Mecanismos de reparo tecidual e celular induzidos por células-tronco mesenquimais e por microvesículas derivadas de células-tronco mesenquimais em modelos de lesão renal aguda

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Almeida, Danilo Candido de [UNIFESP]
Orientador(a): Camara, Niels Olsen Saraiva Camara [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001s9xp
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=112930
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48253
Resumo: A lesão renal aguda é classicamente definida como uma perda rápida e progressiva da função renal, possui uma taxa de mortalidade elevada (80%) e apresenta limitada opções de tratamento. Neste sentido, a célula-tronco mesenquimal (MSC) possui um potencial efeito renoprotetor, além de atuar como agente efetor na modulação da expressão gênica por meio de microvesículas (MVs) carregadas de miRNAs. Portanto, neste presente trabalho foram avaliados os mecanismos moleculares e celulares envolvidos na terapêutica das MSCs e MVs utilizando um modelo de nefropatia induzida por cisplatina. Ambos os tratamentos com MSCs e MVs exerceram uma forte ação renoprotetora in vivo evidenciado pela melhora dos parâmetros renais (creatinina e ureia), aumento do índice de regeneração (Ki-67) e diminuição da taxa de apoptose (Tunel e Caspase-3). Adicionalmente, após os tratamentos, foi observada uma diminuição da inflamação (TNF-α, IFN-γ e IL-17), aumento de expressão de genes renoprotetores (HGF, IGF, VEGF e HO-1) e redução do stress oxidativo nos tecidos renais (NO, glutationa redutase e superóxido dismutase). Posteriormente, durante o tratamento, foi avaliado o perfil global de miRNAs nos tecidos renais e foi identificado a participação proeminentes de alguns miRNAs (miR-21, miR-377, miR-141, miR-880), os quais demonstraram estar envolvidos em mecanismos de fibrose, inflamação e apoptose. Observou-se também que apenas o pré-tratamento com RNases, anulou o efeito terapêutico das MVs. Subsequentemente, foi demonstrado in vitro que o co-cultivo de células tubulares com MSC e MVs diminui a apoptose e o stress oxidativo mitocondrial. Finalmente, quando nós super expressamos e silenciamos in vitro alguns miRNAs envolvidos, foi verificado de novo uma proeminente redução da apoptose e no índice de estresse oxidativo celular. Sumariamente, este trabalho demonstrou que a renoproteção das MSC e MVs em parte, pode estar associada a mecanismos que envolvam a reprogramação epigenética de células epiteliais tubulares via a modulação miRNAs. Esperamos que esse trabalho possa contribuir para a identificação de potenciais miRNAs biomarcadores de lesão ou de regeneração, facilitando a sua tradução mais simples e rápida para a prática clínica.
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