A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Anele, Carolina Ribeiro
Orientador(a): Silva, Clecio Homrich da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/211294
Resumo: Introdução: a mortalidade infantil é um importante e sensível indicador de saúde em diversos países, sobretudo, nos subdesenvolvidos e naqueles em desenvolvimento. Por isso, o monitoramento constante das taxas de mortalidade infantil (MI) e dos seus fatores determinantes são fundamentais para a elaboração e planejamento de políticas públicas na área da saúde materno-infantil. Dessa forma, o presente estudo comparou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da macrorregião de domicílio materno com a escolaridade materna e sua associação com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre. Métodos: trata-se de um estudo de coorte retrospectivo com informações oriundas dos Sistemas de Informação em Saúde de Nascidos Vivos e de Mortalidade (SINASC e SIM). Posteriormente, se desenvolveu um linkage entre os dois bancos por intermédio do número da Declaração de Nascido Vivo, nome da mãe e data de nascimento. Adicionalmente foi incluída a variável IDHM das macrorregiões de domicílio materno e seus três componentes: IDHM Renda (IDHMR), IDHM Longevidade (IDHML) e IDHM Educação (IDHME), os quais, posteriormente, foram classificados em baixo, médio, alto e muito alto. A análise descritiva das variáveis foi apresentada como frequências absolutas e relativas. Para verificar a associação das variáveis qualitativas foi realizado o teste de Quiquadrado. A associação entre os fatores determinantes envolvidos (variáveis independentes) com o desfecho do estudo foi realizada por análise bivariada através da regressão de Poisson simples. Aquelas que demonstraram associação estatisticamente significativa (p<0,001) foram utilizadas numa regressão de Poisson múltipla para variâncias robustas – modelo ajustado. O estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMSPA) por intermédio, respectivamente, dos protocolos 2.940.235 e 3.153.671. Resultados: foram incluídos no estudo 311.361 crianças, das quais 2.271 foram a óbito. No presente estudo foram fatores de risco para a mortalidade infantil ser mãe solteira, separada ou viúva (RR= 1,95; IC95%: 1,77-2,15) ou com um pré-natal com um número inferior a sete consultas [nenhuma (RR=14,04 IC95%: 12,41-15,89) ou de 1 a 3 (RR= 7,53 IC95%: 6,73-8,43) ou de 4 a 6 (RR= 3,30; IC95%: 2,96-3,69)]; recém-nascidos com Índice de Apgar menor que sete no 5º minuto (RR= 42,82; IC95% 39,34-46,62), nascidos pré-termos [com idade gestacional igual ou menor que 27 semanas (RR=173,29; IC95% 159,58-188,17) ou de 28 a 21 (RR= 40,21; IC95%35,62-45,39) ou de 32 a 36 semanas (RR= 4,01; IC95% 3,53-4,55)] ou em hospital público (RR= 3,64; IC95% 3,15-4,21) ou misto (RR= 3,29; IC95% 2,82-3,84). Ao contrário, mães primíparas (RR=0,77; IC95% 0,71- 0,84) e recém-nascidos com peso maior que 2.500 gramas (RR=0,59; IC95% 0,05- 0,06) ou do sexo feminino (RR=0,88; IC95% 0,81-0,96) foram protetores. O IDHM da macrorregião de domicílio materno não apresentou associação com a MI, após ser controlado para escolaridade materna e ajustado para as demais variáveis confundidoras e/ou mediadoras. Diferentemente, a baixa escolaridade materna (<8 anos de estudo) demonstrou associação com a MI (p<0,001). Conclusão: o IDHM das macrorregiões do domicílio materno não mostrou associação com a MI, enquanto, ao contrário, a menor escolaridade materna mostrou influência. Assim, embora já consolidados na literatura, os fatores como o número de consultas pré-natais menor que sete, a idade gestacional menor que 37 semanas, o Índice de Apgar do recémnascido menor que sete, o baixo peso ao nascer (menor que 2.500 gramas) e o sexo masculino demonstraram associação com a mortalidade infantil em Porto Alegre. Nesse sentido, torna-se necessário reforçar a importância das políticas públicas existentes para o desenvolvimento de práticas assistenciais qualificadas na área da saúde materno-infantil.
