Avaliação do sistema complemento na infecção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) em pacientes com d-dímero ≥3.000 ng/ml FEU
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/74137 |
Resumo: | Introdução: O sistema complemento e de coagulação compartilham algumas proteases ativas e há uma grande quantidade de evidências mostrando sua interconexão. Na COVID19, o D-dímero é um marcador de gravidade, e a ativação do complemento tem sido associada à insuficiência respiratória. Objetivo: Avaliar a ativação da via do complemento em pacientes com COVID-19 que apresentaram D-dímero maior que 3.000 ng/mL FEU (unidade equivalente de fibrinogênio) e sua correlação com desfechos clínicos, como presença de trombose, necessidade de suporte ventilatório e mortalidade. Método: Cinquenta pacientes internados com COVID-19, confirmados por RT-PCR, e D-dímero maior que 3.000 ng/mL de FEU foram recrutados entre fevereiro a junho de 2021 após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Dados clínicos, epidemiológicos e amostras laboratoriais foram coletados para avaliação da ativação do complemento, marcadores inflamatórios, fenotipagem ABO e teste de antiglobulina direta. Resultados: A mediana entre o início dos sintomas até a coleta de sangue foi de 15 dias (13,0; 19,0 dias). A amostra foi composta por 72% de pacientes do sexo masculino, idade mediana de 62 anos (53,8; 68,0), sendo 52% hipertensos, 46% obesos, 34% diabéticos, 26% cardiopatas, 10% asmáticos e 6% com diagnóstico prévio de neoplasia. No momento da coleta de sangue, 94% estavam internados em UTI, 64% estavam em ventilação mecânica invasiva, 98% estavam em uso de medicação anticoagulante, 100% de corticosteroides, 37% de drogas vasoativas, 6% estavam em diálise, 72% tinham diagnóstico infeccioso presumido ou confirmado além da COVID-19. Foi observado dosagem alterada de CH50 em 21 participantes (42%) e de AH50 em 25% dos pacientes. A amostra foi então dividida em 3 grupos de acordo com o perfil de ativação do SC: grupo 1 (G1) - CH50 e AH50 normais; grupo 2 (G2) - ativação do CH50 e AH50 normal; grupo 3 (G3) - ativação de AH50 com ou sem alteração de CH50. Observou-se diferença estatisticamente significativa entre os 3 grupos independentes nas dosagens medianas de CH50 (p< 0,001), AH50 (p< 0,001); C3 (p=0,023) e C4 (p=0,041) além de leucócitos (p<0,001) e neutrófilos (p< 0,001). A dosagem mediana do D-dímero, ferritina e haptoglobina foi menor no G2 em relação ao G1 e G3, enquanto fibrinogênio, IL-6 e plaquetas foram maiores. A linfopenia foi mais pronunciada no G3. Não se observou diferença em relação à trombose confirmada (p=0.353) e mortalidade (p=0.5021), mas houve diferença estatisticamente significativa em relação à necessidade de suporte respiratório invasivo (p=0.0109). Além disso, na amostra total, foi observada diferença estatisticamente significativa na dosagem de fibrinogênio (p=0.0093); haptoglobina (p= 0.0082) e linfócitos (p= 0.0244) em relação ao desfecho vital. Oportunamente, foi realizada análise de correlação considerando toda a amostra. Observou-se correlação linear inversa estatisticamente significativa entre o D-dímero e trombomodulina (TM) e marginalmente significativa entre D-dímero e C2. Correlação proporcional positiva estatisticamente significativa entre CH50 e AH50; TM e fibrinogênio; C3 em relação à AH50, CH50, C2, C4, C5, fator H e haptoglobina, e entre ferritina e haptoglobina, e fator H e fibrinogênio. Conclusão: O estudo sugere que a dosagem de D-dímero ≥ 3.000 ng/mL FEU pode ser utilizada como um marcador para a pesquisa da ativação do sistema complemento, que não ocorre em todos os pacientes com COVID-19. Nos pacientes que apresentaram a via alternativa ativada, houve maior necessidade de suporte ventilatório invasivo. Dessa forma, acreditamos que o emprego de terapias com medicamentos inibidores do complemento poderia ser utilizado de modo mais assertivo nessa e, possivelmente, em outras infeções virais que apresentam ativação do complemento. Além disso, dados sobre haptoglobina aumentada, fibrinogênio normal e linfopenia em pacientes com D-dímero ≥3.000 ng/mL FEU podem ser úteis como possíveis preditores de mortalidade na COVID-19. |
