Educação de surdos no paradoxo da inclusão com intérprete de língua de sinais: relações de poder e (re)criações do sujeito
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190439 |
Resumo: | O presente trabalho propõe uma análise das relações de saber e poder na inserção do intérprete de língua de sinais na inclusão escolar de surdos no ensino superior. O objetivo será: deslocar a atuação, usualmente técnica, do intérprete educacional. Aposto no processo de encontro pedagógico, não limitado numa relação meramente instrumental, mas concebo a sua atuação como um ato educativo e de ensino, com singularidades que ocorrem no interior da relação entre o intérprete e o estudante surdo. Para tal proposta, faço uma leitura teórica de autores que discutem a inclusão – no caso dos surdos, com a presença do intérprete, entendido como aquele que não deve substituir o professor, mas buscar ser seu porta-voz de modo fiel – e apresento alguns paradoxos gerados nesse contexto: inclusãoexclusão; tradução-ensino. Como fundamento para a pesquisa, retomo o modo de invenção da surdez na sociedade, as produções de saberes e poderes sociais, as relações de invenção das normas, e a emergência de sujeitos; todavia, nesses jogos de forças, mostro as resistências e recriações que o sujeito (surdo, intérprete, professor) se faz no decorrer dos movimentos históricos e de lutas, e discuto o ensino como efeito de acontecimento e saber. No caso da inclusão, penso ser a resistência surda efeito do movimento contra a normalização ouvinte-falante, em oposição às suas singularidades lingüísticas, de natureza, visual e gestual. É na criação da aula como acontecimento marginal, como ensinoacontecimento, que o surdo e o intérprete de língua de sinais educacional se permitem enlaçar e fazer o ensino. Nessa falta de enlace entre aluno surdo e professor ouvinte, convoca-se o intérprete, e é nessa possível frustração simbólica, instaurada pelo não conhecimento lingüístico, por parte do professor ouvinte, que a inclusão se faz em paradoxos e que, por sua vez, se criam fissuras, interrompem-se rotas, através das quais o aluno surdo encontra também armas e possibilidades de inventar e produzir novas formas de aprender também, e com o intérprete educacional, pela língua de sinais. |
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MARTINS, Vanessa Regina de Oliveira2018-10-12T23:32:12Z2018-10-12T23:32:12Z2008MARTINS, Vanessa Regina de Oliveira. Educação de surdos no paradoxo da inclusão com intérprete de língua de sinais: relações de poder e (re)criações do sujeito. 2008. 149 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-graduação em Educação). Universidade Estadual de Campinas. 2008. Orientadora: Dra. Regina Maria de Souzahttps://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190439O presente trabalho propõe uma análise das relações de saber e poder na inserção do intérprete de língua de sinais na inclusão escolar de surdos no ensino superior. O objetivo será: deslocar a atuação, usualmente técnica, do intérprete educacional. Aposto no processo de encontro pedagógico, não limitado numa relação meramente instrumental, mas concebo a sua atuação como um ato educativo e de ensino, com singularidades que ocorrem no interior da relação entre o intérprete e o estudante surdo. Para tal proposta, faço uma leitura teórica de autores que discutem a inclusão – no caso dos surdos, com a presença do intérprete, entendido como aquele que não deve substituir o professor, mas buscar ser seu porta-voz de modo fiel – e apresento alguns paradoxos gerados nesse contexto: inclusãoexclusão; tradução-ensino. Como fundamento para a pesquisa, retomo o modo de invenção da surdez na sociedade, as produções de saberes e poderes sociais, as relações de invenção das normas, e a emergência de sujeitos; todavia, nesses jogos de forças, mostro as resistências e recriações que o sujeito (surdo, intérprete, professor) se faz no decorrer dos movimentos históricos e de lutas, e discuto o ensino como efeito de acontecimento e saber. No caso da inclusão, penso ser a resistência surda efeito do movimento contra a normalização ouvinte-falante, em oposição às suas singularidades lingüísticas, de natureza, visual e gestual. 