Feminina sim, feminista não : uma análise das deputadas federais antifeministas de extrema direita na 56º Legislatura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Galetti, Camila Carolina Hildebrand
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51264
Resumo: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2024.
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spelling Feminina sim, feminista não : uma análise das deputadas federais antifeministas de extrema direita na 56º LegislaturaBolsonarismoExtrema-direitaNeoliberalismo - BrasilNeoconservadorismoFeminismoTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2024.Os últimos anos foram marcados por um recrudescimento conservador na política brasileira. As eleições de 2018 indicaram a pavimentação de atores e atrizes na política institucional, declaradamente, antifeministas e com discursos misóginos associados a movimentos amparados em uma radicalização política. Partindo do pressuposto que essa movimentação se apresenta como contrarresposta aos avanços e lutas das agendas feministas vislumbradas na última década, esta tese de doutorado teve como finalidade analisar o avanço de discursos e aderências ao antifeminismo e seus desdobramentos na política institucional, entre as deputadas federais alinhadas ao espectro ideológico de extrema direita eleitas para a 56º Legislatura da Câmara dos Deputados. A aderência e organização de discursos antifeministas ganharam espaço, impulsionadas por candidaturas femininas que se atrelaram durante todo processo eleitoral à figura do, então, candidato à Presidência da República Jair Messias Bolsonaro, amparadas por uma concepção de família claramente recortada e firmemente defendida. Alinhou-se, assim, à imagem do líder a representação de alguém que representava uma tutela, proteção e amparo ao feminino, o qual se encontrava ameaçado pelas investidas da agenda feminista. A partir de uma revisão bibliográfica sobre a ascensão de governos de extrema-direita no mundo, propomos um debate teórico referenciado, a partir da análise via Facepager das campanhas eleitorais das dezoito deputadas federais eleitas por partidos de extrema direita no Brasil, em 2018. Mobilizou-se, destarte, na literatura especializada, a hipótese central de que o bolsonarismo tem se tornado uma incubadora de atrizes políticas antifeministas. A pesquisa pautou-se no levantamento e análise dos conteúdos postados pelas deputadas federais eleitas de extrema-direita durante a campanha eleitoral de 2018, tanto em suas páginas no Facebook e Twitter, como em vídeos e lives no YouTube. Desde o início da pesquisa, observou-se certa lacuna existente nas Ciências Sociais acerca das ações coletivas antifeministas no Brasil, as quais têm como finalidade diluir a luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária. Entre os resultados, observou-se que o alinhamento entre o neoliberalismo e o neoconservadorismo aliados ao aumento da utilização do ciberespaço são de extrema importância para a manutenção das desigualdades de gênero e da opressão das mulheres. Além disso, é possível apontar que o antifeminismo à brasileira consolida a disputa em torno de categorias que são caras a esse movimento social, como preceitos de representatividade, maternidade, feminilidade e a própria categoria mulher. Por fim, é possível afirmar que o período de análise (2018-2022) demarcou que o antifeminismo aqui tratado, pode ser intitulado de “antifeminismo de estado” e que tem como finalidade adentrar a política institucional para extinguir agendas caras ao feminismo progressista.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).The last few years have been marked by a conservative upsurge in Brazilian politics. The 2018 elections indicated the paving of actors and actresses in institutional politics, declaredly anti-feminist and with misogynistic speeches associated with movements supported by political radicalization. Based on the assumption that this movement presents itself as a counter-response to the advances and struggles of feminist agendas envisioned in the last decade, this doctoral thesis aimed to analyze the advancement of discourses and adherence to anti-feminism and its consequences in institutional politics, among aligned federal deputies to the far-right ideological spectrum elected to the 56th Legislature of the Chamber of Deputies. The adherence and organization of anti-feminist speeches gained space, driven by female candidates who were linked throughout the electoral process to the figure of the then candidate for President of the Republic Jair Messias Bolsonaro, supported by a clearly defined and firmly defended conception of family. Thus, the image of the leader was aligned with the representation of someone who represented tutelage, protection and support for the feminine, which was threatened by the attacks of the feminist agenda. Based on a bibliographical review on the rise of far-right governments in the world, we propose a theoretical debate based on an analysis via Facepager of the electoral campaigns of the eighteen federal deputies elected by far-right parties in Brazil in 2018. Mobilized