Ocorrência de injúria renal aguda em pacientes internados por COVID-19 em um hospital público universitário em São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Martins, Loami Gonçalves Aguiar
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-16122025-095419/
Resumo: A COVID-19 é uma doença adquirida pelo contato das vias aéreas com gotículas infectadas com o vírus SARS-CoV-2, que compromete o sistema respiratório e tem potencial para atingir outros órgãos, aumentando o risco de hospitalização e morte. Nos pacientes com a forma grave da COVID-19, tornou-se frequente a queda abrupta da função renal, denominada injúria renal aguda (IRA), o que eleva a chance de morte. Esta coorte calculou a incidência de IRA, em pacientes críticos e não-críticos hospitalizados por COVID-19 e através das análises estatísticas identificou os fatores de risco associados ao seu surgimento e aqueles associados ao seu prognóstico (variáveis demográficas, laboratoriais e clínicas), e a mortalidade (inclusive os fatores associados ao óbito) através da análise dos prontuários médicos eletrônicos de um hospital universitário quaternário que durante a pandemia atuou como centro de referência na maior cidade da América Latina. Foram analisados 2.239 pacientes, todos com diagnóstico laboratorial de COVID-19 pelo exame RT-PCR, sendo 58,6% do sexo masculino e 41,4% do sexo feminino, com 58,7% de idosos. A IRA foi diagnosticada conforme os critérios do KDIGO que considera a elevação da creatinina sérica comparada à de referência do indivíduo. Esta ocorreu em 38,2% dos pacientes, e 41,0% dos óbitos ocorreram entre aqueles com IRA elevando o risco de morte conforme o estágio da IRA. A idade mediana dos pacientes que desenvolveram IRA foi de 63 anos. As comorbidades mais prevalentes na população foram: hipertensão arterial sistêmica, diabetes melittus e as doenças cardiovasculares. Os exames laboratoriais de admissão demostraram que biomarcadores importantes para analisar a evolução da saúde renal e o algoritmo Simplified Acute Physiology Score - SAPS 3 estavam elevados nos pacientes que desenvolveram IRA e principalmente nos pacientes que faleceram. Pacientes que desenvolveram IRA tiveram internação mais longa (18 dias) quando comparados aos que não a desenvolveram (12 dias). Indivíduos com insuficiência renal tiveram RC 2,0 (IC95% 1,4-2,9), os submetidos às terapias de drogas vasoativas RC de 2,9 (IC95% 2,4-3,5), os que receberam suporte ventilatório RC de 3,2 (IC95% 2,6-3,8), e ser admitido em UTI RC de 4,0 (IC95% 3,2-5,0) com associações significativas com o desfecho de IRA ajustados para sexo e idade. Neles, a mortalidade foi proporcionalmente mais elevada conforme a gravidade da IRA.
