O direito à convivência familiar e comunitária: acolhimento institucional e incidência das recomendações internacionais na Política de Atenção à Criança e ao Adolescente no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: SANTANA, Nathália Gregório de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Servico Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34326
Resumo: Esta dissertação tem o objetivo de analisar os aspectos regulatórios da Política de Atenção à Criança e ao Adolescente no âmbito do direito a convivência familiar e comunitária e a incidência das recomendações internacionais. Partimos do pressuposto que o direito a convivência familiar e comunitária, embora seja assegurado na Lei Nº 8.069 de 13 de julho de 1990, e tenha sido amplamente discutida nos anos 2000, de onde foram elaborados documentos importantes para o reordenamento do acolhimento institucional e defesa da convivência familiar e comunitária, ainda apresenta muitas lacunas que defendemos ter relação intrínseca com a falta de investimento nos serviços de proteção, que por muitas vezes são negligenciados, ou suprimidos dentro da rede de atenção. Para a construção da análise, realizamos pesquisa qualitativa de caráter exploratório. As etapas da análise constituíram-se de pesquisa bibliográfica e análise documental, considerando os principais documentos de órgãos internacionais direcionados ao Brasil: Convenção Sobre os Direitos da Criança (1989) e Diretrizes de Cuidados Alternativos à Criança (2009), para compreender quais as orientações voltadas à convivência familiar e comunitária. Constatamos que o aprofundamento dos desmontes das políticas públicas e a disputa pelo fundo público faz com que se consolide na Política de Atenção à Criança e ao Adolescente medidas empresariais de gestão e organização nas Organizações Não-Governamentais, incentivadas pelas Organizações Internacionais Não-Governamentais e pela ausência do Estado na sua responsabilidade com esta política social. Concluímos que a incidência das recomendações internacionais se dá de formas diferentes em âmbito global e sobretudo local. No caso brasileiro as recomendações internacionais são perpassadas pela desresponsabilização do Estado que se omite diante da prioridade absoluta e transfere parte de suas funções a sociedade civil e pela culpabilização das famílias. O o direito a convivência familiar e comunitária é intrinsecamente relacionado com os aspectos econômicos e sociais das famílias e sua garantia perpassa pela superação das situações de violações de direitos acirradas pela questão social, nesse sentido analisamos as desigualdades regionais, característica marcante do país, como um fator que aprofunda a vulnerabilidade de crianças, adolescentes e suas famílias impactando na convivência familiar e comunitária.
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Partimos do pressuposto que o direito a convivência familiar e comunitária, embora seja assegurado na Lei Nº 8.069 de 13 de julho de 1990, e tenha sido amplamente discutida nos anos 2000, de onde foram elaborados documentos importantes para o reordenamento do acolhimento institucional e defesa da convivência familiar e comunitária, ainda apresenta muitas lacunas que defendemos ter relação intrínseca com a falta de investimento nos serviços de proteção, que por muitas vezes são negligenciados, ou suprimidos dentro da rede de atenção. Para a construção da análise, realizamos pesquisa qualitativa de caráter exploratório. As etapas da análise constituíram-se de pesquisa bibliográfica e análise documental, considerando os principais documentos de órgãos internacionais direcionados ao Brasil: Convenção Sobre os Direitos da Criança (1989) e Diretrizes de Cuidados Alternativos à Criança (2009), para compreender quais as orientações voltadas à convivência familiar e comunitária. Constatamos que o aprofundamento dos desmontes das políticas públicas e a disputa pelo fundo público faz com que se consolide na Política de Atenção à Criança e ao Adolescente medidas empresariais de gestão e organização nas Organizações Não-Governamentais, incentivadas pelas Organizações Internacionais Não-Governamentais e pela ausência do Estado na sua responsabilidade com esta política social. Concluímos que a incidência das recomendações internacionais se dá de formas diferentes em âmbito global e sobretudo local. No caso brasileiro as recomendações internacionais são perpassadas pela desresponsabilização do Estado que se omite diante da prioridade absoluta e transfere parte de suas funções a sociedade civil e pela culpabilização das famílias. O o direito a convivência familiar e comunitária é intrinsecamente relacionado com os aspectos econômicos e sociais das famílias e sua garantia perpassa pela superação das situações de violações de direitos acirradas pela questão social, nesse sentido analisamos as desigualdades regionais, característica marcante do país, como um fator que aprofunda a vulnerabilidade de crianças, adolescentes e suas famílias impactando na convivência familiar e comunitária.CAPESThis paper approaches the regulatory aspects of Public Policies for Child and Adolescent under the perspective of the right to experience family and community life, checking the incidence of international practices and recommendations. Based on the assumption that the right to experience family and community life, although is ensured by the application under law Nº 8.069/1990, which has been widely discussed in 2000s and resulted in many important documents that helped to reorganize the institutional sheltering and to ensure the family and community life, still has too many loopholes, which it is defended in this paper to have inherent relation with the lack of investment in child protection services, which are often neglected or suppressed in the social protection network. The first step for an analysis was a qualitative and exploratory research, which consisted of bibliographic research and documentary analysis, considering the most important documents from international organisms oriented to Brazil – The Convention on The Rights of The Child (1989) and The Guidelines of the Alternative Care for Child – in order to better comprehend which international orientations aimed at the family and community life. It was verified that the dismantling of the public policies and the dispute for public fund contribute to consolidate enterprise and management measures in the Public Policies for Child and Adolescent and in Non-Governmental Organizations, in the second case, it is encouraged by the International Non-Governmental Organizations and by the State’s absence in terms of social policies. The conclusion is that the incidence of international practices and recommendations is carried out in different ways, considering the global and mainly local scope. In Brazil, the international recommendations are passed through blaming the families and through the unaccountability of the State, which not only omit itself, but transfer part of its functions to civil society. In addition, the right to experience family and community life is intrinsically related to economic and social aspects of the family and to ensure it, it’s necessary to overcome the situations of rights violations stimulated by the social issue. Based on this point of view, the regional inequalities, very common in the country, were analyzed as an factor which deepens even more the vulnerabilities of children, adolescents and their families, impaction on the family and community life.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Servico SocialCHAVES, Helena Lúcia Augustohttp://lattes.cnpq.br/5573183166983755http://lattes.cnpq.br/8716353137691574SANTANA, Nathália Gregório de2019-10-08T18:53:35Z2019-10-08T18:53:35Z2019-03-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34326porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T13:38:10Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/34326Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T13:38:10Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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