Caracterização durante o tempo de armazenamento da xantana sintetizada por Xanthomonas arboricola pv. pruni modificada quimicamente por desacetilação e reticulação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Molon, Bruna de Oliveira
Orientador(a): Oliveira, Patrícia Diaz de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18304
Resumo: A goma xantana é um biopolímero produzido a partir de Xanthomonas, por fermentação apartir de fonte natural. As propriedades da goma são afetadas por sua composição química, estrutura e massa molecular, sendo amplamente utilizada na indústria de alimentos, farmacêutica e petrolífera. Neste trabalho foram produzidas xantanas a partir do processo fermentativo de Xanthomonas arborícolas pv pruni cepa 106 e xantana comercial (Jungbunzlauer®) utilizada como controle. A partir destas foram realizadas as modificações químicas pós-fermentativa, desacetilação e reticulação, e foi analisado o comportamento durante o tempo de armazenamento sob diferentes condições de temperatura (25 °C e 45 °C). As gomas foram caracterizadas em relação as análises do rendimento do processo, teor de umidade, teor de sais, a morfologia através das imagens de MEV e por fim caracterização dos grupos funcionais a partir do FTIR. Após, foram analisados ao longo do período de armazenamento o teor de acetil e piruvato, o grau de intumescimento e as propriedades reológicas das gomas. A partir dessas análises pode-se observar um rendimento médio no processo de fermentação da xantana pruini de 11,03 g L-1. Em relação a modificação química, o processo de desacetilação para xantana pruni apresentou baixo rendimento (58,7%) quando comparado com o processo de desacetilação da xantana comercial (82,7%). Já o processo de reticulação com glutaraldeído apresentou altos rendimento 90,7% para xantana pruni e 81,5% para xantana comercial. As xantanas armazenadas a 45 °C apresentaram uma redução média de 60% do teor de umidade no final do armazenamento. A xantana pruni natural apresentou elevado teor de potássio (44,2 mg g-1) em relação a xantana comercial natural (0,8 mg g-1). Através da microscopia eletrônica de varredura (MEV) do pó de xantana, observou-se diferenças na superfície entre as xantanas naturais e modificadas. A partir das análises de FTIR verificou-se alteração nos grupos funcionais presentes nas gomas, comprovando a inserção de novos grupamentos ativos, devido às modificações químicas pós-fermentativas que foram realizadas. A xantana comercial natural, em sua composição química apresentou elevado conteúdo de acetila (4,97%) em relação a xantana pruni natural (1,33%). O conteúdo de piruvato não foi alterado com a desacetilação termoquímica. O comportamento do grau de intumescimento em quase todas as xantanas, exceto para xantana pruni reticulada, apresentaram um aumento no grau de intumescimento com o decorrer do tempo de análise. Para a xantana pruni reticulada, observou-se uma redução no grau de intumescimento (inferior a 40%) e na viscosidade, afirmando que a reticulação com glutaraldeído afeta diretamente a solubilidade da xantana. Por fim, conclui-se que, a viscosidade das xantanas pruni e comercial, são influenciadas diretamente pelas modificações químicas e pela temperatura de armazenamento.
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spelling 2025-10-28T09:22:10Z2025-10-28T09:22:10Z2019-04-26MOLON, Bruna de Oliveira. Caracterização durante o tempo de armazenamento da xantana sintetizada por Xanthomonas arboricola pv. pruni modificada quimicamente por desacetilação e reticulação. 2019. 88f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, Centro de Desenvolvimento Tecnológico, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2019.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18304A goma xantana é um biopolímero produzido a partir de Xanthomonas, por fermentação apartir de fonte natural. As propriedades da goma são afetadas por sua composição química, estrutura e massa molecular, sendo amplamente utilizada na indústria de alimentos, farmacêutica e petrolífera. Neste trabalho foram produzidas xantanas a partir do processo fermentativo de Xanthomonas arborícolas pv pruni cepa 106 e xantana comercial (Jungbunzlauer®) utilizada como controle. A partir destas foram realizadas as modificações químicas pós-fermentativa, desacetilação e reticulação, e foi analisado o comportamento durante o tempo de armazenamento sob diferentes condições de temperatura (25 °C e 45 °C). As gomas foram caracterizadas em relação as análises do rendimento do processo, teor de umidade, teor de sais, a morfologia através das imagens de MEV e por fim caracterização dos grupos funcionais a partir do FTIR. Após, foram analisados ao longo do período de armazenamento o teor de acetil e piruvato, o grau de intumescimento e as propriedades reológicas das gomas. A partir dessas análises pode-se observar um rendimento médio no processo de fermentação da xantana pruini de 11,03 g L-1. Em relação a modificação química, o processo de desacetilação para xantana pruni apresentou baixo rendimento (58,7%) quando comparado com o processo de desacetilação da xantana comercial (82,7%). Já o processo de reticulação com glutaraldeído apresentou altos rendimento 90,7% para xantana pruni e 81,5% para xantana comercial. As xantanas armazenadas a 45 °C apresentaram uma redução média de 60% do teor de umidade no final do armazenamento. A xantana pruni natural apresentou elevado teor de potássio (44,2 mg g-1) em relação a xantana comercial natural (0,8 mg g-1). Através da microscopia eletrônica de varredura (MEV) do pó de xantana, observou-se diferenças na superfície entre as xantanas naturais e modificadas. A