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spelling Ocorrência de injúria renal aguda em pacientes internados por COVID-19 em um hospital público universitário em São Paulo, BrasilOccurrence of acute kidney injury in patients hospitalized for COVID-19 at a public university hospital in São Paulo, BrazilAcute Kidney InjuryCOVID-19COVID-19Injúria Renal AgudaMortalidadeMortalitySARS-CoV-2SARS-CoV-2A COVID-19 é uma doença adquirida pelo contato das vias aéreas com gotículas infectadas com o vírus SARS-CoV-2, que compromete o sistema respiratório e tem potencial para atingir outros órgãos, aumentando o risco de hospitalização e morte. Nos pacientes com a forma grave da COVID-19, tornou-se frequente a queda abrupta da função renal, denominada injúria renal aguda (IRA), o que eleva a chance de morte. Esta coorte calculou a incidência de IRA, em pacientes críticos e não-críticos hospitalizados por COVID-19 e através das análises estatísticas identificou os fatores de risco associados ao seu surgimento e aqueles associados ao seu prognóstico (variáveis demográficas, laboratoriais e clínicas), e a mortalidade (inclusive os fatores associados ao óbito) através da análise dos prontuários médicos eletrônicos de um hospital universitário quaternário que durante a pandemia atuou como centro de referência na maior cidade da América Latina. Foram analisados 2.239 pacientes, todos com diagnóstico laboratorial de COVID-19 pelo exame RT-PCR, sendo 58,6% do sexo masculino e 41,4% do sexo feminino, com 58,7% de idosos. A IRA foi diagnosticada conforme os critérios do KDIGO que considera a elevação da creatinina sérica comparada à de referência do indivíduo. Esta ocorreu em 38,2% dos pacientes, e 41,0% dos óbitos ocorreram entre aqueles com IRA elevando o risco de morte conforme o estágio da IRA. A idade mediana dos pacientes que desenvolveram IRA foi de 63 anos. As comorbidades mais prevalentes na população foram: hipertensão arterial sistêmica, diabetes melittus e as doenças cardiovasculares. Os exames laboratoriais de admissão demostraram que biomarcadores importantes para analisar a evolução da saúde renal e o algoritmo Simplified Acute Physiology Score - SAPS 3 estavam elevados nos pacientes que desenvolveram IRA e principalmente nos pacientes que faleceram. Pacientes que desenvolveram IRA tiveram internação mais longa (18 dias) quando comparados aos que não a desenvolveram (12 dias). Indivíduos com insuficiência renal tiveram RC 2,0 (IC95% 1,4-2,9), os submetidos às terapias de drogas vasoativas RC de 2,9 (IC95% 2,4-3,5), os que receberam suporte ventilatório RC de 3,2 (IC95% 2,6-3,8), e ser admitido em UTI RC de 4,0 (IC95% 3,2-5,0) com associações significativas com o desfecho de IRA ajustados para sexo e idade. Neles, a mortalidade foi proporcionalmente mais elevada conforme a gravidade da IRA.COVID-19 is an infectious disease acquired through exposure to airborne droplets contaminated with the SARS-CoV-2 virus. It primarily compromises the respiratory system but can also affect other organs, increasing the risk of hospitalization and death. While an abrupt decline in renal function, termed acute kidney injury (AKI), is a frequent complication in severe COVID-19 cases, this study aimed to investigate its incidence across the entire spectrum of hospitalized patients. This cohort study calculated the incidence of AKI in both critical and non critical patients hospitalized for COVID-19 at a quaternary university hospital, which served as a reference center in the largest city in Latin America during the pandemic. Through statistical analysis of electronic medical records, we identified risk factors associated with AKI onset, its prognosis (using demographic, laboratory, and clinical variables), and mortality. We analyzed 2,239 patients with laboratory-confirmed COVID-19 by RT-PCR; 58.6% were male, 41.4% female, and 58.7% were elderly. AKI was diagnosed according to KDIGO criteria based on serum creatinine elevation from baseline. AKI occurred in 38.2% of patients, and 41.0% of all deaths occurred in this group, with mortality risk increasing with AKI severity. The median age of patients who developed AKI was 63 years. The most prevalent comorbidities were systemic arterial hypertension, diabetes mellitus, and cardiovascular diseases. Admission laboratory tests revealed that biomarkers of renal impairment and the Simplified Acute Physiology Score (SAPS 3) were elevated in patients who developed AKI, particularly in those who died. The hospital stay was longer for AKI patients (18 days) than for those without AKI (12 days). Individuals with Kidney failure had an OR of 2.0 (95% CI 1.4-2.9); those who received vasoactive drug therapy had an OR of 2.9 (95% CI 2.4-3.5); patients who required ventilatory support had an OR of 3.2 (95% CI 2.6-3.8); and admission to the ICU was associated with an OR of 4.0 (95% CI 3.2-5.0), all demonstrating significant associations with the outcome of AKI after adjustment for sex and age. Among these individuals, mortality increased proportionally with the severity of AKI.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRoza, Daiane Leite daMartins, Loami Gonçalves Aguiar2025-10-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-16122025-095419/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-16T12:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-16122025-095419Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-16T12:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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