Investigação do processamento das proteínas do sistema calicreína-cinina plasmático na interação com células endoteliais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Assis, Mirian Coelho de [UNIFESP]
Orientador(a): Motta, Guacyara da [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000025dq9
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7628560
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59619
Resumo: As células endoteliais (ECs) correspondem ao revestimento tanto dos vasos sanguíneos quanto dos vasos linfáticos e constituem a camada interna desses vasos. Estas células são epiteliais achatadas e distribuídas em monocamada apresentando grande heterogeneidade, pois diferem no tamanho, comprimento e altura, na forma e número de vesículas estocadas, e isso está relacionado ao calibre do vaso sanguíneo ou de um tecido (Aird, 2007; Dela-Paz et al., 2009). O endotélio é considerado um órgão endócrino capaz de produzir e secretar uma variedade de substâncias químicas as quais controlam a coagulação, o tônus vascular e os níveis plasmáticos de mediadores endógenos e de lipoproteínas (Carvalho et al., 2005). Todavia, está envolvido também em um número de condições patológicas, tais como aterosclerose e câncer (Dela-Paz et al., 2009), e na coagulação intravascular difusa o endotélio é a interface entre a inflamação e ativação inapropriada do sistema da coagulação (Kato, 2014). O endotélio exerce diversas funções como regulação da resposta inflamatória e inibição da proliferação e migração celulares. A liberação de substâncias como vasodilatadores e vasoconstritores conservam o fluxo sanguíneo laminar, preservando a fluidez da membrana plasmática, criando mecanismos anticoagulantes. Os vasodilatadores como óxido nítrico, bradicinina e adenosina, em canais de K+ dependentes de ATP, sua ativação por vasodilatadores, associados a hiperpolarização da membrana, ocorre o fechamento dos canais de K + , atuam nas células da musculatura lisa celular presentes na túnica média de arteríolas resultando em redução da resistência do fluxo sanguíneo e diminuição da pressão sanguínea. Por outro lado os vasoconstritores incluem a endotelina e a angiotensina II que promovem a contração da musculatura lisa e aumentam a resistência vascular e a elevação da pressão sanguínea (Bahia et al., 2006; DelaPaz et al., 2009; Brandão et al., 2014). As funções exercidas pelo endotélio regulam as interações célula-célula e célula-matriz, sendo a expressão e presença dos receptores ligados à membrana associados a numerosas moléculas incluindo proteínas, partículas transportadoras de lipídeos, metabólitos e hormônios, e açúcares do tipo glicosaminoglicanos (Rajendran et al., 2013; Muller, 2013). A barreira hematoencefálica (BHE) é uma interface entre o espaço intravascular e o sistema nervoso central (SNC) que regula a passagem de moléculas do sangue para o cérebro e o transporte de dióxido de carbono e resíduos metabólicos do cérebro para o sangue (Zhao et al., 2015). Existem duas barreiras hematoencefálicas funcionalmente distintas, (1) uma barreira fisiológica que regula a difusão de solutos e é formada por capilares, abrange uma única camada composta de células endoteliais, membrana gliovascular e astrócitos da glia limitante, e (2) uma barreira neuroimunológica, que é formada por vênulas póscapilares e consiste de duas camadas, o endotélio vascular com sua membrana basal e a glia limitante com endófito astrocitário associado e sua membrana basal. Essas duas camadas são separadas por espaço perivascular. Em uma resposta inflamatória, as células imunes migram para o sistema nervoso central (SNC) no neuroimunológico, neste caso as células imunes precisam atravessar duas barreiras físicas, o endotélio vascular e a glia limitante para entrar no parênquima do SNC (Owens et al., 2008; Bechmann et al., 2007). O endotélio como regulador da vascularização e fonte de substâncias vasoativas, em vasos resistentes como artérias, o endotélio desempenha um papel fundamental na regulação do tônus vascular, fluxo sanguíneo e pressão arterial sistêmica através de vários estímulos vasoativos. Esta monocamada interage e traduz sinais presentes na corrente sanguínea e nos tecidos locais, promovendo o início a modulação dinâmica da atividade contrátil da musculatura vascular circundante. Alguns exemplos nos mostram estes estímulos do endotélio como, em uma resposta mecânica a tensão de cisalhamento devido ao fluxo sanguíneo; químico temos estímulos com acetilcolina, bradicinina e ATP, liberação de fatores de células endoteliais como óxido nítrico (NO), prostaciclina, peróxido de hidrogênio (H2O2), metabólitos do ácido araquidônico, etc. E sinais elétrico do tipo hiperpolarização derivado do endotélio que desempenham papéis importantes no regulamento do tônus vascular (Segal SS, 2005; Mallat et al., 2017).
