Influência da temperatura nos aspectos reprodutivos da oliveira (Olea europaea L.) na região sul do Rio Grande do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Flávia Lourenço da
Orientador(a): Herter, Flávio Gilberto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18956
Resumo: Diante da importância da olivicultura no Rio Grande do Sul, responsável por aproximadamente 60% da produção nacional, este estudo teve como objetivo determinar os aspectos fenológicos e as exigências térmicas de cultivares de oliveira na Região Sul do Rio Grande do Sul, bem como avaliar os efeitos da temperatura na receptividade estigmática, na germinação do pólen e no crescimento do tubo polínico. Buscou-se, ainda, analisar a aplicação de boro, em diferentes concentrações, para mitigar os efeitos da temperatura sobre esses dois últimos processos. A tese compõem-se de quatro artigos, sendo o primeiro a caracterização fenológica das principais cultivares de oliveira em Dom Pedrito (RS), entre 2015 e 2024, relacionando aos estádios fenológicos e as condições térmicas locais. Foram determinadas a temperatura base inferior (Tb) e a soma térmica acumulada (STa) para cada estádio. Os principais resultados neste artigo foram que as cultivares Arbequina e Koroneiki apresentaram menores valores de Tb e ciclos fenológicos mais longos, enquanto Picual exigiu maior Tb, maior soma térmica acumulada (STa), e completou seu ciclo em menor tempo. No segundo artigo avaliou-se as exigências térmicas de quatro cultivares de oliveira (Arbequina, Koroneiki, Picual e Arbosana) no período de 2015 a 2024, com base nos estádios de brotação e floração. Foram determinadas as horas de frio (HF), unidades de frio (UF) e soma térmica acumulada. A partir dos resultados verificou-se que o acúmulo de frio variou entre 136 e 419 HF, enquanto a STa para a brotação e floração variou entre 61,50 e 242,80°C.dia-1. Arbequina e Koroneiki exigiram menos frio e apresentaram maior STa, já ´Picual´ demandou mais frio e menor STa. Invernos amenos anteciparam os eventos fenológicos, e a insuficiência de frio comprometeu a sincronia floral. O estudo reforça a importância da escolha adequada de cultivares e do manejo térmico para manter a produtividade em regiões subtropicais. No artigo três, avaliou- se os efeitos da temperatura (18 °C e 28 °C) e do tempo de exposição dos estigmas (24; 48; 72 e 96h) sobre a receptividade estigmática em cultivares de oliveira (Arbequina, Koroneiki e Picual), analisando a aderência, germinação do pólen e penetração dos tubos polínicos, realizado sob condições controladas na região Sul do Brasil (2023–2024). Os resultados indicaram que ‘Picual’ apresentou maior estabilidade e desempenho reprodutivo. A 28 °C, observou-se prolongamento da receptividade e maior germinação do pólen. ‘Koroneiki’ e ‘Arbequina’ mostraram maior sensibilidade térmica. Para o artigo quatro, foi avaliado, in vitro, os efeitos de diferentes temperaturas (12°C, 22°C, 25°C e 12-22°C) e concentrações de boro (0; 100; 150; 200; 250 e 300 mg·L⁻¹) na germinação do pólen e crescimento do tubo polínico das cultivares de oliveira Arbequina e Manzanilla. A germinação do pólen e o crescimento do tubo polínico em oliveiras variam conforme temperatura e concentrações de boro. ‘Manzanilla’ tolera baixas temperaturas e exige maiores concentrações; ‘Arbequina’ responde melhor a altas temperaturas e a concentrações moderadas. Doses acima de 200 mg·L⁻¹ são tóxicas, exigindo manejo específico por cultivar.
