Avaliação da cinética de anticorpos específicos ao SARS-COV-2 de acordo com a gravidade da COVID-19 em pacientes atendidos na Região Metropolitana do Recife, Pernambuco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Marta Iglis de
Orientador(a): ARAÚJO, Paulo Sérgio Ramos de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Medicina Tropical
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60129
Resumo: Desde o início da pandemia da doença coronavírus 2019 (COVID-19), tem havido um esforço contínuo para compreender a cinética de anticorpos anti-SARS-CoV-2, com atenção especial ao tempo de duração dos níveis de imunoglobulinas da classe IgG, dada sua importância na proteção de reinfecção. Duas hipóteses têm preocupado: a primeira refere-se ao declínio dos níveis séricos dos anticorpos IgG ao longo do tempo, e a segunda relaciona-se com a possibilidade de que indivíduos com COVID-19 leve tenham menor probabilidade de soroconversão ou desenvolvem resposta imune menos robusta em comparação com aqueles que apresentam uma forma grave da doença. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a cinética de anticorpos específicos IgG-S contra o SARS-CoV-2 em pacientes não vacinados, recuperados da primeira infecção, de acordo com a gravidade da doença, e identificar os fatores associados à negativação sorológica em 386 dias após o início dos sintomas. Trata-se de um estudo prospectivo, com caráter analítico, realizado entre agosto de 2020 e junho de 2021 no ambulatório de egresso para recuperados de covid-19 em dois hospitais da cidade do Recife. A população-alvo consistiu em pacientes com idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticados com COVID-19 por RT-PCR, divididos em dois grupos: aqueles com sintomas leves e os que apresentaram sintomas graves, requerendo internação. Para a aferição da soroconversão e concentração sérica de anticorpos, foi avaliada a resposta de imunoglobulinas IgG à proteína Spike subunidade S1 (IgG-S1) por meio de kit semiquantitativo anti-SARS-CoV-2 ELISA. Analisamos 238 indivíduos recuperados de COVID-19: 87 hospitalizados e 151 não hospitalizados, fornecendo 148 e 220 amostras, respectivamente. Entre os hospitalizados, foram mais frequentes sexo masculino (65,5%), pessoas com mais de 60 anos (41,1%), comorbidades como hipertensão arterial (67,8%) e diabetes mellitus (37,9%). Encontramos maiores medianas de títulos séricos de IgG-S1 entre os recuperados de COVID-19 hospitalizados, em todos os intervalos de tempo da coleta (p<0,001). Observamos uma fraca correlação entre o aumento da idade com a resposta humoral de IgG-S1 (Correlação de Spearman= 0,298). Houve maior probabilidade de persistência de anticorpo IgG-S1 ao longo do tempo entre as amostras de indivíduos hospitalizados comparadas com amostras dos participantes não hospitalizados (p=0,001). Além disso, 9,2% dos indivíduos não soroconverteram. A análise mostrou uma associação da apresentação clínica leve com a não soroconversão. Em conclusão, nossos achados revelaram que a apresentação clínica grave de COVID-19 foi o principal fator de influência nos níveis séricos e na persistência de anticorpos IgG-S em COVID-19 após primo- infecção por SARs-CoV-2 em pacientes recuperados não vacinados. A COVID-19 leve foi associada a não soroconversão.
