Estrutura, composição e riqueza da comunidade arbórea e relações com variáveis edáficas e topográficas na Floresta Pluvial Atlântica no Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Morais, Rodrigo Ferreira De [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152967
Resumo: Nas florestas tropicais os complexos fatores ambientais responsáveis pelos padrões de distribuição espacial da vegetação são de grande interesse de pesquisas em ecologia vegetal. O objetivo principal desta tese foi estudar a estrutura e a composição florística da comunidade arbórea da Floresta Pluvial Atlântica (Floresta Ombrófila Densa Montana) em um gradiente de altitude, e as possíveis correlações com fatores topográficos e edáficos no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos de Picinguaba, Santa Virgínia e Cunha, no sudeste do Brasil. Para tanto, esta tese foi dividida em três capítulos. No primeiro analisamos as variações na estrutura, composição e a riqueza em escala local e as relações com as variáveis topográficas e edáficas. No segundo verificamos a similaridade florística, e variações na riqueza e estrutura da comunidade arbórea entre as altitudes de 600 e 1.100 m, e verificamos as relações dos padrões florísticos e de riqueza com os fatores topográficos e edáficos. Por fim, no terceiro capítulo analisamos as variações na estrutura, composição e riqueza de espécies da comunidade arbórea relacionadas as condições edáficas, e a contribuição na diversidade beta no gradiente de altitude (600, 800, 1.000 e 1.100 m). Em cada altitude foram implantadas 4 parcelas de 50 x 50 m, subdividas em 10 x 10 m. Realizamos os levantamentos florísco-fitossociológicos aos 600 e 1.100 m de altitude, e as medições das variáveis topográficas e amostragem do solo aos 600, 1.000 e 1.100 m. Compilamos os dados dos levantamentos aos 800 e 1.000 m de altitude, e para as variáveis edáficas e topográficas da cota de 800 m. Foram amostrados os indivíduos com PAP ≥ 15 cm. Os resultados indicam que as variáveis edáficas e topográficas não influenciaram nos parâmetros estruturais da comunidade arbórea, no entanto, estiveram relacionadas com a distribuição das espécies e riqueza local. Os efeitos do solo e da topografia na distribuição das espécies e na riqueza divergem parcialmente em diferentes altitudes (600 e 1.100), sendo estas divergências atribuídas às diferentes condições topográficas das florestas, nas quais os efeitos da topografia na comunidade arbórea e nas condições edáficas são mais pronunciados em ambientes com amplitudes de maior inclinação. As características florísticas e estruturais da floresta aos 1.100 m, indicam uma região de transição entre a Floresta Ombrófila Densa Montana e Altomontana. No gradiente de altitude verificamos diferenças na composição florística e alta substituição de espécies, sendo que as florestas de altitude mais elevadas (1.000 e 1.100 m) mais contribuem para diversidade beta. Diferenças na riqueza ao longo do gradiente não foram relacionadas com as variáveis edáficas, sendo as menores riquezas encontradas nos extremos do gradiente, já as diferenças na composição florísticas estiveram relacionadas às condições edáficas do gradiente de altitude.