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spelling 2025-12-10T15:08:05Z2025-12-10T15:08:05Z2025-06-30SILVA, Flávia Lourenço da. Influência da temperatura nos aspectos reprodutivos da oliveira (Olea europaea L.) na região sul do Rio Grande do Sul. 2025. 134 f. Tese (Doutorado em Agronomia) - Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18956Diante da importância da olivicultura no Rio Grande do Sul, responsável por aproximadamente 60% da produção nacional, este estudo teve como objetivo determinar os aspectos fenológicos e as exigências térmicas de cultivares de oliveira na Região Sul do Rio Grande do Sul, bem como avaliar os efeitos da temperatura na receptividade estigmática, na germinação do pólen e no crescimento do tubo polínico. Buscou-se, ainda, analisar a aplicação de boro, em diferentes concentrações, para mitigar os efeitos da temperatura sobre esses dois últimos processos. A tese compõem-se de quatro artigos, sendo o primeiro a caracterização fenológica das principais cultivares de oliveira em Dom Pedrito (RS), entre 2015 e 2024, relacionando aos estádios fenológicos e as condições térmicas locais. Foram determinadas a temperatura base inferior (Tb) e a soma térmica acumulada (STa) para cada estádio. Os principais resultados neste artigo foram que as cultivares Arbequina e Koroneiki apresentaram menores valores de Tb e ciclos fenológicos mais longos, enquanto Picual exigiu maior Tb, maior soma térmica acumulada (STa), e completou seu ciclo em menor tempo. No segundo artigo avaliou-se as exigências térmicas de quatro cultivares de oliveira (Arbequina, Koroneiki, Picual e Arbosana) no período de 2015 a 2024, com base nos estádios de brotação e floração. Foram determinadas as horas de frio (HF), unidades de frio (UF) e soma térmica acumulada. A partir dos resultados verificou-se que o acúmulo de frio variou entre 136 e 419 HF, enquanto a STa para a brotação e floração variou entre 61,50 e 242,80°C.dia-1. Arbequina e Koroneiki exigiram menos frio e apresentaram maior STa, já ´Picual´ demandou mais frio e menor STa. Invernos amenos anteciparam os eventos fenológicos, e a insuficiência de frio comprometeu a sincronia floral. O estudo reforça a importância da escolha adequada de cultivares e do manejo térmico para manter a produtividade em regiões subtropicais. No artigo três, avaliou- se os efeitos da temperatura (18 °C e 28 °C) e do tempo de exposição dos estigmas (24; 48; 72 e 96h) sobre a receptividade estigmática em cultivares de oliveira (Arbequina, Koroneiki e Picual), analisando a aderência, germinação do pólen e penetração dos tubos polínicos, realizado sob condições controladas na região Sul do Brasil (2023–2024). Os resultados indicaram que ‘Picual’ apresentou maior estabilidade e desempenho reprodutivo. A 28 °C, observou-se prolongamento da receptividade e maior germinação do pólen. ‘Koroneiki’ e ‘Arbequina’ mostraram maior sensibilidade térmica. Para o artigo quatro, foi avaliado, in vitro, os efeitos de diferentes temperaturas (12°C, 22°C, 25°C e 12-22°C) e concentrações de boro (0; 100; 150; 200; 250 e 300 mg·L⁻¹) na germinação do pólen e crescimento do tubo polínico das cultivares de oliveira Arbequina e Manzanilla. A germinação do pólen e o crescimento do tubo polínico em oliveiras variam conforme temperatura e concentrações de boro. ‘Manzanilla’ tolera baixas temperaturas e exige maiores concentrações; ‘Arbequina’ responde melhor a altas temperaturas e a concentrações moderadas. Doses acima de 200 mg·L⁻¹ são tóxicas, exigindo manejo específico por cultivar.The main objective of this work was to investigate the phenological aspects and thermal requirements of olive cultivars in the Southern Region of Brazil, as well as to evaluate the effects of temperature on stigma receptivity, pollen germination, and pollen tube growth. Additionally, it aimed to verify whether the application of boron at different concentrations could mitigate the effects of temperature on the latter two processes. The first article refers to the phenological characterization of the main olive cultivars in the southern region of Rio Grande do Sul between 2015 and 2024, relating the phenological stages to local thermal conditions. The base