Efeito do fluconazol na infecção paracoccidioidomicótica em modelo experimental murino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Andrade, Thayana Dutra de
Orientador(a): Burger, Eva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Alfenas
Sede
Mestrado em Ciências Biológicas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas
Departamento: Instituto de Ciências da Natureza
País: Não Informado pela instituição
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2893
http://lattes.cnpq.br/3380759848955365
http://lattes.cnpq.br/2839735348870197
Resumo: A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica e endêmica de característica granulomatosa, causada pelos fungos do complexo Paracoccidioides spp. Há poucos fármacos disponíveis para tratamento desta micose. Tendo isso em vista, foi investigado o efeito da utilização do fármaco Fluconazol (FLC) na PCM. Visando avaliar seus efeitos, foi avaliada a citotoxicidade do FLC frente à Pl e Pb18, empregando ensaios in vitro. A citotoxicidade também foi testada frente a células esplênicas. Na sequência, por meio da infecção subcutânea em air pouch em camundongos swiss, foram obtidas amostras para os experimentos ex vivo. Nos experimentos in vitro, as três doses de FLC demonstraram reduzir o número de fungos viáveis de Pl. As doses também reduziram o número absoluto de Pb18. Para avaliar a capacidade antimicrobiana do fármaco, a técnica de macrodiluição foi realizada utilizando 1, 2 e 3 mg/mL. Nos experimentos ex vivo observou-se que a concentração de FLC de 2 mg/mL estimulou maior migração celular comparado com a de 1 mg/mL, com ambas as cepas fúngicas. Em contrapartida, nos grupos infectados com Pb18 não houve diferença entre os grupos infectados e tratados. Não houve diferença na produção de H2O2 nos grupos infectados por Pl, porém, na infecção por Pb18, a produção foi menor que no grupo controle no grupo tratado com 2 mg/mL. Por outro lado, a dose de 2 mg/mL estimulou a produção de catalase na infecção por Pl. A maior produção de EROS foi obtida empregando tratamento com 2mg/mL de FLC na infecção por Pl e 1 mg/mL na infecção por Pb18. O tratamento com FLC resultou em efeitos diferentes nas duas cepas do fungo: na infecção por Pl estimulou a produção de IL-17, IL-12 e TNF-α e na infecção por Pb18 causou decréscimo da produção de IL-4, IL-17, KC, TNF-α e aumento de IL-1β. Analisados em conjunto, os resultados sugerem que as diferentes doses de FLC, na presença de Pl ou Pb18 estimulam de maneiras diferentes as células da resposta imune. Apesar disso, o fármaco é capaz de gerar estímulo celular com consequente combate aos fungos, demonstrando sua eficácia na paracoccidioidomicose experimental.
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Nos experimentos in vitro, as três doses de FLC demonstraram reduzir o número de fungos viáveis de Pl. As doses também reduziram o número absoluto de Pb18. Para avaliar a capacidade antimicrobiana do fármaco, a técnica de macrodiluição foi realizada utilizando 1, 2 e 3 mg/mL. Nos experimentos ex vivo observou-se que a concentração de FLC de 2 mg/mL estimulou maior migração celular comparado com a de 1 mg/mL, com ambas as cepas fúngicas. Em contrapartida, nos grupos infectados com Pb18 não houve diferença entre os grupos infectados e tratados. Não houve diferença na produção de H2O2 nos grupos infectados por Pl, porém, na infecção por Pb18, a produção foi menor que no grupo controle no grupo tratado com 2 mg/mL. Por outro lado, a dose de 2 mg/mL estimulou a produção de catalase na infecção por Pl. A maior produção de EROS foi obtida empregando tratamento com 2mg/mL de FLC na infecção por Pl e 1 mg/mL na infecção por Pb18. O tratamento com FLC resultou em efeitos diferentes nas duas cepas do fungo: na infecção por Pl estimulou a produção de IL-17, IL-12 e TNF-α e na infecção por Pb18 causou decréscimo da produção de IL-4, IL-17, KC, TNF-α e aumento de IL-1β. Analisados em conjunto, os resultados sugerem que as diferentes doses de FLC, na presença de Pl ou Pb18 estimulam de maneiras diferentes as células da resposta imune. Apesar disso, o fármaco é capaz de gerar estímulo celular com consequente combate aos fungos, demonstrando sua eficácia na paracoccidioidomicose experimental.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESParacoccidioidomycosis (PCM) is a systemic and endemic granulomatous mycosis caused by fungi of the Paracoccidioides spp. complex. There are currently few pharmacological options available for the treatment of this mycosis. In light of this, the effects of the antifungal drug Fluconazole (FLC) on PCM were investigated. To assess its effects, the cytotoxicity of FLC was evaluated against Paracoccidioides lutzii (Pl) and Paracoccidioides brasiliensis strain 18 (Pb18) using in vitro assays. Cytotoxicity was also tested in splenic cells. Subsequently, samples for ex vivo experiments were obtained through subcutaneous infection using the air pouch model in Swiss mice. In the in vitro experiments, all three doses of FLC demonstrated a reduction in the number of viable Pl fungi. Similarly, the doses also reduced the absolute number of Pb18 cells. To evaluate the antimicrobial activity of the drug, a macrodilution technique was employed using concentrations of 1, 2, and 3 mg/mL. In the ex vivo experiments, it was observed that the 2 mg/mL concentration of FLC stimulated greater cell migration compared to 1 mg/mL in infections with both fungal strains. Conversely, in the groups infected with Pb18, no significant differences were observed between infected and treated groups. There was no difference in H₂O₂ production in the Pl-infected groups; however, during Pb18 infection, H₂O₂ production was lower in the group treated with 2 mg/mL compared to the control. On the other hand, the 2 mg/mL dose stimulated catalase production during Pl infection. The highest production of reactive oxygen species (ROS) was observed with 2 mg/mL of FLC during Pl infection and 1 mg/mL during Pb18 infection. Treatment with FLC resulted in differential effects on the two fungal strains: in Pl infection, it stimulated the production of IL-17, IL-12, and TNF-α, while in Pb18 infection, it led to a decrease in IL-4, IL-17, KC, and TNF-α levels, and an increase in IL-1β. Taken together, the results suggest that different doses of FLC, in the presence of either Pl or Pb18, stimulate immune response cells in distinct ways. Nonetheless, the drug is capable of eliciting cellular activation leading to fungal control, thereby demonstrating its efficacy in experimental paracoccidioidomycosis.94Universidade Federal de AlfenasSedeMestrado em Ciências BiológicasPrograma de Pós-graduação em Ciências BiológicasUNIFAL-MGInstituto de Ciências da Naturezainfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 BrazilCiências BiológicasImunomodulaçãoFluconazolParacoccidioides brasiliensisParacoccidioides lutziiImmunomodulationFluconazoleEfeito do fluconazol na infecção paracoccidioidomicótica em modelo experimental murinoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal de Alfenas - RiUnifalinstname:Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)instacron:UNIFALCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8905https://repositorio.unifal-mg.edu.br/bitstreams/2dcccebb-770f-44b8-9064-c9a83cd2e7fe/download57e258e544f104f04afb1d5e5b4e53c0MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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