id UFRGS-2_f72b3e1ae609d6dbd3ae5ee5abcf1ea4
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/211294
network_acronym_str UFRGS-2
network_name_str Repositório Institucional da UFRGS
repository_id_str
spelling Anele, Carolina RibeiroSilva, Clecio Homrich da2020-07-02T03:36:43Z2020http://hdl.handle.net/10183/211294001115136Introdução: a mortalidade infantil é um importante e sensível indicador de saúde em diversos países, sobretudo, nos subdesenvolvidos e naqueles em desenvolvimento. Por isso, o monitoramento constante das taxas de mortalidade infantil (MI) e dos seus fatores determinantes são fundamentais para a elaboração e planejamento de políticas públicas na área da saúde materno-infantil. Dessa forma, o presente estudo comparou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da macrorregião de domicílio materno com a escolaridade materna e sua associação com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre. Métodos: trata-se de um estudo de coorte retrospectivo com informações oriundas dos Sistemas de Informação em Saúde de Nascidos Vivos e de Mortalidade (SINASC e SIM). Posteriormente, se desenvolveu um linkage entre os dois bancos por intermédio do número da Declaração de Nascido Vivo, nome da mãe e data de nascimento. Adicionalmente foi incluída a variável IDHM das macrorregiões de domicílio materno e seus três componentes: IDHM Renda (IDHMR), IDHM Longevidade (IDHML) e IDHM Educação (IDHME), os quais, posteriormente, foram classificados em baixo, médio, alto e muito alto. A análise descritiva das variáveis foi apresentada como frequências absolutas e relativas. Para verificar a associação das variáveis qualitativas foi realizado o teste de Quiquadrado. A associação entre os fatores determinantes envolvidos (variáveis independentes) com o desfecho do estudo foi realizada por análise bivariada através da regressão de Poisson simples. Aquelas que demonstraram associação estatisticamente significativa (p<0,001) foram utilizadas numa regressão de Poisson múltipla para variâncias robustas – modelo ajustado. O estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMSPA) por intermédio, respectivamente, dos protocolos 2.940.235 e 3.153.671. Resultados: foram incluídos no estudo 311.361 crianças, das quais 2.271 foram a óbito. No presente estudo foram fatores de risco para a mortalidade infantil ser mãe solteira, separada ou viúva (RR= 1,95; IC95%: 1,77-2,15) ou com um pré-natal com um número inferior a sete consultas [nenhuma (RR=14,04 IC95%: 12,41-15,89) ou de 1 a 3 (RR= 7,53 IC95%: 6,73-8,43) ou de 4 a 6 (RR= 3,30; IC95%: 2,96-3,69)]; recém-nascidos com Índice de Apgar menor que sete no 5º minuto (RR= 42,82; IC95% 39,34-46,62), nascidos pré-termos [com idade gestacional igual ou menor que 27 semanas (RR=173,29; IC95% 159,58-188,17) ou de 28 a 21 (RR= 40,21; IC95%35,62-45,39) ou de 32 a 36 semanas (RR= 4,01; IC95% 3,53-4,55)] ou em hospital público (RR= 3,64; IC95% 3,15-4,21) ou misto (RR= 3,29; IC95% 2,82-3,84). Ao contrário, mães primíparas (RR=0,77; IC95% 0,71- 0,84) e recém-nascidos com peso maior que 2.500 gramas (RR=0,59; IC95% 0,05- 0,06) ou do sexo feminino (RR=0,88; IC95% 0,81-0,96) foram protetores. O IDHM da macrorregião de domicílio materno não apresentou associação com a MI, após ser controlado para escolaridade materna e ajustado para as demais variáveis confundidoras e/ou mediadoras. Diferentemente, a baixa escolaridade materna (<8 anos de estudo) demonstrou associação com a MI (p<0,001). Conclusão: o IDHM das macrorregiões do domicílio materno não mostrou associação com a MI, enquanto, ao contrário, a menor escolaridade materna mostrou influência. Assim, embora já consolidados na literatura, os fatores como o número de consultas pré-natais menor que sete, a idade gestacional menor que 37 semanas, o Índice de Apgar do recémnascido menor que sete, o baixo peso ao nascer (menor que 2.500 gramas) e o sexo masculino demonstraram associação com a mortalidade infantil em Porto Alegre. Nesse sentido, torna-se necessário reforçar a importância das políticas públicas existentes para o desenvolvimento de práticas assistenciais qualificadas na área da saúde materno-infantil.Background: infant mortality is an important and sensitive indicator of health in many countries, especially underdeveloped and developing countries. Therefore, constant monitoring of infant mortality rates and their determining factors are fundamental for the elaboration and planning of public policies in the area of maternal and child health. Thus, the present study compared the Municipal Human Development Index (MHDI) of the maternal household macro-region with maternal education and its association with infant mortality in the city of Porto Alegre. Methods: this is a retrospective cohort study with information from the Live Birth and Mortality Health Information Systems. Subsequently, a linkage between the two databases was developed through the Live Born Declaration number, mother's name and date of birth. Additionally, the MHDI variable of the maternal domicile macroregions and its three components