O que a morfologia craniana pode dizer sobre variabilidade intraespecífica, evolução e comportamento das tartarugas-verde juvenis? : uma ferramenta importante para a conservação das tartarugas marinhas no sudoeste do Oceano Atlântico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Coelho, Valéria Fernanda
Orientador(a): Domit, Camila
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/46189
Resumo: Orientadora : Draª. Camila Domit
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spelling Coelho, Valéria FernandaCamargo, Mauricio Garcia deUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Terra. Centro de Estudos do Mar. Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e OceânicosDomit, Camila2017-08-23T19:17:30Z2017-08-23T19:17:30Z2015http://hdl.handle.net/1884/46189Orientadora : Draª. Camila DomitCoorientador : Dr. Mauricio Garcia de CamargoDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Terra, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos. Defesa: Pontal do Paraná, 25/03/2015Inclui referências : f. 40-50Área de concentração: Biologia e ecologia de sistemasResumo: Ecossistemas marinhos e sua biodiversidade enfrentam diversas ameaças decorrentes de atividades antrópicas. O conhecimento quanto às variações morfológicas é a base para a avaliação do grau de impacto e de ameaça de extinção a que estão submetidas às diferentes espécies. A morfologia craniana dos animais é resultado da interação entre a expressão gênica e a ação ambiental, sendo este um parâmetro essencial na avaliação populacional. A tartaruga-verde é uma espécie ameaçada de extinção, migratória, de ampla área de vida e que apresenta variações genéticas entre sítios de nascimento. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi analisar em uma área de alimentação composta por estoque genético misto, as variações na forma do crânio de tartarugas-verde juvenis considerando o sexo, a idade e a origem genética como fatores de variação. Os animais analisados provieram de encalhes no litoral do Paraná e o sexo e idade dos indivíduos foram determinados em estudos prévios. A determinação de origem foi avaliada neste estudo a partir do DNA mitocondrial (10 haplótipos identificados). A análise de estoque misto sugere que as tartarugas-verde juvenis da área de alimentação do Paraná são originadas principalmente na Ilha de Ascensão (65%), com menor contribuição dos sítios de nidificação de Suriname (10%), São Tomé (9%) e Bioko (6%). A origem foi o principal fator de diferenciação morfológica, onde os indivíduos oriundos do sul do Caribe possuem um alongamento na porção anterior do crânio e estreitamento na região posterior em relação às populações do Atlântico Sul e África. Tais resultados trazem informações sobre aspectos evolutivos, ecológicos e biogeográficos da espécie, que indicam a conectividade entre as áreas de alimentação do sudoeste do oceano Atlântico com as áreas de nidificação do Atlântico Sul, África e do sul do Caribe, destacando a importância dos corredores migratórios e de ações de manejo integradas em âmbito internacional. Dessa forma, a análise da morfologia craniana é uma importante ferramenta na avaliação de estoques populacionais e para subsidiar o estabelecimento de unidades de manejo para a conservação das tartarugas-verde. PALAVRAS-CHAVE: Chelonia mydas - variação intraespecífica - origem - área de alimentação - unidades de manejoAbstract: Marine ecosystems and biodiversity are under threats because of human activities. Knowledge about intra-specific morphological variations is required to evaluate levels of impact and the threat of species extinction. The cranial morphology is a result of interactions between gene expression and environmental action, which is an essential parameter in population assessments. The present study aimed to analyze skull shape and size variation in stranded juvenile green turtles along beaches in Parana, Brazil considering the sex, age and genetic origin as variation factors. The origin determination was evaluated in this study from the mitochondrial DNA (10 haplotypes) and showed that the samples originated mainly from Ascension Island (65%), with a lower contribution from Suriname (10%), São Tomé (9%) and Bioko (6%) rookeries. There were differences in skull shape between males and female; which did not necessarily reflect sexual dimorphism, but rather, could be a genetic factor. When evaluating age, the skull size was structurally larger in 5+ year-old green turtles than younger juveniles, which suggests an ontogenetic phase change. The origin was the main factor explaining intraspecific variation in skull morphology, which individuals from the southern Caribbean (CM-A5) having a more protracted anterior skull and narrower posterior skulls than those from the South Atlantic (CM-A8). Molecular studies suggest distinct evolutionary lineages among Atlantic green turtles affecting skull shape and size. These results contribute evolutionary, ecological and with biogeographic information about the species. In addition to indicating the connectivity between the feeding areas in southwestern Atlantic Ocean with the nesting areas of the south Atlantic, Africa and the southern Caribbean, the results highlight the importance of migratory corridor and integrated management actions. Thus, the analysis of cranial morphology is an important tool in the evaluation of population stocks and to support the establishment of management units for green turtle conservation. ADDITIONAL KEYWORDS: Chelonia mydas - intraspecific variation - origin - feeding ground - management unit.53 f. : il., mapas, tabs.application/pdfDisponível em formato digitalOceanografiaQuelonioEcossistema marinho - Conservação - BrasilMorfologia (Animais)O que a morfologia craniana pode dizer sobre variabilidade intraespecífica, evolução e comportamento das tartarugas-verde juvenis? : uma ferramenta importante para a conservação das tartarugas marinhas no sudoeste do Oceano Atlânticoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - VALERIA FERNANDA COELHO.pdfapplication/pdf1356940https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/46189/1/R%20-%20D%20-%20VALERIA%20FERNANDA%20COELHO.pdf3128824dc01fa3fd413b849edfeea1deMD51open access1884/461892017-08-23 16:17:31.168open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/46189Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082017-08-23T19:17:31Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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