Galectina-3 como mediador da resposta imunológica contra Paracoccidioides brasiliensis: impactos no crescimento fúngico e em vesículas extracelulares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ferreira, Otávio Willian Hideo Hatanaka
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04042025-115703/
Resumo: Os fungos patogênicos termodimórficos Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii são os agentes causadores da paracoccidioidomicose (PCM), a micose sistêmica mais prevalente na América Latina. A galectina-3 (Gal-3), uma lectina que se liga a β-galactosídeos, desempenha papéis fundamentais nas infecções microbianas, incluindo a indução de uma resposta imune polarizada para Th2 na PCM. Nesta tese, demonstramos que Gal-3 também exerce funções adicionais relevantes na infecção por P. brasiliensis. Observamos que os níveis de Gal-3 estão elevados em infecções em humanos e camundongos, e verificamos que essa proteína inibe o crescimento de P. brasiliensis ao interferir no brotamento fúngico. Além disso, Gal-3 pode influenciar a estabilização e a internalização das vesículas extracelulares (EVs) de P. brasiliensis por macrófagos. Nossos resultados indicam papeis protetores importantes para a Gal-3 na infecção por P. brasiliensis, sugerindo que o aumento da produção dessa proteína durante a infecção pode afetar tanto o crescimento fúngico quanto a estabilidade das EVs, promovendo efeitos benéficos que podem influenciar o curso da PCM. A evidência de que Gal-3 tem efeitos contra P. brasiliensis, juntamente com seus efeitos já relatos contra Cryptococcus neoformans, sugere que essa molécula pode desempenhar um papel antifúngico nas defesas inatas contra patógenos fúngicos.
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