Existe algum papel protetor do HLA-B27 sobre a COVID-19 em pacientes com Espondiloartrite Axial? – Dados do ReumaCOV-Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mota, Guilherme Devidé [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000022zns
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/73908
Resumo: Objetivo: Avaliar o impacto da positividade do gene HLA-B27 sobre a susceptibilidade e gravidade da COVID-19 e na atividade da doença em pacientes com espondiloartrite (EpA) axial. Métodos: O ReumaCoV-Brasil é um estudo de coorte prospectivo, observacional, multicêntrico, projetado para monitorar pacientes com doenças reumáticas mediadas por imunidade durante a pandemia de SARS-CoV-2 no Brasil. Pacientes com EpA axial, de acordo com os critérios de classificação ASAS (2009), e apenas aqueles com status conhecido de HLA-B27, foram incluídos nesta subanálise do ReumaCov-Brasil. Após pareamento para sexo e idade, eles foram divididos em dois grupos: com diagnóstico de COVID-19 (Casos) e sem diagnóstico de COVID-19 (Controles). Pacientes com outras causas de imunodeficiências, bem como história de transplante de órgãos ou medula óssea, neoplasias e quimioterapia foram excluídos. Dados demográficos, desfechos da COVID-19 (diagnóstico, tratamento, hospitalização, ventilação mecânica e óbito), comorbidades, detalhes clínicos (atividade da doença e medicação concomitante) foram coletados usando o banco de dados Research Electronic Data Capture (REDCap). Os dados são apresentados como análise descritiva e modelos de regressão múltipla, utilizando o programa SPSS, versão 20. O nível de significância foi estabelecido como 5%. Resultados: De 24 de maio de 2020 a 24 de janeiro de 2021, um total de 153 pacientes com EpA axial foram incluídos, dos quais 85 (55,5%) com COVID-19 e 68 (44,4%) sem COVID-19. A maioria era do sexo masculino (N=92; 60,1%) com média de idade de 44,0±11,1 anos e doença de longa duração (11,7±9,9 anos). Positividade para o HLA-B27 foi observado em 112 (73,2%). Não houve diferença estatisticamente significativa em relação ao distanciamento social, tabagismo, IMC (índice de massa corporal), circunferência da cintura e comorbidades. Em relação aos medicamentos modificadores do curso de doença (MMCDs) biológicos, 110 (71,8%) estavam em uso de inibidores do TNF e 14 (9,15%) usavam antagonistas da IL-17. Comparando os pacientes com e sem COVID-19, a positividade de HLA-B27 não foi diferente entre os grupos (n=64, 75,3% vs. n=48, 48%, respectivamente; p=0,514). Além disso, a atividade da doença foi semelhante antes e após a infecção. Curiosamente, não foram relatados novos episódios de artrite, entesite ou manifestações extra-musculoesqueléticas após a COVID-19. O tempo médio entre os primeiros sintomas e a hospitalização foi de 7,1±3,4 dias, e embora o número de dias de hospitalização tenha sido numericamente maior no grupo HLA-B27 positivo, não foi observada diferença estatisticamente significativa (5,7±4,11 para pacientes B27 negativos e 13,5 ± 14,8 para pacientes B27 positivos; p=0,594). Apenas um paciente negativo para HLA-B27 faleceu. Não foi encontrada diferença significativa em relação às medicações concomitantes, incluindo MMCDs convencionais ou biológicos entre os grupos. Conclusões: Não houve diferença significativa dos desfechos de gravidade da COVID-19 em pacientes com EpA axial em relação à positividade de HLA-B27, sugerindo falta de efeito protetor com a infecção pelo SARS-CoV-2. Além disso, a atividade da doença foi semelhante antes e após a infecção.