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Avaliação do sistema complemento na infecção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) em pacientes com d-dímero ≥3.000 ng/ml FEUAssessment of complement activation in SARS-CoV-2 (COVID-19) infection with D-dimer greater than 3,000 ng/mL FEUCOVID-19CoagulaçãoSistema ComplementoNão se aplicaIntrodução: O sistema complemento e de coagulação compartilham algumas proteases ativas e há uma grande quantidade de evidências mostrando sua interconexão. Na COVID19, o D-dímero é um marcador de gravidade, e a ativação do complemento tem sido associada à insuficiência respiratória. Objetivo: Avaliar a ativação da via do complemento em pacientes com COVID-19 que apresentaram D-dímero maior que 3.000 ng/mL FEU (unidade equivalente de fibrinogênio) e sua correlação com desfechos clínicos, como presença de trombose, necessidade de suporte ventilatório e mortalidade. Método: Cinquenta pacientes internados com COVID-19, confirmados por RT-PCR, e D-dímero maior que 3.000 ng/mL de FEU foram recrutados entre fevereiro a junho de 2021 após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Dados clínicos, epidemiológicos e amostras laboratoriais foram coletados para avaliação da ativação do complemento, marcadores inflamatórios, fenotipagem ABO e teste de antiglobulina direta. Resultados: A mediana entre o início dos sintomas até a coleta de sangue foi de 15 dias (13,0; 19,0 dias). A amostra foi composta por 72% de pacientes do sexo masculino, idade mediana de 62 anos (53,8; 68,0), sendo 52% hipertensos, 46% obesos, 34% diabéticos, 26% cardiopatas, 10% asmáticos e 6% com diagnóstico prévio de neoplasia. No momento da coleta de sangue, 94% estavam internados em UTI, 64% estavam em ventilação mecânica invasiva, 98% estavam em uso de medicação anticoagulante, 100% de corticosteroides, 37% de drogas vasoativas, 6% estavam em diálise, 72% tinham diagnóstico infeccioso presumido ou confirmado além da COVID-19. Foi observado dosagem alterada de CH50 em 21 participantes (42%) e de AH50 em 25% dos pacientes. A amostra foi então dividida em 3 grupos de acordo com o perfil de ativação do SC: grupo 1 (G1) - CH50 e AH50 normais; grupo 2 (G2) - ativação do CH50 e AH50 normal; grupo 3 (G3) - ativação de AH50 com ou sem alteração de CH50. Observou-se diferença estatisticamente significativa entre os 3 grupos independentes nas dosagens medianas de CH50 (p< 0,001), AH50 (p< 0,001); C3 (p=0,023) e C4 (p=0,041) além de leucócitos (p<0,001) e neutrófilos (p< 0,001). A dosagem mediana do D-dímero, ferritina e haptoglobina foi menor no G2 em relação ao G1 e G3, enquanto fibrinogênio, IL-6 e plaquetas foram maiores. A linfopenia foi mais pronunciada no G3. Não se observou diferença em relação à trombose confirmada (p=0.353) e mortalidade (p=0.5021), mas houve diferença estatisticamente significativa em relação à necessidade de suporte respiratório invasivo (p=0.0109). Além disso, na amostra total, foi observada diferença estatisticamente significativa na dosagem de fibrinogênio (p=0.0093); haptoglobina (p= 0.0082) e linfócitos (p= 0.0244) em relação ao desfecho vital. Oportunamente, foi realizada análise de correlação considerando toda a amostra. Observou-se correlação linear inversa estatisticamente significativa entre o D-dímero e trombomodulina (TM) e marginalmente significativa entre D-dímero e C2. Correlação proporcional positiva estatisticamente significativa entre CH50 e AH50; TM e fibrinogênio; C3 em relação à AH50, CH50, C2, C4, C5, fator H e haptoglobina, e entre ferritina e haptoglobina, e fator H e fibrinogênio. Conclusão: O estudo sugere que a dosagem de D-dímero ≥ 3.000 ng/mL FEU pode ser utilizada como um marcador para a pesquisa da ativação do sistema complemento, que não ocorre em todos os pacientes com COVID-19. Nos pacientes que apresentaram a via alternativa ativada, houve maior necessidade de suporte ventilatório invasivo. Dessa forma, acreditamos que o emprego de terapias com medicamentos inibidores do complemento poderia ser utilizado de modo mais assertivo nessa e, possivelmente, em outras infeções virais que apresentam ativação do complemento. Além disso, dados sobre haptoglobina aumentada, fibrinogênio normal e linfopenia em pacientes com D-dímero ≥3.000 ng/mL FEU podem ser úteis como possíveis preditores de mortalidade na COVID-19.OutraUniversidade Federal de São PauloBordin, José Orlando [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/4235368036147314http://lattes.cnpq.br/4390124094311892Catarino, Daniela Ghidetti Mangas [UNIFESP]2025-05-21T20:53:58Z2025-05-21T20:53:58Z2025-05-07info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion147 f.application/pdfCATARINO, Daniela Ghidetti Mangas. Avaliação do sistema complemento na infecção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) em pacientes com D-dímero ≥3.000 ng/ml FEU. 2025. 147 f. Tese (Doutorado em Hematologia e Hemoterapia) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2025.https://hdl.handle.net/11600/74137ark:/48912/001300002jjmvporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-05-22T04:03:36Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/74137Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-22T04:03:36Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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