were included: MHDI Income (MHDII), MHDI Longevity (MHDI) and MHDI Education (MHDIE), which were subsequently classified into low, medium, high and very high. The descriptive analysis of the variables was presented as absolute and relative frequencies. To verify the association of qualitative variables, the chisquare test was performed. The association between the determinant factors involved (independent variables) and the study outcome was performed by bivariate analysis using simple Poisson regression. Those that demonstrated a statistically significant association (p<0.001) were used in a multiple Poisson regression for robust variances - adjusted model. The study was approved by the Research Ethics Committees of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) and the Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMSPA), respectively, through protocols 2,940,235 and 3,153,671. Results: the study included 311361 children, of whom 2271 died. In the present study were risk factors for infant mortality from being a single mother, separated or widowed (RR= 1.95; 95%CI: 1.77-2.15) or with a prenatal care with fewer than seven visits [ none (RR = 14.04 95% CI: 12.41-15.89) or from 1 to 3 (RR= 7.53 95%CI: 6.73-8.43) or from 4 to 6 (RR= 3.30; 95%CI: 2.96-3.69)]; newborns with an Apgar Index less than seven at the 5th minute (RR= 42.82; 95%CI 39.34-46.62), preterm infants [with a gestational age of 27 weeks or less (RR= 173.29; 95%CI 159.58-188.17) or 28 to 21 (RR= 40.21; 95%CI 35.62-45.39) or 32 to 36 weeks (RR = 4.01; 95% CI 3 , 53-4.55)] or in a public hospital (RR= 3.64; 95%CI 3.15-4.21) or mixed (RR= 3.29; 95%CI 2.82-3.84). In contrast, primiparous mothers (RR= 0.77; 95%CI 0.71-0.84) and newborns weighing more than 2,500 grams (RR= 0.59; 95%CI 0.05-0.06) or females (RR= 0.88; 95%CI 0.81-0.96) were protective. Conclusion: the MHDI of the macroregion of maternal domicile was not associated with infant mortality after being controlled for maternal education and adjusted for other confounding and/or mediating variables. In contrast, low maternal education (<8 years of schooling) was associated with infant mortality (p <0.001). Conclusion: The MHDI of the macroregions of the maternal domicile did not influence the IM, while, on the contrary, the lower maternal education showed an influence. Thus, although already consolidated in the literature, factors such as the number of prenatal consultations less than seven, gestational age less than 37 weeks, newborn Apgar score less than seven, low birth weight (less than 2,500 grams) and males showed an association with infant mortality at Porto Alegre. In this sense, it is necessary to reinforce the importance of existing public policies for the development of qualified care practices in the area of maternal and child health.application/pdfporDesenvolvimento humanoEscolaridadeMortalidade infantilEstatisticas vitaisSistemas de informação em saúdeCriançaAdolescentePorto Alegre (RS)Human developmentEducational statusInfant mortalityVital statisticsHealth information systemsenA comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegreinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do AdolescentePorto Alegre, BR-RS2020mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001115136.pdf.txt001115136.pdf.txtExtracted Texttext/plain148871http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/211294/2/001115136.pdf.txt6107b1c27936702b8c26b93e4ecaf9d8MD52ORIGINAL001115136.pdfTexto completoapplication/pdf2169271http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/211294/1/001115136.pdf7ace8b442aa8c88e5003c356d665bb30MD5110183/2112942025-07-05 08:01:47.972781oai:www.lume.ufrgs.br:10183/211294Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-07-05T11:01:47Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
title A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
spellingShingle A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
Anele, Carolina Ribeiro
Desenvolvimento humano
Escolaridade
Mortalidade infantil
Estatisticas vitais
Sistemas de informação em saúde
Criança
Adolescente
Porto Alegre (RS)
Human development
Educational status
Infant mortality
Vital statistics
Health information systemsen
title_short A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
title_full A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
title_fullStr A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
title_full_unstemmed A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
title_sort A comparação entre o índice de desenvolvimento humano da macrorregião de domicílio e a escolaridade materna com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre
author Anele, Carolina Ribeiro
author_facet Anele, Carolina Ribeiro
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Anele, Carolina Ribeiro
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Silva, Clecio Homrich da
contributor_str_mv Silva, Clecio Homrich da
dc.subject.por.fl_str_mv Desenvolvimento humano
Escolaridade
Mortalidade infantil
Estatisticas vitais
Sistemas de informação em saúde
