Efeito da riboflavina oral associada à exposição solar em pacientes com ceratocone em progressão
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de São Paulo
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/72901 |
Resumo: | Objetivo: Avaliar os efeitos da riboflavina oral associada à exposição solar nas alterações topográficas corneanas e na qualidade de vida relacionada à visão (QV) de pacientes com ceratocone (KCN) em progressão. Métodos: Estudo prospectivo, longitudinal, intervencionista, não randomizado e não mascarado, no qual os pacientes foram instruídos a ingerir 60 mg/dia ou 200 mg/dia de riboflavina oral e, duas horas depois, a se exporem à luz solar por 30 minutos/dia, entre 6 e 10 horas da manhã, sem óculos escuros, por três meses. Pacientes em fila de espera para cross-linking corneano (CXL) ou transplante de córnea, com características demográficas e topográficas semelhantes ao grupo de tratamento, foram incluídos no grupo controle, cujos dados foram coletados retrospectivamente. Pacientes com KCN em progressão, ambos os sexos, ≥ 11 anos de idade foram incluídos no estudo; já aqueles com antecedentes de CXL, implante de anel intraestromal, transplante de córnea, alergia não controlada foram excluídos. Os pacientes foram submetidos à avaliação oftalmológica completa e topografia de córnea no pré-tratamento, 6 e 12 meses pós-tratamento com riboflavina oral e exposição solar; os mesmos dados oftalmológicos foram obtidos do grupo controle a partir do prontuário eletrônico. O questionário NEI-VFQ-25, que avalia 12 domínios relacionados à QV, foi aplicado no pré e 12 meses pós-tratamento; os escores foram comparados ao grupo controle. Resultados: O estudo incluiu 127 participantes (212 olhos), distribuídos entre 50 pacientes (91 olhos) no grupo tratado com riboflavina 60 mg, 20 pacientes (30 olhos) no grupo tratado com riboflavina 200 mg e 57 participantes (91 olhos) no grupo controle. O tratamento com riboflavina 60 mg associado à exposição solar mostrou-se eficaz na estabilização do KCN, com melhora significativa nos parâmetros topográficos (Kmax, K2 e astigmatismo) após 12 meses de acompanhamento. O grupo controle apresentou um risco de progressão 1,8 vezes maior em comparação ao grupo tratado, que alcançou estabilização da doença em 72,5% dos olhos (p = 0,002). O tratamento mostrou-se especialmente eficaz em participantes com córneas ≥ 400 µm, onde o grupo controle apresentou um risco de progressão 3,85 vezes maior. Não foram observadas diferenças significativas entre as doses de 60 mg e 200 mg de riboflavina nesse subgrupo. Além disso, os pacientes tratados relataram melhora em 8/12 domínios avaliados pelo NEI-VFQ-25, apresentando um escore global significativamente melhor (p < 0,05). Conclusão: O tratamento com riboflavina oral associada à exposição solar pode ser uma alternativa promissora para o tratamento de ceratocone em progressão, trazendo uma melhor qualidade de vida relacionada à visão para o paciente. |
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Efeito da riboflavina oral associada à exposição solar em pacientes com ceratocone em progressãoEffect of oral riboflavin associated with sunlight exposure in patients with progressive keratoconusCeratoconeRiboflavina oralExposição solarQualidade de vidaTopografia corneanaNão se aplicaObjetivo: Avaliar os efeitos da riboflavina oral associada à exposição solar nas alterações topográficas corneanas e na qualidade de vida relacionada à visão (QV) de pacientes com ceratocone (KCN) em progressão. Métodos: Estudo prospectivo, longitudinal, intervencionista, não randomizado e não mascarado, no qual os pacientes foram instruídos a ingerir 60 mg/dia ou 200 mg/dia de riboflavina oral e, duas horas depois, a se exporem à luz solar por 30 minutos/dia, entre 6 e 10 horas da manhã, sem óculos escuros, por três meses. Pacientes em fila de espera para cross-linking corneano (CXL) ou transplante de córnea, com características demográficas e topográficas semelhantes ao grupo de tratamento, foram incluídos no grupo controle, cujos dados foram coletados retrospectivamente. Pacientes com KCN em progressão, ambos os sexos, ≥ 11 anos de idade foram incluídos no estudo; já aqueles com antecedentes de CXL, implante de anel intraestromal, transplante de córnea, alergia não controlada foram excluídos. Os pacientes foram submetidos à avaliação oftalmológica completa e topografia de córnea no pré-tratamento, 6 e 12 meses pós-tratamento com riboflavina oral e exposição solar; os mesmos dados oftalmológicos foram obtidos do grupo controle a partir do prontuário eletrônico. O questionário NEI-VFQ-25, que avalia 12 domínios relacionados à QV, foi aplicado no pré e 12 meses pós-tratamento; os escores foram comparados ao grupo controle. Resultados: O estudo