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O objetivo principal desta tese foi estudar a estrutura e a composição florística da comunidade arbórea da Floresta Pluvial Atlântica (Floresta Ombrófila Densa Montana) em um gradiente de altitude, e as possíveis correlações com fatores topográficos e edáficos no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos de Picinguaba, Santa Virgínia e Cunha, no sudeste do Brasil. Para tanto, esta tese foi dividida em três capítulos. No primeiro analisamos as variações na estrutura, composição e a riqueza em escala local e as relações com as variáveis topográficas e edáficas. No segundo verificamos a similaridade florística, e variações na riqueza e estrutura da comunidade arbórea entre as altitudes de 600 e 1.100 m, e verificamos as relações dos padrões florísticos e de riqueza com os fatores topográficos e edáficos. Por fim, no terceiro capítulo analisamos as variações na estrutura, composição e riqueza de espécies da comunidade arbórea relacionadas as condições edáficas, e a contribuição na diversidade beta no gradiente de altitude (600, 800, 1.000 e 1.100 m). Em cada altitude foram implantadas 4 parcelas de 50 x 50 m, subdividas em 10 x 10 m. Realizamos os levantamentos florísco-fitossociológicos aos 600 e 1.100 m de altitude, e as medições das variáveis topográficas e amostragem do solo aos 600, 1.000 e 1.100 m. Compilamos os dados dos levantamentos aos 800 e 1.000 m de altitude, e para as variáveis edáficas e topográficas da cota de 800 m. Foram amostrados os indivíduos com PAP ≥ 15 cm. Os resultados indicam que as variáveis edáficas e topográficas não influenciaram nos parâmetros estruturais da comunidade arbórea, no entanto, estiveram relacionadas com a distribuição das espécies e riqueza local. Os efeitos do solo e da topografia na distribuição das espécies e na riqueza divergem parcialmente em diferentes altitudes (600 e 1.100), sendo estas divergências atribuídas às diferentes condições topográficas das florestas, nas quais os efeitos da topografia na comunidade arbórea e nas condições edáficas são mais pronunciados em ambientes com amplitudes de maior inclinação. As características florísticas e estruturais da floresta aos 1.100 m, indicam uma região de transição entre a Floresta Ombrófila Densa Montana e Altomontana. No gradiente de altitude verificamos diferenças na composição florística e alta substituição de espécies, sendo que as florestas de altitude mais elevadas (1.000 e 1.100 m) mais contribuem para diversidade beta. Diferenças na riqueza ao longo do gradiente não foram relacionadas com as variáveis edáficas, sendo as menores riquezas encontradas nos extremos do gradiente, já as diferenças na composição florísticas estiveram relacionadas às condições edáficas do gradiente de altitude.In tropical forests, the complex environmental factors responsible for the spatial distribution patterns of vegetation are of great interest for research in plant ecology. The main objective of this research was to analyze the structure and floristic composition of the tree community of the Atlantic Rain Forest (Montana Rain Forest) in a gradient of altitude, and possible correlations with topographic and soil factors in the Atlantic Rain Forest in the State Park Serra do Mar, Núclo of Picinguaba, Santa Virgínia and Cunha, in Southeastern Brazil. To this purpose, we divided this research into three chapters. At first we examined the changes in the structure, composition and richness at the local level and relations with topographic and edaphic variables. In the second, we evaluated the floristic similarity and variations in richness and structure of the tree community between the altitudes of 600 and 1.100 m, and verify the relations of floristic patterns and richness with topographic and edaphic factors. Finally, in the third chapter we examined the changes in the structure, composition and species richness of tree community related to soil conditions, and the contribution in the beta diversity in altitude gradient (600, 800, 1.000 and 1.100 m). At each altitude, we implanted four plots of 50 x 50 m, subdivided into 10 x 10 m. We conducted flora-Phytosociological surveys at the 600 and 1.100 m a.s.l, took measurements of the environmental variables and soil sampling of the 600, 1.000 and 1.100 m. We compiled data from surveys at 800 and 1.000 m a.s.l, and the soil and topographic variables quota of 800 m. Individuals with PBH ≥ 15 cm were sampled. The results indicate that soil and topographic variables did not influence the structural parameters of the tree community, however, they were related to the distribution of species and the local richness. The effects of soil and topography in species distribution and richness partially diverge at different altitudes (600 and 1.100), and these differences attributed to the different topographical conditions of the forests, where the effects of topography on the tree community and the soil conditions are more pronounced in environments with greater inclination amplitudes. The floristic and structural characteristics of the forest at 1.100 m, indicate a transition region between the Atlantic Rain Forest and Upper Montane and Montana. In the elevation gradient, we found differences in the floristic composition and high turnover of species, and the forests at greater altitudes (1.000 to 1.100 m) contributed more to beta diversity. Differences in richness over gradient were not related to the edaphic variables, and the lowest richness found in the extremes of the gradient. In the other hand, the differences in floristic composition were related to soil conditions of altitude gradient.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Assis, Marco Antonio de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Morais, Rodrigo Ferreira De [UNESP]2018-03-12T12:06:27Z2018-03-12T12:06:27Z2016-01-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/15296700089807233004137005P64830964329792347porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-10-23T12:52:51Zoai:repositorio.unesp.br:11449/152967Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-10-23T12:52:51Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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