O problema da referência linguística e sua relação com a ontologia na filosofia de W. V. O. Quine
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/74095 |
Resumo: | Esta dissertação tem o objetivo de explorar a interconexão entre o problema da referência linguística e a ontologia na filosofia de W. V. O. Quine. Mais especificadamente, pretendemos examinar a maneira como a investigação filosófica do aparato referencial da linguagem se relaciona com a concepção de Quine sobre os objetos, vistos como postulações teóricas livremente permutáveis contanto que preservados certos nexos estruturais da linguagem. Para tal finalidade, será abordado o contraste entre referência e significado na filosofia de Quine, a fim de explicitar as razões pelas quais o filósofo rejeita os objetos intensionais e as semânticas mentalistas que normalmente apelam a tais entidades. Em seguida, ingressaremos no experimento mental da tradução radical, que põe em questão a aparente transparência da relação referencial. Nesse contexto, mostraremos que a individuação dos objetos está condicionada a dispositivos linguísticos que funcionam de maneira interdependente, de tal forma que ajustes compensatórios nesse aparato conseguem acomodar permutações na relação referencial. Trata-se da tese da inescrutabilidade da referência, a qual, reforçada pelo holismo de Quine, conduz à tese da indeterminação da tradução. O capítulo terceiro se ocupará das consequências filosóficas que Quine deduz com respeito à ontologia. Mostraremos que o filósofo discerne um critério para determinar os compromissos ontológicos de linguagens/teorias arregimentáveis na notação da lógica de primeira ordem. Em seguida, abordaremos o argumento das funções proxy, que transpõe para aquelas teorias as teses da inescrutabilidade da referência e da indeterminação da tradução, consubstanciando, assim, a tese da relatividade ontológica. O capítulo quarto abordará a maneira como considerações de cunho pragmático podem resolver algumas tensões geradas pela tese da relatividade, e como essa resolução repercute na concepção de Quine sobre a verdade. As conclusões do trabalho serão sintetizadas ao final. |
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O problema da referência linguística e sua relação com a ontologia na filosofia de W. V. O. QuineThe problem of linguistic reference and its relation to ontology in the philosophy of W. V. O. QuineQuineReferênciaIndeterminação da traduçãoRelatividade ontológicaNão se aplicaEsta dissertação tem o objetivo de explorar a interconexão entre o problema da referência linguística e a ontologia na filosofia de W. V. O. Quine. Mais especificadamente, pretendemos examinar a maneira como a investigação filosófica do aparato referencial da linguagem se relaciona com a concepção de Quine sobre os objetos, vistos como postulações teóricas livremente permutáveis contanto que preservados certos nexos estruturais da linguagem. Para tal finalidade, será abordado o contraste entre referência e significado na filosofia de Quine, a fim de explicitar as razões pelas quais o filósofo rejeita os objetos intensionais e as semânticas mentalistas que normalmente apelam a tais entidades. Em seguida, ingressaremos no experimento mental da tradução radical, que põe em questão a aparente transparência da relação referencial. Nesse contexto, mostraremos que a individuação dos objetos está condicionada a dispositivos linguísticos que funcionam de maneira interdependente, de tal forma que ajustes compensatórios nesse aparato conseguem acomodar permutações na relação referencial. Trata-se da tese da inescrutabilidade da referência, a qual, reforçada pelo holismo de Quine, conduz à tese da indeterminação da tradução. O capítulo terceiro se ocupará das consequências filosóficas que Quine deduz com respeito à ontologia. Mostraremos que o filósofo discerne um critério para determinar os compromissos ontológicos de linguagens/teorias arregimentáveis na notação da lógica de primeira ordem. Em seguida, abordaremos o argumento das funções proxy, que transpõe para aquelas teorias as teses da inescrutabilidade da referência e da indeterminação da tradução, consubstanciando, assim, a tese da relatividade ontológica. O capítulo quarto abordará a maneira como considerações de cunho pragmático podem resolver algumas tensões geradas pela tese da relatividade, e como essa resolução repercute na concepção de Quine sobre a verdade. As conclusões do trabalho serão sintetizadas ao final.This dissertation aims to explore the interconnection between the problem of linguistic reference and ontology in the philosophy of W. V. O. Quine. More specifically, we intend to examine the way by which the philosophical investigation of the referential apparatus of language relates to Quine’s conception of objects, regarded as theoretical posits freely interchangeable as long as certain structural nexus of language are preserved. To this end, we will firstly approach the contrast between reference and meaning in Quine’s philosophy, in order to lay out the reasons for the philosopher’s rejection of intensional objects and the mentalistic semantics that usually appeal to such entities. We will then approach the mental experiment of radical translation, intended to put into question the seeming transparency of the referential relation. In this context, we will show that linguistic devices that work in an interdependent manner condition the individuation of objects, in such a way that compensatory adjustments in this apparatus can accommodate permutations in the referential relation. This is the thesis of inscrutability of reference, which, in conjunction with Quine’s holism, leads to the thesis of indetermination of translation. The third chapter will consider the philosophical consequences that Quine deduces with respect to ontology. We will show that the philosopher discerns a criterion to determine the ontological commitments of languages/theories regimented in first order logic. Next, we will approach the proxy function argument, which transposes to such theories the theses of inscrutability of reference and indetermination of translation, thus substantiating Quine’s thesis of ontological relativity. The forth chapter will examine the way by which pragmatic considerations can solve some problems originated from the relativity thesis, and how such resolution reverberate in Quine’s conception regarding truth. We synthetize our conclusions at the end.Universidade Federal de São PauloTranjan, Tiagohttp://lattes.cnpq.br/0818589814120469https://lattes.cnpq.br/4606116635485849Lopes, Guilherme Barcelos Machado [UNIFESP]2025-05-14T18:45:48Z2025-05-14T18:45:48Z2025-04-22info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion117 f.application/pdfhttps://hdl.handle.net/11600/74095ark:/48912/001300002mfdgporUniversidade Federal de São Paulo, Campus Guarulhos - SPinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-05-15T04:04:47Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/74095Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-15T04:04:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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