incluiu 127 participantes (212 olhos), distribuídos entre 50 pacientes (91 olhos) no grupo tratado com riboflavina 60 mg, 20 pacientes (30 olhos) no grupo tratado com riboflavina 200 mg e 57 participantes (91 olhos) no grupo controle. O tratamento com riboflavina 60 mg associado à exposição solar mostrou-se eficaz na estabilização do KCN, com melhora significativa nos parâmetros topográficos (Kmax, K2 e astigmatismo) após 12 meses de acompanhamento. O grupo controle apresentou um risco de progressão 1,8 vezes maior em comparação ao grupo tratado, que alcançou estabilização da doença em 72,5% dos olhos (p = 0,002). O tratamento mostrou-se especialmente eficaz em participantes com córneas ≥ 400 µm, onde o grupo controle apresentou um risco de progressão 3,85 vezes maior. Não foram observadas diferenças significativas entre as doses de 60 mg e 200 mg de riboflavina nesse subgrupo. Além disso, os pacientes tratados relataram melhora em 8/12 domínios avaliados pelo NEI-VFQ-25, apresentando um escore global significativamente melhor (p < 0,05). Conclusão: O tratamento com riboflavina oral associada à exposição solar pode ser uma alternativa promissora para o tratamento de ceratocone em progressão, trazendo uma melhor qualidade de vida relacionada à visão para o paciente. Objective: To evaluate the effects of oral riboflavin and sunlight exposure on corneal topographic changes and vision-related quality of life (QoL) in patients with progressive keratoconus (KCN). Methods: In this prospective, longitudinal, interventional, non-randomized, and unmasked study, patients received either 60 mg/day or 200 mg/day of oral riboflavin, followed two hours later by 30 minutes/day of sunlight exposure, between 6 and 10 a.m., without sunglasses, for three months. The control group included patients awaiting cross-linking (CXL) or keratoplasty with similar demographic and topographic characteristics; data for the control group were retrospectively collected. Patients aged 11 years or older with documented progressive keratoconus were eligible, while those with prior keratoplasty, CXL, or intrastromal ring, uncontrolled ocular allergy were excluded. Ophthalmological exams and corneal topography were conducted at baseline, 6, and 12 months post-treatment. The NEI-VFQ-25 questionnaire, which assesses 12 domains related to QoL, was applied at baseline and at 12 months post-treatment; the scores were compared to a control group. Results: A total of 127 participants (212 eyes) were included in the study. The riboflavin 60 mg group consisted of 50 patients (91 eyes), the riboflavin 200 mg group included 20 patients (30 eyes) and 57 participants (91 eyes) composed the control group. Treatment with 60 mg of riboflavin associated with sunlight exposure demonstrated efficacy in stabilizing KCN, with significant improvements in topographic parameters (Kmax, K2, and astigmatism) after 12 months of follow-up. The control group had a 1.8 times higher risk of KCN progression compared to the treated group, which achieved disease stabilization in 72.5% of eyes (p = 0.002). The treatment was particularly effective in participants with corneal stromal thickness ≥ 400 µm, in whom the control group exhibited a 3.85 times higher risk of progression. No significant differences were observed between the 60 mg and 200 mg riboflavin doses in this subgroup. Additionally, treated patients reported improvements in 8 out of 12 domains evaluated by the NEI-VFQ-25, with a significantly better overall score (p < 0.05). Conclusion: Oral riboflavin treatment combined with sunlight exposure may be a promising alternative for treating progressive keratoconus, leading to improved quality of life for patients.Universidade Federal de São PauloNosé, Walton [UNIFESP]Gomes, José Alvaro Pereira [UNIFESP]Ventura, Bruna Vieira Oliveira Carvalhohttp://lattes.cnpq.br/2506247984223015http://lattes.cnpq.br/6038691930130162http://lattes.cnpq.br/0107737030151731https://lattes.cnpq.br/2239008045749438Campêlo, Edilana Sá Ribeiro [UNIFESP]2025-02-04T17:27:57Z2025-02-04T17:27:57Z2025-01-23info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion117 f.application/pdfCAMPÊLO, Edilana Sá Ribeiro. Efeito da riboflavina oral associada à exposição solar em pacientes com ceratocone em progressão. 2025. 117 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia e Ciências Visuais) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2025.https://hdl.handle.net/11600/72901ark:/48912/0013000024vkwporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-04-03T14:20:58Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/72901Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-04-03T14:20:58Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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