Associação entre ingestão dietética de vitamina A, carotenoides e saúde óssea em mulheres na pós- menopausa
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Palavras-chave em Português: | |
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| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/301520 |
Resumo: | Contexto: Diversos estudos epidemiológicos ressaltam a importância dos fatores de estilo de vida, incluindo a dieta, na prevenção de osteoporose em mulheres de meia-idade. A vitamina A tem sido extensivamente estudada por seu papel na saúde óssea. Os efeitos protetores da vitamina A sobre os ossos foram relatados em várias coortes, estudos de caso-controle e estudos transversais, nos quais se encontrou associação positiva entre a ingestão de vitamina A e a densidade mineral óssea (DMO), bem como a redução no risco de fraturas. Antioxidantes dietéticos, incluindo os carotenoides, são importantes para a eliminação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e vêm sendo associados à diminuição do risco de osteoporose. No entanto, poucos estudos observacionais se concentraram na relação entre a ingestão de carotenoides específicos (além do β-caroteno) e a DMO. Objetivo: avaliar as associações entre a ingestão de vitamina A total e carotenoides específicos (α-caroteno, β-caroteno, β-criptoxantina, licopeno e luteína+zeaxantina) e a DMO em mulheres na pós-menopausa recente. Métodos: Análise secundária de estudo transversal avaliando, no total, 103 mulheres na pós-menopausa com idade média de 55,2 ± 4,9 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 27,2 ± 4,6 kg/m2. As ingestões de vitamina A, α-caroteno, β-caroteno, β-criptoxantina, licopeno e luteína+zeaxantina foram estimadas a partir de um questionário de frequência alimentar validado. A DMO foi medida por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA), e a baixa massa óssea foi definida como T-score <-1 em pelo menos um sítio. Modelos de regressão de Poisson com estimativas robustas foram utilizados para testar as associações entre vitamina A, carotenoides e baixa massa óssea, ajustado para fatores relacionados à DMO, como idade, uso prévio de terapia hormonal e IMC. Resultados: Níveis mais altos de ingestão de α-caroteno foram associados à menor prevalência de baixa massa óssea. Maior ingestão de β-caroteno e luteína+zeaxantina também foi associada a uma menor presença de baixa massa óssea. Não houve associação significativa entre a ingestão total de vitamina A, β-criptoxantina e licopeno e o diagnóstico de baixa massa óssea. Análises estratificadas indicaram que, em mulheres com sobrepeso, maior DMO da coluna lombar foi observada com o aumento dos tercis de consumo de β-caroteno e luteína+zeaxantina, enquanto maior DMO do colo do fêmur foi observada com o aumento dos tercis de α-caroteno e luteína+zeaxantina. Conclusões: O aumento da ingestão alimentar de carotenoides (exceto β-criptoxantina e licopeno) foi associado a maior massa óssea em mulheres na pós-menopausa recente, particularmente naquelas com IMC > 25 kg/m2. |
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Oliveira, Ariádrine Freitas deSilva, Thaís Rasia da2026-02-14T06:57:16Z2025http://hdl.handle.net/10183/301520001301339Contexto: Diversos estudos epidemiológicos ressaltam a importância dos fatores de estilo de vida, incluindo a dieta, na prevenção de osteoporose em mulheres de meia-idade. A vitamina A tem sido extensivamente estudada por seu papel na saúde óssea. Os efeitos protetores da vitamina A sobre os ossos foram relatados em várias coortes, estudos de caso-controle e estudos transversais, nos quais se encontrou associação positiva entre a ingestão de vitamina A e a densidade mineral óssea (DMO), bem como a redução no risco de fraturas. Antioxidantes dietéticos, incluindo os carotenoides, são importantes para a eliminação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e vêm sendo associados à diminuição do risco de osteoporose. No entanto, poucos estudos observacionais se concentraram na relação entre a ingestão de carotenoides específicos (além do β-caroteno) e a DMO. Objetivo: avaliar as associações entre a ingestão de vitamina A total e carotenoides específicos (α-caroteno, β-caroteno, β-criptoxantina, licopeno e luteína+zeaxantina) e a DMO em mulheres na pós-menopausa recente. Métodos: Análise secundária de estudo transversal avaliando, no total, 103 mulheres na pós-menopausa com idade média de 55,2 ± 4,9 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 27,2 ± 4,6 kg/m2. As ingestões de vitamina A, α-caroteno, β-caroteno, β-criptoxantina, licopeno e luteína+zeaxantina foram estimadas a partir de um questionário de frequência alimentar validado. A DMO foi medida