O vazio como substância do mundo: uma outra face da matéria na epistemologia de Schopenhauer

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bernardi, Anderson
Orientador(a): Debona, Vilmar
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265392
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2025.
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O principal resultado da investigação foi o de que não mais a matéria seria a substância do mundo, tal como explicara Schopenhauer, mas o espaço vazio, pois este teria não apenas origem empírica, mas seria dele que surgem os objetos singulares da experiência. Assim, o espaço vazio não se esgotaria em ser forma pura da intuição (herança da epistemologia kantiana), mas comporia, junto à matéria, como a sua face mais fundamental, o conteúdo empírico. No entanto, tratar-se-ia de um conteúdo não captado pela percepção, não obstante representável em sua onipresença empírica. Ao se assumir a tese de que o vazio seria uma representação não objetificada - isto é, incognoscível, porém experienciável -, seria desnecessário estipular uma substância metafísica em abstrato, caso da Materie em Schopenhauer, dissolvendo uma possível contradição no interior da sua metafísica: ter proposto uma abstração como condição a priori justamente sob uma epistemologia cuja premissa fundamental é a de que todo conceito tem origem intuitiva. E se o vazio não seria mediado pelas classes representacionais do princípio de razão suficiente, análogo à vontade subjetivamente, objetivamente o vazio permitiria um contato imediato com o em-si na medida da sua presença incognoscível no mundo da representação.Abstract: Schopenhauer sought to prove his philosophy in the face of the sciences of his time. Taking this into consideration, the objective of this work is to update some aspects of this "proof" insofar as it problematizes his metaphysics of nature in light of contemporary physics. Specifically, approximations are made between Schopenhauer's notions of matter and space and the notion of field in Quantum Field Theory; since in the latter, matter and space are both manifestations arising from fields. Furthermore, while the notion of substance arises from matter in Schopenhauer, it arises from fields in contemporary Physics. The main result of the investigation was that matter would no longer be the substance of the world, as Schopenhauer explained, but empty space, since this not only has an empirical origin, but it is from this that the singular objects of experience arise. Thus, empty space is not limited to being a pure form of intuition (a legacy of Kantian epistemology), but, together with matter, as its most fundamental face, composes the empirical content. However, this is a content that is not captured by perception, yet is representable in its empirical omnipresence. By assuming the thesis that emptiness is a non-objectified representation - that is, unknowable, but experienceable - it is unnecessary to stipulate a metaphysical substance in the abstract, as is the case with Schopenhauer's Materie, dissolving a possible contradiction within his metaphysics: having proposed an abstraction as an a priori condition precisely under an epistemology whose fundamental premise is that every concept has an intuitive origin. And if emptiness is not mediated by the representational classes of the principle of sufficient reason, analogous to the will subjectively, emptiness allows an immediate contact with the in-itself objectively, to the extent of its unknowable presence in the world of representation.118 p.| il., gráfs.porFilosofiaMetafísicaEspaço e tempoO vazio como substância do mundo: uma outra face da matéria na epistemologia de Schopenhauerinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPFIL0509-D.pdfPFIL0509-D.pdfapplication/pdf1458777https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/265392/1/PFIL0509-D.pdfafaa214dcf1a26f6af1eadd7e6463b4bMD51123456789/2653922025-06-02 09:17:37.675oai:repositorio.ufsc.br:123456789/265392Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-06-02T12:17:37Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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