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Nessa falta de enlace entre aluno surdo e professor ouvinte, convoca-se o intérprete, e é nessa possível frustração simbólica, instaurada pelo não conhecimento lingüístico, por parte do professor ouvinte, que a inclusão se faz em paradoxos e que, por sua vez, se criam fissuras, interrompem-se rotas, através das quais o aluno surdo encontra também armas e possibilidades de inventar e produzir novas formas de aprender também, e com o intérprete educacional, pela língua de sinais.porUnicampIntérprete de língua de sinaisInclusão escolarRelações de poderEducação de surdos no paradoxo da inclusão com intérprete de língua de sinais: relações de poder e (re)criações do sujeitoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81383https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190439/2/license.txt11ee89cd31d893362820eab7c4d46734MD52ORIGINALMARTINS Vanessa Regina de Oliveira 2008 (dissertação) UNICAMP.pdfMARTINS Vanessa Regina de Oliveira 2008 (dissertação) UNICAMP.pdfapplication/pdf1002306https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/190439/1/MARTINS%20Vanessa%20Regina%20de%20Oliveira%202008%20%28disserta%c3%a7%c3%a3o%29%20UNICAMP.pdfa701884a4ca1144fb3e0fbd6882f41a2MD51123456789/1904392018-10-12 20:32:13.12oai:repositorio.ufsc.br:123456789/190439Vm9jw6ogdGVtIGEgbGliZXJkYWRlIGRlOiBDb21wYXJ0aWxoYXIg4oCUIGNvcGlhciwgZGlzdHJpYnVpciBlIHRyYW5zbWl0aXIgYSBvYnJhLiBSZW1peGFyIOKAlCBjcmlhciBvYnJhcyBkZXJpdmFkYXMuClNvYiBhcyBzZWd1aW50ZXMgY29uZGnDp8O1ZXM6IEF0cmlidWnDp8OjbyDigJQgVm9jw6ogZGV2ZSBjcmVkaXRhciBhIG9icmEgZGEgZm9ybWEgZXNwZWNpZmljYWRhIHBlbG8gYXV0b3Igb3UgbGljZW5jaWFudGUgKG1hcyBuw6NvIGRlIG1hbmVpcmEgcXVlIHN1Z2lyYSBxdWUgZXN0ZXMgY29uY2VkZW0gcXVhbHF1ZXIgYXZhbCBhIHZvY8OqIG91IGFvIHNldSB1c28gZGEgb2JyYSkuIFVzbyBuw6NvLWNvbWVyY2lhbCDigJQgVm9jw6ogbsOjbyBwb2RlIHVzYXIgZXN0YSBvYnJhIHBhcmEgZmlucyBjb21lcmNpYWlzLgpGaWNhbmRvIGNsYXJvIHF1ZTogUmVuw7puY2lhIOKAlCBRdWFscXVlciBkYXMgY29uZGnDp8O1ZXMgYWNpbWEgcG9kZSBzZXIgcmVudW5jaWFkYSBzZSB2b2PDqiBvYnRpdmVyIHBlcm1pc3PDo28gZG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMuIERvbcOtbmlvIFDDumJsaWNvIOKAlCBPbmRlIGEgb2JyYSBvdSBxdWFscXVlciBkZSBzZXVzIGVsZW1lbnRvcyBlc3RpdmVyIGVtIGRvbcOtbmlvIHDDumJsaWNvIHNvYiBvIGRpcmVpdG8gYXBsaWPDoXZlbCwgZXN0YSBjb25kacOnw6NvIG7Do28gw6ksIGRlIG1hbmVpcmEgYWxndW1hLCBhZmV0YWRhIHBlbGEgbGljZW7Dp2EuIE91dHJvcyBEaXJlaXRvcyDigJQgT3Mgc2VndWludGVzIGRpcmVpdG9zIG7Do28gc8OjbywgZGUgbWFuZWlyYSBhbGd1bWEsIGFmZXRhZG9zIHBlbGEgbGljZW7Dp2E6IExpbWl0YcOnw7VlcyBlIGV4Y2XDp8O1ZXMgYW9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91IHF1YWlzcXVlciB1c29zIGxpdnJlcyBhcGxpY8OhdmVpczsgT3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGRvIGF1dG9yOyBEaXJlaXRvcyBxdWUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgcG9kZW0gdGVyIHNvYnJlIGEgb2JyYSBvdSBzb2JyZSBhIHV0aWxpemHDp8OjbyBkYSBvYnJhLCB0YWlzIGNvbW8gZGlyZWl0b3MgZGUgaW1hZ2VtIG91IHByaXZhY2lkYWRlLiBBdmlzbyDigJQgUGFyYSBxdWFscXVlciByZXV0aWxpemHDp8OjbyBvdSBkaXN0cmlidWnDp8Ojbywgdm9jw6ogZGV2ZSBkZWl4YXIgY2xhcm8gYSB0ZXJjZWlyb3Mgb3MgdGVybW9zIGRhIGxpY2Vuw6dhIGEgcXVlIHNlIGVuY29udHJhIHN1Ym1ldGlkYSBlc3RhIG9icmEuIEEgbWVsaG9yIG1hbmVpcmEgZGUgZmF6ZXIgaXNzbyDDqSBjb20gdW0gbGluayBwYXJhIGVzdGEgcMOhZ2luYS4KTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyAtIGh0dHA6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLzMuMC9ici8KRepositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732018-10-12T23:32:13Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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