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Duas hipóteses têm preocupado: a primeira refere-se ao declínio dos níveis séricos dos anticorpos IgG ao longo do tempo, e a segunda relaciona-se com a possibilidade de que indivíduos com COVID-19 leve tenham menor probabilidade de soroconversão ou desenvolvem resposta imune menos robusta em comparação com aqueles que apresentam uma forma grave da doença. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a cinética de anticorpos específicos IgG-S contra o SARS-CoV-2 em pacientes não vacinados, recuperados da primeira infecção, de acordo com a gravidade da doença, e identificar os fatores associados à negativação sorológica em 386 dias após o início dos sintomas. Trata-se de um estudo prospectivo, com caráter analítico, realizado entre agosto de 2020 e junho de 2021 no ambulatório de egresso para recuperados de covid-19 em dois hospitais da cidade do Recife. 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Observamos uma fraca correlação entre o aumento da idade com a resposta humoral de IgG-S1 (Correlação de Spearman= 0,298). Houve maior probabilidade de persistência de anticorpo IgG-S1 ao longo do tempo entre as amostras de indivíduos hospitalizados comparadas com amostras dos participantes não hospitalizados (p=0,001). Além disso, 9,2% dos indivíduos não soroconverteram. A análise mostrou uma associação da apresentação clínica leve com a não soroconversão. Em conclusão, nossos achados revelaram que a apresentação clínica grave de COVID-19 foi o principal fator de influência nos níveis séricos e na persistência de anticorpos IgG-S em COVID-19 após primo- infecção por SARs-CoV-2 em pacientes recuperados não vacinados. A COVID-19 leve foi associada a não soroconversão.Since the emergence of the coronavirus disease 2019 (covid-19) pandemic, there has been a critical focus on understanding the kinetics of anti-SARS-CoV-2 antibodies, particularly the duration of IgG levels, due to their established role in protecting against reinfection. Two key concerns have emerged regarding immunity to covid -19: first, the potential decline in serum levels of IgG antibodies over time, and second, the possibility that individuals with mild cases are less likely to seroconvert or develop a robust immune response compared to those with a severe form of the disease. Therefore, the aim of this study was to analyze the kinetics of specific IgG-S antibodies against SARS-CoV-2 in unvaccinated patients who recovered from the first infection, according to disease severity, and to identify factors associated with serological negativity 386 days after symptom onset. This was a prospective analytical study conducted from August 2020 to June 2021 at the post-covid -19 recovery outpatient clinics of two hospitals in the city of Recife, Brazil. The study enrolled adult participants (aged 18 years or older) with a confirmed covid -19 diagnosis by RT-PCR. Participants were divided into two groups: those with mild symptoms and those with severe symptoms who required hospitalization. To assess both seroconversion and the concentration of serum antibodies, we employed a semiquantitative anti-SARS-CoV-2 ELISA kit to measure the specific response of IgG immunoglobulins directed against the spike protein subunit S1 (IgG-S1). Two hundred and thirty-eight recovered covid -19 individuals were included in this analysis: 87 hospitalized patients (contributing 148 samples) and 151 non-hospitalized individuals (contributing 220 samples). Within the hospitalized group, males (65.5%) and those exceeding 60 years of age (41.1%) were most prevalent. Additionally, prevalent comorbidities included hypertension (67.8%) and diabetes mellitus (37.9%). Notably, hospitalized covid -19-recovered patients exhibited consistently higher median serum IgG-S1 titers across all collection time points (p<0.001). Interestingly, a weak correlation (Spearman Correlation = 0.298) was observed between increasing age and the IgG-S1 humoral response. This study observed a higher likelihood of sustained IgG-S1 antibody levels over time in hospitalized patients compared to non-hospitalized participants (p=0.001). Moreover, 9.2% of individuals did not seroconvert. Univariate analysis revealed an association between mild clinical presentation and non- seroconversion. In conclusion, these findings suggest that the severe presentation of covid-19 was the primary factor influencing serum levels and persistence of IgG-S antibodies following primary SARS-CoV-2 infection in unvaccinated recovered patients. In other words, mild covid- 19 was associated with non-seroconversion. (p=0.001).porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Medicina TropicalUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAnticorposImunidade humoralSíndrome respiratória aguda severaSorodiagnóstico de COVID-19Vírus SARS-CoV- 2Avaliação da cinética de anticorpos específicos ao SARS-COV-2 de acordo com a gravidade da COVID-19 em pacientes atendidos na Região Metropolitana do Recife, Pernambucoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60129/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53ORIGINALTESE Marta Iglis de Oliveira.pdfTESE Marta Iglis de Oliveira.pdfapplication/pdf1269927https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60129/1/TESE%20Marta%20Iglis%20de%20Oliveira.pdf33686064f5fbe32cec3d1602b9e39122MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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