Injúria Renal Aguda e COVID-19: um estudo comparativo entre a primeira e a segunda onda no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Favarin, Ana Júlia [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/253215
Resumo: A pandemia de SARS-CoV-2 iniciou-se e, desde então, passamos a compreender suas principais implicações no organismo humano, dentre elas, a injúria renal aguda (IRA), associada a piores desfechos e quadros respiratórios mais graves. Em nosso país, foram identificados dois momentos epidemiológicos, caracterizados como primeira e segunda ondas, sendo esta última responsável por um número superior de mortes. Este estudo de coorte prospectiva, pretendeu ampliar a compreensão acerca da IRA na infecção pelo coronavírus, avaliando a incidência e fatores de risco associados ao prognóstico em pacientes hospitalizados com diagnóstico confirmado de COVID-19, comparando a primeira e a segunda ondas. Foram analisados os dados de 887 pacientes internados de março de 2020 a maio de 2021 em um hospital público terciário, em uma cidade do Estado de São Paulo (Brasil). Os dados foram processados no programa STATA 8.0. Foi realizada análise descritiva, sendo calculadas medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas e de frequência para as variáveis categóricas. Foi estabelecida como variável dependente a ocorrência de IRA e, após, realizada análise multivariada e cálculo de Odds Ratio (OR). Segundo a regressão logística, os fatores de risco encontrados para IRA foram o uso de diuréticos, necessidade de ventilação mecânica, uso de droga vasoativa, presença de dislipidemia, proteinúria, hematúria e doença renal crônica. Já os fatores de risco para o óbito foram a hipertensão arterial, uso de ventilação mecânica, presença de proteinúria, IRA, principalmente KDIGO 3, D-dímero, escore SOFA e escore ATN-ISS elevados. Foram identificadas como variáveis que apresentaram diferença no perfil dos pacientes entre as duas ondas da pandemia, sendo mais frequentes na primeira onda, o sexo masculino e a etnia caucasiana e mais frequentes na segunda onda o uso de ventilação mecânica, presença de proteinúria, maiores valores de D-dímero e do escore ATN-ISS. É possível concluir que a segunda onda apresentou-se de maneira mais grave, porém evoluindo com taxa de mortalidade similar a primeira onda, (40,7% e 35,9%, respectivamente).
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Foram analisados os dados de 887 pacientes internados de março de 2020 a maio de 2021 em um hospital público terciário, em uma cidade do Estado de São Paulo (Brasil). Os dados foram processados no programa STATA 8.0. Foi realizada análise descritiva, sendo calculadas medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas e de frequência para as variáveis categóricas. Foi estabelecida como variável dependente a ocorrência de IRA e, após, realizada análise multivariada e cálculo de Odds Ratio (OR). Segundo a regressão logística, os fatores de risco encontrados para IRA foram o uso de diuréticos, necessidade de ventilação mecânica, uso de droga vasoativa, presença de dislipidemia, proteinúria, hematúria e doença renal crônica. Já os fatores de risco para o óbito foram a hipertensão arterial, uso de ventilação mecânica, presença de proteinúria, IRA, principalmente KDIGO 3, D-dímero, escore SOFA e escore ATN-ISS elevados. Foram identificadas como variáveis que apresentaram diferença no perfil dos pacientes entre as duas ondas da pandemia, sendo mais frequentes na primeira onda, o sexo masculino e a etnia caucasiana e mais frequentes na segunda onda o uso de ventilação mecânica, presença de proteinúria, maiores valores de D-dímero e do escore ATN-ISS. É possível concluir que a segunda onda apresentou-se de maneira mais grave, porém evoluindo com taxa de mortalidade similar a primeira onda, (40,7% e 35,9%, respectivamente).The SARS-CoV-2 pandemic began, and since then, we have come to understand its main implications in the human body, including acute kidney injury(AKI), associated with worse outcomes and more severe respiratory conditions. In our country, two epidemiological moments were identified, characterized as the first and second waves, with the latter responsible for a higher number of deaths. This prospective cohort study aimed to expand the understanding of AKI in coronavirus infection, evaluating the incidence and risk factors associated with prognosis in hospitalized patients with confirmed COVID-19 diagnosis, comparing the first and second waves. Data from 887 patients hospitalized from March 2020 to May 2021 in a tertiary public hospital in a city in the State of SãoPaulo (Brazil) were an alyzed. The data were processed using STATA 8.0 software. Descriptive analysis was performed, calculating measures of central tendency and dispersion for continuous variables, and frequency for categorical variables. The occurrence of AKI was established as the dependent variable, followed by multivariate analysis and calculation of Odds Ratio (OR). According to logistic regression, the risk factors found for AKI were diuretic use, need for mechanical ventilation, use of vaso active drugs, presence of dyslipidemia, proteinuria, hematuria, and chronic kidney disease. Hypertension, mechanical ventilation, presence of proteinuria, AKI (particularly KDIGO 3), D-dimer, SOFA score, and ATN-ISS score were identifiedas risk factors for death. Variables that showed a difference in patient profiles between the two waves of the pandemic were identified, with male sex and Caucasian ethnicity being more frequentin the first wave, and mechanical ventilation use, presence of proteinuria, D-dimer values, and ATN-ISS score being more frequent in the second wave. It can be concluded that the second wave presented it self in a more severe manner, but with asimilar mortality rate to the first wave (40.7%and35.9%,respectively).Universidade Estadual Paulista (Unesp)Ponce, Daniela [UNESP]Faculdade de Medicina de BotucatuFavarin, Ana Júlia [UNESP]2024-02-06T19:26:50Z2024-02-06T19:26:50Z2023-07-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfFAVARIN, Ana Júlia. Injúria renal aguda e COVID-19: um estudo comparativo entre a primeira e a segunda onda no Brasil. Orientador(a): Daniela Ponce. 2023. Dissertação de Mestrado (Mestrado Profissional em Pesquisa Clínica) - Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, 2023.https://hdl.handle.net/11449/25321533004064089P0Não constaNão constaporNão constainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T05:00:29Zoai:repositorio.unesp.br:11449/253215Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T05:00:29Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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