Vaginoplastia com celulose oxidada: avaliação anatômica, funcional e histológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Dornelas, Juliane Sá [UNIFESP]
Orientador(a): Jarmy Di Bella, Zsuzsanna Ilona Katalin de [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000020djf
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10161
Resumo: Objetivo: Apresentar e avaliar os resultados histológicos, anatômicos e funcionais do procedimento de McIndoe modificado, utilizando a celulose oxidada (Surgicel®). Métodos: Onze mulheres com agenesia vaginal se submeteram à neovaginoplastia com ou sem canalização útero-vaginal utilizando um molde revestido com celulose oxidada. As cirurgias foram realizadas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2010. Oito dessas pacientes tiveram o diagnóstico de Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), e as outras três tiveram o diagnóstico de Agenesia Cervico-vaginal (CVA). O tempo médio de seguimento foi 14 meses (variando de 6 a 24 meses), e incluiu exame físico e avaliação do questionário sexual (Female Sexual Function Index-FSFI). Amostras teciduais foram obtidas no momento da cirurgia e 1 a 12 meses após o procedimento. Biópsias vaginais para controle foram obtidas de um grupo de pacientes com doenças ginecológicas benignas. Avaliou-se a epitelização escamosa do tecido da neovagina, e a quantidade total de colágeno das neovaginas, e comparou-se com o grupo controle. Para análise estatística utilizou-se o teste ANOVA e o t-test. Resultados: Seis meses após a cirurgia, o sucesso anatômico foi encontrado em 100% das pacientes com síndrome MRKH (comprimento vaginal > 6 cm), e sucesso funcional em todas as pacientes que iniciaram atividade sexual (Score FSFI > 30). As biópsias mostraram epitelização da neovagina após 6 meses em todas as amostras, e o conteúdo total de colágeno foi comparável ao de uma vagina normal. Uma complicação maior ocorreu em uma paciente com CVA, que culminou em morte. O procedimento de canalização útero vaginal não foi bem sucedido em criar um pertuito para menstruações regulares mensais em nenhum dos casos. Nenhuma das pacientes com CVA obtiveram sucesso anatômico ou funcional. Conclusão: A neovaginoplastia com a técnica de McIndoe modificada, utilizando a celulose oxidada (Surgicel®), procedimento simples e de baixo custo, permite a formação de canal vaginal com epitelização e conteúdo de colágeno similar ao de uma vagina normal. É uma potencial alternativa terapêutica para síndrome de MRKH.
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spelling Dornelas, Juliane Sá [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Jarmy Di Bella, Zsuzsanna Ilona Katalin de [UNIFESP]2015-07-22T20:50:56Z2015-07-22T20:50:56Z2011-07-27Objetivo: Apresentar e avaliar os resultados histológicos, anatômicos e funcionais do procedimento de McIndoe modificado, utilizando a celulose oxidada (Surgicel®). Métodos: Onze mulheres com agenesia vaginal se submeteram à neovaginoplastia com ou sem canalização útero-vaginal utilizando um molde revestido com celulose oxidada. As cirurgias foram realizadas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2010. Oito dessas pacientes tiveram o diagnóstico de Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), e as outras três tiveram o diagnóstico de Agenesia Cervico-vaginal (CVA). O tempo médio de seguimento foi 14 meses (variando de 6 a 24 meses), e incluiu exame físico e avaliação do questionário sexual (Female Sexual Function Index-FSFI). Amostras teciduais foram obtidas no momento da cirurgia e 1 a 12 meses após o procedimento. Biópsias vaginais para controle foram obtidas de um grupo de pacientes com doenças ginecológicas benignas. Avaliou-se a epitelização escamosa do tecido da neovagina, e a quantidade total de colágeno das neovaginas, e comparou-se com o grupo controle. Para análise estatística utilizou-se o teste ANOVA e o t-test. Resultados: Seis meses após a cirurgia, o sucesso anatômico foi encontrado em 100% das pacientes com síndrome MRKH (comprimento vaginal > 6 cm), e sucesso funcional em todas as pacientes que iniciaram atividade sexual (Score FSFI > 30). As biópsias mostraram epitelização da neovagina após 6 meses em todas as amostras, e o conteúdo total de colágeno foi comparável ao de uma vagina normal. Uma complicação maior ocorreu em uma paciente com CVA, que culminou em morte. O procedimento de canalização útero