por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA), e a baixa massa óssea foi definida como T-score <-1 em pelo menos um sítio. Modelos de regressão de Poisson com estimativas robustas foram utilizados para testar as associações entre vitamina A, carotenoides e baixa massa óssea, ajustado para fatores relacionados à DMO, como idade, uso prévio de terapia hormonal e IMC. Resultados: Níveis mais altos de ingestão de α-caroteno foram associados à menor prevalência de baixa massa óssea. Maior ingestão de β-caroteno e luteína+zeaxantina também foi associada a uma menor presença de baixa massa óssea. Não houve associação significativa entre a ingestão total de vitamina A, β-criptoxantina e licopeno e o diagnóstico de baixa massa óssea. Análises estratificadas indicaram que, em mulheres com sobrepeso, maior DMO da coluna lombar foi observada com o aumento dos tercis de consumo de β-caroteno e luteína+zeaxantina, enquanto maior DMO do colo do fêmur foi observada com o aumento dos tercis de α-caroteno e luteína+zeaxantina. Conclusões: O aumento da ingestão alimentar de carotenoides (exceto β-criptoxantina e licopeno) foi associado a maior massa óssea em mulheres na pós-menopausa recente, particularmente naquelas com IMC > 25 kg/m2.Background: Several epidemiological studies highlight the importance of lifestyle factors, including diet, in the prevention of osteoporosis in middle-aged women. vitamin A has been extensively studied for its role in bone health. The protective effects of vitamin A on bone have been reported in several cohort, case-control, and cross- sectional studies, where a positive association was found between vitamin A intake and bone mineral density (BMD), as well as a reduction in fracture risk. Dietary antioxidants, including carotenoids, are important for the scavenging of reactive oxygen species (ROS) and have been associated with a decreased risk of osteoporosis. However, few observational studies have focused on the relationship between the intake of specific carotenoids (other than β-carotene) and BMD. Objective: To evaluate the associations between intake of total vitamin A and specific carotenoids (α-carotene, β-carotene, β-cryptoxanthin, lycopene, and lutein+zeaxanthin) and BMD in recently postmenopausal women. Methods: Secondary analysis of a cross-sectional study evaluating, a total of, 103 postmenopausal women with a mean age of 55.2 ± 4.9 years and mean body mass index (BMI) of 27.2 ± 4.6 kg/m2. Intakes of vitamin A, α-carotene, β-carotene, β-cryptoxanthin, lycopene, and lutein+zeaxanthin were estimated from a validated food frequency questionnaire. BMD was measured by dual-energy X-ray absorptiometry (DXA), and low bone mass was defined as a T-score <-1 in at least one site. Poisson regression models with robust estimates were used to test the associations between vitamin A, carotenoids and low bone mass, adjusting for BMD-related factors such as age, previous use of hormone therapy and BMI. Results: Higher levels of α-carotene intake were associated with a lower prevalence of low bone mass. Higher intake of β-carotene and lutein+zeaxanthin was also associated with a lower prevalence of low bone mass. There was no significant association between total intake of vitamin A, β-cryptoxanthin and lycopene and diagnosis of low bone mass. Stratified analyses indicated that, in overweight women, higher lumbar spine BMD was observed with increasing tertiles of β-carotene and lutein+zeaxanthin intake, while higher femoral neck BMD was observed with increasing tertiles of α-carotene and lutein+zeaxanthin intake. Conclusions: Increased dietary intake of carotenoids (except β-cryptoxanthin and lycopene) was associated with higher bone mass in recently postmenopausal women, particularly in those with BMI>25 kg/m2.application/pdfporMenopausaDensidade ósseaVitamina ACarotenóidesMenopauseBone mineral densityVitamin ACarotenoidsAssociação entre ingestão dietética de vitamina A, carotenoides e saúde óssea em mulheres na pós- menopausainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências Médicas: EndocrinologiaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301339.pdf.txt001301339.pdf.txtExtracted Texttext/plain35214http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301520/2/001301339.pdf.txte38655e00aa87a444c0010a2d4263050MD52ORIGINAL001301339.pdfTexto parcialapplication/pdf286838http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301520/1/001301339.pdfeb738d8b65fdf71019737cc598e45c73MD5110183/3015202026-02-15 09:03:16.212693oai:www.lume.ufrgs.br:10183/301520Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-02-15T11:03:16Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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