temperature (Tb) and accumulated thermal sum (STa) were determined for each stage. The cultivars Arbequina and Koroneiki showed lower Tb values and longer phenological cycles, while Picual required a higher Tb, accumulated more STa, and completed its cycle in less time. The second article evaluated the thermal requirements of four olive cultivars (Arbequina, Koroneiki, Picual, and Arbosana) between 2015 and 2024, focusing on the bud break and flowering stages. Chill hours (CH), chill units (CU), and accumulated thermal sum (STa) were determined. Results showed that chill accumulation ranged from 136 to 419 CH, while STa for bud break and flowering ranged from 61.50 to 242.80°C·day⁻¹. Arbequina and Koroneiki required less chilling and presented higher STa, whereas Picual demanded more chilling and lower STa. Mild winters anticipated phenological events, and insufficient chilling compromised floral synchrony. The study reinforces the importance of proper cultivar choice and thermal management to maintain productivity in subtropical regions. The third article assessed the effects of temperature (18 °C and 28 °C) and stigma exposure time (24, 48, 72, and 96 hours) on stigma receptivity in olive cultivars (Arbequina, Koroneiki, and Picual), analyzing pollen adhesion, germination, and pollen tube penetration. Conducted under controlled conditions in Southern Brazil (2023–2024), results indicated that ‘Picual’ showed greater stability and reproductive performance. At 28 °C, stigma receptivity was prolonged, and pollen germination increased. ‘Koroneiki’ and ‘Arbequina’ showed greater thermal sensitivity. These data highlight the importance of thermal control to optimize olive fruit set. For the fourth article, in vitro effects of different temperatures (12°C, 22°C, 25°C, and 12–22°C alternation) and boron concentrations (0, 100, 150, 200, 250, and 300 mg·L⁻¹) on pollen germination and pollen tube growth of the olive cultivars Arbequina and Manzanilla were evaluated. Pollen germination and pollen tube growth in olive trees vary according to temperature and boron concentrations. ‘Manzanilla’ tolerates low temperatures and requires higher boron levels, while ‘Arbequina’ performs better at higher temperatures and moderate boron concentrations. Doses above 200 mg·L⁻¹ are toxic, requiring cultivar-specific management.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AgronomiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS AGRARIASAGRONOMIAOliviculturaFenologiaExigências térmicasReceptividade estigmáticaBoroInfluência da temperatura nos aspectos reprodutivos da oliveira (Olea europaea L.) na região sul do Rio Grande do SulInfluence of temperature on the reproductive aspects of olive tree (Olea europaea L.) in the southern region of Rio Grande do Sulinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/9372601530088321https://orcid.org/0000-0001-9652-1756http://lattes.cnpq.br/7773937279598687Costa, Vagner Brasilhttp://lattes.cnpq.br/3341925199997052Herter, Flávio GilbertoSilva, Flávia Lourenço dareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALtese_flavia_lourenço_silva.pdftese_flavia_lourenço_silva.pdfapplication/pdf6754075http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18956/1/tese_flavia_louren%c3%a7o_silva.pdfbb87f116a55975c37d461ff212f0c129MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18956/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTtese_flavia_lourenço_silva.pdf.txttese_flavia_lourenço_silva.pdf.txtExtracted texttext/plain253443http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18956/3/tese_flavia_louren%c3%a7o_silva.pdf.txt949ebad5b1ba12434df4dec59668e07cMD53open accessTHUMBNAILtese_flavia_lourenço_silva.pdf.jpgtese_flavia_lourenço_silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1272http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18956/4/tese_flavia_louren%c3%a7o_silva.pdf.jpge2d8164fdfccafba2fdf074b968db411MD54open accessprefix/189562025-12-11 03:05:55.388open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/18956VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-12-11T06:05:55Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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