Adesão à dieta mediterrânea e relação com níveis de antioxidantes e composição corporal em pacientes com condição pós COVID-19
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/295180 |
Resumo: | Introdução: A condição pós-COVID-19 tem sido associada à inflamação sistêmica e ao comprometimento do estado nutricional, com o estresse oxidativo se destacando como um possível elemento central na sua fisiopatologia. Objetivo: Investigar a relação entre biomarcadores de estresse oxidativo, adesão à dieta mediterrânea, composição corporal e marcadores inflamatórios em indivíduos com sintomas persistentes após COVID-19 grave. Métodos: Este estudo transversal incluiu adultos que sobreviveram à forma grave da COVID-19 e que ainda apresentavam sintomas persistentes por pelo menos três meses após a alta hospitalar. Foram analisadas as concentrações séricas de carbonilas, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), grupos sulfidrila, glutationa reduzida (GSH), proteína C reativa (PCR), albumina e interleucina-6 (IL-6). A adesão à dieta mediterrânea foi avaliada pelo questionário Mediterranean Diet Adherence Screener (MEDAS), e a composição corporal, por meio de Absorciometria por Dupla Emissão de Raios-X (DXA). Para comparação entre grupos, utilizou-se o teste t de Student ou o teste U de Mann–Whitney para variáveis contínuas e o teste do qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas. Os participantes foram estratificados com base na mediana das variáveis, e aplicaram-se modelos de regressão de Poisson ajustados por idade, sexo, nível de atividade física e obesidade. O nível de significância adotado foi de p < 0,05, e as análises foram realizadas no software IBM SPSS® Statistics v.27. Resultados: Foram avaliados 123 participantes (média de idade: 51 ± 13,2 anos; 53% do sexo masculino; 75% com obesidade). A mediana do escore MEDAS foi 4. Indivíduos com menor adesão à dieta mediterrânea apresentaram maiores níveis de GSH (56% vs. 39%; p < 0,04), embora não tenham sido observadas diferenças significativas nos marcadores pró-oxidantes. Participantes com maiores concentrações de grupos sulfidrila apresentaram menor percentual de gordura corporal (40,05% vs. 46,22%; p < 0,02), maior massa magra apendicular (27,30 kg vs. 19,81 kg; p < 0,01) e menores níveis de PCR (0,00 mg/dL vs. 0,86 mg/dL; p < 0,01) e IL-6 (3,25 mg/dL vs. 4,80 mg/dL; p < 0,04). Conclusão: Neste estudo transversal com sobreviventes de COVID-19 grave, a menor adesão à dieta mediterrânea foi associada a níveis elevados de GSH. Além disso, os participantes com níveis mais altos de grupos sulfidrila apresentaram perfil corporal mais favorável e menores níveis de inflamação sistêmica, mesmo após 17 meses da alta hospitalar. |
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Fernandes, DaieniDall'Alba, Valesca2025-08-13T08:02:45Z2025http://hdl.handle.net/10183/295180001291207Introdução: A condição pós-COVID-19 tem sido associada à inflamação sistêmica e ao comprometimento do estado nutricional, com o estresse oxidativo se destacando como um possível elemento central na sua fisiopatologia. Objetivo: Investigar a relação entre biomarcadores de estresse oxidativo, adesão à dieta mediterrânea, composição corporal e marcadores inflamatórios em indivíduos com sintomas persistentes após COVID-19 grave. Métodos: Este estudo transversal incluiu adultos que sobreviveram à forma grave da COVID-19 e que ainda apresentavam sintomas persistentes por pelo menos três meses após a alta hospitalar. Foram analisadas as concentrações séricas de carbonilas, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), grupos sulfidrila, glutationa reduzida (GSH), proteína C reativa (PCR), albumina e interleucina-6 (IL-6). 