Thus, in specialized literature, the central hypothesis is that Bolsonarism has become an incubator for anti-feminist political actresses. The research was based on the survey and analysis of content posted by far-right elected federal deputies during the 2018 electoral campaign, both on their Facebook and Twitter pages, as well as in videos and lives on YouTube. Since the beginning of the research, a certain gap has been observed in Social Sciences regarding anti-feminist collective actions in Brazil, which aim to dilute women's struggle for a more egalitarian society. Among the results, it was observed that the alignment between neoliberalism and neoconservatism combined with the increased use of cyberspace are extremely important for the maintenance of gender inequalities and the oppression of women. Furthermore, it is possible to point out that Brazilian anti-feminism consolidates the dispute around categories that are dear to this social movement, such as precepts of representation, motherhood, femininity and the category of woman itself. Finally, it is possible to state that the period of analysis (2018-2022) demarcated that the antifeminism discussed here can be called “state antifeminism” and that its purpose is to enter institutional politics to extinguish agendas dear to progressive feminism.Les dernières années ont été marquées par une montée des conservateurs dans la politique brésilienne. Les élections de 2018 ont marqué l’émergence d’acteurs et d’actrices dans une politique institutionnelle, déclarée antiféministe et aux discours misogynes associés à des mouvements soutenus par la radicalisation politique. Partant de l'hypothèse que ce mouvement se présente comme une contre-réponse aux avancées et aux luttes des agendas féministes envisagés au cours de la dernière décennie, cette thèse de doctorat visait à analyser l'avancée des discours et l'adhésion à l'antiféminisme et ses conséquences dans la politique institutionnelle, parmi les députés fédéraux alignés sur le spectre idéologique d'extrême droite élus à la 56e législature de la Chambre des députés. L'adhésion et l'organisation de discours antiféministes ont gagné de l'espace, portées par des candidates liées tout au long du processus électoral à la figure de Jair Messias Bolsonaro, alors candidat à la présidence de la République, soutenues par une conception de la famille clairement définie et fermement défendue. Ainsi, l’image du leader s’alignait sur la représentation de quelqu’un qui représentait la tutelle, la protection et le soutien du féminin, menacé par les attaques de l’agenda féministe. À partir d'une revue bibliographique sur la montée des gouvernements d'extrême droite dans le monde, nous proposons un débat théorique basé sur une analyse via Facepager des campagnes électorales des dix-huit députés fédéraux élus par les partis d'extrême droite au Brésil en 2018. Mobilisés ainsi , dans la littérature spécialisée, l’hypothèse centrale est que le bolsonarisme est devenu un incubateur d’actrices politiques antiféministes. La recherche s'est appuyée sur l'enquête et l'analyse des contenus postés par des élus fédéraux d'extrême droite lors de la campagne électorale de 2018, tant sur leurs pages Facebook et Twitter, que dans des vidéos et des lives sur YouTube. Depuis le début de la recherche, une certaine lacune a été observée dans les sciences sociales concernant les actions collectives antiféministes au Brésil, qui visent à diluer la lutte des femmes pour une société plus égalitaire. Parmi les résultats, il a été observé que l’alignement entre le néolibéralisme et le néoconservatisme combiné à l’utilisation accrue du cyberespace est extrêmement important pour le maintien des inégalités de genre et de l’oppression des femmes. Par ailleurs, il est possible de souligner que l'antiféminisme brésilien consolide la controverse autour des catégories chères à ce mouvement social, comme les préceptes de représentation, la maternité, la féminité et la catégorie de femme elle-même. Enfin, il est possible d’affirmer que la période d’analyse (2018-2022) a délimité le fait que l’antiféminisme discuté ici peut être qualifié d’« antiféminisme d’État » et que son objectif est d’entrer dans la politique institutionnelle pour éteindre les agendas chers au féminisme progressiste.Instituto de Ciências Sociais (ICS)Departamento de Sociologia (ICS SOL)Programa de Pós-Graduação em SociologiaGuimarães, Débora MessenbergGaletti, Camila Carolina Hildebrand2024-12-27T15:44:37Z2024-12-27T15:44:37Z2024-12-272024-02-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfGALETTI, Camila Carolina Hildebrand. Feminina sim, feminista não: uma análise das deputadas federais antifeministas de extrema direita na 56º Legislatura. 2024. 266 f. Tese (Doutorado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.http://repositorio.unb.br/handle/10482/51264porA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2024-12-27T15:44:37Zoai:repositorio.unb.br:10482/51264Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2024-12-27T15:44:37Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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