Criança
Adolescente
Porto Alegre (RS)
topic Desenvolvimento humano
Escolaridade
Mortalidade infantil
Estatisticas vitais
Sistemas de informação em saúde
Criança
Adolescente
Porto Alegre (RS)
Human development
Educational status
Infant mortality
Vital statistics
Health information systemsen
dc.subject.eng.fl_str_mv Human development
Educational status
Infant mortality
Vital statistics
Health information systemsen
description Introdução: a mortalidade infantil é um importante e sensível indicador de saúde em diversos países, sobretudo, nos subdesenvolvidos e naqueles em desenvolvimento. Por isso, o monitoramento constante das taxas de mortalidade infantil (MI) e dos seus fatores determinantes são fundamentais para a elaboração e planejamento de políticas públicas na área da saúde materno-infantil. Dessa forma, o presente estudo comparou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da macrorregião de domicílio materno com a escolaridade materna e sua associação com a mortalidade infantil no município de Porto Alegre. Métodos: trata-se de um estudo de coorte retrospectivo com informações oriundas dos Sistemas de Informação em Saúde de Nascidos Vivos e de Mortalidade (SINASC e SIM). Posteriormente, se desenvolveu um linkage entre os dois bancos por intermédio do número da Declaração de Nascido Vivo, nome da mãe e data de nascimento. Adicionalmente foi incluída a variável IDHM das macrorregiões de domicílio materno e seus três componentes: IDHM Renda (IDHMR), IDHM Longevidade (IDHML) e IDHM Educação (IDHME), os quais, posteriormente, foram classificados em baixo, médio, alto e muito alto. A análise descritiva das variáveis foi apresentada como frequências absolutas e relativas. Para verificar a associação das variáveis qualitativas foi realizado o teste de Quiquadrado. A associação entre os fatores determinantes envolvidos (variáveis independentes) com o desfecho do estudo foi realizada por análise bivariada através da regressão de Poisson simples. Aquelas que demonstraram associação estatisticamente significativa (p<0,001) foram utilizadas numa regressão de Poisson múltipla para variâncias robustas – modelo ajustado. O estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMSPA) por intermédio, respectivamente, dos protocolos 2.940.235 e 3.153.671. Resultados: foram incluídos no estudo 311.361 crianças, das quais 2.271 foram a óbito. No presente estudo foram fatores de risco para a mortalidade infantil ser mãe solteira, separada ou viúva (RR= 1,95; IC95%: 1,77-2,15) ou com um pré-natal com um número inferior a sete consultas [nenhuma (RR=14,04 IC95%: 12,41-15,89) ou de 1 a 3 (RR= 7,53 IC95%: 6,73-8,43) ou de 4 a 6 (RR= 3,30; IC95%: 2,96-3,69)]; recém-nascidos com Índice de Apgar menor que sete no 5º minuto (RR= 42,82; IC95% 39,34-46,62), nascidos pré-termos [com idade gestacional igual ou menor que 27 semanas (RR=173,29; IC95% 159,58-188,17) ou de 28 a 21 (RR= 40,21; IC95%35,62-45,39) ou de 32 a 36 semanas (RR= 4,01; IC95% 3,53-4,55)] ou em hospital público (RR= 3,64; IC95% 3,15-4,21) ou misto (RR= 3,29; IC95% 2,82-3,84). Ao contrário, mães primíparas (RR=0,77; IC95% 0,71- 0,84) e recém-nascidos com peso maior que 2.500 gramas (RR=0,59; IC95% 0,05- 0,06) ou do sexo feminino (RR=0,88; IC95% 0,81-0,96) foram protetores. O IDHM da macrorregião de domicílio materno não apresentou associação com a MI, após ser controlado para escolaridade materna e ajustado para as demais variáveis confundidoras e/ou mediadoras. Diferentemente, a baixa escolaridade materna (<8 anos de estudo) demonstrou associação com a MI (p<0,001). Conclusão: o IDHM das macrorregiões do domicílio materno não mostrou associação com a MI, enquanto, ao contrário, a menor escolaridade materna mostrou influência. Assim, embora já consolidados na literatura, os fatores como o número de consultas pré-natais menor que sete, a idade gestacional menor que 37 semanas, o Índice de Apgar do recémnascido menor que sete, o baixo peso ao nascer (menor que 2.500 gramas) e o sexo masculino demonstraram associação com a mortalidade infantil em Porto Alegre. Nesse sentido, torna-se necessário reforçar a importância das políticas públicas existentes para o desenvolvimento de práticas assistenciais qualificadas na área da saúde materno-infantil.
publishDate 2020
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2020-07-02T03:36:43Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2020
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/211294
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001115136
url http://hdl.handle.net/10183/211294
identifier_str_mv 001115136
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Repositório Institucional da UFRGS
collection Repositório Institucional da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/211294/2/001115136.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/211294/1/001115136.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 6107b1c27936702b8c26b93e4ecaf9d8
7ace8b442aa8c88e5003c356d665bb30
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br
_version_ 1864542687406850048