Representação e racialização nas brincadeiras de faz de conta de crianças pequenas em espaços de Educação Infantil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269795 |
Resumo: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2025. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaMachado, Ana PaulaTrinidad, Cristina Teodoro2025-10-31T23:31:23Z2025-10-31T23:31:23Z2025394423https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269795Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2025.A pesquisa de mestrado, vinculada à linha de Educação e Infância do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, tem como objetivo analisar a representação e a racialização nas brincadeiras de faz de conta de crianças pequenas em espaços de Educação Infantil. O estudo foi realizado em um Núcleo de Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, por meio de uma abordagem qualitativa, em um estudo de caso etnográfico. Os procedimentos de geração de dados envolveram observação participante, conversas informais (individuais e coletivas) com as crianças, participação em brincadeiras e análise de documentos institucionais. Partindo do entendimento de que as crianças se expressam de múltiplas formas pelo corpo, pela fala, pelo desenho, pelo faz de conta e pelas narrativas que cria esta pesquisa buscou valorizar a diversidade de manifestações infantis verbais, gráficas, corporais, dramáticas e afetivas, reconhecendo nelas não apenas modos de brincar, mas também potentes formas de compreender e elaborar questões identitárias, políticas, culturais, sociais e raciais no cotidiano da Educação Infantil. Nesse sentido, os procedimentos metodológicos adotados foram também o desenho do autorretrato, que possibilitou às crianças representarem a si mesmas, inscrevendo marcas de identidade e diferença. Outra mediação foi a contação de histórias por meio do jogo dramático teatral, que, ao se articular ao faz de conta, ampliou o espaço de criação coletiva e o diálogo entre imaginação, cultura e experiência social das crianças. A inserção em campo ocorreu inicialmente pela aproximação com a comunidade e, em seguida, com a unidade educativa, onde foram estabelecidos os primeiros vínculos com um grupo de 25 crianças em idade pré-escolar. As análises se fundamentam em referenciais teóricos que articulam os Estudos Sociais da Infância, os estudos culturais e pós-coloniais, bem como as contribuições dos debates sobre racialização na sociedade brasileira e das relações étnico-raciais na Educação Infantil. A brincadeira, em especial a de faz de conta, é compreendida como atividade essencial para que as crianças experienciem o mundo, construam e ampliem repertórios culturais, elaborem representações sociais e exercitem formas de agir sobre a realidade. Nesse contexto, a pesquisa busca compreender como as crianças se apropriam das relações sociais, culturais e políticas atravessadas pela racialização, produzindo significados e negociações por meio do brincar. Espera-se que os resultados contribuam para processos de formação inicial e continuada de docentes da Educação Infantil, ressaltando a relevância das brincadeiras de faz de conta na construção das compreensões infantis acerca das relações étnico-raciais. O estudo adota como foco as narrativas infantis, constituindo-se como uma pesquisa com e para as crianças, reconhecendo-as como coautoras na criação de outras imagens e histórias que pluralizam formas de existir e resistir na infância negra. Dessa forma, pretende-se colaborar para a transformação do imaginário social e para o fortalecimento de práticas educativas comprometidas com a luta antirracista.Linked to the Education and Childhood research line of the Graduate Program in Education at the Federal University of Santa Catarina, this master’s study aims to analyze representation and racialization in the pretend play of young children in Early Childhood Education settings. The research was conducted at an Early Childhood Education Center in the Municipal Public School System of Florianópolis, using a qualitative approach within an ethnographic case study. Data-generation procedures involved participant observation, informal conversations (individual and group) with children, participation in play, and analysis of institutional documents. Starting from the understanding that children express themselves in multiple ways — through the body, speech, drawing, pretend play, and the narratives they create — this study sought to value the diversity of children’s verbal, graphic, bodily, dramatic, and affective manifestations, recognizing in them not only modes of play but also powerful ways of understanding and working through identity, political, cultural, social, and racial issues in the daily life of Early Childhood Education. Accordingly, the methodological procedures also included self-portrait drawing, which enabled children to represent themselves, inscribing marks of identity and difference. Another mediation was storytelling through theatrical dramatic play which, articulated with pretend play, broadened the space for collective creation and for dialogue between imagination, culture, and children’s social experience. Field entry occurred initially through engagement with the community and, subsequently, with the educational unit, where the first bonds were established with a group of 25 preschool-age children. The analyses are grounded in theoretical frameworks that bring together the Social Studies of Childhood, cultural and postcolonial studies, as well as contributions from debates on racialization in Brazilian society and on ethnoracial relations in Early Childhood Education. Play — especially pretend play — is understood as an essential activity through which children experience the world, construct and expand cultural repertoires, develop social representations, and rehearse ways of acting upon reality. In this context, the research seeks to understand how children appropriate social, cultural, and political relations permeated by racialization, producing meanings and negotiations through play. It is expected that the results will contribute to pre-service and in-service teacher education in Early Childhood Education, underscoring the relevance of pretend play in constructing children’s understandings of ethnoracial relations. The study focuses on children’s narratives, constituting research with and for children, recognizing them as co-authors in creating other images and stories that pluralize ways of existing and resisting in Black childhood. Thus, the intention is to foster the transformation of the social imaginary and to strengthen educational practices committed to the antiracist struggle.292 p.| il., tabs.porEducaçãoCriançasBrincadeirasEducação infantilRepresentação e racialização nas brincadeiras de faz de conta de crianças pequenas em espaços de Educação Infantilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPEED1837-D.pdfPEED1837-D.pdfapplication/pdf6352506https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/269795/1/PEED1837-D.pdff18a992c04f28a791eaa7a005389b3cdMD51123456789/2697952025-11-10 10:24:21.016oai:repositorio.ufsc.br:123456789/269795Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732025-11-10T13:24:21Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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