vaginal não foi bem sucedido em criar um pertuito para menstruações regulares mensais em nenhum dos casos. Nenhuma das pacientes com CVA obtiveram sucesso anatômico ou funcional. Conclusão: A neovaginoplastia com a técnica de McIndoe modificada, utilizando a celulose oxidada (Surgicel®), procedimento simples e de baixo custo, permite a formação de canal vaginal com epitelização e conteúdo de colágeno similar ao de uma vagina normal. É uma potencial alternativa terapêutica para síndrome de MRKH.Objective: To present and evaluate the histological, anatomical and functional results of the McIndoe procedure, as modified by the application of oxidized cellulose (SurgicelTM) in women with vaginal agenesis. Study design: Eleven patients with vaginal agenesis underwent vaginoplasty with or without uterovaginal cannulation using a mold that had been wrapped with oxidized cellulose. The surgeries were performed between January 2009 and January 2010. Eight of the patients had been diagnosed with Mayer-Rokitansky- Kuster-Hauser (MRKH) syndrome, and the remaining three had been diagnosed with cervicovaginal agenesis (CVA). The mean follow-up time was 14 months (range, 6-24 months), and it included clinical examinations and evaluation of the Female Sexual Function Index (FSFI). Neovaginal biopsies were taken from the patients with MRKH syndrome at the time of surgery and 1-12 months after surgery. Control tissues were taken from a group of patients without vaginal disease. The histology of the samples was evaluated to determine squamous epithelialization of the neovaginal tissue over time, and the total collagen content of the neovaginas were compared with normal control subjects. For statistical analysis we employed the ANOVA test and the t-test. Results: At 6 months, anatomical success was achieved in 100% of the MRKH syndrome patients (neovaginal length . 6 cm), and functional success was achieved in 100% of the patients who started their sexual life (FSFI score . 30). Biopsy results showed complete epithelialization of the neovagina after 5 monthsin all samples, and the amount of collagen content in the neovaginas progressively increased. After 6 months, the collagen content was comparable to that of a normal vagina. One major postoperative complication occurred in a patient with CVA, which culminated in death. The uterovaginal canalization procedure was unsuccessful at creating an outflow tract for regular menses in all cases. None of patients with CVA achieved anatomical or functional success. Conclusions: The procedure described here offers patients a functional vagina by means of a simple and low-cost procedure that elicits squamous epithelialization of the neovaginal vault, with total collagen content similar to that of normal vaginal tissue. It is a potential alternative therapeutic approach for MRKH syndrome but not applicable to cases of CVA.TEDEDORNELAS, Juliane Sá. Vaginoplastia com celulose oxidada: avaliação anatômica, funcional e histológica. 2011. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.Publico-12807.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10161ark:/48912/0013000020djfporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCelulose oxidadaColágenoAgenesia vaginalCellulose, OxidizedCollagenVaginal agenesisVaginoplastia com celulose oxidada: avaliação anatômica, funcional e histológicaVaginoplasty with oxidized cellulose: anatomical, functional and histological evaluationinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Ginecologia) - EPMORIGINALPublico-12807.pdfapplication/pdf1925667https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/a29146d5-bba7-402d-9547-063d5b4ed72d/download40f94a2382fcb5e9e0c7155532f0079aMD51TEXTPublico-12807.pdf.txtPublico-12807.pdf.txtExtracted texttext/plain102567https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f3904a56-2305-4180-91cc-52a28a8ca8ba/download30b2fa83b92af31820ae7c3259f6ebeeMD53THUMBNAILPublico-12807.pdf.jpgPublico-12807.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2524https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/32f72186-5d7b-478d-9972-eb3615f0e916/download441d827d540846dace6d87dd223187fbMD5411600/101612024-08-06 23:53:48.263oai:repositorio.unifesp.br:11600/10161https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-06T23:53:48Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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