motivos que causam a postergação pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. A pergunta orientadora é: a utilização dos mecanismos internos postergatórios pelo estado brasileiro seria uma manifestação da necropolítica, além de uma ferramenta de violação dos Direitos Humanos dos povos indígenas? A problemática foi analisada a partir de Mbembe, em Necropolítica (2021), Ramos, em Responsabilidade Internacional do Estado por Violação dos Direitos (2005) e Trindade, em Dilemas e desafios da Proteção Internacional dos Direitos Humanos no limiar do século XXI (1997). Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou como metodologia a pesquisa documental associada à análise de conteúdo (Bardin, 2016) para interpretar os documentos selecionados. Na análise documental, identificamos a postergação em diversos momentos e também outros dificultadores para que as vítimas acompanhem o andamento do cumprimento da sentença. O pressuposto lançado é: a postergação do Brasil no cumprimento de condenações por violação de direitos humanos é uma forma de necropolítica fomentada por ao menos dois vetores: as atuais formas de cumprimento de sentença e o modo de fiscalização exercido pela Corte IDH, que para enfrentar e reduzir a presença dessa necropolítica é necessário reconfigurar tais vetores. Ao final, apontamos que os possíveis caminhos para solucionar a problemática passam por uma reformulação do modo atual de fiscalização da Corte IDH e uma reformulação interna da recente forma de cumprimento desse tipo de decisão pelo Brasil.Fostering greater debate in the academic environment about the human rights of Original Peoples is the justification for this research. The Xukurus are an indigenous people, whose territory is in the northeast of Brazil, in the Serra do Ororubá, in Pesqueira-PE, and who fight to enjoy these lands in peace, despite the recognition, the dispute has brought deaths, suffering and a lot of tension. The research has as its general objective: to analyze Brazil's postponement to comply with the sentence handed down in 2018 by the Inter-American Court of Human Rights for violation of these rights, based on official documents of the case. The specific objectives are: a) identify the postponement mechanisms used by Brazil; b) describe the risks of using these mechanisms by the Brazilian state internally and externally; c) contribute to the reflection on the reasons that cause the postponement by the Inter-American Court of Human Rights. The guiding question is: would the use of internal postponement mechanisms by the Brazilian state be a manifestation of necropolitics, in addition to a tool for violating the Human Rights of indigenous peoples? The problem was analyzed based on Mbembe in Necropolitics (2021), Ramos in International State Responsibility for Violation of Rights (2005) and Trindade in Dilemmas and challenges of the International Protection of Human Rights on the threshold of the 21st century (1997). This is a qualitative research that used documentary research associated with content analysis (Bardin, 2016) as a methodology to interpret the selected documents. In the documentary analysis, we identified postponement at various times and also other obstacles for victims to monitor the progress of compliance with the sentence. The assumption made is: Brazil's postponement of compliance with convictions for human rights violations is a form of necropolitics fostered by at least two vectors: the current forms of compliance with sentences and the oversight exercised by the Inter-American Court, that to confront and to reduce the presence of this necropolitics, it is necessary to reconfigure such vectors. In the end, we point out that the possible ways to resolve the problem include a reformulation of the current way of monitoring the Inter-American Court and an internal reformulation of the current way in which Brazil complies with this type of decision.Fomentar un mayor debate en el ámbito académico sobre los derechos humanos de los Pueblos Originarios es la justificación de esta investigación. Los Xukurus son un pueblo indígena, cuyo territorio está en el noreste de Brasil, en la Serra do Ororubá, en Pesqueira-PE, y que luchan por disfrutar de estas tierras en paz, a pesar del reconocimiento, la disputa ha traído muertes, sufrimiento y una mucha tensión. La investigación tiene como objetivo general: analizar la postergación de Brasil en el cumplimiento de la sentencia dictada en 2018 por la Corte Interamericana de Derechos Humanos por violación de esos derechos, con base en documentos oficiales del caso. Los objetivos específicos son: a) identificar los mecanismos de postergación utilizados por Brasil; b) describir los riesgos del uso de estos mecanismos por parte del Estado brasileño interna y externamente; c) contribuir a la reflexión sobre las razones que provocan el aplazamiento por parte de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. La pregunta orientadora es: ¿el uso de mecanismos internos de postergación por parte del Estado brasileño sería una manifestación de necropolítica, además de una herramienta para violar los Derechos Humanos de los pueblos indígenas? El problema fue analizado a partir de Mbembe en Necropolítica (2021), Ramos en Responsabilidad internacional del Estado por violaciones de derechos (2005) y Trindade en Dilemas y desafíos de la protección internacional de los derechos humanos en el umbral del siglo XXI (1997). Se trata de una investigación cualitativa que utilizó como metodología la investigación documental asociada al análisis de contenido (Bardin, 2016) para interpretar los documentos seleccionados. En el análisis documental identificamos postergaciones en diversos momentos y también otros obstáculos para que las víctimas puedan monitorear el avance del cumplimiento de la sentencia. El supuesto que se hace es: la postergación por parte de Brasil del cumplimiento de las condenas por violaciones de derechos humanos es una forma de necropolítica fomentada por al menos dos vectores: las formas actuales de cumplimiento de las sentencias y el control ejercido por la Corte Interamericana, que para enfrentar y reducir ante la presencia de esta necropolítica, es necesario reconfigurar dichos vectores. Al final, señalamos que las posibles vías de solución del problema incluyen una reformulación de la forma actual de seguimiento de la Corte Interamericana y una reformulación interna de la reciente forma en que Brasil cumple con este tipo de decisiones.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Direitos HumanosUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDireitos HumanosPovos IndígenasXukurusNecropolíticaPostergaçãoO paradoxo dos mecanismos internos postergatórios : o caso do povo indígena Xukuru vs. Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdfDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdfapplication/pdf14509922https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57435/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Paulo%20Andr%c3%a9%20Cavalcanti%20de%20Albuquerque%20Nunes.pdf20c0f7fafe00984085fbb02e1865fc09MD51TEXTDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdf.txtDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdf.txtExtracted texttext/plain255205https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57435/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Paulo%20Andr%c3%a9%20Cavalcanti%20de%20Albuquerque%20Nunes.pdf.txt82d36f4a460d986f9283d343c88e8da1MD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Paulo André Cavalcanti de Albuquerque Nunes.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1227https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57435/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Paulo%20Andr%c3%a9%20Cavalcanti%20de%20Albuquerque%20Nunes.pdf.jpg2474b2a41632e41ce4e2e057822673eaMD55CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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