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spelling Existe algum papel protetor do HLA-B27 sobre a COVID-19 em pacientes com Espondiloartrite Axial? – Dados do ReumaCOV-BrasilIs there any protective role of the HLA-B27 against COVID-19 in patients with axial Spondyloarthritis? – Data from the ReumaCov-Brasil RegistryCOVID-19SARS-CoV-2Desfechos de gravidadeEspondiloartrite axialHLA-B27Atividade da doença.3. Saúde e bem-estarObjetivo: Avaliar o impacto da positividade do gene HLA-B27 sobre a susceptibilidade e gravidade da COVID-19 e na atividade da doença em pacientes com espondiloartrite (EpA) axial. Métodos: O ReumaCoV-Brasil é um estudo de coorte prospectivo, observacional, multicêntrico, projetado para monitorar pacientes com doenças reumáticas mediadas por imunidade durante a pandemia de SARS-CoV-2 no Brasil. Pacientes com EpA axial, de acordo com os critérios de classificação ASAS (2009), e apenas aqueles com status conhecido de HLA-B27, foram incluídos nesta subanálise do ReumaCov-Brasil. Após pareamento para sexo e idade, eles foram divididos em dois grupos: com diagnóstico de COVID-19 (Casos) e sem diagnóstico de COVID-19 (Controles). Pacientes com outras causas de imunodeficiências, bem como história de transplante de órgãos ou medula óssea, neoplasias e quimioterapia foram excluídos. Dados demográficos, desfechos da COVID-19 (diagnóstico, tratamento, hospitalização, ventilação mecânica e óbito), comorbidades, detalhes clínicos (atividade da doença e medicação concomitante) foram coletados usando o banco de dados Research Electronic Data Capture (REDCap). Os dados são apresentados como análise descritiva e modelos de regressão múltipla, utilizando o programa SPSS, versão 20. O nível de significância foi estabelecido como 5%. Resultados: De 24 de maio de 2020 a 24 de janeiro de 2021, um total de 153 pacientes com EpA axial foram incluídos, dos quais 85 (55,5%) com COVID-19 e 68 (44,4%) sem COVID-19. A maioria era do sexo masculino (N=92; 60,1%) com média de idade de 44,0±11,1 anos e doença de longa duração (11,7±9,9 anos). Positividade para o HLA-B27 foi observado em 112 (73,2%). Não houve diferença estatisticamente significativa em relação ao distanciamento social, tabagismo, IMC (índice de massa corporal), circunferência da cintura e comorbidades. Em relação aos medicamentos modificadores do curso de doença (MMCDs) biológicos, 110 (71,8%) estavam em uso de inibidores do TNF e 14 (9,15%) usavam antagonistas da IL-17. Comparando os pacientes com e sem COVID-19, a positividade de HLA-B27 não foi diferente entre os grupos (n=64, 75,3% vs. n=48, 48%, respectivamente; p=0,514). Além disso, a atividade da doença foi semelhante antes e após a infecção. Curiosamente, não foram relatados novos episódios de artrite, entesite ou manifestações extra-musculoesqueléticas após a COVID-19. O tempo médio entre os primeiros sintomas e a hospitalização foi de 7,1±3,4 dias, e embora o número de dias de hospitalização tenha sido numericamente maior no grupo HLA-B27 positivo, não foi observada diferença estatisticamente significativa (5,7±4,11 para pacientes B27 negativos e 13,5 ± 14,8 para pacientes B27 positivos; p=0,594). Apenas um paciente negativo para HLA-B27 faleceu. Não foi encontrada diferença significativa em relação às medicações concomitantes, incluindo MMCDs convencionais ou biológicos entre os grupos. Conclusões: Não houve diferença significativa dos desfechos de gravidade da COVID-19 em pacientes com EpA axial em relação à positividade de HLA-B27, sugerindo falta de efeito protetor com a infecção pelo SARS-CoV-2. Além disso, a atividade da doença foi semelhante antes e após a infecção.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)001Universidade Federal de São PauloPinheiro, Marcelo de Medeiros [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0915558506003320http://lattes.cnpq.br/9200480113817909Mota, Guilherme Devidé [UNIFESP]2025-03-28T13:17:04Z2025-03-28T13:17:04Z2024-07-04info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion51 f.application/pdfMOTA, Guilherme Devidé. Existe algum papel protetor do HLA-B27 sobre a COVID-19 em pacientes com Espondiloartrite Axial? – Dados do ReumaCOV-Brasil. 2024. 51 f. Dissertação (Mestrado em Reumatologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2024.https://hdl.handle.net/11600/73908ark:/48912/0013000022znsporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-03-29T04:01:27Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/73908Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-03-29T04:01:27Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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