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spelling Mestradohttp://lattes.cnpq.br/4060773569354807http://lattes.cnpq.br/0050968690289066Assis, Mirian Coelho de [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/7024315470446395Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Motta, Guacyara da [UNIFESP]Oliveira, Cleide de [UNIFESP]São Paulo2021-01-19T16:34:04Z2021-01-19T16:34:04Z2019-02-28As células endoteliais (ECs) correspondem ao revestimento tanto dos vasos sanguíneos quanto dos vasos linfáticos e constituem a camada interna desses vasos. Estas células são epiteliais achatadas e distribuídas em monocamada apresentando grande heterogeneidade, pois diferem no tamanho, comprimento e altura, na forma e número de vesículas estocadas, e isso está relacionado ao calibre do vaso sanguíneo ou de um tecido (Aird, 2007; Dela-Paz et al., 2009). O endotélio é considerado um órgão endócrino capaz de produzir e secretar uma variedade de substâncias químicas as quais controlam a coagulação, o tônus vascular e os níveis plasmáticos de mediadores endógenos e de lipoproteínas (Carvalho et al., 2005). Todavia, está envolvido também em um número de condições patológicas, tais como aterosclerose e câncer (Dela-Paz et al., 2009), e na coagulação intravascular difusa o endotélio é a interface entre a inflamação e ativação inapropriada do sistema da coagulação (Kato, 2014). O endotélio exerce diversas funções como regulação da resposta inflamatória e inibição da proliferação e migração celulares. A liberação de substâncias como vasodilatadores e vasoconstritores conservam o fluxo sanguíneo laminar, preservando a fluidez da membrana plasmática, criando mecanismos anticoagulantes. Os vasodilatadores como óxido nítrico, bradicinina e adenosina, em canais de K+ dependentes de ATP, sua ativação por vasodilatadores, associados a hiperpolarização da membrana, ocorre o fechamento dos canais de K + , atuam nas células da musculatura lisa celular presentes na túnica média de arteríolas resultando em redução da resistência do fluxo sanguíneo e diminuição da pressão sanguínea. Por outro lado os vasoconstritores incluem a endotelina e a angiotensina II que promovem a contração da musculatura lisa e aumentam a resistência vascular e a elevação da pressão sanguínea (Bahia et al., 2006; DelaPaz et al., 2009; Brandão et al., 2014). As funções exercidas pelo endotélio regulam as interações célula-célula e célula-matriz, sendo a expressão e presença dos receptores ligados à membrana associados a numerosas moléculas incluindo proteínas, partículas transportadoras de lipídeos, metabólitos e hormônios, e açúcares do tipo glicosaminoglicanos (Rajendran et al., 2013; Muller, 2013). A barreira hematoencefálica (BHE) é uma interface entre o espaço intravascular e o sistema nervoso central (SNC) que regula a passagem de moléculas do sangue para o cérebro e o transporte de dióxido de carbono e resíduos metabólicos do cérebro para o sangue (Zhao et al., 2015). Existem duas barreiras hematoencefálicas funcionalmente distintas, (1) uma barreira fisiológica que regula a difusão de solutos e é formada por capilares, abrange uma única camada composta de células endoteliais, membrana gliovascular e astrócitos da glia limitante, e (2) uma barreira neuroimunológica, que é formada por vênulas póscapilares e consiste de duas camadas, o endotélio vascular com sua membrana basal e a glia limitante com endófito astrocitário associado e sua membrana basal. Essas duas camadas são separadas por espaço perivascular. Em uma resposta inflamatória, as células imunes migram para o sistema nervoso central (SNC) no neuroimunológico, neste caso as células imunes precisam atravessar duas barreiras físicas, o endotélio vascular e a glia limitante para entrar no parênquima do SNC (Owens et al., 2008; Bechmann et al., 2007). O endotélio como regulador da vascularização e fonte de substâncias vasoativas, em vasos resistentes como artérias, o endotélio desempenha um papel fundamental na regulação do tônus vascular, fluxo sanguíneo e pressão arterial sistêmica através de vários estímulos vasoativos. Esta monocamada interage e traduz sinais presentes na corrente sanguínea e nos tecidos locais, promovendo o início a modulação dinâmica da atividade contrátil da musculatura vascular circundante. Alguns exemplos nos mostram estes estímulos do endotélio como, em uma resposta mecânica a