partir das análises de FTIR verificou-se alteração nos grupos funcionais presentes nas gomas, comprovando a inserção de novos grupamentos ativos, devido às modificações químicas pós-fermentativas que foram realizadas. A xantana comercial natural, em sua composição química apresentou elevado conteúdo de acetila (4,97%) em relação a xantana pruni natural (1,33%). O conteúdo de piruvato não foi alterado com a desacetilação termoquímica. O comportamento do grau de intumescimento em quase todas as xantanas, exceto para xantana pruni reticulada, apresentaram um aumento no grau de intumescimento com o decorrer do tempo de análise. Para a xantana pruni reticulada, observou-se uma redução no grau de intumescimento (inferior a 40%) e na viscosidade, afirmando que a reticulação com glutaraldeído afeta diretamente a solubilidade da xantana. Por fim, conclui-se que, a viscosidade das xantanas pruni e comercial, são influenciadas diretamente pelas modificações químicas e pela temperatura de armazenamento.Xanthan gum is a biopolymer produced from Xanthomonas by fermentation from a natural source. The properties of gum are affected by their chemical composition, structure and molecular mass, being widely used in the food, pharmaceutical and oil industry. In this work were produced from the fermentation process of Xanthomonas arborícolas pv pruni strain 106 and commercial xanthan (Jungbunzlauer®) used as control. The post-fermentation, deacetylation and cross-linking chemical modifications were carried out, and the behavior during the storage time under different temperature conditions (25 °C and 45 °C) was analyzed. The gums were characterized in relation to the analysis of the process yield, moisture content, salt content, morphology through MEV images and finally characterization of the functional groups from the FTIR. After that, the content of acetyl and pyruvate, the degree of swelling and the rheological properties of the gums were analyzed during the storage period. From these analyzes we can observe an average yield in the fermentation process of xanthan pruni of 11.03 g L-1. In relation to the chemical modification the deacetylation process for xanthan pruni presented low yield (58.7%) when compared to the deacetylation process of commercial xanthan (82.7%). The crosslinking process with glutaraldehyde showed high yields of 90.7% for xanthan pruni and 81.5% for commercial xanthan. The xanthanes stored at 45 °C showed a mean reduction of 60% of moisture content at the end of storage. Natural pruni xanthan showed high potassium content (44.2 mg g-1) compared to natural commercial xanthan (0.8 mg g-1). With the scanning electron microscopy (SEM) of the xanthan powder, surface differences between the natural and modified xanthans were observed. From the analyzes of FTIR, it was verified a change in the functional groups present in the gums, thus proving the insertion of new active groups, due to the post-fermentative chemical modifications that were performed. The natural commercial xanthan in its chemical composition showed high acetyl content (4.97%) in relation to natural pruni xanthan (1.33%). The pyruvate content was not altered with thermochemical deacetylation. The behavior of swelling degree in almost all xanthans, except for reticulated xanthan pruni, showed an increase of swelling degree with the course of the analysis time. For the crosslinked xanthan pruni, a reduction of swelling degree (less than 40%) and viscosity was observed, stating that glutaraldehyde cross-linking directly affects the solubility of xanthan. Finally, it is concluded that the viscosity of pruni and commercial xanthan are directly influenced by the chemical modifications and the storage temperature.Sem bolsaporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em BiotecnologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS BIOLOGICASBIOLOGIA GERALBIOENGENHARIAXantanaModificações químicasTemperaturaArmazenamentoGrau de IntumescimentoXanthanChemical modificationsTemperatureStorageSwelling degreeCaracterização durante o tempo de armazenamento da xantana sintetizada por Xanthomonas arboricola pv. pruni modificada quimicamente por desacetilação e reticulaçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/9314949250036427http://lattes.cnpq.br/1060461434205246Gonçalves, Janaína Oliveirahttp://lattes.cnpq.br/9378137815366494Oliveira, Patrícia Diaz deMolon, Bruna de Oliveirareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALDissertação_Bruna Molon.pdfDissertação_Bruna Molon.pdfapplication/pdf3395804http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18304/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Bruna%20Molon.pdfafddcd7690866dda83fb39c72a5dc8b0MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18304/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTDissertação_Bruna Molon.pdf.txtDissertação_Bruna Molon.pdf.txtExtracted texttext/plain158419http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18304/3/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Bruna%20Molon.pdf.txt1ef2202b032de5399108d66d53aba5c6MD53open accessTHUMBNAILDissertação_Bruna Molon.pdf.jpgDissertação_Bruna Molon.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1420http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18304/4/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Bruna%20Molon.pdf.jpg0a6d3451c1f7e9a34d7d0a3ae2eff731MD54open accessprefix/183042025-10-29 03:01:22.382open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/18304TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-10-29T06:01:22Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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