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Indivíduos com menor adesão à dieta mediterrânea apresentaram maiores níveis de GSH (56% vs. 39%; p < 0,04), embora não tenham sido observadas diferenças significativas nos marcadores pró-oxidantes. Participantes com maiores concentrações de grupos sulfidrila apresentaram menor percentual de gordura corporal (40,05% vs. 46,22%; p < 0,02), maior massa magra apendicular (27,30 kg vs. 19,81 kg; p < 0,01) e menores níveis de PCR (0,00 mg/dL vs. 0,86 mg/dL; p < 0,01) e IL-6 (3,25 mg/dL vs. 4,80 mg/dL; p < 0,04). Conclusão: Neste estudo transversal com sobreviventes de COVID-19 grave, a menor adesão à dieta mediterrânea foi associada a níveis elevados de GSH. Além disso, os participantes com níveis mais altos de grupos sulfidrila apresentaram perfil corporal mais favorável e menores níveis de inflamação sistêmica, mesmo após 17 meses da alta hospitalar.Background: Post-COVID-19 condition has been associated with systemic inflammation and impaired nutritional status, with oxidative stress potentially playing a central role in its pathophysiology. Objective: To investigate the association between oxidative stress biomarkers, adherence to the Mediterranean diet, body composition, and inflammatory markers in individuals with persistent symptoms following severe COVID-19. Methods: This cross-sectional study included adults who had survived severe COVID-19 and continued to report persistent symptoms for at least three months after hospital discharge. Serum levels of protein carbonyls, thiobarbituric acid reactive substances (TBARS), sulfhydryl groups, reduced glutathione (GSH), C-reactive protein (CRP), albumin, and interleukin-6 (IL-6) were analyzed. Adherence to the Mediterranean diet was assessed using the Mediterranean Diet Adherence Screener (MEDAS), and body composition was evaluated by Dual-Energy X-ray Absorptiometry (DXA). Continuous variables were compared using Student’s t-test or the Mann–Whitney U test, and categorical variables using the chi-square test or Fisher’s exact test. Participants were stratified based on the median values of the variables. Poisson regression models were applied, adjusting for age, sex, physical activity level, and obesity. Statistical significance was set at p < 0.05. Analyses were performed using IBM SPSS® Statistics, version 27. Results: A total of 123 participants were evaluated (mean age: 51 ± 13.2 years; 53% male; 75% with obesity). The median MEDAS score was 4. Individuals with lower adherence to the Mediterranean diet had higher GSH levels (56% vs. 39%; p < 0.04), although no significant differences were observed in pro-oxidant markers. Participants with higher sulfhydryl concentrations presented with lower body fat percentage (40.05% vs. 46.22%; p < 0.02), greater appendicular lean mass (27.30 kg vs. 19.81 kg; p < 0.01), and lower levels of CRP (0.00 mg/dL vs. 0.86 mg/dL; p < 0.01) and IL-6 (3.25 mg/dL vs. 4.80 mg/dL; p < 0.04). Conclusion: In this cross-sectional study of survivors of severe COVID-19, lower adherence to the Mediterranean diet was associated with elevated GSH levels. Additionally, participants with higher sulfhydryl levels exhibited more favorable body composition and reduced systemic inflammation, even 17 months after hospital discharge.application/pdfporCOVID-19Síndrome de pós-COVID-19 agudaComposição corporalEstresse oxidativoAntioxidantesDieta mediterrâneaCOVID-19 pandemicPost-acute COVID-19 syndromeBody compositionOxidative stressMediterranean dietAdesão à dieta mediterrânea e relação com níveis de antioxidantes e composição corporal em pacientes com condição pós COVID-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências em Gastroenterologia e HepatologiaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001291207.pdf.txt001291207.pdf.txtExtracted Texttext/plain53526http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/295180/2/001291207.pdf.txt97fb979008e8a9361cd10f985b00791fMD52ORIGINAL001291207.pdfTexto parcialapplication/pdf1107907http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/295180/1/001291207.pdf3fc0178c448c5fc2946bc3f98a4295dfMD5110183/2951802025-08-14 08:01:26.088292oai:www.lume.ufrgs.br:10183/295180Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-08-14T11:01:26Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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