tensão de cisalhamento devido ao fluxo sanguíneo; químico temos estímulos com acetilcolina, bradicinina e ATP, liberação de fatores de células endoteliais como óxido nítrico (NO), prostaciclina, peróxido de hidrogênio (H2O2), metabólitos do ácido araquidônico, etc. E sinais elétrico do tipo hiperpolarização derivado do endotélio que desempenham papéis importantes no regulamento do tônus vascular (Segal SS, 2005; Mallat et al., 2017).Endothelial cells (ECs) correspond to the coating of both vessels the lymphatic vessels and constitute the inner layer of these glasses These cells are flattened epithelial and distributed in monolayer presenting great heterogeneity, since they differ in size, length and height, shape and number of stored vesicles, and this is related to the caliber of the blood vessel or a tissue (Aird, 2007; Dela-Paz et al., 2009). The endothelium is considered an endocrine organ capable of producing and secreting a variety of chemicals that control clotting, tonus and plasma levels of endogenous mediators and lipoproteins (Carvalho et al., 2005). However, it is also involved in a number of pathological conditions, such as atherosclerosis and cancer (Dela-Paz et al., 2009), and in diffuse intravascular coagulation the endothelium is the interface between inflammation and inappropriate activation of the coagulation system (Kato, 2014). The endothelium exerts several functions as regulation of the inflammatory response and inhibition of cell proliferation and migration. The release of substances such as vasodilators and vasoconstrictors conserve laminar blood flow, preserving the fluidity of the plasma membrane, creating mechanisms anticoagulants. Vasodilators such as nitric oxide, bradykinin and adenosine, in channels of K + dependent on ATP, its activation by vasodilators, associated with hyperpolarization of the membrane, the closure of the K + , act on the cells of the smooth muscle cells present in the tunica media of arterioles resulting in reduced blood flow resistance and decreased blood pressure. On the other hand vasoconstrictors include endothelin and angiotensin II which promote smooth muscle contraction and increase the (Baxter et al., 2006), and the effect of the antihypertensive effect on the blood pressure (Baxter et al. The functions exerted by the endothelium regulate cell-cell interactions and cell-matrix, the expression and presence of membrane-bound receptors being associated with numerous molecules including proteins, carrier particles of lipids, metabolites and hormones, and glycosaminoglycan sugars (Rajendran et al., 2013, Muller, 2013).Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2019)68 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7628560https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59619ark:/48912/0013000025dq9porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCalicreína-cinina plasmáticoEndotélioProcessamentoProteoglicanosSinalização celularCalicrein-kinin plasmaEndotheliumProcessingProteoglycanSinalizationInvestigação do processamento das proteínas do sistema calicreína-cinina plasmático na interação com células endoteliaisInvestigation of the processing of plasma kallikrein-kinin system proteins in interaction with endothelial cellsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de MedicinaCiências Biológicas (Biologia Molecular)BioquimicaBiologia EstruturalORIGINALMirian Coelho de Assis -A.pdfMirian Coelho de Assis -A.pdfDissertação de mestradoapplication/pdf5274677https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/bb781970-79a2-479c-b084-fca53ede4e66/downloade1284696c50fad6f547ad7929052d5adMD51TEXTMirian Coelho de Assis -A.pdf.txtMirian Coelho de Assis -A.pdf.txtExtracted texttext/plain115737https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/090126fc-d20d-4618-be76-5c0a533ee217/downloadc2816c7ebaff21f0c0b31a8a5c8b1a27MD52THUMBNAILMirian Coelho de Assis -A.pdf.jpgMirian Coelho de Assis -A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2609https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/508f5d7e-6645-4811-a3e9-658b17c2e314/download4697a33371344925df13a5f170bccd78MD5311600/596192024-08-11 01:34:33.94oai:repositorio.unifesp.br:11600/59619https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-11T01:34:33Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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